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França Vai Às Urnas Por Que Sua Eleição Presidencial Pode Ser Crucial Para o Futuro Da Europa e Do Mundo

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França Vai Às Urnas Por Que Sua Eleição Presidencial Pode Ser Crucial Para o Futuro Da Europa (e Do Mundo)
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  França vai às urnas: Por que sua eleição presidencialpode ser crucial para o futuro da Europa (e do mundo)   www.bbc.com /portuguese/internacional-39676998Daniela Fernandes De Paris para a BBC BrasilDireito de imagem AFPImage caption Eleição na França pode ser crucial para a União Europeia e o euroQuase 47 milhões de eleitores franceses estão indo às urnas neste domingo em meio a um forte esquema desegurança após um ataque a policiais há três dias. Eles votam no primeiro turno das eleições presidenciais quesão consideradas cruciais para o futuro da União Europeia (UE).Com vários candidatos antieuropeus, que prometem a saída da França do bloco, e inúmeros outros quedefendem mudanças profundas, a votação poderá resultar no enfraquecimento ou até mesmo no fim da UE e dazona do euro.O tema teve destaque na campanha em meio à discussão sobre o Brexit, a saída do Reino Unido da UE. A crisemigratória no continente também levanta debates sobre a proteção das fronteiras. Às vésperas da eleição, radicais da esquerda e da direita somam quase metade das intenções de votona FrançaComo ataque em Paris pode influenciar eleição presidencial na França A decisão do pleito é importante para os rumos da Europa porque a França, juntamente com a Alemanha, é umdos países fundadores da UE e chamada de locomotiva da construção do bloco.Quatro candidatos têm chances de ir para o segundo turno, em maio, em uma disputa que é a mais acirradadas últimas décadas. Nas pesquisas divulgadas na sexta-feira, data de encerramento da campanha, há umempate técnico entre o centrista Emmanuel Macron, com 23% a 24,5% das intenções de votos, com Marine LePen, da Frente Nacional, de extrema direita, com 22% a 23%.O conservador François Fillon, de Os Republicanos, e o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, da 1/5  extrema esquerda, disputam o terceiro lugar, também em empate técnico, com 19% dos votos. Uma daspesquisas, do instituto OpinionWay, aponta Fillon muito próximo de Le Pen, com 21%.Mas o número de indecisos permanece elevado: quase 30%. A taxa de abstenção, antes apontada como umpossível recorde, é estimada agora, nas últimas pesquisas, em torno de 27% e permanece alta.Todos os 11 candidatos concordam com a necessidade de transformar a UE. Mas propõem soluções totalmentedistintas. Alguns defendem a saída da França da UE e da zona do euro, enquanto outros querem renegociar acordospara dar mais soberania aos membros do bloco ou criar uma Europa menos liberal e dar fim à concorrênciaconsiderada selvagem dos países do Leste Europeu e de outros países, como a China.Entenda a seguir o posicionamentos dos principais nomes na disputa. Pró-europeus  Apenas três dos 11 candidatos na disputa defendem o reforço da integração europeia, em graus diferentes. Emmanuel Macron Direito de imagem ReutersImage caption Centrista e favorito nas eleições, Macron defende maior integração da zona do euroO centrista - do movimento En Marche!   (Em Movimento!), criado por ele há um ano - é considerado o mais pró-europeu. O jovem ex-ministro da Economia do presidente François Hollande, de 39 anos e favorito na disputapresidencial, foi um dos primeiros candidatos (e um dos raros) a ter ido a Bruxelas, sede das instituiçõeseuropeias. Eu falo sobre a Europa e defendo o projeto europeu. Há alguns anos, dizer isso seria um clichê. Hoje, é quaseuma provocação , afirmou Macron, que é favorável a uma maior integração da zona do euro, com orçamentocomum e um ministro da Economia para o grupo. Ele ficaria sob o controle de um parlamento da zona do euro,que reuniria parlamentares do bloco.Tiroteio deixa dois mortos e dois feridos no centro de ParisO candidato diz querer modernizar a Europa e prevê uma harmonização social (salário mínimo, direitostrabalhistas, seguro-saúde) e fiscal para empresas, também defendida por alguns de seus concorrentes. Osimpostos de empresas e direitos dos trabalhadores variam bastante entre os países europeus, o que encoraja atransferência de companhias entre eles e provoca inúmeras críticas sobre os efeitos perversos da globalização.O social-liberal faz questão de frisar que não é nem de direita nem de esquerda , apesar de ter integrado ogoverno socialista de Hollande, e é o único candidato favorável ao tratado de livre comércio entre a UE e oCanadá (CETA), que ainda deve ser ratificado pelos 28 países membros do bloco.Suas principais propostas são:* Exigir ficha limpa na Justiça para poder disputar eleições e proibir que parlamentares contratem familiares.* Suprimir 120 mil vagas de servidores, reestabelecer o serviço militar obrigatório, criar 15 mil vagas de prisão econtratar 10 mil policiais civis e militares.* Reduzir a proporção dos gastos públicos em relação ao PIB, com economia de 60 bilhões de euros em cincoanos de mandato, e investir 50 bilhões de euros - 15 bilhões para a formação profissional e 15 bilhões para atransição energética.* Aumentar as pensões mínimas de aposentadoria em 100 euros (cerca de R$ 350,00) por mês. 2/5  * Criar mecanismo de controle de investimentos estrangeiros em setores industriais estratégicos e lutar contra aotimização fiscal de grandes grupos de internet. François Fillon Direito de imagem ReutersImage caption Fillon diz que quer renovar totalmente a União EuropeiaO conservador Fillon votou contra o tratado de Maastricht (que define os pilares da UE) nos anos 1990 e quer  renovar totalmente o bloco. O candidato de Os Republicanos defende mais poder para os chefes de Estado,reduzindo o peso da Comissão Europeia, o órgão Executivo do bloco, que ele chama de tecnocrata . Ao mesmo tempo, Fillon prevê reorganizar a zona Schengen para lutar contra a imigração ilegal e dotar aEuropa de um verdadeiro governo econômico e de uma União da Defesa, pilotada pela França e pela Alemanha.Suas principais propostas são:* Demissão de 500 mil servidores e redução de 100 bilhões de euros em gastos públicos em 5 anos.* Fim da atual jornada de trabalho de 35 horas semanais, permitindo que as empresa decidam por meio deconvenções coletivas.* Incluir na Constituição o princípio de cotas de imigração e reforçar o direito do solo, impondo uma série decondições, como escolarização e ausência de condenação penal.* Aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos em vez dos 62 atuais e suprimir regimes especiaisde aposentadoria.* Acabar com o Imposto de Solidariedade Sobre a Fortuna (ISF), cobrado de quem possui patrimônio superior a € 1,3 milhão (R$ 4,4 milhões). Benoît Hamon Direito de imagem ReutersImage caption Hamon representa área mais à esquerda do Partido SocialistaO socialista Hamon, que representa a ala mais à esquerda do PS, com apenas 8% das intenções de voto, quer o fim da política de austeridade definida pela Comissão Europeia, com uma moratória do pacto de estabilidade(que fixa o déficit em até 3% do PIB) até a obtenção de um novo acordo.Suas principais propostas são:* Criação da Renda Universal de Existência para pessoas (de jovens a aposentados) que ganham poucomenos de dois salários mínimos por mês (2,2 mil euros - R$ 7,4 mil), aumentar o piso da aposentadoria em 10%e contratar 40 mil professores.* Investir 3% do PIB em pesquisas e desenvolvimento e 2% do PIB na Defesa e reforçar o controle de gastos deparlamentares.* Dar prioridade aos produtos nacionais e criar uma taxa suplementar sobre os lucros de multinacionais.* Autorizar a eutanásia e legalizar o consumo da maconha para maiores de idade.* Manter a cobertura de saúde de imigrantes ilegais em situação precária, que representa gastos de cerca de800 milhões de euros e eealizar plebiscito sobre o direito de votos dos estrangeiros (atualmente, apenaseuropeus podem votar em eleições municipais e europeias na França). 3/5  AntieuropeusMarine Le Pen No extremo oposto, está Le Pen, da extrema direita. Ela julga a Europa responsável por todos os problemas daeconomia francesa, sobretudo o desemprego, que está na faixa dos 10%, e promete o Frexit e a volta do francofrancês. Pesquisas indicam, no entanto, que 72% dos franceses são contra a saída da zona do euro. A candidata disputa sua segunda eleição presidencial e atrai boa parte do eleitorado operário. Ela declarou que a Europa vai morrer caso seja eleita.Direito de imagem ReutersImage caption De extrema direita, Le Pen defende o 'Frexit' A União Europeia vai morrer, porque os povos não querem mais , diz ela, que cita com frequência o Brexit.Le Pen diz que se vencer as eleições iniciará negociações para que a França volte a ter soberaniaorçamentária, territorial, legislativa e monetária. Ela também prevê a saída da França da zona Schengen, delivre circulação de pessoas.Por que as regiões britânicas que mais votaram pelo Brexit podem ser as mais afetadasRepresentantes de instituições europeias, que teriam preferência por Macron, veem com grande apreensão aeventual vitória da candidata da Frente Nacional. Se Le Pen vencer, usarei roupa de luto , disse o presidenteda Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.Le Pen propõe um plebiscito sobre a saída da França da UE e da zona do euro e promete deixar a Presidênciase os franceses votarem a favor da permanência no bloco.Suas principais propostas são:* Suprimir o direito de solo para aquisição da nacionalidade francesa e retirada da nacionalidade francesa depessoas com dupla nacionalidade investigadas por ligações com o islamismo radical.* Proibição do uso de símbolos religiosos em todos os espaços públicos e volta da idade mínima deaposentadoria para 60 anos em vez dos 62 atuais.* Incluir na Constituição a prioridade nacional , com a criação de impostos sobre novas contratações detrabalhadores estrangeiros e reduzir drasticamente a imigração legal de cerca de 200 mil pessoas por ano,atualmente, para apenas 10 mil* Protecionismo inteligente , com a criação de uma taxa adicional de 3% sobre importações de países quepraticam concorrência desleal.* Reduzir o número de parlamentares, atualmente de 577 deputados e 348 senadores, para 300 e 200,respectivamente. Jean-Luc Mélenchon Direito de imagem ReutersImage caption Mélenchon prevê fazer um plebiscito sobre saída da França da UEComo Le Pen, o candidato da extrema esquerda Mélenchon também pretende virar a mesa, com a opção doFrexit, e realizar um plebiscito sobre a questão. Ou a União Europeia muda ou saímos. A Europa dos nossossonhos morreu , diz o líder da França Insubmissa.Mélenchon diz que irá negociar novas regras. Uma das exigências é o fim da independência do Banco Central 4/5
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