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A Educação Como Novos Saberes - A Arte de Trabalhar e Produzir Conhecimentos

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  A EDUCAÇÃO COMO NOVOS SABERES: A ARTE DE TRABALHAR E PRODUZIR CONHECIMENTOS 1 José Carlos dos Santos 2 Cauê Cainã Molher dos Santos 3 1-Introd! o Muito se tem dito e escrito a cerca de outros saberes que pertencem aos sujeitos e não mais aos sistemas de pensamento. De modo especial pensadores europeus estão às voltas com esse novo “descobrimento do novo mundo. !o primeiro descobrimento os nativos e toda sua utensilha em mental chamaram a aten#ão de muitas $ormas. %rimeiramente a aparência “apol&tica' e da pouca a$ei#ão à cultura ( di a)se aprendi*a em. +m se undo' pelo pouco ape o ao trabalho produtivo' sistem,tico' disseram. +ntre o velho conhecimento e o novo' h, muito que ser considerado ainda. De um lado' a e-istência de uma utensilha em institucional que e-erce coer#ão e controle dos corpos. De um outro' h,bitos institu&dos nas pr,ticas sociais e que recolocam o tema da produ#ão e do consumo na ordem do hodierno.  vida do ser a ricultor tr,s estas aparentes dicotomias. %orém' na polissemia dos discursos o $a*er)se toma outras $ormas/ embora o poder de per$ormatividade' os sujeitos criam t,ticas e ast0cias/ quando o discurso maior sobre o +stado do %aran, se or ulha dos recordes de produ#ão de rãos' pequenos a ricultores uardam sementes crioulas de muitas era#1es. +les ensinam' desa$iam' recriam' sobrevivem.+ntão' por entre a in enuidade e a apoliticidade' as representa#1es sobre o tupiniquim $oram se reprodu*indo em $ormas simb2licas e a#1es de cienti$icidade e  pol&ticas. Jeca tatu3s da modernidade' o a ricultor “herda esta cultura de in enuidade e 4  ) 5 te-to resultou a partir de dados parciais de pesquisa $omentada pela 6unda#ão rauc,ria. 7  ) Doutor em 8ist2ria. Docente da 9radua#ão e %2s)9radua#ão  Lato e Stricto Sensu da :nioeste ( Campus de Marechal C. ;ondon. <  ) cadêmico do Curso de +n enharia =u&mica. Membro do 9rupo de %esquisa 8ermenêutica da Ciência e Soberania !acional  apoliticidade nas representa#1es produ*idas pela cultura sistemati*ada. Muito mais que despre*o' admira#ão ou mesmo descoberta' de $ato houve uma investida si ni$icativa do saber sistêmico sobre esta in enuidade. +ra necess,rio dobrar este corpo' torna)lo d2cil >65:C:?@' 4ABB para o trabalho. @ratou)se essencialmente de um trabalho de educa#ão do homem do campo. 5s saberes enrai*ados' interiori*ados eram o s&mbolo do atraso' para o pensamento sistêmico. :m crivo racionali*ante precisaria ser eri ido no sentido de direcionar seu olhar' seus sentimentos' seus objetivos.  economia moderna teria isto como desa$io em a#ão conjunto com a burocracia do +stado >+E+;' 7FFG' p. GBss. +stes intelectuais do saber precisavam pensar a inte ra#ão do estado via economia e o campo' local destes inc2lumes Jecas' precisava ser disciplinado' inte rado em $orma de redes produtivas. Sur e assim' nos anos setenta' a a ricultura moderna. Como parte de uma concep#ão de cienti$icidade tecnol2 ica estavam os métodos' equipamentos' os qu&micos' a robuste* das m,quinas. Mais recentemente' o 9%S e a trans enia. 6oi necess,rio criar centros de educa#ão' disseminar o saber' dobrar o corpo. Mas houve resistências.Dois $oram os $ocos dos ar umentos educativos do homem do campo. %rimeiramente um e$iciente  marketing   disseminando as vanta em da produtividade. +ra necess,rio despertar o desejo de pro resso além das $ronteiras do +stado e do desejo de inte ra#ão econHmica. +ra preciso que cada corpo individual $osse um re$le-o dos objetivos nacionais. %ara tanto' o Jeca precisava ir à escola' ou esta vir até ele.  estraté ia adotada $oi disseminar os cursos de $orma#ão de a ricultores. s cooperativas' as secretarias estaduais e municipais $oram $erramentas essenciais usadas como suporte e l2cus da di$usão destas nova ordem educacional. Mesmo nos $estejos ( de modo especial as comemora#1es de emancipa#ão ( a rituali*a#ão da ciência e tecnolo ia produ*ida para o campo estavam l, presentes.s cooperativas $oram e são randes parceiros na di$usão e comerciali*a#ão destes produtos. Sua ra*ão de ser no mecanismo sistêmico produtivo é d0bio e multi$acetado. Subvenciona a produ#ão' distribui o conhecimento e os produtos do campo para o mercado. !esta trama' o a ricultor $ica e$etivamente preso por um emaranhado de condi#1es no sentido de “receber tecnolo ia' atuali*ar seus conhecimentos e produtos tecnol2 icos. o mesmo tempo' esta cooperativa a e como representante dos randes centros tecnol2 icos' parceiros produtivos de toda uma utensila em mental e tecnol2 ica. +m s&ntese' randes centros impresariais produ*em e 7  distribuem seus produtos nestes mercados locais donde' a cooperativa $unciona no sentido educativo e distributivo desses produtos. :ma modernidade que 6oucault j, apre oava em 4ABI como uma disciplina do pertencimento o sujeito somente e-iste como unidade re$erencial/ ele est, dilu&do entre os interesses institucionais e da economia. %ertencer a uma institui#ão é condi#ão da modernidade' do controle desta sobre o ordenamento social. @anto é que os sistemas correcionais dei-am mais evidentes esta modernidade. !ão se cumpre pena so*inho' sem assistência. K preciso que al uma institui#ão ateste sua loucura ou sua sensate*. !os sistemas produtivos não é di$erente.  in$ormalidade do a ricultor é realmente al o quase imposs&vel' dado a racionalidade dos sistemas produtivos nominados pelo or ulho econHmico de “cadeia. +sse e$eito' ao lado de praticas sociais' lembram aquilo que a$irmou Michel 6oucault“5 momento hist2rico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do corpo humano' que visa não unicamente o aumento das suas habilidades' mas a $orma#ão de uma rela#ão que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto mais 0til é. 6orma)se então' uma  politica de coer#1es que consiste num trabalho sobre o corpo' numa manipula#ão calculada dos seus elementos' dos seus estos' dos seus comportamentos. 5 corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha' o desarticula e o recomp1e.  disciplina $abrica assim corpos submissos e e-ercitados' os chamados Lcorpos d2ceisL.  disciplina aumenta as $or#as do corpo >em termos econ2micos de utilidade e diminui essas mesmas $or#as ela dissocia o poder do corpo $a* dele por um lado uma LaptidãoL' uma LcapacidadeL que ela procura aumentar/ e inverte por outro lado a ener ia' a potencia que poderia resultar disso' e $a* dela uma rela#ão de sujei#ão estritaL. >6oucault' 4AAB' p, 44A +sta percep#ão' enquanto ordenamento pol&tico é tão recorrente que um documento o$icial produ*ido pelo Ministério da  ricultura' %ecu,ria e bastecimento  ( M% >7FFB' p. 44' pois' >... “na disciplina, os elementos são intercambiáveis, pois cada um se define pelo lugar que ocupa na série, e pela distância que o separa dos outros” >p.47.   @al documento a$irma que “a cadeia produtiva da soja é de suma importNncia para a economia brasileira. +m 7FF' as e-porta#1es do comple-o totali*aram :SO A'GP bilh1es' o equivalente a 7F'AQ do saldo positivo da balan#a comercial do %a&s. lém disso' a soja destaca)se como a principal cultura e-plorada no mercado interno' respondendo por cerca de GQ da produ#ão brasileira de rãos. +m n&vel mundial' o %a&s j, é o se undo maior produtor' atr,s apenas dos +stados :nidos' e o maior e-portador. +sse n&vel de competitividade deve)se aos bai-os custos de <   produ#ão do rão no Erasil' $ruto de um alto n&vel da tecnolo ia' escala e capital' aliados a terra e mão)de)obra baratas.Considerando que no re ime de pequenas propriedades a mão)de)obra é $amiliar e nas randes $uncionam como subempre o' o documento tem ra*ão. !ota)se que a “cadeia mostra em perspectiva a competitividade entre os +stados' mediante estat&stica' $ala de alta tecnolo ia e capital. Mas não $ala do a ricultor. K um discurso impessoal. ssim como é impessoal a$irmar que e-iste bai-o custo de produ#ão' indu*indo o leitor a compreender que se trata de uma atividade altamente lucrativa para todos.+sse investimento de constru#ão nos anos BF debateu)se com a questão da constru#ão cultural. 8ouve um evidente con$ronto entre a chamada necessidade social e os tra#os arrai ados da cultura local. Rmi rantes italianos' ermNnicos' poloneses' ucrainos' japoneses' dentre outros' ocupavam terras a ricult,veis em v,rios estados do Erasil.  moderni*a#ão tecnol2 ica rapidamente tratou de inte r,)los na produ#ão nacional desenvolvendo as potencialidades do solo' equipamentos espec&$icos e a monocultura.  produ#ão e-tensiva entrava na ordem do dia. 5 s&mbolo da modernidade eram os randes campos de produ#ão despidos de sua cobertura natural. 5 trator de destoca em' o correntão' a terra limpa e as curvas de n&vel' con$i uravam um mapa do desenvolvimento.Mas houve si ni$icativos avan#os. 8ouve aumento da produ#ão mundial de rãos/ nacional e re ional. 5s sistema de inte ra#ão de$initivamente estava sendo reali*ado do ponto de vista da inte ra#ão nacional e da se uran#a alimentar tão  propalado pelos economistas.  revolu#ão no campo estava de $ato acontecendo' como a$irmava a ordem pol&tica vi ente. !este &mpeto' meio ambiente era lembrado nos discursos apenas como meios  produtivos' recuros a serem e-plorados' suportes produtivos. 5 desvio de um rio' a morte de uma $onte' o len#ol $re,tico' a mata ciliar' a reserva le al eram vistos como mau menor diante do rande sonho eral. 5 sacri$&cio destes meios era uma imola#ão nacessaria e insi ni$icante $rente ao desenvolvimento. Somente ap2s passadas duas décadas' em meados dos anos AF h, se cria um percep#ão de salvacionismo do meio ambiente. +ssa nova ordem discursiva ocorre no momento em que os economistas revêem seus temas' seus discursos. 5s +stados j, não é mais o mesmo/ discute a ora os direitos individuais e coletivos. +stes coletivos incluem o direito ao ar descontaminado' da , ua tratada' da moradia. Desde a Con$erencia de +stocolmo outras $ontes de saberes alertava G

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