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2009_cbcs_distribuição Espacial de Atributos Químicos Do Solo e Da Produtividade de Chá No Vale Do Ribeira – Sp

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    Distribuição espacial de atributos químicos do solo e da produtividade de chá no Vale do Ribeira – SP PIERO IORI (1) ; REGINALDO BARBOZA DA SILVA (2) ; MOACIR DE SOUZA DIAS JÚNIOR (3)  & CECILIA ARMESTO (4)   1 Mestrando em Ciência do Solo, Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras – DCS/UFLA. Caixa Postal 37, CEP 37200-000 Lavras (MG). Bolsista CAPES. E-mail: pieroiori@hotmail.com 2 Professor, Campus Experimental de Registro, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”(UNESP). Rua Nélson Brihi Badur, n.430, Vila Tupy, 11900-000 Registro (SP). E-mail: rbsilva@registro.unesp.br 3 Professor Associado, DCS/UFLA. Bolsista do CNPq. E-mail: msouzadj@ufla.br   4 Mestranda em Fitopatologia, Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Lavras – DFP/UFLA. Caixa Postal 37, CEP 37200-000 Lavras (MG). Bolsista CNPq. E-mail: cecirpj@hotmail.com RESUMO – Os atributos químicos do solo se comportam de forma bastante diferenciada, ao longo das diversas formas de relevo, pelas alterações provocadas pelo manejo agrícola, e ainda pelos processos erosivos. Por isso, a geoestatística vem se tornando uma ferramenta adicional no estudo da correlação espacial dos atributos do solo. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi de investigar os efeitos da distribuição espacial dos principais atributos químicos do solo sobre a produtividade do chá na Região do Vale do Ribeira. O trabalho foi conduzido em áreas de chazais localizadas no município de Pariquera-Açú, Estado de São Paulo. O método de interpolação empregado foi krigagem e a obtenção de mapas de distribuição espacial dos atributos investigados foi feita utilizando o Surfer v. 8.0. Os teores dos elementos químicos apresentaram uma forte relação com a posição na paisagem. A produtividade encontrada foi maior que a produtividade média da região e a qualidade do chá colhido foi considerada boa. Palavras-Chave: (krigagem; Camellia sinensis; geoestatística) INTRODUÇÃO A região do Vale do Ribeira é a principal produtora de chá do estado de São Paulo. Esta cultura tem peso significativo na economia regional, tanto pela mão de obra absorvida na sua exploração e industrialização, como também pela geração de divisas [1]. O chá no Vale do Ribeira é produzido basicamente em três municípios: Cajati, Pariquera-Açú e Registro, sendo que em 2006 somente os dois últimos produziram chá. O chá gerou para a região cifras da ordem de 8,366 milhões de reais, segundo levantamento do IBGE [2], e ocupou 20,12% da área destinadas ás lavouras nos municípios de Pariquera-Açú e Registro. Os diversos atributos químicos do solo se comportam de forma bastante diferenciada, ao longo das diversas formas de relevo, pelas alterações provocadas pelo manejo agrícola, e ainda pelos processos erosivos [3]. Por isso, a geoestatística vem se tornando uma ferramenta adicional no estudo da correlação espacial dos atributos do solo, pois, como no Brasil a aplicação de insumos é baseada em teores médios da fertilidade do solo, os quais podem ser subestimados ou superestimados, o conhecimento detalhado da variabilidade espacial dos atributos da fertilidade, por meio da geoestatística, pode aperfeiçoar a aplicação localizada de corretivos e fertilizantes, melhorando dessa maneira o controle do sistema de produção das culturas e contaminações ambientais [4]. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi de investigar os efeitos da distribuição espacial dos principais atributos químicos do solo sobre a produtividade do chá na Região do Vale do Ribeira. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido em áreas de chazais localizadas no município de Pariquera-Açú, Estado de São Paulo, cuja latitude é de 24°37’S, longitude 47°50’W, e altitude entre 30 e 60 metros. De acordo com a Embrapa [5] os solos predominantes na área de estudos são Argissolos. O clima da região, de acordo Koppen é o Cfa, isto é, subtropical úmido, com temperatura média anual de 21°C aproximadamente e a precipitação pluvial média anual é de 1552 mm. A coleta de amostras de solo, especificamente as deformadas, foi feita em novembro de 2007, efetuada em “grids” de 30,0 m, em camadas de 0 – 0,1 m, sendo os atributos (solo e planta) georeferenciados por um Sistema de    Posicionamento Global (GPS), modelo  Juno ST handheld   com precisão de 0 a 8 metros, o que permitiu a obtenção de mapas da distribuição espacial destes atributos. As análises químicas foram realizadas em laboratórios do Departamento de Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A amostragem para coleta de dados relativos à produtividade do chá foi realizada na mesma época, sendo o seu processamento executado em laboratórios da UNESP, Campus Experimental de Registro. A determinação dos teores de fósforo, potássio, magnésio e cálcio foram realizados conforme determinado pela Embrapa [6]. Dados de produtividade foram registrados em grids de 1m 2  e extrapolados para área total. A variedade do chá analisada foi a IAC 259. O plantio na fazenda Thea Hills é datado de 1987. O método de interpolação (krigagem) e a obtenção de mapas de distribuição espacial dos atributos investigados foram feitos utilizando o Surfer v. 8.0 [7]. RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Tabela 01 estão apresentados os valores médios de produtividade e dos teores de fósforo, potássio, magnésio e cálcio para o talhão analisado. São apresentados na Figura 1 os mapas da distribuição espacial para altitude, produtividade e dos teores de fósforo, potássio, magnésio e cálcio. A produtividade média encontrada de chá colhido durante o experimento foi aproximadamente de 1,2 t ha -1 , e segundo dados do IBGE [2] a produtividade média para a região é de 6,96 t ha -1 . Como a safra do chá corresponde a aproximadamente 10 colheitas, pode-se perceber que a produtividade média encontrada é aquém do esperado. Analisando a figura 1, o mapa de produtividade indica que grande parte do talhão apresentou produtividade entre 1,16 e 1,54 t ha -1 . De acordo com o mapa de produtividade é possível inferir, que os maiores valores de produtividade foram encontrados na parte mais alta do talhão, atingindo valores de 1,9 t ha -1 . Neste talhão a qualidade do chá colhido encontrada foi de 29 e 71% de chá do tipo B e B 1 , respectivamente. Verifica-se, portanto, que este talhão uma razoável qualidade, pois, não apresentou nenhuma classificação C, o que classificaria um chá de pior qualidade. Vale ressaltar que os preços do chá, como a maioria dos produtos agropecuários, variam conforme a qualidade encontrada e quando é encontrado um tipo C, o mercado o desvaloriza em relação às outras classificações. Segundo os níveis de fertilidade para interpretação de análise de solos em uso nos laboratórios do Estado de São Paulo [8], o teor médio de fósforo no solo foi considerado baixo para este talhão. Sendo que para o teor médio de potássio, o valor encontrado foi considerado médio, o que resultaria numa produção relativa entre 91 e 100%. Segundo Raij [8]. Para os teores médios de cálcio e magnésio, os valores encontrados foram considerados de nível baixo, o que proporcionaria uma produção relativa entre 71 a 90%. Os maiores teores de fósforo foram encontrados nas áreas de menor altitude, ou seja, baixadas, atingindo valores acima de 27,9 mg dm -3 . Porém, o que é mais evidente neste mapa é que quase na totalidade da área o teor de fósforo variou somente de 0 a 9,3 mg dm -3 , o que é considerado muito pouco. O comportamento do potássio foi semelhante ao visto para o fósforo, no sentido de que os maiores valores encontrados foram nas áreas mais baixas. Porém, este apresentou uma variabilidade na área maior que a encontrada para o teor de fósforo. Os maiores valores de magnésio foram encontrados sensivelmente nos locais mais altos do talhão. O comportamento dos teores de cálcio foi semelhante ao comportamento do magnésio. Quando se analisa somente a média dos teores dos atributos químicos, verifica-se que os valores altos encontrados na área são mascarados, podendo para alguns pontos do talhão estes elementos serem subestimados. Logo, se a distribuição espacial do elemento for considerada isso pode significar uma boa economia na aplicação de adubos e fertilizantes. Não foi verificado um padrão de distribuição espacial entre a produtividade e os atributos químicos aqui analisados. CONCLUSÕES Os teores dos elementos químicos apresentaram uma forte relação com a posição na paisagem. A análise da distribuição espacial dos elementos é uma boa alternativa quando comparada à análise média do elemento na área. A produtividade encontrada foi maior que a produtividade média da região e a qualidade do chá colhido foi classificada como boa. LITERATURA CITADA [1]   SAKAI, M. 1997. Adubação NPK do chazeiro ( Camellia sinensis  (L.) O. Kuntze), em Latossolo Amarelo álico, no Vale do Ribeira – SP. Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Tese de Doutorado. [2]   INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. 2006. Disponível em:    http://www.ibge.gov.br/ Acesso em 11/12/2006. [3]   SOUZA, G. S.; LIMA, J. S. S.; SILVA, A. A.; OLIVEIRA, R. B. 2008. Variabilidade espacial de atributos químicos em um Argissolo sob pastagem. Acta Scientiarum Agronomy, Maringá, v. 30, n. 4, p. 589-596, 2008. [4]   CAVALCANTE, E.G.S.; ALVES, M. C.; SOUZA, Z. M.; PEREIRA, G. T. 2007. Variabilidade espacial de atributos químicos do solo sob diferentes usos e manejos. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Viçosa, v. 31, n. 3, p. 1329-1339. [5]   EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA – EMBRAPA. 2006. Centro Nacional de Pesquisas de Solo. Sistema brasileiro de classificação de solos. Rio de Janeiro. 412p. [6]   EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. 1997. Manual de métodos de análise de solo. 2.ed. Rio de Janeiro: Centro Nacional de Pesquisa de Solos. 212 p. [7]   GOLDEN SOFTWARE. Surfer version 8.03 . Golden, 2003. Software  [8]   RAIJ, B.van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A. M. C. 1996. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. 2 ed. Campinas: IAC. 285p. (Boletim técnico, 100)    Tabela 1.  Valores médios da produtividade e dos teores de fósforo, potássio, magnésio e cálcio. Produtividade Fósforo Potássio Magnésio Cálcio (t ha - ) (mg dm - ) (cmol c  dm - ) 1,168 7,97 86,64 0,60 1,37 7264860 7264880 7264900 7264920 7264940214020214040214060214080214100214120 0.81.291.782.272.76 Ca-sp 7264860 7264880 7264900 7264920 7264940214020214040214060214080214100214120 1822.426.831.235.6  Alt 7264860 7264880 7264900 7264920 7264940214020214040214060214080214100214120 35557595115  K-sp 7264860 7264880 7264900 7264920 7264940214020214040214060214080214100214120 0.20.450.70.951.2  Mg-sp 7264860 7264880 7264900 7264920 7264940214020214040214060214080214100214120 09.318.627.937.2  P-sp 7264900000 7264920000 7264940000 7264960000 7264980000214050000214060000214070000214080000214090000214100000214110000214120000214130000214140000214150000 0.40.7811.1621.5431.924  Prod-sp   Figura 1. Mapas da distribuição espacial da Alt – Altitude (m) e Prod – Produtividade e de teores de P – fósforo (mg dm -3 ), K – potássio (mg dm -3 ), Mg – magnésio (cmol c  dm -3 ) e Ca – cálcio (cmol c  dm -3 ).
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