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VAMOS EM FRENTE... NADA A TEMER SENÃO O CORRER DA LUTA

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INFORMATIVO DO SINDICATO ÚNICO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS - Sind-UTE/MG - SUBSEDE DE IPATINGA - FILIADO À CUT E À CNTE - AGOSTO/2010 VAMOS EM FRENTE... NADA A TEMER SENÃO O CORRER DA
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INFORMATIVO DO SINDICATO ÚNICO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS - Sind-UTE/MG - SUBSEDE DE IPATINGA - FILIADO À CUT E À CNTE - AGOSTO/2010 VAMOS EM FRENTE... NADA A TEMER SENÃO O CORRER DA LUTA Milton Nascimento Somente quem luta pode alcançar vitórias! As razões da nossa greve...pág. 02 Funcionários da Educação...Pág. 04 OPINIÃO... A tirania do Governo PÁG com 03 OPINIÃO... Com a palavra a PÁG 06 os Trabalhadores...Pág. 05 Coordenadora Geral Educação é Beatriz Cerqueira..Pág. 08 prioridade...pág. 07 E mais: opinião, memórias da luta, Campanhas de filiação e do voto consciente. 1 E D I T O R I A L São finalidades do Sind-UTE/MG defender os interesses e direitos, individuais e coletivos, da categoria profissional que representa; desenvolver e organizar encaminhamentos conjuntos visando à unidade de todos/as os trabalhadores/as em Educação; lutar, juntamente com outros setores da população, pela melhoria do ensino, em particular pelo ensino público e gratuito, em todos os níveis; lutar, ao lado de outros/as trabalhadores/as, por liberdade de organização, manifestação e expressão para todos/as os trabalhadores/as. Todas estas finalidades estiveram reunidas na greve que realizamos entre os dias 8 de abril e 25 de maio, na rede estadual. Enfrentamos um governo inflexível e truculento, cujo único objetivo é implementar um projeto partidário que, em curso há quase 08 anos, já deu sinais claros de esgotamento. Estamos falando de um governo que não se sensibiliza com as necessidades dos trabalhadores/ as em Educação e demais servidores/as públicos, além de não ter interesse em realmente atender nossos anseios. Com a maioria na Assembleia Legislativa, onde os parlamentares da base governista acatam, sem questionamentos, os ditames do Executivo, o governo Aécio/Anastasia aproxima-se da tirania. Recusou-se a reconhecer a greve, mas contraditoriamente exigiu o seu fim para negociar. Não aceitamos suas imposições e todos os meios para intimidar os/as trabalhadores/as e quebrar a adesão ao movimento foram utilizados. Seu desprezo pela democracia ficou evidente em vários momentos. No entanto, diante da grande mobilização e capacidade de enfrentamento dos/as educadores/as, o governo foi obrigado a dar respostas e apresentar uma proposta a partir da qual iniciou-se um processo de negociação. Um homem público que não aceita a avaliação de sua gestão não está preparado para exercer cargos mais elevados. O Sind-UTE/MG, através dos/ as trabalhadores/as em educação, tem o direito de dizer que não deseja para o país, tampouco para Minas, os métodos e as políticas vigentes, especialmente, nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Suspendemos a greve por razões objetivas, mas não fomos derrotados. Ao contrário, avançamos na luta e começamos a construir uma proposta que, com certeza, será amplamente modificada no sentido de contemplar os legítimos interesses da categoria. A derrota pertence a quem assim se sente. Saímos da greve orgulhosos da nossa luta e a sociedade percebeu qual é a real situação da escola pública em Minas Gerais. A mídia omitiu-se de uma análise isenta, mas os jornais tiveram que reconhecer nossas perdas salariais e deram espaço para artigos e reflexões do nosso Sindicato. As razões da nossa greve continuam presentes e, portanto, continuamos lutando com o mesmo espírito de unidade e compromisso com a educação e com a comunidade. Parabéns, Educadores e Educadoras. Somente quem luta pode alcançar vitórias. Cida Lima Diretora do Depto. de Comunicação Sind-UTE/MG - Subsede - Ipatinga Trabalhadores da educação paralisam a BR 381; Vales do Aço, Doce e Mucuri E X P E D I E N T E Informativo do Sind-UTE/MG - Subsede de Ipatinga R Teresópolis, 235, B.Veneza I - Cep: Ipatinga - Minas Gerais Fone/Fax: (31) sinduteipa.ning.com COORDENAÇÃO GERAL Feliciana Alves do Vale Saldanha 2 DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO Ione Januária Ferreira DEPARTAMENTO DE FORMAÇÃO E POLÍTICAS SOCIAIS Claudina Abrantes Jessé Ramos dos Santos Lucília Maria Fernandes Santos Reny Aparecida Batista Robson Vieira Frois Vasco - Vasconcelo Ferreira Lagares DEPARTAMENTO JURÍDICO Glaicy Kelly Silva Lourenço Jacomar Antunes Bráulio DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO Carla Batista Ferreira Gely Fantini Menezes Daniel Janete Batalha Mendes Souza Nildo Benício Vera Miranda de Andrade DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E CULTURA Cida Lima Maria Aparecida de Lima Leida Alves Tavares Márcia Cristina Leal Henrique Memórias da luta Trabalhadores/as em Educação avaliam... O P I N I Ã O Não podemos mais assumir a vergonha de não ter tentado. Chega de ficar reclamando! Mostramos para os outros que somos trabalhadores, dignos de respeito como qualquer outro e que nosso ofício não é voluntário, precisamos sobreviver. Se não alcançamos todos os objetivos com a greve, a sociedade teve a oportunidade de conhecer as enormes injustiças cometidas contra aqueles que se dedicam à educação de seus filhos. Mostramos o nosso valor, a nossa garra e tenho certeza que outras lutas virão e, certamente, permaneceremos unidos, reforçando a nossa consciência política, buscando novas formas de luta. Nada será como antes... a luta é permanente. O período eleitoral é um tempo privilegiado para pensarmos na realidade e no futuro do nosso país. É hora de não reeleger os políticos profissionais e buscar eleger pessoas que tenham a política como vocação: aqueles que têm amor e respeito pelo próximo e que se engajam na política para ajudar na superação dos muitos problemas sociais a partir das causas. É chegada a hora do exercício de cidadania. Mary Márcia - E. E. Manoel Izídio - Ipatinga....votam: a Greve continua......e os Trabalhadores/as em Educação tomam as ruas da capital. O movimento grevista da rede estadual, que durou 48 dias, reconquistou a dignidade do trabalhador em educação no estado de Minas Gerais. Salários defasados, péssimas condições de trabalho contrastam com uma propaganda governista de melhor educação no estado. O movimento revelou as chagas da educação pública estadual e desmascarou o Governo Aécio/Anastasia. Ainda não foi conquistado o almejado. Mas só o fato de o Governo ter entendido que não se brinca com a Educação ou com os Educadores já nos garantiu sobrevida. Em meio a tanto desânimo e insatisfação no dia-dia da sala de aula, o movimento nos resgatou e deixou claro a todo aquele que se assentar, a partir de primeiro de janeiro de 2011, na cadeira de administrador maior do Estado que o educador merece respeito. Joerson Eustáquio E. E. Laura Xavier Santana - Ipatinga. 3 4 Somos Educadores pela Luta e na Lei Quem cuida da merenda, da manutenção escolar, da limpeza da escola e da escrituração também educa. Entre os dias 22 e 24 de julho, foi realizado o VII Encontro Nacional do Departamento de Funcionários da Educação (DEFE) da CNTE, em Curitiba, PR. No encontro foram debatidas as políticas de valorização dos funcionários da educação. Cerca de 20 trabalhadores/as mineiros/ as estiveram participando do encontro, dois são da região do Vale do Aço, sr. Antônio Carlos da Silva, Auxiliar de serviços da Educação Básica, da E. E. Princesa Isabel, de Caratinga e Janete Batalha Mendes Souza, Auxiliar Administrativo, de Ipatinga. Para a educadora foi muito importante a participação no encontro, pois além de se informar acerca das lutas e conquistas da educação, proporcionou troca de ideias e experiências com outros companheiros. O P I N I Ã O A aprovação da lei , que reconhece todos os funcionários de escola como educadores, é uma importante conquista. Nós sabemos que o Sindicato e a CNTE sempre batalharam por isso e fazem a defesa de todos os trabalhadores da educação, mas saber que agora isso é lei, nos dá um ânimo maior para continuar lutando. Agora, falta aprovar o piso e lutar para implantá-lo como os professores. Janete Batalha Mendes Souza E. M. Chirlene Cristina Pereira - Ipatinga A terceirização dos serviços é uma das maiores preocupações no momento. Um grande número de terceirizados tem ocupado vagas que poderiam ser de profissionais concursados. Para atingir a meta do Governo Federal de colocar o Brasil, até 2020, como exemplo de educação número 1 no mundo, é preciso que se invista na área como um todo. João Alexandrino - Coordenador Nacional do DEFE- -CNTE Aprovado o Plano de Carreira para funcionários A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE) aprovou, no dia 4 de maio, as diretrizes e o plano de carreira que contemplam os profissionais de educação que não pertencem ao quadro do Magistério. A necessidade de se propor as diretrizes e o plano de carreira se deu a partir da sanção da Lei pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em junho do ano passado. A Lei reconhece funcionários técnicos e administrativos das escolas como Profissionais da Educação. Pela proposta aprovada, todos os entes federados devem instituir planos de carreira para os profissionais da educação que atuem nas escolas e órgãos da rede de educação básica. O projeto prevê, ainda, a progressão salarial na carreira, composição de jornada, valorização do tempo de serviço. Para Feliciana Saldanha, Coordenadora Geral da subsede de Ipatinga, a valorização destes profissionais é de extrema importância e constitui-se numa vitória para os trabalhadores/as em Educação, já que essa é uma bandeira histórica do Sind-UTE/MG e da CNTE. Vamos caminhar firmes nessa luta. Nosso compromisso é com uma educação de qualidade social. Para torná-la possível é necessário valorizar todos e todas que nos diversos espaços constroem o fazer pedagógico da escola. Próximos desafios Pressionar o MEC para o envio do novo Plano Nacional de Educação para o Congresso Nacional. Garantir que o Profuncionário seja uma política de Estado. Lutar pela unificação dos planos de carreira dos professores e funcionários da educação. Lutar pela ampliação do Piso Salarial Nacional do Magistério aos funcionários da educação. Ação do PSDB contra Sind-UTE/MG lembra a ditadura Sempre houve tiranos; esses nunca conseguira ser invencíveis. No final, sempre caíram. Gandhi Durante nosso movimento grevista não ficamos isentos da conservadora posição dos governos que chamam de políticas as greves de servidores públicos. O governo ingressou com ação judicial contra nosso movimento. A greve foi declarada ilegal. E Aécio/Anastasia esperavam ver os profissionais da Educação retornando aos seus postos de trabalho... Derrotados! Mas... continuamos firmes porque nos sustentávamos na certeza da legitimidade de nossa greve. Legítima, porque é da própria definição de sindicato, que participe da vida política com a posição mais conveniente à classe. Inclusive com greves, cuja base legal, ou até mesmo ilegal, só à Justiça, e jamais a governos e à polícia, cabe proclamar. O histórico reacionarismo brasileiro foi que propagou a ideia de que sindicatos e congêneres só podem promover ações sem mais pretensão ou conotação do que reivindicações profissionais específicas. Legítima, porque, com expressiva ade- são dos/as trabalhadores/as, denunciou em cada recanto das Minas Gerais o descaso com que esse governo vem tratando as políticas públicas em Minas Gerais. Além disso, para não enxergar a greve com olhar acusativo, basta saber que ela foi lançada por associação de classe comprometida com a defesa dos/as trabalhadores/as e com a política educacional de qualidade. Se o movimento teve componente político e eleitoral, não foi dele e por ele que nasceu. Foi, como ficou bem esclarecido, da realidade de milhares de trabalhadores/as que sobrevivem de salários vergonhosos e em situações precárias de trabalho. Não fosse esse tratamento iníquo ou, mesmo com ele, se a greve não coincidisse com a fase já eleitoral, o governo Aécio/ Anastasia e o PSDB em geral não teriam por que falar em greve eleitoreira. Porque político todo movimento por transformação o é. Nenhum governo é inatacável, sobretudo um governo que tem causado tantos prejuízos aos/às trabalhadores/as e à Educação. Continuamos lutando pelo atendimento às nossas reivindicações e continuaremos avaliando e criticando todo e qualquer governo na medida em que implemente políticas em desacordo com as necessidades e concepções da classe trabalhadora. No final, importa muito mais é que uma associação de classe se mostre viva, quando todas as associações devedoras da ação política própria da democracia parecem, há tanto tempo, sugadas de toda a sua vitalidade. O P I N I Ã O Os(as) profissionais em Educação mineiros deram exemplo de união, esforço e garra na defesa de seus direitos durante a greve deste ano. Vi e acompanhei todas as mobilizações da categoria e, portanto, posso afirmar que a forte pressão desses trabalhadores e trabalhadoras - assim como a brilhante condução da coordenadora do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira - foram fundamentais para que pudéssemos avançar paulatinamente nas negociações com o Poder Executivo. Parabenizo toda a categoria pelo exemplo de luta contra a falta de valorização da Educação imposta pelo Governo do Estado. Deputado Estadual Padre João. Estive lado a lado com os trabalhadores da Educação este ano, acompanhando a grande mobilização por melhores salários e condições de trabalho. Participei de reuniões da categoria, na Praça da Assembléia, e diretamente das negociações que tiveram a mediação dos parlamentares. Pude sentir e aprender com a persistência, a garra e a coragem desses trabalhadores. Foi uma greve histórica, que demonstrou nível de mobilização e maturidade da categoria e do Sind-UTE/MG, além de conseguir romper com a intransigência do Governo estadual de não negociar. Agora é continuar a luta. Deputado Estadual André Quintão. 5 O P I N I Ã O As lutas são árduas e prolongadas através das greves que se arrastam dias e meses pelo estado afora. Mas a vitória com certeza vem. Por isso digo aos colegas que estão começando na carreira: não desistam de lutar, pois o que temos hoje foram conquistas de greves, mobilizações, congressos. Com garra, cansaço, persistência. Lutar sempre e nunca desistir! Ivânia Almeida dos Santos E. E. D. Caetana América de Menezes Chegamos a 2010 em uma condição retratada pelo ditado popular Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.. Corremos para a greve e o bicho tentou nos pegar. Vencemos os três poderes (judiciário, executivo e legislativo), se tivéssemos ficado na nossa, resignados feito fantoches na mão do Governo, teríamos sido engolidos pela demagogia eleitoreira da propaganda enganosa sobre o mísero aumento de maio. A greve desmascarou o aparato de alienação desse estado. Caiu a máscara da mídia, do judiciário e dos deputados populistas e alienados pelo governo. Cláudio Antônio Mendes - E.E. Dionysio Costa - Mutum A greve da Rede Estadual foi um momento histórico para a categoria e o Sind-UTE/MG. Vimos a revolta de milhares de trabalhadores que foram às praças e ruas mostrar sua indignação com esse governo ditador e sem compromisso com a Educação. Me emocionei demais nas Assembleias e acompanhando a votação final do projeto de lei que, apesar de não ser o que buscávamos, foi conquistado com garra e, a princípio melhora nossos salários. Em tempo, devemos denunciar os deputados que, mesmo sob nossa pressão, votaram contra a educação. Eli Rodrigues - E. E. Nilza Luzia Buta - Ipatinga. A paralisação ocorrida no setor educacional demonstrou a insatisfação de todos os servidores estaduais com o governo. A maior surpresa foi observar o envolvimento da maioria dos servidores em busca de melhorias, pois sabemos que a categoria vem sofrendo perdas significativas há muito tempo, sem força para reagir. Mas acredito que, a partir de agora, a mobilização demonstrou uma força até então desconhecida pelo governo, não nos deixamos intimidar nos momentos mais difíceis e críticos da paralisação. Esta mobilização foi histórica pois na minha opinião ainda existe muito a ser conquistado. No entanto, a omissão dos servidores da educação de Minas Gerais é coisa do passado. Aurélia S. de Freitas - E. E. João Hemétrio - Belo Oriente. A vitória tornou-se possível, principalmente, pela força de coesão dos trabalhadores engajados na luta, e pela existência de uma liderança sindical honesta, comprometida com os objetivos e ideais da classe. Construímos, de forma sólida, um modelo para futuras e justas reivindicações. José Moacir M. Portes - E. E. Engenheiro Amaro Lanari Júnior - Ipatinga. Pela primeira vez pude participar de uma greve. Confesso que me emocionei muito. Ver aquelas 15 mil pessoas lutando por uma causa única e justa me deu uma força fora do comum. Quero sempre participar. Sabemos que trabalhamos muito, com muita responsabilidade e entusiasmo e nossos salários estão defasados, por isso estou confiante de que nossa luta vai produzir frutos. O governo tem que ter consciência da importância da educação e atender nossas reivindicações. Eliane Bretas Moronaga E. E. Chico Mendes Ipatinga Pagar mal aos professores é Falta de Educação! Vasco. 6 Eleitores/as elegem educação como 4ª prioridade para próximo/a Presidente A mobilização da categoria recolocou a educação no centro das atenções, em nível nacional A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merecem receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a segurança pública, a saúde e o emprego. É o que aponta uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do Movimento Todos pela Educação. O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7 lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo. Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante, disse. Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do professor (46%) e a segurança nas escolas (46%). Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções em uma lista de 16 medidas. Para a diretora do Sind-UTE/MG, Cida Lima, o resultado da pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor e resultado de avanço na educação. Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava somente na necessidade de construção de escolas, quase sempre se esquecendo do capital humano, que é o mais importante de tudo, afirma. A coordenadora do Sind-UTE/MG, Feliciana Saldanha, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a cargos eletivos em diferentes níveis, de que é preciso apresentar propostas consistentes para a área de educação. Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendendo que a educação, no final das contas, é o que é capaz de mudar o país, afirmou. 7 Quem luta educa, resiste e conquista Quando a atriz Regina Casé, através das peças publicitárias veiculadas recentemente nos meios de comunicação, apresenta os benefícios da gestão Aécio Neves/Antônio Anastasia, ela não diz onde o Governo do Estado economizou para os supostos investimentos. Quem pagou a conta do choque de gestão em Minas Gerais foram os servidores públicos e as políticas públicas para a população. Enfrentamos nos últimos sete anos um empobrecimento da nossa categoria e uma polític
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