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Brasil. Dominguez, Pilar Mulheres espanholas no exílio mexicano Espaço Plural, vol. X, núm. 21, julio-diciembre, 2009, pp

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Espaço Plural ISSN: Universidade Estadual do Oeste do Paraná Brasil Dominguez, Pilar Mulheres espanholas no exílio mexicano Espaço Plural, vol. X, núm. 21, julio-diciembre, 2009, pp Universidade Estadual do Oeste do Paraná Marechal Cândido Rondon, Brasil Disponível em: Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto Mu heres espanholas no exflio mexicano Tradu Pilar Dominguez' s Resumo: Este trabalho um estudo sobre a condio das mulheres espanholas exiladas no Mxico desde a Guerra Civil Espanhola at a dcada de 1970 com o intuito de observar as suas trajet6rias, os trabalhos exercidos e as atividades polfticas realizadas. Para tanto, foram utilizadas diversas fontes como entrevistas, prontuios e boletins informativos, al de metodologia que contemplasse uma hist6ria comparativa entre a emigra o espanhola de carter politico e mais contempornea (exflio) e aquela de aspecto econ6mico, iniciada a partir do sculo XIX, mediante a observa5o de semelhanas e diferenas entre esses dois momentos distintos. Palavras-chave: Mulheres - Guerra Civil Espanhola Tradu; Andrei Martin San Pablo Kotchergenko Reviso de Cristina Scheibe Wolff Abstract: This assignment is a study about the condition of the Spanish exiled women in Mexico since the Spanish Civil War until the seventies (decade from 1970). It intends to notice the trajectories of these women, their jobs and political activities. For this production many sources were used such as: interviews and news bulletin. Resides this, it was used a methodology which considers a comparative history between the Spanish emigration under its political aspect and the Spanish emigration under its economic aspect (which beginning is since the 19d' century). Through this methodology, it was possible to notice similarities and differences between these two differentmoments. - Exflio Key-words: Women, Spanish Civil War, Exile. Tradicionalmente, o fen6meno do exilio politico e a emigrao por motivos econ6micos tm sido abordados com metodologia e hip6teses de trabalhos diferenciadas; no entanto, nas investigaes realizadas nos ultimos anos, tern-se visto a necessidade de analisar esses fen6menos a partir de uma perspectiva global, levando-se em conta a existncia de situa es e problemas que so comuns a ambos. A inser5o dos emigrantes ou emigrados na sociedade receptora, os problemas econ6micos e as rela6es socials que os recm chegados tiveram que conf`rontar so aspectos que afetam a ambos os tipos de migrao e, portanto, requerem um enfoque unirio. A utiliza5o desta perspectiva global permite estabelecer uma srie de analogias e diferens em ambos os fen6menos, exll' io e emigraa-o, aplicados ao caso concreto dos espanhis no Mxico na primeira metade do sculo XX. Estes movimentos migrat6rios pertencem a um passado recente, ainda vivo, assim como se encontram vivos muitos dos homens e mulheres que os protagonizaram, na chamada hist6ria do tempo presente . 1. Fontes para o estudo do exilio espanhol no Mico. A proximidade do tempo do objeto da investigao possibilita o uso de novas e variadas fontes e uma metodologia em comum com outras Cinclas Sociais. Uma delas a utiliza o de entrevistas em profundidade que so chamadas, pelos historiadores, de testemunhos Orai.. No caso do exflio no Me'xico, a riqueza dos testemunhos orals, e tambm escritos, enorme. Este fato me possibilitou a realiza o, no Me'x ico D.F. e na Espanha, de 28 entrevistas pessoais de mulheres protagonistas do exilio, de diversas idades e ocupa6es. No Mxico D.F. criou-se o Arquivo da Palavra , um interessante arquivo oral sobre os refugiados espanh6is, com mais de 100 testemunhos orais recolhidos desde finals dos anos 70, de homens e mulheres do exl'liol, muito dos quais j morreram. Os relatos orals permitem o conhecimento do passado recente sob uma perspectiva individual e pessoal. As entrevistas semiestruturadas, delineadas ` Uffiversidad de Las Palfffas de Gran Canria. K -rnail: Deste arquivo oral ram consulfadas 20 entrevistas a mulheres e 6 a homens. Entrevistas corlservadas no Centro Documental da Mem a IIL.t6rica, Salamanca, Espanha. Ano X, n. 21, 2o. Semestre 2009, (11-19) - ISSN Mulheres espanholas no exilio mexicano como hist6rias de Vida, s50 bsicas para conhecer as capacidade evocadora de lembranas, que c a r ac t e r l' s t ic a s individ u ai s da s e xii ada s e potencializam a mem6ria oral, como disse Joutard, proporcionam uma rica informao sobre sua tornando possivel a sua utilizao em conjunto com as trajet6ria de Vida, assim como a da sua famd' ia. Desta entrevistas, enriquecendo o testemunho oral. forma, pudemos averiguar qual era sua origem social, sua educao, profisso, os motivos concretos que os 2. Aproxima5o quantitativa do exilio espanhol no impulsionaram a abandonar a Espanha, e como foi a Mxico sua insero no novo pafs. As entrevistas em profundidade proporcionam O numero de mulheres exiladas que safram da informa6es sobre a Vida das mulheres da maioria , Espanha depois da derrota republicana na Guerra fora da elite polftica e I`ntelectual, mulheres que no Civil, na maioria acompanhando seus familiares, so as que encontramos na imprensa e nem nos comp6s a maior migrao feminina da nossa hist6ria programas de rdio, e que tambm n5o publicaram contempornea. Somente por isso seria necessio suas mem6rias da guerra ou do exflio. ocupar-nos de suas experincias nesta longa viagem, Outras fontes privilegiadas para conhecer esse que as levou primeiramente para Fran, a grande tempo presente s5o as fotograflas. Os documentos maioria, e depois ao Mxico. grficos, especificamente a Coleo de fotos do arquivo No entanto, os numeros do conjunto do exi'lio Hermanos Mayo , tern uma grande densidade espanhol no Mxico, descriminados por Dolores Pia, informativa sobre o que foi o exflio espanhol no mostram um numero relativamente pequeno; Mxico. O grupo Hermanos Mayo foi formado por chegaram ao Mxico, entre 1936 e 1950, cerca de 24 trs rep6rteres grficos espanh6is: Francisco e Julio mil refugiados de um total de 162 mil indivfduos que Souza e Faustino del Castilho. Eles tinham trabalhado se encontravam na Frana. Desta maneira, os exilados durante a Guerra Civil a servi da imprensa do que chegaram ao Mico representavam apenas Governo Republicano e continuaram suas tarefas 14,8 lo/o do total de indivfduos que safram da Espanha como jornalistas fotogr'df1cos no exhio. Nos anos entre os anos de 1936 e 1939, e uma proporo muito quarenta, exerceram suas profiss6es junto s menor em relao ao conjunto da popula5o mexicana organizaes de ajuda ao exflio espanhol que dos anos 40, apenas 0,15% do total. funcionavam no Mico. Suas simpatias polfticas os A significa o do coletivo espanhol neste pal's levaram a colaborar especialmente com o SERE americano foi mais qualitativa do que quantitativa, (Servicio de Evacuaci6n delos Refugiados Espaoles) pois desde a independncia, os espanh6is ocuparam e com o seu Comit Tcnico, a CTARE, publicando importantes nichos econ6micos dentro da indstria e numerosas fotos no Bo/ethz al Servicio de la Emzracz~6n c omr cio O s pr ofis sion ai s e in tele c t uais EspahOla que este Comit editava. Posteriormente republicanos, especialmente os homens, foram a colaboraram com o governo da Repu blica no exflio. cabea visfvel desta emigra mesmo n Silas imagens dos homens, mulheres e crianas constituindo sua maioria. chegados ao M'exico, tm um grande poder de Ao tratar-.se de uma emigrao por raz6es informa5o. S5o deles tambm as fotos da viagem no polfticas, famflias inteiras safram do pafs, incluindo navio Sinaia , em junho de 1939 e a sua chegada ao mulheres e crians. Os dados sobre este xodo s50 porto de Veracruz, as imagens do Instituto Luis Vives proporcionados por fontes escritas, sendo compostas e do Colio Madri com meninos e meninas juntos na de 7 mil pronturios pessoais de exilados espanh6is sala de aula, a lembrana dos atos culturais e de chefes de famll' ias, pertencentes a outra organizao denncia politica organizados por parte dos do exflio, a Junta de Ayuda a los Republicanos refugiados, as fotos do trabalho de costura das Espaoles (JARE) A partir de uma amostra exll~ adas, etc. estatfstica baseada nos documentos, foi possfvel As imagens possuem tambm uma grande quantificar o total de exiladas: 8 mil, 40% do total dos `LIDA, Clara. Inmzgract`6n y exz lio. Re.]leexzonesobre el caso espano-i. Mxico, Siglo XXL ~PLA, Dolores. Caracterfsticas Ciel exilio espao1 en Mico en 1939~ en LIDA, Clara (comp) Una inmtgraci6n prz'vilegiada .comerczantes, empresarzo.s y projes`ionales espaholes en Mxico. Madrid, Alianza, 1994, pp Utiliza Os expediences da outra organizao do exflio, o SERE (Servicio de Evacuaci6n de los Republicanos Espanoles), chega a tunas cl'fas parecl'das, 2 4.ooo exiliados espanh6is adultos chegados entre 1936 e Ano X, n. 21, 2o. Semestre 2009, (11-19) - ISSN Pilaf Dominguez Tradu s refugiados adultos, durante o perfodo entre os anos de 1939 e 1949; desta forma, destaca-se a importncia quantitativa das mulheres na emigrao espanhola ao Mxico. Ao analisar os pronturios, percebe-se a predomin5ncia das faml'lias extensas, formadas por diferentes graus de parentesco que contiguram grupos muito heterogneos. FreqOentemente, as famflias estavam incompletas, pois primeiro chegavam os homens, mais expostos represso polftica, seguidos das mulheres e dos filhos. O exflio tambe'm propiciou o aparecimento de novos Casals e grupos familiares, unidos frente aos desastres da guerra. Em comparao com a emigrao econ6mica ao Mico, que produziu uma pequena, porm constante vinda de espanh6is desde o sculo XIX, os numeros nos mostram que a presena de mulheres espanholas aumentou percentualmente no pafs devido ao exflio. Em 1936, havia, entre a populao espanhola residente no Me'xico, uma grande desproporo entre o nu' mero de homens e mulheres, a favor dos primeiros, que cram 87,7% do total e as mulheres mfseros 12,5%; s6 chegavam a ser 23,3% nas faixas etrias mais jovens entre 15 e 19 anos Como j se disse, na emigrao econ6mica predominaram os,jovens solteiros, que buscavam abrir caminho na Amrica. A nova imigra o teve tra s bastante diversos da onda migrat6ria que a precedeu. 3. Caracterfsticas do coletivo feminino exilado e sua rela5o com a antiga col6nia espanhola. 0 exflio no Mxico rennin mulheres de diversas condi0es socials, ocupao e estado civil, que tinham vivido de maneiras muito diferentes a experincia traumtica da guerra: algumas cram ms de famd' ia cujos maridos ocuparam cargos de responsabilidade polftica, outras haviam participado da luta e possufam atl~vidades profissionais e polfticas de destaque na Espanha, como as 3 deputadas das Cortes Republicanas, Margarita Nelken, Matilde de la Torre e Veneranda Garcfa Manzano, ou ainda, valiosas intelectuais e polfticas como Isabel de Palencia, Matilda Cantos, Beln Sraga, Marfa Enciso e Mercedes Pinto, aln de outras que tambn se exilaram no Mxico. Desta forma diffcil falar de um coletivo feminino no exll io, como um conjunto homogneo, um sujeito coerente dotado de uma identidade de ghero Clara; pelo contrrio, temos que levar em conta que ao falar das mulheres, nos referimos a um sujeito plural, com vrias identidades em funo das diferenas entre as pr6prias mulheres. As caracterfsticas deste conjunto podem ser analisadas de acordo com as variveis: idade, estado civil, origem social e lugar de procedncia. Chegavam ao Mxico, jovens mulheres que estavam iniciando sua Vida proflssional em 1936 e mulheres maduras, j casadas e com fllhos. O grupo de idade mais numeroso eram as jovens entre 25 a 40 anos, correspondendo a 53% do total. Estes dados mostram uma diferena notvel em rela5o emigrao econ6mica, que era formada por menos mulheres e muito mais jovens, que cram solteiras nessaidade. No exhio, no entanto, predominavam as mulheres casadas, seguidas pelas viuvas; a pesquisa mostra uma alta porcentagem de viuvas, 230\o, no apenas como consequncia direta da guerra, mas porque aparecem em maior nt lmero nos pronturios pessoais da JARE, do que as solteiras que no cram chefes de famd' ia. A sl'tuao das viuvas com filhos pequenos era bastante precria, trabalhando nos servios mais duros e com a pior remunera5o, como serventes, cozinheiras ou bah. A presena das mulheres separadas significativa nos primeiros anos do exflio, compondo 3% do total da amostra. Tratava-se, em sua maioria, de separa6es foradas, dcvido guerra e ao exilio, mulheres que tinham deixado sens maridos nas pris6es da Espanha, na Frana ou norte da frica e um num~ ero menor de divorciadas. 0 nfvel educativo das exiladas era mais elevado que o do conjunto das espanholas, pois a maioria, formada pelo grupo das donas de casa, sabia ler e escrever, mesmo assim era baixo em comparao aos sens horn6logos masculinos (apenas I% era analfabeto). As operias da industria (em especial a ttil) e dos servios, tambm n5o cram qualiflcadas, pois tinham Ibidem. Os dados se referee dada de 40. Cf. DOMINGUEZ, Pilaf. De Czudadanas a Exilz.adds. Un esstudio sobre las republz'ca,las espaholds en Me'xico. Madrid, Ed. Cinca, Ano X, n. 21, 2o. Semestre 2009, (11-19) - ISSN Mu/heres espanho/as no exi/io mexicano somente completado o ensino fundamental. Somente algumas profissionais como as secretrias, as enfermeiras e as professoras tinham completado o ensino mdio. As mulheres com uma carreira unl~versit a e as que podiam se classificar como intelectuais ou artistas cram muito poucas, mas formavam parte da minoria ilustrada do pafs, tornando sua ausncia na Espanha e presen no Mxico, muito relevante. Como dizia Mercedes Roing, referindo-se ao conjunto das exll~ adas: Nossas melhores mulheres se foram, pioneiras, com on sem conscincia,dos contemporneos movimentos de liberao da mulher. Profissionais, estudantes, camponesas e operrias que nos transmitiram o perfume da liberdade e a solidez de suas esperanas. Mulheres que tiveram que adaptar o processo politico a suas vidas pessoais, que tiveram que se descobnr~ a si ~mesmas durante os trs anos da guerracivil. Elas tiveram que levantar a cortina de ferro da arrogancia do macho espanhol e perceber que com essa atitude comeavam, justamente a criar seu autentico Ingar no mundo6 Este tipo de mulheres ilustradas o mais caracterfstico do exilio. Mulheres como Isabel de Palencia, Margarita Nelken, Matilde de la Torre, Ernestina de Champourcin. Torna-se Clara uma diferena fundamental com a emigrao tradicional, em que as mulheres foradas a cmigrar provinham do campesinato mais pobre do pafs, perto dos portos de Cantbrico, em Asturias e Santander, quando a maioria da populao espanhola, principalmente as mulheres, cram analfabetas. As exll` adas, pelo contrrio, que tinham vivido em um ambiente politizado, provinham das classes mias urbanas e muito raramente do mundo rural. Os lugares de procedncia do exflio de 1939 estavam mais repartidos pela geografia espanhola e cram regi6es mais urbanizadas: Catalua 22,4 o/o, Madrid e Castilla la Nueva 20,6 o/o, Andalucla I I,4o\o, Pals Vasco 6,7o/o, Arag6n 60/o, Castilla la VI`eja 6,2o\o, Comunidad Valenciana 5,7o/o; Asturias, que havia tido o predomfnio da emigrao tradicional, apenas aportou 5,6% dos exilados7 Mesmo que os lugares de origem dos coletivos de espanh6is no Mxico, os imigrantes econ6micos e os exilados politicos, difiram bastante entre si, no assim em relao a sens pontos de destino no Mico. Os imigrantes espanh6is se dirigiram de preferncia para as cidades, em especial a capital, Mxico D.F., Puebla e Veracruz, pois ali estavam as maiores oportunidades de trabalho. Tradicionalmente, os espanh6is residentes no Mxico se dedicavam s atividades urbanas, como a industria e o comcio. Desta forma, o encontro de ambos os grupos de espanh6is teve que acontecer. Desde a chegada, os exilados quiseram distinguirse, claramente, da antiga col6nia espanhola. De fato, os intelectuais espanh6is se identificavam mais com setts horn6logos europeus que como os imigrantes tradicionais; as causas polfticas de sett xodo os aproximavam da imigra ~o europia que estava chegando ao Mxico em funo da Guerra Mundial, em busca de um re gio de liberdades. Esse discurso era expresso em publica es do coletivo exilado, dirigidas em sua maioria por intelectuais. O Boletfn al Servicio de la emigraci6n espaola del SERE s, em um artigo intitulado significativamente: Emigrantes y emigrados , manifestava um grande interesse em distanciar-se dos espanh6is da antiga col6nia, chamados depreciativamente de gachupines no Mico. A realidade, que aparece mais evidente nas entrevistas pessoais, foi que muitos homens e mulheres refugiados se puseram em contato com seus conterr5neos emigrantes na hora de encontrar alojamentos ou um trabalho em sen novo pafs. A exceao 1`oram os intelectuais e profissionais, alguns dos quais foram contratados pela Casa de Espaa ou pelas institui6es espanholas no exflio. Uma mulher tao representativa na Espanha republicana, como a deputada socialista por Asturias, Veneranda Garcia Manzano, contava em sua entrevista9 que recebeu ajuda material, por parte de um emigrante abastado, tambm asturiano e como, nos primeiros meses do ano de 1939 no Mxico, ela e seus dois filhos freqoentavam o Centro Asturiano, instituiao criada pela antiga col6nia espanhola, que ROIG, Mercedes: La mujer en el exilio~ en T tempo de Mujer?, Barcelona, Destino, 1978, pag. 2 IO. Cf PLA, Dolores. Op.Cit. BoZetln al Servtcz' 'o de la Emigraa~6n Espahola n4, pag. I, 7 septiembre de 1939, Mico D.F. eneranda Garcfa Manzano~ nacida en I 893, file entrevistada en 1980 por Elena Dub. Entrevista conservada no Centro Documental de la Memoria Hist6rica, Salamanca. 14 Ano X n. 21, 2o. Semestre 2009, (11-19) - /SSN Pilaf Dominguez Trado~ s soube acolher seus compatriotas exilados. Existem muitas anedotas des te fl' po nos tes temunhos orais, contadas pelas exiladas provenientes de Cantabria, Astt'lrias e Catalua que foram as que mais tiveram contatos com os antigos residentes origl'nios de sua mesma cidade. Como vemos, os la s tnicos, entre espanh6is, foram muitas vezes mais fortes que as diferens pohticas entre os refugiados rojos (vermelhos - comunistas) e os antigos residentes, em sua maioria franquistas. Na medida em que passaram os anos, a aproximaao foi ficando maior e, em muitos casos se fizeram matrim6nios entre os imigrantes e os exll~ ados; neste sentido, pode-se dizer que, no exflio, persiste a endogamia de segunda gera5o, ou sej~a, o matrim6nio com fllhos e fllhas de espanh6is, nascidos,j no Mxico. Esta era uma das caracterfsticas do coletivo espanhol no Mxico. 3. O trabalho remunerado das mulheres exiladas no Mxico. Uma das mudanas fundamentais na Vida das exiladas foi a sua incorpora5o massiva ao trabalho remunerado, embora as diferenas de idade, estado civil e qualifica dentro do pr6prio coletivo feminino, tenham ocasionado variaes quanto ao trabalho. Cabe destacar, em primeiro lugar, ulna maioria, dedicada anteriormente s tarefas domsticas e a criar seus filhos, que se viram obrigadas ao chegar ao Mxico a conciliar o trabalho de dona de casa, com a atividade laboral. Por outro lado, existia uma minoria de profissionais e intelectuais que, muitas vezes, tiveram que trabalhar em atividades como a de costura ou tarefas de baixa qualificao, mesmo que sua formao fosse mais completa (caso de Dolores Ros ou Matilde Cantos) e somente uma pequena parte entre estas profissionais puderam continuar se dedicando as suas antigas profiss6es de professoras, escrl~toras, jornalistas (por exemplo, Mercedes Pinto). Por isso aparecem muito poucas mulheres nas longas listas de intelectuais e profissionais destacados no exflio espanhol. Nos primeiros anos do exflio era diffcil, tanto para o homem quanto para a mulher, encontrar um trabalho adequado. Em muitas ocasi6cs - Segundo atestam as entrevistas - as
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