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  • 1. Dra. Andréia MortensenRetorno ao trabalho: e o sono do bebê, como fica?Frequentemente ouvimos mães preocupadas com seu retorno ao trabalho e como será a reação do bebêque dorme sendo embalado ou amamentado. A verdade é que todas as crianças (e todas as mães)vivenciam um período difícil quando precisam separar-se por causa do trabalho. Neste artigo, seguemalgumas dicas que levam em consideração o estado emocional de ambos, mãe e filho, para lidar comessa separação.Fatos importantes a serem considerados quando o retorno ao trabalho está próximo:1) O desenvolvimento do ser humano no primeiro ano de vida é extraordinário, cada fase, umanecessidade.O bebê triplica de peso no primeiro ano, se desenvolve em todos os aspectos (motores, cognitivos),começa a andar! Então, não se deve comparar um bebê recém-nascido com um de 4 meses, nem umbebê de 4 meses com um de 1 ano, por exemplos, pois serão praticamente outros bebês.Cada fase, uma necessidade: bebê novinho precisa muito de colo, aconchego, contato íntimo,amamentação em livre demanda. É da natureza dos bebês quererem colo de suas mães; na verd adeesse é um ótimo hábito que foi desenvolvido em milhares de anos de evolução, pois os bebês que nãodemandavam atenção faleciam e, por isso, a seleção natural fez com que aqueles que viviam no colosobrevivessem e esse gene foi passado adiante. Essas ne cessidades vão diminuindo conforme suamaturidade.A dica é aproveitar essa fase inicial, em que temos disponibilidade, e ficar com o bebê no colo,amamentar em livre demanda, sem privar o bebê do carinho e do colo de mãe que ele tanto precisa e temdireito.2) Os bebês são inteligentes e têm uma capacidade enorme de adaptação e de distinção de seuscuidadores.Eles podem reagir totalmente diferente com a mãe e com a babá ou com a professora do berçário (queeles sabem que não é a mãe). A capacidade e a inteligência dos bebês de distinguir seus cuidadorespermite que eles criem modos de interação distintos com eles. Porém, é comum e esperado que o bebêdemande sempre mais da mãe, porque sabe que pode, porque confia mais nela.Então, o bebê criará laços afetivos com o novo cuidador e eles se entenderão na nova forma deadormecer. E, no final do dia e à noite, de volta aos braços da mãe, o bebê pedirá mais carinho, maisafago, e muito provavelmente pedirá para mamar para adormecer, mesmo que não o faça com o cuidadordurante o dia. Afinal de contas estarão com saudades e sabem que mamãe pode oferecer o peito ecurtem estar nos braços de sua referência em amor e confiança.3) Não compensa promover separação prévia para µacostumar¶ ou µpreparar¶ o bebê com o retornoao trabalho.Não sofram por antecedência achando que têm de acostumar o bebê desde cedo a adormecer sozinho.Bebês não têm maturidade neurológica e compreensão para tal, então essa é uma expectativa irreal. Elespodem ter vários sentimentos e sensações que os perturbem durante a noite e precisam de nossa ajuda.Bebês demandam a mãe, mesmo no período noturno, e, especialmente, se ficaram longe dela durante odia. A criança tem em sua mãe o referencial de segurança, estabilidade e afeto.Um bebê nunca fica µmal-acostumado¶ por ter colo, embalo, acalanto, pelo contrário, precisam disso paracontinuar a se desenvolver. Revisamos isso em meu artigo anterior µA natureza do sono dos bebês¶ (1).Portanto, não faz sentido promover um afastamento prévio entre vocês µpensando no futuro¶; isso sóacaba gerando sofrimentos desnecessários para ambos, mãe e bebê. Se a criança não tem colo quandopequeno, não tem no futuro, terá quando, então? Se seu marido tem uma viagem planejada para semanaque vem, para ficar um bom tempo fora, você, para se acostumar com a ausência dele, já vai sepreparando e deixa de dormir na mesma cama que ele, deixa de beijá-lo e de abraçá-lo? Ou faz o opostoe trata de aproveitar ao máximo os últimos dias antes da viagem?
  • 2. A questão, portanto, não é fazer o bebê se desacostumar de colo, pois ninguém se desacostuma de umanecessidade física ou psicológica. A questão é, sim, ajudar o bebê a criar confiança em outro cuidador.4) "Treinar" ou condicionar o bebê a dormir sozinho vai contra sua natureza, e tem consequências.Condicionar o bebê a adormecer sozinho não vai ajudá no próximo período de afastamento entre -lovocês, pelo contrário. Para ajudá-lo, é necessário que exista acolhimento e apego entre vocês, contínuo eíntimo, assim seu estado emocional vai se fortalecendo, ele se sente acolhido, importante e atendido, evai lidar melhor com outras situações de separação.A maioria de planos de treinamento para bebês oferece o risco de dessensibilização dos sinais enviados,especialmente quando há choro sem consolo envolvido. Em outras palavras, ao invés de ajudar adescobrir o que os sinais enviados pelo seu bebê significam, esses métodos pedem que você os ignore.Nem você nem seu bebê aprendem nada de bom com isso. E, com a separação durante o dia entrevocês pelo retorno ao ao trabalho, a angústia do bebê tende a piorar (2).Um estudo recente mostrou que os bebês têm capacidade de prever respostas estressantes. Eles foramdivididos em dois grupos, no primeiro as mães interagiam com eles continuamente, enquanto que nosegundo bebês foram ignorados por elas por somente dois minutos. Os níveis de cortisol, hormônio doestresse, foram medidos após os experimentos. No dia seguinte, o grupo que foi ignorado teve níveis decortisol mais elevados do que o grupo controle, provando que eles têm capacidade de antecipar oestresse (3).O cortisol em níveis elevados no cérebro do bebê pode ser corrosivo. O cérebro do bebê está em plenodesenvolvimento e a exposição desse hormônio por períodos prolongados mpede a conexão entre ialguns nervos e provoca a degeneração de outros. É possível que bebês que são submetidos a muitasnoites de choro sem consolo sofram efeitos neurológicos prejudiciais que poderão ter implicaçõespermanentes no desenvolvimento neurológico. Para ler um compêndio de artigos científicos sobre o temacortisol e efeitos no desenvolvimento cerebral, veja a referência 4.É preciso ter senso crítico e usar de discernimento quando recebemos conselhos que prometem milagres.Esses métodos de condicionamento envolvem vários riscos; além dos efeitos neurológicos, podem criaruma distância entre você e seu bebê, e ele perde a oportunidade de construir confiança no seu ambiente.Algumas dicas práticas para mães preocupadas com retorno ao trabalho:- Busca de um novo cuidador: procure um novo cuidador que tenha disponibilidade emocional, quetenha chance de criar um laço afetivo com seu bebê, que tenha empatia e carinho, que o carregue nocolo, não o deixe chorar e que o embale para dormir. Não é qualquer pessoa que tem preparo emocionalpara cuidar, acolher e maternar um bebê. É importante que ele se apegue ao novo cuidador, pois édependente por natureza e precisa desse vínculo. A dependência natural é um fato biológico, e nãoresultado do excesso de mimo materno (5).Sendo creche, babá, parente ou outro cuidador, lembre-se sempre da disponibilidade emocional comorequisito para cuidar de seu filho, pois não é simplesmente suprir suas necessidades físicas, mas étambém dar amor, ter interesse e prover o afeto materno na ausência da mãe. Visite várias creches,procure locais onde dão colo, verifique se deixam os bebês o tempo todo em cadeiras, andadores ououtros aparatos. Se for esse o caso, é sinal que estão desprezando a importância do acolhimentoemocional no início de vida do bebê que é tão crítico e fundamental para o resto de nossas vidas.Para a criança não é suficiente que lhe troquem as fraldas e lhe deem comida. O mais necessário e nobrealimento é o afeto, acompanhado de carinho, prazer e paz (6).- Envolvimento de outra pessoa no ritual de sono: encoraje o pai, por exemplo, a participar do ritual desono do bebê desde cedo. Ele pode dar o banho e fazer uma massagem, por exemplo. Depois dos 3 -4meses, em média, se o bebê sempre adormece no peito, pode -se começar a alternar maneiras deadormecer para que ele não crie uma associação forte de sugar para dormir (7). Essa dica não éobrigatória considerando-se que os bebês têm capacidade de distinguir seus cuidadores (como citado noinício do texto) e vai aprender a adormecer de outra forma com quem µnão tem peitos¶. Existem criançasque dormem mamando com suas mães em casa e na escolinha adormecem de outra forma com ascuidadoras, sem problemas.
  • 3. - Adaptação gradual: O bebê lidará melhor com essa separação se a adaptação for gradual, assim teráuma chance de criar um apego com o novo cuidador antes de separações longas de sua mãe. Para que onovo cuidador crie um bom apego com ele, criar chances de interação antes de deixá -los sozinhos éimportante.Recomendo sempre que a mãe vá junto com o bebê e fique com ele no novo ambiente o tempo todo, pelomenos no início. Assim ele vai se familiarizando com o local, mas com a segurança de ainda estar sob oscuidados da mãe. Depois a mãe pode ir se afastando um pouco, gradualmente, enquanto dá a chance deo bebê se apegar à nova cuidadora. Porém, não há receita pronta, é questão de observar a criança e tersensibilidade. A melhor qualidade que se pode esperar do cuidador é a empatia com o bebê. Novamente,oriente que lhe dê bastante colo, não o deixe chorar, mostre quais são os sinais de sono do bebê, deixeque ele durma as sonecas no colo para dar um consolo afetivo na ausência da mãe.- E se o bebê tem ansiedade da separação?Nos primeiros meses, a relação mãe e filho é altamente intuitiva, primitiva mesmo. O bebê não sabe quenasceu e acha que o corpo da mãe é continuidade do seu e que o seio que o alimenta e lhe dá carinho eprazer faz parte de um todo ao qual ele pertence. Então, gradualmente e após o sexto mês é que osbebês vão se dando conta de que são outros seres e essa percepção de individualidade fica mais clara eevidente. Assim, progressivamente, vai se estabelecendo o desenvolvimento psicoafetivo, motor,alimentar e cognitivo da criança (6).Algumas idéias práticas:Pratique separações rápidas e diáriasDurante seus dias juntos crie oportunidades de expor seu bebê a separações visuais breves, seguras erápidas (brincar de esconder o rosto e logo reaparecer é ótimo e eles adoram!). Incentive que seu bebêbrinque com um brinquedo interessante ou com outra pessoa e, quando ele estiver feliz e distraído com obrinquedo ou com a pessoa, caminhe calma e lentamente para outro quarto. Assobie, cante, murmureuma canção ou fale, de modo que seu bebê saiba que você ainda está por perto, mesmo que não possavê-la. Pratique essas separações breves algumas vezes ao dia numa variedade de situações diferentes.Evite a transferência de colo para coloÉ muito comum passar o bebê do colo de um cuidador para outro. O problema é que cria ansiedade nacriança sair da segurança dos braços da mãe e ser fisicamente transferido para os braços de outrapessoa que lhe é menos familiar. Essa separação física é a mais extrema na mente do bebê. Para reduziressas sensações de ansiedade faça a mudança com seu bebê num lugar neutro, como brincando nochão ou sentado numa cadeirinha, cadeirão de alimentação ou bebê conforto. Peça para o cuidadorsentar do lado de seu bebê e interagir com ele, enquanto isso você fala um µtchau¶ rápido, porém positivo,num tom feliz. Assim que você sair é um bom momento para o cuidador pegar seu bebê no colo, e avantagem é que o cuidador vai ser colocado na posição de µsalvador¶ e isso pode ajudá -los nessa relação.Entenda a ansiedade de separação como um sinal positivo!É perfeitamente normal - até maravilhoso - que seu filho tenha esse bom apego e que deseje essaproximidade com você e sua presença constante. Parabéns! Isso é a evidência de que o laço afetivo quevocê criou desde o início está seguro. Se for o caso, ignore educadamente as pessoas que te dizem ooposto.Relaxe em suas expectativas de independência, isso certamente irá ajudar seu bebê a relaxar também ea ter menos ansiedade nos momentos de separação entre vocês (8).- Lembre-se, o acolhimento na infância tem resultado positivo na vida adulta!Uma pesquisa recente (9) revelou que a afeição maternal dada aos bebês torna -os adultos mais bempreparados para enfrentar os problemas da vida. Cientistas compararam dados das relações de afeto eatenção e desempenho emocional de bebês de 8 meses com suas mães. Es as pessoas foram sacompanhadas e testadas aos 34 anos de idade sobre vários sintomas emocionais. Qualquer que fosse omeio social, ficou constatado que os bebês com bom apego emocional aos 8 meses tinham os níveis deansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos quando adultos. Isto confirma que as experiências naprimeira infância têm influências na vida adulta.D.W. Winnicot, um pediatra famoso que depois se tornou psicanalista diz que a capacidade de ser feliz deum ser humano depende, além de todos outros fatores, de um tempo (a infância até os seis anos, masprincipalmente o primeiro ano de vida), e de uma pessoa (uma mulher, a mãe). Se a mãe não está
  • 4. presente, outro cuidador que entenda esses conceitos e que atenda as necessidades do bebê se faznecessário.É uma responsabilidade sim, de assustar! E é realmente intrigante que pessoas tenham filhos semsaberem nada disso, sem se darem conta da importância desse relacionamento profundo, do vínculonecessário que se forma nesse período, e quando as mães retornam ao trabalho fora de casa colocamcuidadores em seu lugar que somente cuidam da parte física (6).- Não ofereça mamadeira e nem desmame seu bebê: Com o retorno ao trabalho, muitas mães sepreocupam porque os bebês não aceitam a mamadeira e tentam todo tipo de bicos e leites artificiaisdiferentes. Às vezes até mesmo o pediatra sugere o desmame. É situação comum bebês que rejeitamveementemente a mamadeira, isso é sinal de inteligência, pois a primeira reação da natureza é mesmorejeitar outros tipos de alimentação que não o seio materno.Na verdade é um erro acreditar que o bebê precisa de uma mamadeira quando você retorna ao trabalho eque você deve acostumá-lo com antecedência. Se você treiná-lo a acostumar-se com uma mamadeira, oque provavelmente acontecerá é um desmame precoce por confusão de bicos. Sempre ouvimos umahistória ou outra de bebês que não desmamaram, mas esse risco é grande e não há como prever, então émelhor prevenir e alimentar seu bebê com um copinho.Além disso, é preciso citar que, mesmo com a oferta de leite materno ordenhado em uma mamadeira,muitos bebês rejeitam. Dr. González (10) explica esse fenômeno:³E a razão é que os bebês não são bobos. Se a mãe não está em casa e a avó vem com uma mamadeira(ou melhor ainda, com um copinho para evitar confusão de bicos), duas coisas podem acontecer.Primeiro, se o bebê não estiver com fome, ele provavelmente não aceitará nada. Ele vai compensar issoquando a mãe retornar. Muitos bebês dormem a maior parte do tempo quando estão distantes das mães,e então vão mamar à noite. A outra possibilidade é, se o bebê estiver com fome (e especialmente se tiverleite materno na mamadeira), ele poderá tomá-la e pronto. E ele deve estar pensando: µBem, ela não estáaqui, então é isso que eu tenho que fazer¶. Mas se a mãe está em casa e o bebê pode ver e sentir o peito,como ele vai aceitar um copinho ou mamadeira? Ele deve pensar: µMinha mãe deve estar louca, ela tem opeito aqui e quer me dar essa geringonça?¶ E ele insiste: µÉ o peito ou nada!¶ ´Se o bebê é novinho e não há possibilidade de ordenha de leite materno, pode tentar uma alimentação -semista, com a mãe amamentando antes e depois do trabalho e o bebê tomando leite artificial durante o dia.Muitas mães encontram soluções satisfatórias melhores que oferecer leite artificial: algumas levam seusbebês para o trabalho (se o ambiente permite), outras trabalham meio período, algumas conseguem queo bebê seja levado a elas para serem amamentados, outras ordenham e estocam seu leite. Se o bebê játiver mais de seis meses de idade, pode-se planejar que o bebê se alimente de comida na sua ausência,embora há de se ter cautela se forem os primeiros alimentos.A amamentação é parte essencial da vida do bebê até 2 anos no mínimo e auxilia na separação parcialentre mãe e filho quando ela retorna ao trabalho fora de casa. Pode-se planejar ordenha de leite maternoe continuação da amamentação nos períodos que mãe e filhos estão juntos. O desmame junto com oretorno ao trabalho pode ser bem traumático para o bebê (10):³Quando você sai para o trabalho (ou quando sai com o cachorro), o seu bebê não sabe onde você está equanto tempo você vai demorar. Ele ficará muito assustado e chorará como se você fosse deixá-lo parasempre. Vai levar alguns anos até que seu bebê seja capaz de ficar longe de você sem chorar e antesque ele entenda que a µmamãe vai voltar logo¶. Toda vez que você voltar, vai abraçá-lo, amamentá-lo e obebê pensará: µoutro alarme falso!¶. Mas se você retornar ao trabalho e tentar desmamá-lo abruptamentee ao mesmo tempo, quando você volta do trabalho, o bebê pede para mamar e você recusa, o que o bebêirá pensar? µEla me abandonou porque não gosta mais de mim.¶ Esse é o pior momento para odesmame.´- Então como fica a alimentação do bebê? Se você volta a trabalhar quando o bebê tiver menos de 1ano, planeje com antecedência como ordenhar (alugue ou compre uma bomba elétrica), estocar eoferecer o leite materno para o bebê. Veja orientações na referência 11. Use um copinho ou mamadeira-colher para oferecer o leite ordenhado e não mamadeira. Se ele tiver mais de 1 ano, pode alimentar-se desólidos e mamar quando estiverem juntos.- Tenha mente aberta para cama familiar: Alguns bebês passam a mamar à noite com mais frequênciapara compensar as mamadas perdidas durante o dia quando a mãe volta a trabalha fora. Isso é chamadoµamamentação em ciclo reverso¶ e é um mecanismo de sobrevivência de nossa espécie. Nesses casos,
  • 5. praticar cama compartilhada e amamentar deitada pode ajudar a sacia as necessidade do bebê ao rmesmo tempo em que os hormônios da amamentação auxiliam mãe e bebê a adormecerem novamente(12-14). O bebê fica mais tranquilo ao saber que, mesmo passando o dia todo longe da mãe, à noiteestará com ela. A proximidade com o corpo materno sintoniza as pautas de sono do bebê com as da mãee regula o seu nível de excitação, temperatura corporal, o ritmo metabólico, níveis hormonais, ritmocardíaco, respiração e sistema imunológico, pois o efeito anti estresse do estreito contato físico libera -ocitocina, que fortalece o sistema imunológico do bebê (12-15).Nem todas as famílias adotam cama compartilhada por receio de ser difícil conseguir que a criança durmasozinha depois. A reflexão aqui é de que as necessidades mais intensas de pr ximidade se dão na oprimeira infância: bebês têm necessidade de proximidade com a mãe (15) e a cama compartilhadaresponderia a essas necessidades. Mais tarde, seria um outro momento, com o bebê com outra cognição,maturidade e evolução.Se a criança dorme longe dos pais à noite, fica longe durante o dia e, principalmente, se o bebê nãomama mais no peito (portanto não tem o contato íntimo da amamentação), precisa de algumacompensação afetiva e se beneficiaria da proximidade da cama familiar. O mesmo acontece se o bebêestiver em processo de angústia da separação, que se inicia entre 6 meses e vai até 2-3 anos, com -8altos e baixos.Quando os bebês sinalizam que precisam de contato corporal com os pais, mostrar empatia, entender eacolher é excelente, pois a criança que se recusa a dormir pode estar precisando de mais contatocorporal com o pai e a mãe. É uma necessidade primitiva da criança ter contato íntimo com a pele docorpo de outra pessoa enquanto adormece, mas isso se choca com todas as regras culturais que exigemque as crianças durmam sozinhas (16).- Procure seus direitos de licença maternidade de seis meses, negocie com o chefe, tire férias juntocom a licença, adie alguns planos, trabalhe meio período, procure um emprego mais flexível, procuretrabalhos que possa fazer em casa.Ess
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