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As Parábolas de Mateus 13_os Mistérios Do Reino Dos Céus

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Terceiro Sermão de Jesus Cristo no Livro de Mateus, visão Dispensacionalista
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  23 de Fevereiro de 2014 [AS PARÁBOLAS DE MATEUS 13]   1 AS PARÁBOLAS DE MATEUS 13 (“Os Mistérios do Reino dos Céus”)   INTRODUÇÃO Qual é o futuro profético da igreja?  Para responder a essa pergunta, devemos primeiro compreender que a igreja se relaciona em dois sentidos com o programa de Deus. 1º) Há a Igreja verdadeira, que é formada de judeus e gentios que genuinamente reconhecem a Cristo como seu Salvador e tiveram seus pecados perdoados. A Igreja verdadeira é composta por todos os crentes a partir do Dia de Pentecostes em Atos 2 até o Arrebatamento, todos esses crentes fazem parte do Corpo de Cristo.  A Igreja verdadeira será Arrebatada pelo Senhor Jesus, como Ele prometeu (Jo 14:1-3; I Co 15:51,52; I Ts 4:13-18). 2º) Há a área de influência da igreja confessional, que chamamos de Cristandade . A Cristandade  constitui tudo que é associado com a igreja visível, incluindo todos os seus ramos, tais como o católico romano, o ortodoxo oriental, o protestante, e ainda as seitas. A Cristandade  inclui tanto os crentes verdadeiros quanto os meramente nominais.  A Cristandade  não será arrebatada, pelo contrário, será deixada para trás para entrar no período de Tribulação. Ela servirá como meretriz de Satanás (Ap 17:1), ajudando a facilitar a grande ilusão do Anticristo na forma de igreja mundial. Essa igreja ecumênica e apóstata vai pavimentar o caminho para a religião mundial, que incluirá a adoração ao Anticristo e a aceitação da marca da besta (Ap 13:16-18). Esses dois aspectos da igreja  –  crentes verdadeiros e cristandade  –  têm destinos proféticos muito diferentes. As sete 1 parábolas de Mateus 13 abrangem e desvendam esses dois aspectos, indicando suas características particulares. OBS: Mateus 13 é o terceiro dos cinco sermões registrados por Mateus: (1º) nos capítulos 5-7; (2º) no capítulo 10; (4º) no capítulo 23; e, (5º) nos capítulos 24 e 25. A. CONTEXTO Quando Cristo apareceu ao povo judeu, a próxima coisa, na ordem da revelação conforme deveria ter acontecido, deveria ser o estabelecimento do reino davídico.  Aconteceu que Israel rejeito esse reino e o seu Rei (Mt 10-12 comp. Rm 9:3), através dos seus líderes religiosos, isso porque aguardavam um Messias político, um Rei conquistador que os libertasse do domínio romano [[aa r r ee j jeeiiççããoo oof f iicciiaall aaccoonntteecceer r iiaa mmaaiiss ttaar r ddee   – –  MMtt 2277::2211--2255]]. O Senhor responde a essa situação informando que haverá uma nova família da fé que vai ultrapassar os direitos raciais que Israel conhecia até aquele momento e onde Ele vai receber todos aqueles ( “qualquer que quiser”  , 12:50) que quiserem ser Seus discípulos. Então, profere uma série de parábolas em Mateus 13 informando aos discípulos que o reino viria bem mais tarde, mas Ele ofereceu-se como um Rei espiritual para governar os corações de seus súditos. 1  Parábola (do grego  parabole      “jogado ao lado”  ) é uma figura de linguagem em que uma verdade moral ou espiritual é ilustrada por uma analogia derivada de experiências cotidianas.  23 de Fevereiro de 2014 [AS PARÁBOLAS DE MATEUS 13]   2 Os profetas do AT viram numa visão mesclada os sofrimentos e a glória do Rei, mas as circunstâncias em que esses dois eventos ocorreriam não lhes foi revelado, apenas que não era para eles mesmos (I Pe 1:10-12). Jesus revela nessas parábolas que um intervalo existiria entre os dois adventos, o qual é ocupado pelos “mistérios do reino dos céus”   aqui descritos. Mateus 13, então, introduz este outro estágio do reino, explicando o que o Rei estaria fazendo enquanto estivesse fisicamente ausente. B. PROPÓSITO O propósito das parábolas do reino em Mateus 13 não é registrar a história da Igreja, mas, antes, a história do reino em forma de “mistério”   (v.11)  –  a Cristandade  –  um aspecto até então desconhecido. Os mistérios do reino dos céus referem-se às condições reinantes na terra enquanto o Rei está ausente, uma estrutura inédita de governo teocrático, que passou a ser necessária após Israel recusar Jesus Cristo. Então esses mistérios relacionam esse presente século aos propósitos eternos de Deus com relação ao Seu reino.  As sete parábolas, intituladas por nosso Senhor de “ “  ooss mmi i sst t éér r i i ooss  ((nnoovvaass vveer r ddaaddeess))  d d oo  ((aa r r eessppeeiittoo))  R R eei i nnoo d d ooss C C ééuuss ” ”   ((vv..1111)), tomadas junto descrevem o resultado da presença do Evangelho no mundo durante o período da sementeira que começou com o ministério pessoal de nosso Senhor e que terminará com a “colheita”   (vv.40-43), no final dos 7 anos da Tribulação. O resultado é a mistura do Joio e do Trigo, dos peixes bons e dos maus, na esfera da profissão cristã (a Cristandade). C. O ELEMENTO TEMPO EM MATEUS 13 1. O começo  A segunda parábola é introduzida assim: “o reino dos céus é semelhante a”   [[LLiitt..  “ “  oo r r eei i nnoo d d ooss c c ééuuss t t eemm v v i i nnd d oo aa sseer r  sseemmeel l hhaannt t ee aa ” ”  ]]. Em outras palavras, o reino dos céus estava assumindo a forma descrita nas parábolas naquele tempo em que Cristo estava pessoalmente ministrando na terra. Essa expressão marca o limite de tempo para o começo do assunto em pauta. 2. O fim O fim do período abrangido por essas parábolas é indicado pela expressão “fim do mundo”   ou mais literalmente “a consumação do século”   (vv.39,40 e 49) [[ A A ppaallaavvr r aa   A Ai i oonn  (( “ “  eer r aa ” ”  )) éé eesssseenncciiaallmmeennttee r r eellaattiivvaa aa tteemmppoo]]. Esse é o tempo da Segunda Vinda de Cristo, quando Ele virá em poder e grande glória.  A forma misteriosa do reino, então, refere-se ao período entre os dois adventos de Cristo, ou seja, entre a ocasião em que Cristo contou essas parábolas e o fim desta era ( aion ), entre a rejeição até a futura aceitação do Messias por parte de Israel. Desse modo, o período inclui desde antes do Pentecostes, abrangendo a era da Igreja, e indo além do arrebatamento, incluindo a Tribulação. Portanto, o reino em sua natureza total ainda não foi estabelecido quando Cristo esteve na terra. Apenas a sua forma de “mistério    foi estabelecido na Primeira Vinda de Cristo.  23 de Fevereiro de 2014 [AS PARÁBOLAS DE MATEUS 13]   3 O quadro a seguir resume esse “mistério”   nas Parábolas do Reino de Mateus 13:  A Cristandade  em Mateus 13 Parábola do Semeador vv.1-23 O evangelho será disseminado por todo o mundo, causando diversas reações. Parábola do Joio vv.24-30 Satanás tentará atrapalhar semeando o mal. Parábola do Grão de Mostarda vv.31-32 A cristandade crescerá de forma abundante. Parábola do Fermento vv.33-35 O evangelho impregnará todas as áreas da vida. Parábola do Tesouro Escondido Parábola da Pérola de Grande Valor v.44 vv.45-46 Deus tomará para si um povo especial. Parábola da Rede vv.47-51 Com um julgamento, Deus porá um fim à era. D. FORMAS DE INTERPRETAÇÃO Há três formas básicas de interpretação para esse capítulo: 1. Os que dissociam qualquer significado profético da passagem e a estudam apenas por suas lições espirituais e morais, e sua influência nos crentes hoje. Este grupo não faz distinção entre Israel e a Igreja, vendo apenas verdades eclesiásticas na passagem. Tal é a abordagem interpretativa não dispensacional do Pós-Milenismo e do Amilenismo. 2. Há os que reconhecem a diferença entre Israel e a Igreja, e que creem que essa passagem esteja totalmente limitada ao plano de Deus para Israel, no período tribulacional em que Deus está preparando a nação para o Reino vindouro. Esta é a forma de interpretação Ultradispensacionalista. 3. E existem os que creem que essa passagem das Escrituras mostre as condições terrenas com relação ao desenvolvimento do plano do Reino durante o período da ausência do Rei. Essas parábolas referem-se aos acontecimentos de todo período interadventos. Essa é a forma de interpretação adotada neste estudo. E. REINO DE DEUS & REINO DOS CÉUS 1. REINO DE DEUS O Reino de Deus  é o governo soberano de Deus sobre todas as criaturas e coisas (Sl 103:19; Dn 4:3), abrangendo tudo no Céu e no Universo, desde a eternidade passada até a futura. Neste sentido o Reino de Deus  inclui o Reino dos Céus . O Reino de Deus  também é usado para designar a esfera da salvação, onde se entra apenas pelo novo nascimento (Jo 3:5-7) em contraste com o Reino dos Céus  como esfera de profissão de fé que pode ser verdadeira ou falsa. O Reino de Deus  tem sido mediado na terra através do domínio do homem sobre a criação e através da instituição divina do governo humano. Em relação à nação de Israel, o Reino de Deus  deveria ser administrado por reis divinamente designados na descendência de Davi (a descendência do Messias). Mas será somente com a vinda do Messias que as esperanças e os sonhos de um Reino de Deus  na terra serão plenamente realizados  –  o Reino Milenial de Cristo.  23 de Fevereiro de 2014 [AS PARÁBOLAS DE MATEUS 13]   4 Durante a era da Igreja, o Reino de Deus  não vem com “aparência exterior”   (Lc 17:20). Tornamo-nos cidadãos deste reino pela fé em Jesus Cristo como nosso Rei. Desse modo, a nossa cidadania é a do céu (Fp 3:20). Durante esta era da Igreja, somos embaixadores de Cristo na terra, comissionados a anunciar o evangelho a todas as nações. 2. REINO DOS CÉUS O Reino dos Céus  é uma expressão peculiar ao livro de Mateus, e refere-se ao governo dos céus, isto é, ao governo de Deus, dos céus sobre a terra. Portanto, o Reino dos Céus  refere-se a qualquer governo que Deus pode exercer em qualquer tempo na terra, sendo que o Reino Milenar de Cristo na terra é a sua forma final, como também será a expressão definitiva da atividade criadora de Deus e do Seu plano srcinal para o planeta. O Reino dos Céus  continuará no estado eterno (comp. Dn 4:3), quando se fundirá ao Reino de Deus . Considerando que o Reino dos Céus está na esfera terrena do Reino Universal de Deus, os dois têm muitas coisas em comum e em alguns contextos os termos são intercambiáveis.
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