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Gabriela Bon. Dicas Para o Trabalho de Mediação Junto a Pessoas Com Necessidades Especiais Em Espaços Expositivos

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Dicas Para o Trabalho de Mediação Junto a Pessoas Com Necessidades Especiais Em Espaços Expositivos
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   1 DICAS PARA O TRABALHO DE MEDIAÇÃO JUNTO A PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS EM ESPAÇOS EXPOSITIVOS Gabriela Bon (gabibon@gmail.com) A seguir, com o intuito reunir informações a respeito do atendimento a pessoas com necessidades especiais em espaços expositivos relacionou-se algumas dicas práticas. No entanto, é preciso ter em mente que no decorrer do trabalho de mediação sempre ocorrerão circunstâncias imprevistas. Nesse sentido, perspicácia e cortesia são os melhores recursos para estas situações fortuitas. Vale ressaltar que no atendimento ao público visitante é necessário que todas as pessoas sejam tratadas com respeito e atenção. Pessoas com algum tipo de deficiência possuem necessidades específicas, mas não são diferentes dos demais visitantes: merecem consideração e jamais devem ser abordadas com piedade, sentimentalismo ou paternalismo. a) Pessoas com necessidades especiais em geral ü  Não se constranja diante das deficiências: procure sempre utilizar de bom senso para perceber qual a melhor forma de auxiliar cada pessoa; ü  Os graus e os tipos de deficiência são bastante variados (além de diferentes deficiências poderem estar associadas) por isso, procure estabelecer uma comunicação franca para inteirar-se da real necessidade de cada visitante; ü  Evite pressuposições ou preconceitos: esclareça suas dúvidas de forma simples e direta, permitindo que o visitante seja também seu guia em relação às necessidades dele; ü  Seja prestativo se necessário ou se solicitado: nem todos os visitantes portadores de necessidades especiais desejam assistência durante a visita; ü  Trate a pessoa normalmente: se adulto, trate-o como tal e, quando se tratar de criança, trate-a como você trataria as demais; ü  Jamais faça brincadeiras a respeito das deficiências ou limitações dos visitantes; ü  Quando a pessoa com necessidade especial estiver acompanhada, evite falar exclusivamente com o acompanhante, dirija-se (e forneça material) a ambos; ü  Procure comunicar-se sempre de forma clara, face a face; ü  Busque um ambiente claro, calmo e com pouco ruído de fundo; ü  Disponibilize informações escritas (tanto impressos, quanto papel e caneta para servir de apoio em uma conversa, se necessário); ü  Forneça sempre um plano geral da visita: utilize maquetes quando disponíveis, diagramas, esquemas, instruções verbais ou escritas de locomoção e do percurso a ser seguido; ü  Monte um percurso com obras que sejam mais interessantes de acordo com o tipo de deficiência apresentada pelo visitante, informe suas escolhas a ele, pergunte sobre seus interesses específicos e refaça o circuito, se necessário; ü  Evite grupos excessivamente grandes, prefira o atendimento individual ou com pequeno número de visitantes. Se necessário, solicite o auxílio à supervisão para dividir ou coordenar melhor o grupo.   2 b) Pessoas com dificuldade auditiva ü  Verifique o grau de surdez do visitante (parcial, total ou uso de aparelho corretivo); ü  Assegure-se de ter a atenção do visitante: acene, toque levemente em seu braço ou ombro, caso ele não esteja olhando diretamente para você; ü  Verifique se há necessidade de intérprete; ü  Caso haja intérprete, fale se dirigindo ao visitante e não exclusivamente ao intérprete; ü  Se a pessoa estiver lendo seus lábios, fale de forma clara (não é necessário falar extremamente lento ou exacerbando o movimento labial); ü  Não grite ou use gestos exagerados (se necessário, eleve um pouco o tom de voz ou aproxime-se mais do visitante); ü  Indique quando for mudar de assunto; ü  Não fique contra a luz: isso dificulta a visão de seus lábios e gestos; ü  Mantenha-se calmo e faça pausas para conferir se todos estão acompanhando seu discurso ü  Em caso de necessidade de escrever, use letras grandes e prefira sentenças diretas, evite frases demasiadamente elaboradas; ü  Usuários de aparelhos auditivos têm dificuldades de diferenciação de ruídos: procure locais calmos, longe de grandes grupos ou com outros sons que possam interferir na conversa. c) Pessoas com deficiência visual ü  Existem diversos graus de deficiência visual, procure informar-se do grau e do tipo específicos de cada visitante: deficientes de nascença, não tem referências precisas de cores ou de formas espaciais mais amplas; já aqueles que perderam a visão posteriormente, possuem um repertório mais amplo de comparações e citações. Além disso, algumas pessoas possuem apenas baixa visão, ou seja, são capazes de distinguir contornos, vultos, cores ou formas; ü  Mencione sempre o que você vai fazer, dê informações espaciais sobre o percurso (se houver maquete do espaço, informe sempre onde vocês estão e pra onde seguirão); ü  Forneça informações sobre o grupo (se houver outras pessoas, apresente-as); ü  Evite invadir espaço do visitante sem permissão: pergunte se pode tocá-lo para conduzi-lo ou indicar objetos (encosto da cadeira, corrimão, etc); ü  Conduza-o permitindo que ele segure seu braço, locomova-se com calma e informe sobre obstáculos (escadas, elevadores, portas, corredores); ü  Informe sobre a possibilidade de utilização do leitores de tela (software que fazem a leitura fonética em português, como o Dosvox, por exemplo) para acesso aos textos da exposição, caso estes estejam na web; ü  Tenha ciência de que as pessoas com deficiência visual perderão parte de sua narrativa caso ela seja feita com muitos gestos; se necessário, utilize (sempre pedindo permissão para isto) a mão do visitante para traçar (como se fosse uma folha de papel) formas ou esquemas que possam auxiliar em descrições ou narrativas;  d) Pessoas com deficiência na fala ü  Mantenha a calma, evite tentar adivinhar ou terminar as frases do visitante; ü  Não finja ter acompanhado ou entendido caso isso não seja verdade: peça esclarecimento, informe exatamente o que você ainda não compreendeu, sem constrangimentos; ü  Pergunte sempre uma coisa de cada vez.   3 e) Pessoas com dificuldade de aprendizagem ou problemas mentais ü  Exponha sua narrativa de diferentes formas, caso não tenha sido compreendido da primeira vez; ü  Utilize metáforas simples ou comparações cotidianas; ü  Verifique se a pessoa o está acompanhando e volte ao princípio, se necessário; ü  Simplifique explicações, desmembre informações complexas em várias partes e junte-as ao final para formar o percurso de raciocínio; ü  Evite a infantilização da linguagem. f) Pessoas com dificuldades de locomoção ü  Em caso de idosos, pessoas com muletas ou outras dificuldades de locomoção, faça o percurso sem pressa, parando em bancos para conversar e descansar antes de reiniciar o circuito, ofereça seu braço para apoio, se achar conveniente; ü  Cadeirantes podem ou não precisar de sua ajuda para percorrer o espaço: ofereça-se para guiar a cadeira de rodas, se preciso, mas jamais avance sobre ela sem a permissão expressa do visitante, pois isso pode ser interpretado como uma invasão de sua intimidade (uma vez que, para algumas pessoas, a cadeira passa a ser uma extensão de seu corpo); ü  Informe-se sobre os acessos disponíveis para cadeiras de rodas com antecedência e transmita isso ao visitante claramente já no início da visita: quais os espaços possíveis e quais estão inacessíveis e quais são os obstáculos; ü  Verifique sempre a liberação de acesso a banheiros, rampas, elevadores, pisos e degraus em sua instituição para evitar constrangimentos. Mantenha vigilância sobre os acessos evitando que sejam colocadas barreiras espaciais, mesmo que não haja nenhum visitante com deficiência percorrendo o espaço neste momento. A instituição deve estar sempre pronta para receber os visitantes, sem constrangimentos ou demora desnecessária. 1 Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. (NBR 9050:2004). RESOURCE: The Council for Museums, Archives and Libraries. Museologia: roteiros práticos, acessibilidade. São Paulo: Edusp, Vitae, 2005. (Série museologia; 8). RIO Grande do Sul. Lei Nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://www.mp.rs.gov.br/infancia/legislacaoc/ legislacaoc /id148.htm>. Acesso em: 24 abr. 2007.

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Aug 1, 2017
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