Health & Medicine

São Paulo, de 4 a 10 de maio de PDF

Description
Ano XXX XXlX nº São Paulo, de 4 a 10 de maio de 2015 Publicação da Superintendência de Comunicação Social Universidade de São Paulo A escola pública mais presente O número
Published
of 19
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
Ano XXX XXlX nº São Paulo, de 4 a 10 de maio de 2015 Publicação da Superintendência de Comunicação Social Universidade de São Paulo A escola pública mais presente O número de ingressantes na USP oriundos de escolas públicas cresceu 8% em 2015, em relação ao ano anterior, passando de 32,3% para 35,1%. É o maior índice registrado na Universidade desde a criação do Programa de Inclusão Social (Inclusp), em Para o reitor Marco Antonio Zago, esses dados revelam sucesso, ainda que parcial, da política de bônus adotada pela USP. Página 3 Cecília Bastos Serviços de TI aprimorados O superintendente de Tecnologia da Informação da USP, professor João Eduardo Ferreira, afirma que pretende aperfeiçoar três classes de serviços computacionais Conectividade, Internuvem e Sistemas. Página 8 Cecília Bastos Cecília Bastos Academia do futuro em debate Organizado pela USP, encontro internacional realizado em São Paulo, entre 17 e 28 de abril passado, firmou as bases da plataforma Intercontinental Academia, que propõe um novo conceito de universidade. Páginas 10 e 11 Nova cátedra na Universidade Com a presença do reitor Marco Antonio Zago e da embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, a USP e a Comissão Fulbright assinaram acordo, no dia 22 de abril passado, para a criação da Cátedra Fulbright-USP em Relações Internacionais. Página 20 Página 2 De 4 a 10 de maio de 2015 OPINIÃO EDITORIAL A necessária tranquilidade Nas décadas seguintes à queda do Império Romano no Ocidente, no século 5, a única instituição preservada pelos povos que derrubaram o até então mais poderoso governo já constituído sobre a face da Terra seja por crendice ou por qualquer outro motivo foram os mosteiros. Com isso, esses centros dedicados à vida religiosa passaram a ser os únicos locais em toda a Europa que ofereciam o ambiente propício para o cultivo daquela prática que o filósofo grego Aristóteles chamara de scholé (de onde vem a palavra escola): a tranquilidade, o lazer, o ócio produtivo, que permitem a contemplação, o estudo, a concepção de novas ideias e as grandes descobertas. Sem esse ambiente, que fomentou o estudo e a investigação científica, certamente teríamos sido privados das conquistas das ciências naturais e humanas que, séculos mais tarde, mudariam a face da humanidade, entre elas o empirismo de Guilherme de Ockham ( ) com todas as suas vastas consequências para a ciência. Essas reflexões vêm à lembrança por ocasião de lamentáveis ocorrências recentes na USP, em que manifestantes invadiram a FEA, a FFLCH e o IB dispostos a interromper aulas em andamento para expor suas reivindicações, como mostra matéria publicada na página 4 desta edição. Não se trata de criticar as reivindicações dos manifestantes, que devem ser analisadas e discutidas. O que se precisa garantir é o ambiente de tranquilidade na Universidade a scholé, imprescindível para a produção e a disseminação do conhecimento. Todos precisamos compreender que as aulas, assim como aconteceu com os mosteiros medievais, devem ser invioláveis, sob o risco de cairmos na barbárie. O Jornal da USP (ISSN ) é um órgão da Universidade de São Paulo (USP), publicado pela Divisão de Mídias Impressas da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP. CTP, Impressão e Acabamento: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Redação, Administração e Assinaturas: Rua da Praça do Relógio, 109, Sala 410, 4º andar, Bloco L, Cidade Universitária, São Paulo (SP), CEP , Tel: (011) (com Fátima). Reitor Marco Antonio Zago Vice-reitor Vahan Agopyan Superintendente de Comunicação Social Marcello Rollemberg Chefe Técnico de Divisão de Mídias Impressas Roberto C. G. Castro Editores: Jorge Maruta (Fotografia), Moisés Dorado dos Santos (Arte) e Cinderela Caldeira Redação: Anilda de Fátima Alves de Souza, Aparecida Roxo, Cecília Bastos, Claudia Costa, Flávio Alves Machado, Francisco Emolo, Izabel Leão, Leila Kiyomura, Leonor Teshima Shiroma, Maria Angela De Conti Ortega, Paulo Hebmüller, Priscila Nery, Silvana Salles, Sílvia Vieira, Sylvia Miguel e Victória Pimentel Site: MARCOS FAVA NEVES E RAFAEL BORDONAL KALAKI Após resultados decepcionantes em janeiro e em fevereiro, em março o agronegócio continuou no mesmo ritmo. As exportações do agro (US$ 7,88 bilhões), se comparadas com o mesmo período de 2014 (US$ 7,97 bi), diminuíram 1,1%. Essa queda levou a um saldo na balança do agro de março de US$ 6,47 bi (1,2% menor). O valor exportado acumulado no ano (US$ 18,4 bilhões) apresentou uma queda de 8,9%, quando comparado com o primeiro trimestre de 2014 (US$ 20,2 bilhões). O saldo da balança foi positivo neste primeiro trimestre (US$ 14,6 bi), porém também apresentou queda de 8,8%. Se continuarmos nesse ritmo, fecharemos 2015 com um montante de apenas US$ 74 bi, uma cifra bem distante de nossa meta de US$ 100 bi. Os demais produtos brasileiros fora do agro também tiveram uma queda de 5,8% nas exportações (US$ 9,7 bi em 2014, para US$ 9,1 bi em 2015). Isso ajudou a participação do agronegócio nas exportações brasileiras a aumentar um pouco (em 2014 a participação era de 45,2%) e alcançar o patamar de 46,4% em relação às exportações totais do Brasil. O saldo da balança comercial brasileira teve um desempenho positivo de US$ 0,5 bi. Já a balança acumulada no ano teve um grave déficit de US$ 5,6 bilhões. Mesmo em queda, mais uma vez o agro evitou um desastre ainda maior na economia brasileira. Caso não houvesse as exportações do agro, a balança comercial teria um saldo negativo de US$ 20,1 bi. Neste março, os dez campeões no aumento das exportações em relação ARTIGO As exportações do agronegócio Na matéria A trajetória do homem em vídeos (Jornal da USP 1.060, de 6 a 12 de abril de 2015, páginas 12 e 13), o Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (Lisa) da USP disponibiliza na internet 50 vídeos produzidos entre As exportações do agronegócio diminuíram 1,1% entre 2014 e 2015, o que levou a um saldo na balança de março passado 1,2% menor a 2014 foram, respectivamente: açúcar de cana em bruto (aumentou US$ 199,9 milhões em relação a março 2014), farelo de soja (US$ 182,5 mi), suco de laranja (US$ 133,9 mi), café verde (US$ 110,4 mi), celulose (US$ 108,4 mi), algodão não cardado nem penteado (US$ 34,5 mi), trigo (US$ 27,0 mi), carne bovina industrializada (US$ 20,5 mi), papel (US$ 17,4 mi) e madeira perfilada (US$ 16,5 mi). Esses dez, juntos, foram responsáveis por um aumento de aproximadamente US$ 851,1 milhões nas exportações do agro de março. Os dez principais produtos cujas exportações diminuíram e contribuíram negativamente para a meta foram: soja em grãos (queda de US$ 935,7 milhões), bovinos vivos (US$ 65,3 mi), óleo de soja em bruto (US$ 57,5 mi), carne bovina in natura (US$ 44,8 mi), carne de frango in natura (US$ 25,0 mi), açúcar refinado (US$ 23,4 mi), carne suína in natura (US$ 17,2 mi), cravo da índia (US$ 9,6 mi), outros couros e peles bovinas curtidos (US$ 7,9 mi) e óleo de soja refinado (US$ 6,3 mi). Juntos, esses produtos contribuíram para a redução nas exportações na ordem de US$ 1,19 bilhão. No cenário dos mercados de destino dos produtos do agro brasileiro, os dez principais países que mais aumentaram suas importações foram: Coreia do Sul (US$ 114,1 milhões a mais que em março de 2014), Estados Unidos (US$ 98,7 mi), Indonésia (US$ 41 mi), Itália (US$ 76,7 mi), Reino Unido (US$ 51,7 mi), Bangladesh (US$ 51,7 mi), Bélgica (US$ 48,4 mi), Arábia CORREÇÕES 1994 e 2005 por pesquisadores e docentes ligados ao Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), em diversos níveis da carreira, da graduação ao pós-doutorado. O restante do acervo está disponível para consulta no Lisa. Boa parte está digitalizada e arquivada na Nuvem da USP. A foto da gravação Saudita (US$ 41,2 mi), Vietnã (US$ 34,3 mi) e Nigéria (US$ 33 mi). Juntos, esses dez países que mais cresceram foram responsáveis pelo aumento de US$ 634,1 milhões. Apesar do desempenho mais fraco, continuamos garantindo um saldo positivo para a balança comercial do agronegócio brasileiro Superintendência de Comunicação Social O Brasil também perdeu vendas em alguns mercados, com destaque para China (US$ 683 milhões a menos que em março de 2014), Índia (US$ 109,1 mi), Emirados Árabes (US$ 47,8 mi), Alemanha (US$ 43,7 mi), Venezuela (US$ 38,9 mi), Cuba (US$ 26,9 mi), Síria (US$ 23,1 mi), Hong-Kong (US$ 20,9 mi), Angola (US$ 20,9 mi) e Cingapura (US$ 16,7 mi). Juntos, esses países foram responsáveis pela diminuição de US$ 1,03 bilhão nas exportações brasileiras em relação a março de O ano de 2015 não começou bom para as exportações do agro. Tivemos dois meses de queda considerável nas exportações em relação a 2014, e em março essa tendência continuou. Tivemos neste março a retomada das exportações de açúcar, bem como farelo de soja e suco de laranja. Por outro lado, a impressionante queda nas exportações de soja em grão (quase US$ 1 bi) e carnes (US$ 87 bi) puxaram para baixo as exportações. Apesar do desempenho relativamente mais fraco, continuamos garantindo um saldo positivo para a balança comercial do agronegócio brasileiro e buscando garantir também um saldo positivo para a balança comercial do País. Talvez a meta de US$ 100 bilhões não seja alcançada neste ano, mas seguiremos acompanhando, já que teremos um dólar nos patamares R$ 3,00 a 3,20. Quem sabe isso nos ajude. Marcos Fava Neves é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP Rafael Bordonal Kalaki é mestrando em Administração na Fearp do filme Fabrik Funk é da professora Sylvia Caiuby Novaes, que é pesquisadora, fundadora e ex-coordenadora do Lisa e atualmente dirige o Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma) da USP. O filme Fabrik Funk é codirigido por Rose Satiko Hikiji, Sylvia Caiuby Novaes e a antropóloga canadense Alexandrine Boudreault-Fournier. MISSÃO: Fazer a mediação, por meio de seus veículos, entre a USP e a Sociedade, noticiando, divulgando e apresentando as ações da Universidade de São Paulo de forma transparente para os públicos interno e externo COMUNIDADE De 4 a 10 de maio de 2015 Página 3 INCLUSÃO USP tem recorde de ingressantes de escolas públicas em 2015 Também houve crescimento de 14,2% do total de matriculados que se declararam pretos, pardos e indígenas (PPIs) oriundos de escolas públicas ADRIANA CRUZ Cecília Bastos Em 2015, o número de ingressantes oriundos de escolas públicas na USP cresceu 8% em relação ao ano anterior, passando de 32,3% para 35,1%. Esse número representa o maior índice registrado na Universidade desde a criação do Programa de Inclusão Social (Inclusp), em O número de alunos matriculados na USP que se declararam pretos, pardos e indígenas (PPIs) cresceu 8,4% em comparação a Também houve crescimento de 14,2% do total de matriculados PPI oriundos de escolas públicas. Dessa forma, a porcentagem de matriculados PPI de escolas públicas passou de 30,3% para 32,1% neste ano. Outro dado importante se refere ao perfil socioeconômico dos alunos ingressantes neste ano. A maior porcentagem dos matriculados declarou ter renda familiar de três a cinco salários mínimos 19,6% dos alunos matriculados em 2015 (em 2008, essa porcentagem foi de 15,7%). Para a renda familiar de até sete salários mínimos, o índice chega a 56,7%. Em 2008, esse índice foi de 41,5%. Em essência, esses dados revelam sucesso, ainda que parcial, na política de bônus adotada pela USP e intensificada nos dois últimos anos. Essa política aumenta a competitividade dos candidatos oriundos das escolas públicas e, como consequência, aumenta a proporção de pretos, pardos e indígenas, ao mesmo tempo em que aumenta o ingresso de estudantes com renda familiar menor, destaca o reitor Marco Antonio Zago. Para o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, os resultados são muitos positivos e indicam claramente que estamos no caminho certo para atender à demanda de alunos de escolas públicas. É importante destacar que falamos de escola pública como uma instituição no sentido mais geral. Com isso, valorizam-se a instituição e todos que dela participam para a formação de nossos jovens. Sistema de bônus Em 2014, o Conselho de Graduação aprovou mudanças no sistema de bonificação do Inclusp. A partir do vestibular deste ano, o candidato de escola pública recebe a porcentagem total da bonificação, que varia de acordo com o grupo em que o candidato se inserir. Por exemplo, o aluno que cursou ou esteja cursando ensino médio em escola pública (Inclusp Ensino Médio) recebe bonificação de 12%. O aluno que cursou ensino fundamental na rede pública e tenha cursado ou esteja cursando, integralmente, o ensino médio em escola pública (Inclusp Ensino Básico) fica com 15%. O Bônus Pasusp, de até 20%, é concedido ao candidato que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e que esteja cursando o 2º ou o 3º ano do ensino médio em escolas públicas. Já o Bônus PPI EB, de 5%, é concedido aos candidatos inscritos no vestibular na condição de Inclusp Ensino Básico e que se declararem pretos, Francisco Emolo/Arquivo Jornal da USP Alunos da USP: estudantes oriundos da escola pública estão cada vez mais presentes nos campi da Universidade Candidato Inclusp Ensino Médio aluno que cursou ou esteja cursando ensino médio em escola pública Inclusp Ensino Básico aluno que cursou ensino fundamental na rede pública e tenha cursado ou esteja cursando, integralmente, o ensino médio em escola pública. Bônus Pasusp concedido a candidato que cursou integralmente o ensino fundamental na rede pública e que esteja cursando o 2º ou 3º ano do ensino médio em escolas públicas. Bônus PPI EB: candidato inscrito no vestibular na condição de Inclusp Ensino Básico e que se declarar preto, pardos ou indígena. pardos e indígenas (confira a tabela 1, acima). Linha histórica Nos últimos cinco anos, de 2010 a 2015, a porcentagem de novos alunos que entraram na USP vindos da escola pública aumentou em 36%. O número absoluto de alunos oriundos das escolas públicas aumentou 41% nesse período. Subiu de 2.730, em 2008, para 3.847, em 2015 (confira a tabela 2, ao lado). Entre os alunos que se declararam pretos, pardos e indígenas (PPIs) vindos da Ano Total de matriculados Ano do vestibular Bonificação 12% 15% Até 20% 5% Porcentagem de alunos matriculados na USP oriundos de escolas públicas ,8 % ,2 % ,5 % ,0 % ,3 % ,1 % Presença cada vez maior escola pública, de 2008 a 2015, o número absoluto aumentou 89% (de 652, Matriculados oriundos de escola pública Tabela 1 Tabela 2 Matriculados PPIs total na USP em 2008, para 1.232, em 2015), conforme a tabela abaixo. Matriculados PPIs de escola pública (receberam bônus) (26,5%)* (13,8%)** 652 (23,9%)*** (30,2%) (14,3%) 800 (25,4%) (25,8%) (12,7%) 598 (22,1%) (26,2%) (13,7%) 720 (26,2%) (28,5%) (14,1%) 792 (26,0%) (28,0%) (13,9%) 767 (25,1%) (32,3%) (17,2%) (30,3%) (35,1%) (18,8%) (32,1%) *Porcentagem de alunos oriundos de escola pública em relação ao total de matriculados. ** Porcentagem de pretos, pardos e indígenas (PPIs) em relação ao total de matriculados. *** Porcentagem relativa de PPIs oriundos de escola pública que receberam bônus. Página 4 De 4 a 10 de maio de 2015 COMUNIDADE Encontro Conversas sobre desafios comuns Pró-reitores de Pós-Graduação das três universidades públicas paulistas USP, Unesp e Unicamp se reúnem para discutir problemas e trocar experiências No dia 13 de abril, os pró- -reitores de Pós-Graduação da USP, da Unesp e da Unicamp se reuniram no prédio da Reitoria da USP para trocar experiências e discutir problemas comuns enfrentados pelas três universidades. Achei necessário reunir os pró-reitores das universidades estaduais de São Paulo para discutirmos questões em comum, trocarmos ideias e, conjuntamente, tentarmos encontrar soluções para os problemas mais urgentes, afirmou a pró-reitora de Pós- -Graduação, Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco. Além da pró-reitora, participaram da reunião os pró-reitores de Pós-Graduação da Unesp, Eduardo Kokubun, e da Unicamp, Rachel Meneguello. Um dos assuntos discutidos foi a dificuldade para a utilização dos recursos financeiros disponibilizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Zago entre os pró-reitores de Pós-Graduação: troca de ideias Pessoal de Nível Superior (Capes), após a adoção do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SiConv). Outro tópico de discussão foi a busca de apoio, principalmente financeiro, junto à Capes para a criação e funcionamento de mestrados profissionais, uma das grandes metas da Pró- Ernani Coimbra -Reitoria de Pós-Graduação da USP. Atualmente, a Capes oferece bolsas apenas para os programas de mestrado profissional na área de Educação. No final da reunião, os pró- -reitores decidiram agendar um encontro com o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, para apresentar os proble- mas discutidos. O Estado de São Paulo produz metade da produção científica do País e, dessa metade, as três universidades estaduais são responsáveis por aproximadamente 80%. A ideia é que, juntos, somos mais fortes e podemos mais facilmente encontrar soluções para problemas comuns, explicou Bernadette, que também acenou para a necessidade de que as reuniões entre os pró-reitores se tornem mais frequentes. Bioenergia Outro assunto discutido na reunião foi o andamento do Programa Integrado de Pós-Graduação (PIPG) em Bioenergia, um convênio de cooperação entre USP, Unesp e Unicamp. O curso de doutorado em Bioenergia já está em andamento e conta com 40 alunos matriculados, inclusive estrangeiros. Há, entretanto, entraves burocráticos que precisam ser resolvidos. Ministrado inteiramen- te em inglês, o curso tem um sistema bem integrado de atividades, inclusive com aulas por videoconferência e alunos circulando entre as instituições. Como explica a pró-reitora, esse é o primeiro curso desse tipo em todo o País e queremos usá-lo como modelo para outros. Há muitas possibilidades, estamos conversando sobre isso. Podemos montar programas novos, de altíssimo nível, realmente diferenciados, escolhendo os melhores professores das três universidades. Mais duas reuniões foram agendadas para tratar do curso, uma realizada no dia 30 de abril, com os pró- -reitores de Pós-Graduação e coordenadores do programa nas três universidades, e outra, programada para junho, para uma primeira avaliação geral do curso, inclusive com a participação dos alunos. ERIKA YAMAMOTO administração USP implanta pedido eletrônico de férias Solicitação pode ser feita por servidores via Sistema Marte CAROLINA OLIVEIRA Desde o dia 28 de abril passado, os servidores da USP passaram a contar com uma nova ferramenta: a solicitação eletrônica de férias. Dando mais um passo rumo à informatização dos processos administrativos, o Departamento de Recursos Humanos (DRH), em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) e a Coordenadoria de Administração Geral (Codage), organizou uma estrutura por meio da qual a solicitação de férias pode ser feita diretamente pelo Sistema Marte (https://uspdigital.usp. br/marteweb). Assim, apenas remarcações e casos excepcionais terão processos em papel. A professora Ana Carla Bliacheriene, diretora do DRH, explica que não somente a solicitação de férias pode ser feita on-line, mas também a aprovação do pedido por parte dos superiores. Assim, o servidor é informado, por , da aceitação ou não de seu re- querimento. O pedido de férias para um funcionário também pode ser feito pelo próprio superior, de acordo com escala previamente definida nos respectivos departamentos. É um processo simples que vai facilitar muito a vida das seções de pessoal e, mais ainda, a vida do servidor, afirma. O pedido eletrônico já vinha sendo testado desde 2013, pelos funcionários da Reitoria, e agora passa a abranger os servidores de todas as unidades. A professora Ana Carla aponta o esforço coletivo das instâncias administrativas para que a implantação do sistema se desse o mais rápido possível. Reportamos ao reitor os problemas que estávamo
Search
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks