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1 CAPÍTULO III MATERIAIS CERÂMICOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL – BLOCOS CERÂMICOS - 1. ALVENARIA Alvenaria é a construção de estruturas e de paredes utilizando unidades ligadas entre si por argamassa. Estas unidades podem ser blocos (de cerâmica, de vidro ou de concreto) e pedras. A alvenaria p
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    Materiais Técnicas e Estruturas I/ PUCRS/ Faculdade de Arquitetura- Profa: Maria Regina Costa Leggerini 1 CAPÍTULO III MATERIAIS CERÂMICOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL  – BLOCOS CERÂMICOS - 1.   ALVENARIA Alvenaria é a construção de estruturas e de paredes utilizando unidades ligadas entre si por argamassa. Estas unidades podem ser blocos (de cerâmica, de vidro ou de concreto) e pedras. A alvenaria pode servir tanto para vedação ou como estrutura de uma edificação. Neste segundo caso, assume o nome de alvenaria estrutural. A alvenaria é comumente usada em paredes de edificações, muros de arrimo e monumentos. Os blocos mais comuns são os cerâmicos e os de concreto. Os blocos cerâmicos podem ser maciços (também conhecidos como tijolos) ou vazados. Os blocos de concreto são sempre vazados. A alvenaria como material de construção possui cerca de 10.000 anos e tem srcem na própria civilização, surgindo com a passagem do Homem de coletor a produtor, e de nômade à sedentário. A simplicidade da técnica de construção, baseada na colocação de uma pedra sobre outra pedra,  permitiu a sua sobrevivência até aos dias de hoje, obviamente adotando novos materiais e tecnologias industrializadas. Até muito recentemente o interesse da comunidade técnica sobre a alvenaria foi muito reduzido, face à novidade e importância dos materiais de construção do século XX (aço e concreto).    Materiais Técnicas e Estruturas I/ PUCRS/ Faculdade de Arquitetura- Profa: Maria Regina Costa Leggerini 2 Os trabalhos de alvenaria, incluindo os respectivos revestimentos, correspondem a cerca de 15 % do valor total da construção de edifícios. No entanto, as paredes de alvenaria têm, habitualmente, desempenhos incompatíveis com a sua importância funcional e econômica (cerca de 25% do total das anomalias em edifícios), por insuficiências ao nível da concepção e da execução, bem como ao nível da seleção dos materiais.   2. UNIDADES PARA EDIFICAÇÕES (TIJOLOS OU BLOCOS) : Os tijolos ou blocos que compõem a alvenaria podem ser constituídos de diferentes materiais, sendo mais utilizados os cerâmicos ou de concreto. Qualquer que seja o material utilizado as propriedades desejáveis são: ã   Ter resistência à compressão adequada; ã   Ter capacidade de aderir à argamassa tornando homogênea a parede; ã   Possuir durabilidade frente aos agentes agressivos (umidade, variação de temperatura e ataque  por agentes químicos); ã   Possuir dimensões uniformes; ã   Resistir ao fogo. 2.1 TIJOLOS MACIÇOS CERÂMICOS: São blocos de barro comum, moldados com arestas vivas e retilíneas, obtidos pela queima da argila, que se dá em temperaturas em torno de 1000ºC. 2.1.1 Tipologia Devem possuir a forma de um paralepípedo retângulo sendo suas dimensões nominais recomendadas pela NBR 8041 “ Tijolo Maciço Cerâmico para Alvenaria – Forma e Dimensões”: Tabela 1 – Dimensões nominais Comprimento (mm) Largura (mm) Altura (mm) 190 90 57 190 90 90 Fonte : Transcrição da Tabela1 da NBR 7170 Devem possuir todas as faces planas, podendo apresentar rebaixos de fabricação em uma das faces de maior área. É comum os tijolos apresentarem expansão devido à incorporação de umidade do ambiente. Em consequência é recomendado que se evite a utilização de blocos ou tijolos cerâmicos com menos de duas ou três semanas após saírem do forno. 2.1.2 Propriedades mecânicas    Materiais Técnicas e Estruturas I/ PUCRS/ Faculdade de Arquitetura- Profa: Maria Regina Costa Leggerini 3 Os tijolos podem ser comuns ou especiais. Os tijolos comuns são classificados em A, B ou C de acordo com as suas propriedades mecânicas  prescritas pela NBR 7170 “ Tijolo maciço cerâmico para alvenaria”. Sua resistência à compressão deve ser testada segundo encaminhamento prescrito pela NBR 6460 “ Tijolo maciço cerâmico para alvenaria – Verificação da resistência à compressão” e atender aos valores indicados pela tabela 2: Tabela 2 – Resistência mínima à compressão Categoria Resistência à compressão (MPa) A 1,5 B 2,5 C 4,0 Fonte: Transcrição da Tabela 2 da NBR 7170 Estudos realizados em conjunto pela CIENTEC, UNISINOS e SINDUSCON revelam que no Rio Grande do Sul as dimensões nominais não tem sido adotadas pelos oleiros e as resistências à compressão dos tijolos maciços são superiores às indicadas em norma. Os tijolos e blocos cerâmicos possuem coeficiente de dilatação térmica pequeno, sendo adotado um valor médio de 6x10 -6  /ºC. Juntas de dilatação devem ser espaçadas de 12 à 15m, para evitar uma possível fissuração da alvenaria devido à expansão dos tijolos por incorporação de umidade, ou variação de temperatura. Os tijolos maciços especiais podem ser fabricados em formato e especificações acordadas entre as  partes mas nos quesitos não especificados devem prevalecer as condições da NBR 7170 e NBR 8041. 2.2 BLOCOS CERÂMICOS São blocos vazados moldados com arestas vivas retilíneas, sendo os furos cilíndricos ou prismáticos. São produzidos a partir da queima da cerâmica vermelha. A sua conformação é obtida através da extrusão. Durante este processo toda a umidade é expulsa e a matéria orgânica é queimada, ocorrendo a vitrificação com a fusão dos grãos de sílica. 2.2.1   Blocos de vedação São blocos usados na construção das paredes de vedação.  No assentamento dos blocos cerâmicos de vedação os furos são geralmente dispostos horizontalmente, o que ocasiona a diminuição da resistência dos painéis de alvenaria. 2.2.2 Blocos portantes    Materiais Técnicas e Estruturas I/ PUCRS/ Faculdade de Arquitetura- Profa: Maria Regina Costa Leggerini 4 São blocos usados na construção de paredes portantes. Devem ter furos dispostos na direção vertical. Esta afirmativa se deve à diferença no mecanismo de ruptura de ambos, que no caso dos furos verticais formam indícios da situação de colapso, enquanto que no caso de furos horizontais o colapso é brusco e frágil, não sendo adequado seu uso como material estrutural. 2.2.3 Tipologia Conforme mencionado, o processo de vitrificação nas faces do bloco compromete a aderência com a argamassa de assentamento ou revestimento. Por esta razão, as faces dos blocos são constituídas de ranhuras e saliências. Suas dimensões nominais são recomendadas pela NBR 8042 “Bloco Cerâmico Vazado para Alvenaria – Formas e Dimensões” e estão dispostas na tabela 3: Tabela 3 – Dimensões nominais para blocos de vedação e portantes comuns. Dimensões nominais ( mm) Dimensões comerciais L x H x C (cm) Largura (L) Altura (H) Comprimento (C) 10x20x10 90 190 90 10x20x20 90 190 190 10x20x30 90 190 290 10x20x40 90 190 390 15x20x10 140 190 90 15x20x20 140 190 190 15x20x30 140 190 290 15x20x40 140 190 390 20x20x10 190 190 90 20x20x20 190 190 190 20x20x30 190 190 290 20x20x40 190 190 390 Fonte: Trans crição da Tabela 1 da NBR 7171 2.2.4 Propriedades mecânicas A resistência à compressão mínima dos blocos na área bruta deve atender aos valores indicados na tabela 3 da NBR 7171 “ Bloco Cerâmico para Alvenaria” que classifica os blocos em tipo A, B, C, D e F:
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