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Remi-015 - Manual Do Companheiro Franco Maçom - Corporativo

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  Manual do Companheiro Franco Maçom Estudo Interpretativo dos Símbolos e Alegorias Do Segundo Grau Maçônico Dedicado aos Irmãos Companheiros Este segundo grau no qual fostes admitido, é o resultado natural dos vossos esforços; primeiramente: tendo aprendido, tereis de provar, ou seja, demonstrar na prática, com uma atividade fecunda, os vossos conhecimentos e reconhecimentos interiores. Nisso essencialmente se insere a qualidade deCompanheiro, ou obreiro da inteligência construtora, no qual se converteu como resultado de umaprendizado fiel e perseverante. Sua iniciação efetiva nessa arte, como obreiro ou artista, o faz companheiro de todos os que praticamem comunhão de ideais e objetivos, compartilhando o pão dos conhecimentos e capacidades, adquiridos por meio do estudo e da experiência, como resultado dos esforços numa atividade útil e construtiva. O sentimento de solidariedade ou companheirismo  que nasce de tão íntima comunhão, é, e deveria ser a característica fundamental deste grau maçônico. O aprendiz, em virtude de seus conhecimentos ainda rudimentares, e de sua incapacidade simbólica para uma obra realmente eficiente, por não ter sido ainda provadas sua perseverança e firmeza de propósitos, não pode sentir ainda esta solidariedade que nasce do sentimento de igualdade com os que praticam a Arte; sendo que deveesforçar-se constantemente para estar alinhado  com os Princípios, e poder chegar assim em nível com aqueles que se estabeleceram nos mesmos. A liberdade  é o ideal e a aspiração do Aprendiz, cujos esforços se dirigem principalmente a libertar-se dos julgo das paixões, dos erros e vícios; já que cada vício é um vínculo que o detém, retardando o seu progresso. Por meio do esforço vertical, simbolizado pelo prumo (em sentido oposto à gravidade das propensões negativas que constituem a polaridade inferior de seu ser), chega a conquistar aquelaliberdade que só se encontra na fidelidade aos Ideais, Princípios e Aspirações mais elevados de nosso ser. Página 1de 94Manual do Companheiro Franco-Maçon30/3/2005ebook:lmcmal18.htm  A igualdade  deve ser a característica principal do Companheiro que aspira elevar-se interiormente até o seu mais elevado Ideal e, em conseqüência, ao nível dos que se esforçam no mesmo caminho e  para as mesmas finalidades. Enquanto para a fraternidade  não pode ser, se não o resultado de haver-se identificado de uma maneira ainda mais íntima com seus irmãos, quaisquer que sejam as diferenças exteriores que, como barreiras, aparentam elevar-se algumas vezes entre os homens. Sem dúvida, o aprendizado que o Aspirante terminou simbolicamente, ao ser admitido no segundo grau, ainda não está concluído: onde quer que estejamos e em qualquer condição, em qualquer grau maçônico não deixamos de ser aprendizes,  porque sempre temos algo a aprender. E este desejo ouatitude para aprender é a condição permanente de toda possibilidade de progresso interior. Porém à qualidade de aprendiz deve agregar-se algo mais: a capacidade de demonstrar e colocar em prática em atividade construtiva os conhecimentos adquiridos, e por meio desta capacidade realizadora é como se chega a converter-se em verdadeiros Companheiros. Igualmente, a capacidade de alcançar um estado mental de firmeza, perseverança e igualdade não os dispensa da necessidade de seguir esforçando-se para estar constantemente em prumo com os seus ideais, princípios e aspirações espirituais. Cada grau maçônico simboliza, pois, uma condição, qualidade, prerrogativa, dever e responsabilidade que se somam às precedentes sem que nos dispensem de cumprir com as mesmas. Portanto, à qualidade de Companheiro deve agregar-se a de Aprendiz de maneira que, sem que cesse o esforço de aprender e progredir, esta atividade se faça fecunda e produtiva , segundo o expressa o sentido da palavra que indica a passagem do primeiro ao segundo grau. Assim pois, por haver sido admitido em um grau superior, não deveis esquecer vossa instrução de Aprendiz, nem tampouco deixar de continuar estudando e meditando o simbolismo do primeiro grau:o malho, o cinzel e o esquadro não são menos necessários pelo fato de que aprendestes também o uso do compasso, da alavanca e da régua, que os complementam, porém não os substituem. Cada grau maçônico é, sobre tudo, um novo grau de compreensão da mesma doutrina, um grau situado além da capacidade no uso dos mesmos instrumentos, cujas infinitas possibilidadesdependem somente de nosso desenvolvimento interior. Com o mesmo malho e cinzel, fará o humilde canteiro ao princípio de sua carreira, uma pedra toscamente lapidada; o obreiro esperto um trabalhomuito mais proveitoso para os objetivos da construção; um artista de maior habilidade saberá fazer dela um capitel ou outra obra ornamental. Porém o escultor que sabe expressar na mesma pedra umideal de beleza, fará dos mesmos instrumentos um uso infinitamente superior, e o valor de sua obraserá por certo muito maior. O mesmo ocorre com os graus maçônicos, caracterizados tanto por uma maior capacidade no uso dos primeiros e fundamentais instrumentos da Arte, como por novos instrumentos simbólicos desconhecidos nos primeiros graus. Porém, o uso sempre perfeito dos instrumentos elementares, é o que torna úteis e proveitosos os demais instrumentos, que de nada serviriam, para aqueles que não tivessem aprendido ainda a manejar os primeiros.  Não esqueçais, portanto, ao ingressar nessa segunda etapa de vossa carreira maçônica, que todo vosso progresso nela, como na sucessivas, dependem de vossa crescente capacidade  de interpretar os elementos fundamentais do simbolismo da Arte, aprendendo a vivê-los e realizá-los de uma forma sempre mais perfeita e proveitosa; já que cada grau não é outra coisa que uma melhor, mais iluminada, elevada e profunda compreensão e realização do programa de Aprendiz, que será para sempre a base do Edifício Maçônico, dado que no seu simbolismo está concentrada toda a doutrina que se desenvolve e se explica nos graus sucessivos. PRIMEIRA PARTEPágina 2de 94Manual do Companheiro Franco-Maçon30/3/2005ebook:lmcmal18.htm  O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA MAÇONARIA MODERNA O grau de Aprendiz, busca a resposta à pergunta (de onde viemos?) e a esse grau compete o estudodas srcens primeiras da nossa ordem, as quais tivemos buscando no primeiro Manual desta série, assim também é especial a competência do segundo grau simbólico em responder à pergunta (quem somos ?), estudando a história da Maçonaria Moderna. Os princípios da Maçonaria, conforme os conhecemos atualmente, se devem principalmente aoestado de decadência em que se encontravam, ao fim do século XVII, os antigos grupos de construtores, assim como as demais corporações de ofício, que tinham florescido nos séculos anteriores, alcançando o seu apogeu próximo ao fim da idade média. As causas dessa decadência foram por um lado a diminuição do fervor religioso que seguiu a Reforma, de maneira que aconstrução das igrejas foi cedendo seu lugar a outros edifícios profanos, tanto públicos como  privados; e também por um grau maior de especialização dos operários nos respectivos trabalhos, e a falta de conveniência por parte desses, de seguirem reunindo-se em associações organizadas para a  prática de uma arte determinada. Precisamente por esta razão, no mesmo século XVII, havia se estendido a prática de admitir nos grupos de construtores, membros honorários (maçons aceitos), ainda inteiramente estranhos à prática da arte de construir, porém que cooperavam para proverem materialmente e moralmente essesgrupos. O dia em que estes maçons-aceitos começaram a prevalecer sobre os de ofícios, e se lhes concederam cargos de direção (dos quais estavam excluídos anteriormente), foi precisamente o  ponto que assinalou a transformação conhecida com nome de maçonaria operativa em especulativa; ainda que o desenvolvimento de um caráter teve de ser mais gradual, entretanto de nenhuma maneira necessariamente implicado pela presença dos membros honorários, apesar do número destes. A GRANDE LOJA DE LONDRES Assim foi que, em 1717, os escassos membros remanescentes de quatro lojas londrinas, que tinhamos seus lugares de permanência  (segundo o costume naquela época), em quatro diferentes hospedarias, decidiram celebrar juntos na hospedaria do Manzano sua reunião anual de 24 de junho (dia de São João Batista). Nessa reunião, que depois se tornou tradicional por essa razão histórica, sem que os seus participantes pudessem dar-se conta disso, tratando de buscar uma solução para as suas condições, que nos últimos tempos se encontravam cada vez menos prósperas. Os presentes decidiram juntar-se na, que depois (em 1738) passaram a chamar uma Grande Loja, elegendo para presidi-la oficiais especiais, que deviam promover a sua prosperidade. Esses foram: Antônio Sayer, homem desconhecido e de modesta condição, inteiramente estranho ao ofício de pedreiro, que foi nomeado Grão Mestre; Jacob Lamball, carpinteiro; José Elliot, capitão; foram eleitos grandes vigilantes 1 . Dados que essas Lojas não eram as únicas então existentes (algumas das outras, como de Preston chegaram até os nossos dias) não há dúvida de que de nenhuma maneira poderia tratar-se então de eleger a um Grão Mestre dos Maçons , que para tal não tinham autoridade, se não apenas dessas quatro Lojas, não se podendo sequer assegurar-se que tal título foi efetivamente utilizado nessa ocasião, ainda que poderia muito bem ter sido; com esta atribuição restrita. Sem dúvida, somente depois, e por mérito de homens que, sob diversas circunstâncias foram atraídos à essa Grande Loja , que as denominações de Grão Mestre e Grande Loja adquiriram real significado eimportância. O desenvolvimento futuro de nossa Instituição, a partir dessa modesta reunião, não estava de nenhuma forma condicionado à mesma, e só se deve à Força Espiritual que aproveitou e vivificou esse pequeno e modesto agrupamento do qual brotou um movimento que se estendeu para toda aPágina 3de 94Manual do Companheiro Franco-Maçon30/3/2005ebook:lmcmal18.htm  superfície da terra. Sempre são, pois, as idéias, as que operam no mundo, por sobre os indivíduos que se fazem seus meios, veículos e instrumentos. É na força das idéias, que animam e inspiram os homens, que se deve todo o progresso e toda a obra ou instituição de alguma importância, por traz daqueles que aparecem exteriormente como seus fundadores e expoentes.  No que particularmente se refere à Maçonaria, não há dúvida que suas srcens mais verdadeiras, vão muito além desses homens de boa vontade e de medíocre inteligência que unicamente se  preocuparam em salvar suas lojas da decadência que as ameaçava, por meio da união das mesmas. Deve-se buscar essas srcens na Idéia Espiritual central, que oculta no seu cerne, o verdadeiro segredo maçônico, assim como das demais idéias relacionadas com aquela, das quais se fez, emdiferentes momentos e circunstâncias especiais. A essa idéia central, ainda oculta e secreta para a maioria de seus adeptos, também devemos o conjunto de tradições, alegorias, símbolos e mistérios, que tem vindo se apropriando, e em parte criando e modificando, para embelezar e dar maior brilho a seus trabalhos, cujas srcens, como a deseus cerimoniais, são antiquíssimos, tendo nos sido transmitindo através de diferentes civilizações que se desenvolveram sucessivamente sobre o nosso planeta. Desse ponto de vista está perfeitamente ustificado o empenho dos primeiros historiadores maçônicos, começando com Anderson, e dos que fizeram ou adaptaram os seus rituais, para relacionar nossa instituição com todos os movimentos espirituais e tradições místicas iniciáticas da antigüidade, segundo também tratamos de faze-lo no manual do Aprendiz. Pois se é certo que a Maçonaria Moderna tem sua iniciação nessa fortuita agremiação de quatro Lojas que juntando-se, puderam salvar-se da dissolução a que pareciam inevitavelmente destinadas -como são todas as coisas que não sabem renovar-se quando chega o momento oportuno - e que, dessa maneira prosperaram muito além de suas expectativas, não é menos certo que souberam recorrer em segredo a herança de todos os segredos, mistérios e tradições, assim como souberam fazer-se o receptáculo das grandes e nobres idéias que constituem um fermento vital e um impulsorenovador no meio em que atuavam. E se pela natureza da obra pode-se reconhecer o artista que a concebeu e realizou, julgamos a Maçonaria pela mística beleza de seu conjunto simbólico- ritual, a essa obra sem dúvida não se pode dar outro qualificado que não o de Magistral. em sua essência mais íntima e profunda, qualquer que  possa ser sua filiação exterior e aparente, não pode ser se não Obra de Mestre na acepção mais  profunda da palavra. Essa essência íntima é o Logos, ou verdadeira palavra que deve buscar-se em toda Loja  Justa e Perfeita , a idéia espiritual que nela se deve realizar. Essa mesma idéia, cujas latentes possibilidades foram depois se desenvolvendo - a maioria delas esperam ainda a oportunidade para vir à luz - tem sido a semente da árvore poderosa que representa a Maçonaria Moderna : um meio destinado ao reconhecimento e à prática da fraternidade, um crisol de idéias e um movimento libertador das consciências e dos povos. PRIMEIROS DIRIGENTES  Nas sucessivas assembléias solsticiais de 1718 e 1719 foram eleitos Grandes Mestres da Grande Lojade Londres, respectivamente, Jorge Payne e Juan Teófilo Desagulier, o primeiro dos quais tomou novamente o malhete presidencial de 1720. A esses dois homens se devem, o nascimento da Grande Loja e o impulso espiritual renovador, assimcomo as linhas ideológicas que depois caracterizaram a Maçonaria Moderna. O primeiro, ex-funcionário governamental, homem muito ativo, enérgico e de posições liberal, parece haver sido levado à sociedade, a que levou o prestígio de sua personalidade e de suas numerosas relações sociais, por sua à afeição pelas antigüidades. O segundo, nascido em La Rochelle e filho de um pastor Hugonote, teólogo e jurista, amigo pessoal de Newton e vice-presidente da Real Sociedade de Página 4de 94Manual do Companheiro Franco-Maçon30/3/2005ebook:lmcmal18.htm
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