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Revista entre lagos edição 112

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1. Brasília/DF, Setembro/Outubro de 2015 Ano XIII - Edição 112 Publicação mensal Mof mdogdsf omdgfda. Página xx Legenda ROBERTO NOGUEIRA WILFRIDO AUGUSTO Cuba,…
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  • 1. Brasília/DF, Setembro/Outubro de 2015 Ano XIII - Edição 112 Publicação mensal Mof mdogdsf omdgfda. Página xx Legenda ROBERTO NOGUEIRA WILFRIDO AUGUSTO Cuba, livre Página xx O jornalista Carlos Monforte foi a Cuba e voltou de lá com a certeza de que o País, mesmo agora com as relações diplomáticas reatadas com os Estados Unidos, ainda enfrenta muitos problemas. Mas há sinais evidentes de que o povo cubano acredita no surgimento de um País novo, de uma vida melhor. Veja nas páginas xxx um relato completo sobre a vida no País de Fidel Castro. Caetano e Gil, muita grana e pouca música. Página x Agronegócio, essa é a (única) saída. Página x
  • 2. Diretor Responsável: José Natal Edição: Kátia Maia Projeto gráfico e diagramação: Evaldo Gomes de Abreu Impressão: Gráfica e Editora Ideal Ltda. Colaboradores: Alexandre Garcia, Luís Natal, Ricardo Noblat, José Fonseca, Sheila D´Amorim, Wilson Ibiapina, Milton Seligman, MônicaWaldvolgel, Mayrluce Vilella, Paulo Pestana, Silvestre Gorgulho, Heraldo Pereira, Gilnei Rampazzo, Fernando Guedes, Christiane Samarco, Greicy Pessoa e Silvia Caetano. CHRIS NASCIMENTO/SÃO PAULO FABIANA FERNANDES/CURITIBA ENTRE LAGOS/RIO Editora: Dayse Nascimento (02121 7854 4428) Colaboradores: Carlos Sampaio, Cássia Olival, Ronsangela Alvarenga, Paulo César Feital, Daisy Nascimento e Luis Augusto Gollo. www.revistaentrelagos.com.br Expediente Rio Grande Comunicação S/S Ltda • SHCN CL quadra 211 Bloco A, Nº 10 - Sala 218 - Brasília - DF. CNPJ: 33.459.231/0001-17 • Tel.: (61) 8170.3702 - 3366.2393 A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO A FOTO DO FATO André Gustavo Stumpf Jornalista Anuncie aqui! A Revista Entre Lagos possui 10 anos de tradição. É distribuída gratuitamente em pontos comerciais e órgãos públicos.61 8170 3702 www.revistaentrelagos.com.br SERÁ QUE TEM SAÍDA? A crise aumenta, o cerco se fecha. Dar 7 ministérios ao PMDB parace que não ajudou o Governo a se aproximar do Congresso. A presidente Dilma continua acumulando derrotas em todas as votações. A economia afeta o bolso do cidadão, o dólar continua subindo e o desemprego aumenta. Os argumentos pedindo o impedimento da Presidente chegam a toda hora, e o Presidente da Camara, Eduardo Cunha comanda esse processo. Um cenário macabro. O bedezco pero no cumplo era um ditado muito popular nas antigas colônias espanholas na América do Sul. Significava o desprezo do colonizado pelo colonizador. As pessoas fingiam cumprir as ordens, mas faziam o que bem entendiam na defesa de seus interesses. No Brasil, esse conceito se transformou no jeitinho brasileiro para enfrentar os ditames de Lisboa, sobretudo quando o assunto era elevar impostos. Aliás, foi numa dessas que Joaquim Silvério dos Reis, na posição de delator premiado, entregou todo o grupo que pretendia fazer a revolução contra o domínio português. Tiradentes foi preso, morto e depois esquartejado. O Partido dos Trabalhadores surgiu, na cena política nacional “contra tudo isso que está aí”. Era o campeão da ética que proibia qualquer tipo de acor- do com seus adversários. Fingia aceitar as regas do jogo político e pensava somente em dominar o poder e executar as suas políticas. Qualquer preço pode- ria ser pago. E assim foi durante vários anos. Mas o exercício do poder desgaste e corrompe. Quando é absoluto corrompe absolutamente. É o que está apa- recendo no Brasil de hoje. Abertas as cortinas pela ação do Judiciário surgiu um oceano de desvios, que praticamente levaram a poderosa Petrobras ao chão. A empresa de petróleo está em graves dificuldades financeiras. A necessidade de justificar o discurso da inclu- são social ultrapassou todos os limites prudenciais. O laborioso voto do Ministro Augusto Nardes mostrou, ponto por ponto, a extensão dos desmandos gover- namentais. Muito dinheiro saiu do rumo para justificar aplicações mal sucedidas e desastradas. O déficit, es- condido no primeiro mandato da presidente Dilma, é o rombo orçamentário do seu segundo mandato. O chamado ajuste fiscal, que ainda não foi realizado, tem por objetivo apenas repor as contas nacionais no ní- vel em que estavam antes das artes do então ministro Guido Mantega e sua contabilidade criativa. O Tribu- nal de Contas da União, por unanimidade, revelou a extensão do estrago. O que não se percebia, ainda, com necessária clareza, é a incrível capacidade do governo de se atra- palhar com as próprias pernas. Vamos lá: os vetos da presidente Dilma Rousseff estão em pleno vigor. Es- tão gerando os efeitos pretendidos pela presidente da Obedecer e cumprirRepública. Então para que colocá-los em votação no Congresso, cujo objetivo é apenas medir forças com a oposição e o bloco dos insatisfeitos? Vetos costumam mofar nas gavetas do parlamento durante anos. A in- sistência não faz qualquer sentido. Demonstra que o governo não tem a menor noção de como ganhar tempo. É, aliás, sua única preocupação no momen- to. Postergar decisões. Mas, ao contrário, o comando político do governo as antecipa e perde. A decisão de arguir a suspeição do ministro Augusto Nardes, nas vésperas do julgamento, foi de- sastre monumental. Os olhos da opinião pública já estavam voltados para aquele julgamento. Recorrer ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de evitar a discussão e votação da matéria constituiu erro inacre- ditável. Recebeu um tremendo não como resposta. E o advogado geral da União, na tribuna do TCU, não articulou um único argumento capaz de modificar o entendimento dos oito ministros que votaram. Um vexame de proporções catastróficas. Revela uma falta de compreensão inquietante sobre a verdadeira si- tuação do país. Os desencontros políticos ocasionam sérios problemas econômicos. A reforma ministerial que parecia ter solucio- nado os muitos problemas que cercam a presiden- te Dilma revelou-se inepta. Não solucionou nada. E criou uma legião de insatisfeitos. Terá que recomeçar de novo. É incrível a capacidade de o governo federal produzir problemas para ele mesmo. Não há gabine- te de crise capaz de enxergar horizontes, determi- nar caminhos e persistir no propósito. A única chan- ce que ela tem, agora, é perseverar no exercício do poder um dia após o outro. Quanto menos desafiar o Congresso, melhor será. O impeachment que era possibilidade remota passou a ser um fantasma. Afinal de contas ela teve suas contas rejeitadas no tribunal técnico. Os defeitos apontados pelo TCU significam, se os políticos assim considerarem, crime de respon- sabilidade. E aí o país mergulhará no desconhecido. Governar com amadores, ideólogos do século passa- do, abriu o fosso e destruiu a credibilidade. Não há mais espaço para obedecer, mas não cumprir. O po- der judiciário e os órgãos técnicos da administração impõem o império da Constituição. Quem conduzir a transição para Dilma sair ou ficar deverá ser o novo líder político do país. 2 3SET/OUT - 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos SET/OUT - 2015
  • 3. A população de 15 estados passa a conta, a partir de agora, com um incremento de R$ 26,2 mi- lhões para a assistência aos dependentes de crack. A ação faz parte do modelo de saúde adotado pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Ministério da Saúde, que busca ampliar e qualificar a oferta de aten- ção psicossocial à população, promover o acesso das pessoas com transtornos mentais e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas e suas famílias aos pontos de atenção. A RAPS busca principalmente garantir a articulação integrada dos pontos de atenção das redes de saúde, qualificando o cuidado por meio do acolhimento, acompanhamen- to contínuo e atenção às urgências e emergências de cada caso. Os novos recursos serão incorporados ao teto de média e alta complexidade dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo. Os recursos do teto são re- passados mensalmente aos Fundos Estaduais e Mu- nicipais de Saúde, a quem compete gerenciar e dis- tribuir a verba conforme pactuação com a pasta. A liberação do recurso foi publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira (7). A Rede de Atenção Psicossocial ganhou um re- forço com a criação do Programa “Crack, é possível vencer”, uma ação do governo federal, junto a esta- dos e municípios, que busca construir estratégias pú- blicas sobre a questão das drogas. O programa é uma iniciativa conjunta entre diversos Ministérios – Saúde, Justiça, Educação, Secretaria de Direitos Humanos, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Entre 2012 e 2014, o Ministério da Saúde repassou R$ 2 bilhões para implantação e cofinancia- Ministério da Saúde investe R$ 26,2 milhões para combate ao crack em 15 estados mento de custeio dos estabelecimentos da RAPS. A iniciativa conta com 2.241 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dos quais 384 são especializados no atendimento em álcool e drogas (CAPS ad), mas todos os CAPS são responsáveis pelo cuidado às pessoas com tais necessidades. REDE DE ATENÇÃO Também estão em funcionamento 61 Unidades de Acolhimento (UA) – que corres- pondem a lares transitórios – criadas para aten- der usuários de crack, álcool e outras drogas, em situação de vulnerabilidade social e familiar. Para qualificar a atenção à saúde da população em situação de rua, inclusive pessoas com trans- tornos decorrentes do uso de álcool e drogas, o Ministério da Saúde elegeu a Estratégia dos Consultórios na Rua, composta por equipes multiprofissionais de atenção básica. Atualmen- te, há 145 equipes específicas para atendimento à po- pulação em situação de rua. A ação busca ampliar e qualificar a oferta da atenção psicossocial à população e promover o acesso aos pontos de atenção das redes de atenção Senador (PMDB- AL), presidente do Congresso Nacional Renan Calheiros O governo federal anunciou o início de uma reforma do Estado Brasileiro, com eliminação de 8 das 39 pastas ministeriais. As mudanças ocorreram por meio de fusão, eliminação de ministérios e medidas de enxugamento da máquina administrativa.   Com o novo formato, a pasta de Assuntos Estratégicos foi extinta. Já Relações Institucionais, Secretaria Geral, Gabinete de Segurança Institucio- nal, Micro e Pequena Empresa foram incorporadas à Secretaria de Governo. A pasta da Pesca foi anexada à Agricultura. Já Previdência e Trabalho se fundiram em um único ministério, bem assim como Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Outras medidas acompanharam a reestrutura- ção anunciada. Entre elas a criação da Comissão Per- manente da Reforma do Estado, a extinção de 3 mil cargos comissionados, a eliminação de 30 secretarias, o corte de até 20% nos gastos de custeio, a imposi- ção de limite de gastos com telefone, passagens e diá- O exemplo do Senado Federalrias aos ministérios, a revisão de contratos de serviços terceirizados, dos contratos de aluguel do governo e o reexame do uso dos imóveis da União. Esta é uma demanda cobrada por toda a socie- dade brasileira desde o surgimento da crise. Com a reforma, o governo não assegura, mas adquire alguma legitimidade para pedir qualquer esforço adicional da sociedade para equilibrar as contas públicas. O Senado Federal foi uma instituição pionei- ra neste aspecto. Em 2013 implementou um pro- grama de austeridade sem nenhum prejuízo de suas rotinas. O Senado foi a única instituição que cortou despesas, reavaliou contratos, retirou privilégios e re- duziu seus custos. No quesito dos gastos, aprimoramos os mé- todos e poupamos 530 milhões no biênio 2013/2014. Importante ressaltar que o Senado Federal está mui- to abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para gastos com pessoal. O limite é 0,86% da receita líquida, mas o gasto da Casa com esta rubrica soma a metade, 0,40%. 4 5SET/OUT - 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos SET/OUT - 2015
  • 4. A lei que liberou o divórcio no Brasil foi sancionada em 1977, porém, a mulher poderia se divorciar apenas uma vez até a Constituição de 1988, quando o número de divórcio passou a ser indeterminado. Em 2014, foram registrados 54.299 divórcios nos cartórios de todo o país. Mas qual a explicação para esse fenômeno? A principal resposta é que a mulher deixou de ser dependente e agora pensa que pode ser feliz sozinha. As mulheres vêm em um processo onde con- quistam cada vez mais espaço na sociedade. As figuras de dona de casa e mãe deram lugar ao de profissionais dedicadas e bem sucedidas em empresas. Os homens devem se orgulhar disso, afinal, eles sabem da impor- tância que as mulheres têm. Carla Ribeiro, psicóloga, analisa que o homem precisa se sentir necessário pela companheira, mas quando a mulher já é confiante e extrapola nesse as- pecto, a relação se torna mais difícil. “A independência O homem tem medo da mulher independente?  www.tassalarmes.com.br PROMOÇÃO DE CFTV! Na aquisição de um Circuito Fechado de Televisão com até 6 câmeras digitais, receba GRÁTIS: - um sistema de alarme monitorado, ou - um rastreador veicular. Acesse www.tassalarmes.com.br para obter os detalhes desta promoção da TASS. Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e Behavioral Coaching Institute, Mestre em Sociologia/ UNB, Doutoranda em Psicologia Organizacional/ UNB, Tetracampeã Mundial de Karate e de Kickboxing. Email: carla@ carlaribeiro.com.br Carla Ribeiro As mulheres querem agora conquistar o mundo sozinhas. da mulher só compromete a relação à dois quando a mulher entra numa competição com este homem. Se a mulher se coloca numa situação de auto suficiência: “Não preciso de você para nada”, este homem não tem razão alguma para se aproxi- mar desta mulher”, afirma. Ter sua própria casa, o próprio carro, tomar suas próprias escolhas de acordo com as próprias ne- cessidades e com os próprios desejos. Esse novo per- fil de mulher faz com que os homens busquem novas maneiras de se destacarem. “O homem sempre foi ensinado e criado, desde pequeno, que ele deve ter a função de prover e proteger sua mulher. Assim, caso o homem não se sinta útil à ela, ele não se vê como autêntico”, revela a psicóloga. Portanto, o homem não deseja que as mulhe- res abdiquem de seus sonhos, carreiras profissionais e independência. “A mulher é que não deve deixar de ser uma feminina”, conclui Carla.  6 Revista Entre Lagos SET/OUT - 2015
  • 5. E m todos os períodos em que o Brasil passou por recessão econômica, o endividamento da população aumentou. Isso pelas altas taxas de desemprego, que contribuem para a inadimplência em diversas faixas da população economicamente ativa. Em 2015, a surpresa é o aumento do número de idosos inadimplentes devido ao empréstimo consignado. De acordo com levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC, mais de um quarto da população brasileira está com o nome sujo devido ao não pagamento de dívidas contraídas neste ano. A pesquisa revelou que atualmente 54 milhões de brasileiros estão com débitos em aberto. Entre os inadimplentes, a faixa etária que mais cresceu foi a dos idosos 12,48%, a maior alta regis- trada pelo estudo do órgão. Em muitos casos, porque a renda está cada vez mais comprometida com des- pesas da família. Para a Drª. Vera Brigatto, advogada do CE- NAAT – Centro de Apoio ao Aposentado e Trabalha- dor, o endividamento pode ser explicado pelos cons- tantes financiamentos, que resultam numa verdadeira bola de neve para o aposentado. “O aposentado deseja ajudar a família, mas o dinheiro não rende o suficiente para este objetivo. Então muitos recorrem ao empréstimo consignado, pela facilidade na concessão. E como as contas e os juros estão mais altos, ele volta a tomar empréstimos, ampliando ainda mais sua dívida”, explica a advogada. Bola de neve A tomada do crédito e repasse para outra pes- soa que não honra o compromisso pode ser somada ao leque de situações que resultam no endividamento do aposentado, já que o débito recai para o tomador do empréstimo. Mas Drª. Vera alerta para outra si- tuação: muitas dessas operações financeiras são rea- lizadas por telefone, onde o solicitante confirma seus dados, que podem estar em posse de pessoas ou em- presas que agem de má fé. SPC revela que consignado contribui para crescimento do número de idosos que não honram dívidas  A atual crise econômica que o Brasil atravessa justifica o atual cenário. Aumentos dos custos com saúde, energia elétrica, telefone e os juros do cartão de crédito fazem com que as despesas fiquem maiores, comprometendo o rendimento dos mais idosos, que às vezes sustentam também seus filhos e netos. “Vivemos em uma época de retração da eco- nomia, onde a tendência é o aumento das contas, dos juros e o aumento do desemprego. Para sobreviver a este momento, as pessoas devem se planejar mui- to para não passarem mais aperto que o necessário”, conclui Drª. Vera. SERVIÇO Para mais informações entre em contato com o CENAAT, em uma de nossas unidades: Rio de Janeiro: Rua Teófilo Otoni, 52 – Sala 1105, Centro – Rio de Janeiro. Telefone (21) 3554-6601; Espírito Santo: Rua Clovis Machado, 176, ED. Conillon, sala 702, Enseada do Suá – Vitória. Telefone: (27) 3029-7888 O MEC divulgou na semana passada os números da Avaliação Nacional de Alfabetização 2014, que mede em crianças da 3ª série do ensino fundamental a proficiência em leitura, escrita e matemática. Mais uma vez os dados não foram nada animadores. Uma em cada cinco crianças (22,2%) só desenvolve a capacidade de ler palavras isoladas. A maioria (56,1%) só consegue localizar informações explícitas em textos curtos. Nos mais extensos, só se estiver na primeira linha. Quando se trata de matemática, as estatísticas são ainda piores. Mais da metade das crianças atingiu apenas o nível 1 e 2, que, segundo o próprio MEC, são considerados inadequados. Educadores avaliaram que o pífio resultado em matemática advém do pró- Luiz Gonzaga Bertelli Presidente do Conselho de Administração do CIEE/SP, presidente doConselho Diretor do CIEE Nacional, Presidente da Academia Paulista de História – APH e Diretor e Conselheiroda FIESP-CIESP Em busca de qualificaçãoprio conhecimento limitado da língua portuguesa, já que os estudantes precisam interpretar os enunciados para transformá-los em cálculos e chegar ao resulta- do. A questão é que, entra ano e sai ano, as estatís- ticas referentes à educação, ou mudam muito pouco ou continuam em estado de latência. Comparando com as nações mais desenvolvidas, o desempenho dos nossos alunos fica muito aquém das próprias necessi- dades de formação profissional do país. Estudantes com dificuldades em matemática terão poucas chan- ces em setores como engenharia, finanças, contabili- dade, administração – que são carreiras fundamentais para o desenvolvimento econômico. A falta de leitura e as dificuldades para interpretação de textos e para a escrita impactam a formação de profissionais qua- lificados para outras carreiras também importantes, como direito, comunicação, letras, pedagogia, serviço social e relações internacionais. Com o objetivo de inserir jovens no mercado de trabalho, o CIEE, há 51 anos, investe na quali- ficação com cursos presenciais ou à distância, buscando melhorar a formação daqueles que pretendem entrar no mundo do trabalho. Por isso, além de cursos que privilegiam modelos atitudinais (relação inter- pessoal, administração de tempo, marketing pessoal), oferece, tam- bém gratuitamente, aqueles que buscam melhorar os conhecimentos em língua portuguesa e matemática. Esperamos que, em um futuro pró- ximo, esses cursos de reforço pos- sam se tornar desnecessários, não pelos métodos em si, mas pela alta qualificação de nossos estudantes. 8 9SET/OUT - 2015 Revista Entre LagosRevista Entre Lagos SET/OUT - 2015
  • 6. Às margens do LagoJosé Natal jnatal@uol.com.br BANDIDOS ESTÃO EXTINGUINDO O FUTEBOL Creio que o futebol foi a maior fonte de felicidade para mim em 66 anos de vida. Joguei muita bola. Vi ao vivo e na TV partidas maravilhosas. Acompanhei gênios como Pelé, um Van Gogh dos campo
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