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Cosmogênese de Umbanda Sagrada

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  1  www.psuead.com.brCOSMOGÊNESE E TEOGONIA DE UMBANDA SAGRADA:O surgme! o do Or#$ E#u Adérito Serafim Simões França 1 INTRODU%&O O conjunto de narrativas e de argumentos acerca do surgimento do mundo ou do universochama-se cosmogênese ou cosmogonia. A genealogia e filiação dos deuses d-se o nome deteogonia. !o resente estudo# analisaremos o surgimento do universo e do Ori$ %$u so& avisão da 'm&anda Sagrada. (eço licença aos irmãos um&andistas tanto da 'm&anda Sagrada)uanto das outras escolas religiosas# um&andistas ou não# ara e$ licar )ue# mesmo afirmando)ue 'm&anda é 'm&anda# devemos reconhecer )ue e$iste a cosmogonia da 'm&anda%sotérica# a cosmogonia da 'm&anda *radicional# a cosmogonia da 'm&anda Omolo+, eassim or diante. !ão odemos negligenciar este fato rinci almente diante de nossoargumento fundante de )ue não temos o condão de codificar a 'm&anda e sim# ajudar noesclarecimento de seus conceitos. aso a 'm&anda como um todo# um dia# venha a adotar acosmogonia da 'm&anda Sagrada# )ue não difere# em linhas gerais# de nenhuma outracosmogonia da )ual analisamos# oderemos dier# sem em&argo# )ue esta é a srcem douniverso na visão um&andista. *endo dito estas alavras iniciais# estamos desem&araçados  ara o in/cio de nosso estudo.Sim lificando# 'm&anda Sagrada é uma escola um&andista. %$istem in0meras escolasum&andistas# como &em e$ lica e e$em lifica '2!O em seu livro 3ist4ria da 'm&anda#editora adras# . 56 e seguintes. *emos a 'm&anda 7ranca# a 'm&anda (o ular# a 'm&andaSagrada dentre outras. ada uma destas escolas ossui doutrina e fundamentação r4 ria.%stas escolas traem consigo sua cultura regional# o hist4rico de formação es iritual de seudirigente etc. %$istem terreiros mais voltados 8 cultura africana# outros mais cat4licos# outrosmais es /ritas# outros mais esotéricos. esmo dentre os terreiros mais voltados 8 culturaafricana temos os de cultura &anto# os de cultura nag,# os de cultura jeje de angola e os decultura jeje do congo. 2ndo além# um terreiro de 'm&anda localiado no Acre rece&e#teoricamente# mais im acto cultural ind/gena do )ue africano. 2sto se reflete na visão demundo )ue este gru o roduir. *alve# um dia# estas escolas caminhem ara umacosmogonia comum ou a um anteão 0nico. *alve# não. 9iemos isto or)ue h &enef/cios emalef/cios nesta a&ordagem. om uma 'm&anda 0nica e homogênea erder/amos a  luralidade de cultos e a ri)uea cultural contem or:nea. (or um outro lado# ter/amos umaunidade )ue# ara muitos# significa ordem. ontudo# ara chegarmos a uma 'm&anda ;nicaalguns gru os teriam )ue a&dicar de sua doutrina e de sua ética j esta&elecida ara aceitar ade outros. 9entro da hist4ria da humanidade# este fato não gerou hegemonia e sim#dissidência. *alve# o )ue mais im orta ara a so&revivência e o crescimento de nossa religiãoseja aceitar as diferenças dos irmãos e coe$istirmos. So& uma 4tica am liada# o culto não sediferencia. *emos a a&ertura da gira# a chamada de entidades# consultas e<ou tra&alhoses irituais# su&ida de entidades e encerramento. %is o )ue havia a ser dito or hora. 1 Sacerdote de 'm&anda do *em lo Sete ontanhas do 7rasil. Advogado. 7acharel em 9ireito ela 'nisanta. (4s-graduado em 9ireito e (rocesso do *ra&alho ela %SA.  2  www.psuead.com.br  !o )ue se refere 8 cosmogonia de 'm&anda Sagrada# uma &reve assagem deSA=A%!2# ins irado or (ai 7enedito de Aruanda# é ca a de resumir o tema> ?9eus-Olorum é e sem re ser a srcem de tudo or)ue %le est nasrcem de tudo e de todos@  . ORIGEM DO UNI'ERSO Os raticantes de 'm&anda Sagrada chamam 9eus elo nome de Olorum BSA=A%!2# C11#  .1DE. Olorum é um mistério. !ão h mistério maior. Olorum é o mistério dos mistérios. 'msin,nimo ara a alavra mistério é arcano. Sendo mistério ou arcano# somos inca aes decom reender Olorum. (or mais )ue e$aminemos Olorum# sem re algo nos esca ar.*endemos a encarar nosso 9eus como nosso semelhante. *alve# agimos desta forma ara  reencher o vaio de informações encontrado dentro de n4s mesmos. omo filhos criadossem um ai resente de cor o facilmente reconhec/vel mas# entregue em oder a todos n4s#desejamos ser como %le é. O (ai é o nosso her4i. (assamos a cuidar do (ai Olorum na vidaadulta através da ritual/stica um&andista não or)ue ele est velho e necessita de am aro# mas  or)ue %le cuidou de todos n4s )uando ainda não sa&/amos caminhar. ontudo# )uandoolhamos ara o céu ou )uando olhamos ara a vastidão de suas criações entendemos )ueOlorum é muito maior do )ue nossa com reensão ode alcançar.omo moscas )ue# or sua naturea# vivem or /nfimos dias n4s# os humanos# emrelação ao tem o do universo# assemelhamo-nos a estes insetos. omo uma mosca desco&riros segredos do universo se esta não ossui ca acidade cognitiva ara tal roea ou em )uemomento conseguir o tem o necessrio# dentro de seus oucos dias vida# ara em reender tal o&ra % n4s# humanos# ossu/mos tal ca acidade Ao longo dos séculos o homemmostrou-se inca a de asfaltar esta estrada es iritual de forma a sedimentar o assunto. Aciência# or sua ve# não ossui e não ossuir métodos ca aes de nos res onder )ual overdadeiro sentido da vida. %ste não é o o&jetivo da ciência. !enhum telesc4 io ser forte osuficiente ara fotografar a rofundidade das emoções Bamor# or e$em loE e nenhum ser humano é ca a de com letar a si mesmo sem a resença de Olorum. Olorum est em n4s en4s estamos em Olorum. Gigamo-nos a %le or meio de nosso mental ercorrendo vias )ue  assam elos Sagrados Ori$s# )ue são manifestações de Olorum. São suas divindades. São? artes@ de Olorum. !aturalmente somos seres religiosos. 2ntencionamos acreditar em algo. 9esejamosacreditar em algo. Sem este algo# a vida cai no vaio a&soluto. A vida dei$a de faer sentido.Huando o vaio est instalado dentro de n4s# somos inca aes de rosseguir. %m tem osdesfavorveis 8 rtica religiosa or conta da aversão generaliada 8s diretries retr4gradas dealguns l/deres do assado e do resente# a humanidade atual s4 leva a sério realmente a faturado cartão do crédito e isto# nem sem re. !ão odemos condenar uma civiliação or este fato  ois# estamos em uma é oca de transição de ensamentos. (ossu/mos li&erdade e não 2  SA=A%!2# =u&ens. Ori$ %$u> fundamentação do mistério %$u na 'm&anda. 1 ed. São (aulo> adras# C11# 1D.  3  www.psuead.com.br sa&emos o )ue faer com a mesma. %scolhemos o )ue não )ueremos or meio do desejo.2nsistimos em afirmar )ue estes desejos desenfreados nos trarão felicidade mas# a cada dia )uese assa# sentimo-nos cada ve mais infelies e desam arados. Huando uma mão se estende  ara &uscar uma solução# outro ro&lema é encontrado. (ermanecemos 8 es era do dia do ju/o final )uando# em verdade# este dia nunca chegar j )ue a alma é eterna e o ju/o final sefa a cada ,r do sol.(rosseguindo# se Olorum é o r4 rio mistério em si e nossa limitação im ede dea reci-lo em sua magnitude# devemos ouvir o )ue os es /ritos ha&itantes de graus maiselevados e mais r4$imos a Olorum tem-nos a dier.Olorum sem re e$istiu e sem re e$istir. Olorum não teve in/cio e não ter um fim.9isseram-nos as entidades de elevada lu )ue# no in/cio# s4 e$istia Olorum. !adae$istia fora de Olorum e# )uando diemos nada# referimo-nos ao não haver a&solutamentenada fora 9ele. !em o vaio. !ão havia nada. S4 havia o ?dentro@ de Olorum. O )ue Olorum ensava 6  ad)uiria e$istência imediata dentro de Si. A isto# damos onome de matries-geradoras. O mistério gerador )ue se encontra dentro de Olorum écaracteriado or suas matries geradoras. A)uilo )ue encontramos# atualmente# fora deOlorum tem uma matri geradora dentro de Olorum.A&ro um arêntese ara indicar a semelhança de argumentos com o mundo das ideias de(latão# fil4sofo grego. (ara (latão# tudo o )ue e$iste no mundo real não assa de uma  rojeção materialiada do mundo das ideias# )ue est muito além da nossa erce çãosensitiva. O )ue est no mundo material tem uma matri no céu. Fecho o assunto. ORIGEM DO ORI() E(U 9entro do criador Olorum s4 h ensamentos criadores-geradores. Olorum é# em si#um ?estado mental@ criador e gerador de tudo a)uilo )ue ensa. *udo o )ue e$istiaencontrava-se no interior de Olorum e este era o estado inicial da criação. Huando Olorum  ensou o ?lado de fora@ intencionou este ensamento. O nada e$istente fora de Olorum foiinvadido or Suas intenções criadoras-geradoras. (ara )ue as coisas udessem e$istir do ladode fora de Olorum# foi necessrio )ue sua intenção criadora alterasse o estado ?nada@e$istente fora 9ele ara o estado ?vaio@ fora 9ele. Antes# não havia fora de Olorum. 9e ois#o nada foi reenchido or um vaio infinito e a&soluto# local em )ue Olorum oderia inserir suas criações e$ternas. Assim# surgiu o rimeiro estado da criação# o vaio a&soluto. (elas leisda f/sica moderna# não h vaio a&soluto no universo. ontudo# o vaio a&soluto é um estadoe não algo mensurvel. omo a r4 ria nomenclatura di# é o vaio a&soluto. *odos osestados da criação ossuem um Ori$ )ue o rege. O vaio a&soluto é regido elo Ori$ %$u.Huando o sentimento de vaio surge# estamos nos dom/nios do Ori$ %$u# a divindade dovaio a&soluto. 3 (ensar é um termo a ro$imado ara nossa melhor com reensão.  4  www.psuead.com.br*UN%&O DO ORI() E(U Sendo a divindade )ue rege o estado do vaio# o Ori$ %$u tem o oder intr/nseco deesvaiar tudo a)uilo )ue ingressa em seus dom/nios. O Ori$ %$u veio antes do rimeiro. OOri$ %$u é o vaio. A tradução da alavra %$u ara o ortuguês é esfera. A esfera é os/m&olo ar&ico do ero# do vaio# )ue# re resentado no a el é um c/rculo. *oda criaçãosurgir e s4 oder surgir dentro do vaio )ue é infinito e assim# acomoda a criação como umtodo. Ao unir o rimeiro Ori$ B%$uE com o rimeiro estado da criação Bo vaio a&solutoE#temos a fundamentação do istério %$u na 'm&anda Sagrada. E(U DE'E ESTAR *ORA %$u é o mais velho Ori$ e tam&ém é o rimeiro Ori$ )ue deve ser cultuado.%$ li)uemos. (or ser e or traer em si o vaio a&soluto# deve ser evocado e oferendado em  rimeiro lugar e tam&ém deve ser ?des achado@ de dentro do tem lo ara ser firmado no ladode fora. Se assim não for rocedido# a resença do Ori$ %$u no interior do tem lo im licarna ausência de todos os outros Ori$s# j )ue seu estado é o do ?vaio a&soluto@. A)ui est oconceito rimordial do Ori$ %$u ser assentado e oferendado em local se arado dos demais.ontudo# não odemos concordar )ue um terreiro )ue não ossui )uintal ou ?o lado de fora@convencional não ossa ritualiar. (or esta raão# temos tron)ueiras em locais não ha&ituais  orém# sem re em se arado dos demais Ori$s. %ste é o conceito )ue necessita ser seguido.Iuntamente com o Ori$ %$u vem o vaio a&soluto. !esse estado de vaio# não é  oss/vel faermos nada. Ori$ %$u é colocado ara fora do terreiro or)ue# se seu estado atudo esvaia# estando dentro do terreiro# nada mais teria condições de e$istir. Ao colocar oOri$ %$u ara fora do terreiro# oferecemos a ossi&ilidade dos demais Ori$s se faerem  resentes no lado de dentro do terreiro. Onde %$u est# tudo se esvaia. %le é o r4 rio vaio.SA=A%!2 di> ?%$u é a ausência e O$al é a resença. %m %$u nada su&siste# e emO$al tudo ad)uire e$istência. %$u# or ser o vaio a&soluto# nada cria de si.%m O$al# or ele ser o es aço em si mesmo# tudo ode ser criado. %$u eO$al são o ostos-com lementares or)ue sem a e$istência do vaio a&solutoo es aço não oderia se e$ andir ao infinito@. BI+O,ARIDADE E TRI+O,ARIDADE %$u ossui du la olaridade magnética. A criação como um todo s4 é oss/vel e s4 é &i olariada or)ue %$u carregou# desde sua srcem# esta olaridade du la. Huando O$al#dentro do vaio a&soluto de %$u# fe nascer o estado do es aço infinito# )ue é o dom/nio deO$al# viu )ue o es aço infinito ossu/a olaridade magnética du la. 9e um lado# or assimdier# era ositivo e de outro# negativo. %stas olaridades estavam se aradas or uma fai$a
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