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Yarpen 2

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   Há quem diga que a vida sempre encontra um meio não importando o quão inóspita e sem esperança seja a situação. E nenhuma civilização personifica melhor isso do que os habitantes da Grande Fenda situada no meio do Shaar. Anões das Colinas ou como preferem ser chamados Anões Dourados formam uma castigada, porém muito orgulhosa e otimista nação. Fascinados por jóias, engenharia e construções em geral seu orgulho beira a xenofobia e é comparável ao dos Eladrin. Yarpen Zigrin nasceu na Grande fenda. Nunca conheceu sua mãe e seu pai não se dispôs a falar sobre a questão. Yannick Zigrin era um comerciante. Não importa o que o pedissem ele conseguia. Poderia levar meses para voltar. Mas suas caravanas sempre chegavam abarrotadas de produtos de toda a espécie quando retornava para a Grande Fenda. Com isso, Yarpen teve uma vida confortável no inicio de sua vida. Ele e seu pai eram muito próximos. Embora, ora e outra ele percebesse que a maioria dos anões dourados o tratassem com certa distância. Como um mal necessário. Yarpen achava aquilo estranho mas não dava muita atenção para isso. Ao completar seus cinquenta anos de idade e após muito insistência, Yannick permitiu que Yarpen fosse com ele em uma de suas viagens. Yarpen estava farto de viver naquele buraco como ele mesmo chamava. Queria conhecer o mundo. Trazer glória ao seu nome e de seu pai. Formar seu próprio clã e escrever seu nome na história. Tudo corria conforme o esperado conforme os anões seguiam pela estrada dourada. Meses já haviam se passado desde sua partida da Grande Fenda. Os dias eram quentes, abafados podendo levar os mais fracos à loucura e as noites pareciam congelar os ossos. Yarpen fazia questão de revezar os turnos com os guardas da caravana de seu pai. Gostava de conversar com eles e aprender tudo que podia sobre o mundo, suas lutas, sobre os tipos que já haviam encontrado, etc. Mas como nem tudo são flores um dia fatídico marcou a vida de Yarpen para sempre. Ao tentar cruzar as Montanhas Firesteap sua caravana sofreu uma emboscada do que pareciam ser ladrões comuns. No meio de gritos e estalar de ossos Yarpen sentiu a coragem esvair de seu corpo. Suas pernas tremiam, seu machado pareceu levar horas para sair de seu cinto enquanto seus companheiros morriam e matavam para defender a caravana. No meio da confusão Yannick Correu em direção a seu filho para trazê-lo de volta para terra. Berrou e bateu em seu rosto. - Você não queria conhecer o mundo, seu idiota? Agora acorde e honre sua barba!! Ainda que relutante Yarpen engajou-se na peleja e percebeu que gostava daquilo! Conforme seus inimigos caíam mortos parecia que algo se tornava mais vivo dentro de si. O companheirismo e loucura que só se encontra em uma batalha pela vida. Foi então que pai e filho cruzaram os olhares no campo de batalha. Seu pai tinha um orgulho estampado no rosto. Como se quisesse dizer algo que estava preso em sua garganta. Seja lá o que for, nunca foi dito. Pois o pescoço dele foi atravessado por uma lança em seu momento de descuido. Yarpen ficou em choque e sentiu o calor de um vulcão correndo suas veias. Sua visão ficou vermelha, ele se tornou pura barba, aço e berros e correu na direção do bandido que largou a lança e o atacou com uma espada que estava presa ao cinto. Yarpen aparou o golpe com seu machado, deslizando-o pela lâmina da espada, laçou o braço direito do inimigo com o seu braço esquerdo e o segurou pelo pomo de adão para então dar uma cabeçada que arrancou os dentes anteriores do algoz de seu pai e o derrubou. Ainda desorientado pelo golpe o bandido sentiu o peso do robusto anão sobre seu peito. Yarpen furou seus olhos com os polegares,  tirou o próprio elmo e o golpeou tantas vezes que o mesmo foi inutilizado e uma pasta vermelha onde antes estava a cabeça do bandido jazia em sua frente. Imediatamente olhou em volta e viu que era o único que sobreviveu à batalha. De um salto se dirigiu ao corpo sem vida de seu pai e amaldiçoou os deuses o quão alto seus pulmões o permitiam. Fechou os olhos de Yannick. Por algum motivo não conseguia chorar. Cremou o corpo de seu pai e amigos e carregou consigo o máximo de provisões que podia. Partiu em direção à Costa do Dragão. Seu pai lhe disse para procurar Durin Ironfist caso algo desse errado. Os meses seguintes foram quão duros poderiam ser. Se escondendo nas matas, roubando comida, brigando com ladrões, dormindo em tocas. Se a estrada era impiedosa para caravanas acompanhadas por guardas armados até os dentes e cobertos de aço ela era ainda pior para um aventureiro de primeira viagem. O espírito sonhador de Yarpen não parecia mais tão vivo. Seus olhos não tinham mais o mesmo brilho. A hesitação não tomava mais conta de si, algo havia morrido dentro do anão. Tudo que importava era sua sobrevivência. E se a vida era difícil ele estava decidido morder a dor como um cão faminto. Nada o derrubaria agora. Ao chegar na cidade de Westgate na Costa do Dragão Yarpen teve um sentimento ambíguo. O local era receptivo à todos. Cheio de armazéns e comércio e aberto a todas as raças e credos. Mas definitivamente não parecia um local amigável. Homens mal encarados tomavam conta das ruas garantindo que nada atrapalhasse as transações. Todo tipo de mercadoria e serviço era vendido sem o menor pudor. Definitivamente este não era o tipo de ambiente que Yarpen esperava que seu pai frequentasse para conseguir seus bens de consumo. Mas com o tempo tudo se encaixou, afinal, tudo era muito barato e a variedade absurda. Seu pai escondia um passado que ele jamais imaginara. Depois de perguntar em algumas tabernas sobre Durin Ironfist um encontro foi arranjado. E quando se diz arranjado, isto quer dizer que Yarpen foi arrastado até quem procurava por capangas anões. Surpreendentemente ou não, Durin o conhecia. Era amigo de seu pai. Após tudo ser esclarecido, Durin ficou muito impressionado com as capacidades do jovem anão e o ofereceu abrigo nas Giant's Run Mountains*. O local era um velho bastião abandonado que fora reparado pelo clã de Durin, os Ironfist. Yarpen explicitou que tinha muitas dúvidas sobre sua própria vida. Que queria fazer fortuna, ter um clã que pudesse honrar e descobrir mais sobre o passado de sua mãe. Durin compreendeu a aflição do jovem anão e o concedeu um lugar no clã. Afinal, se ele sobreviveu todo o caminho até ali, certamente era digno. Mas deixou claro que sua lealdade ainda estava à prova. Que estaria constantemente sendo avaliado. No decorrer de dois anos Yarpen se provou de todas as formas que um anão poderia dentro de seu clã. A missão era dada e ele a cumpria. Seja cobrar algum espertalhão que se recusava pagar mercadorias ou incendiar casas de rivais. O anão parecia ter esquecido completamente seu objetivo inicial nessa viagem. Se tornou um indivíduo prático e implacável. Ninguém ousava questionar a ousadia e a lealdade de Yarpen Ironfist. Quando ele entrava em algum estabelecimento parecia que todos prendiam a respiração como se esperassem que uma bomba explodisse a qualquer momento. Mas Yarpen não costumava causar problemas a quem não se metia em seu caminho. É claro... os donos de estalagens talvez não concordem, uma vez que suas visitas constantemente terminavam com mesas, cadeiras e ossos quebrados. Mas o que poderia se esperar de um anão bêbado, afinal? Os anos foram se passando até que um dia Durin informou que eles iriam checar umas ruínas nas montanhas e que lá deveriam haver alguns tesouros. Durin também alimentou as esperanças de Yarpen compreender seu passado já que aparentemente sua mãe antes de  desaparecer estava envolvida em um culto a uma divindade desconhecida por Durin. Yarpen compreendeu que talvez isso pudesse ter sido a razão de ela ter partido e prontamente seguiu viagem com Durin e o resto do grupo. Seria uma viagem difícil, precisaria de ajuda. E muitos ladrões de tumbas costumavam cercar essa região, além de tribos e orcs. De inicio parecia ser apenas um templo comum nas montanhas. Um monte de coisas que poderiam vender, ossadas para todos os lados, sangue seco mas nada que se dignasse uma viagem tão longa em um terreno acidentado com aquele. Escrituras élficas que embora fossem compreensíveis para ele não pareciam ter nenhum sentido. Enquanto continuava tentando descobrir algo que o pudesse trazer respostas Yarpen ouviu gritos de Durin. Gritos de uma batalha. Instintivamente ele tomou a atitude de correr para seus companheiros mas algo o segurou. Foi quando Yarpen percebeu que criaturas estavam se materializando em sua frente. Ossadas iam ganhando carne e entranhas e se transformavam em aberrações que o atacavam com ferocidade que estava. Nem parecia m mortos segundos atrás!!! Mais uma vez a fúria despertou no peito do anão e e ele arrancou as cabeças das criaturas. Correu para o exterior onde os gritos continuavam ecoando e encontrou uma cena dantesca. Anões morriam e ressuscitavam como um exército maldito e atacam os próprios parceiro. Sangue para todo o lado. Durin era comido vivo, corpos podres e deformados bebiam o sangue dos anões enquanto uma figura encapuzada parecia dominar aquele exército de mortos. Yarpen abriu caminho o melhor que pode naquele pandemônio e e tentou atacar aquele que comandava-os. Foi então que no meio de sua fúria o chão começou a fumegar e raios castigaram a terra e Yarpen se viu caído no chão e segurando seu machado que estava sendo puxado por um guerreiro humano acompanhado de um necromante e um clérigo. Definitivamente Yarpen precisava de respostas...
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