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Livro A socialização - Claude Dubar

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1. Claude Dubar A Socialização Construção das Identidades Sociais Colecção Ciências da Educação Orientada por Maria Teresa Estrela e Albano Estrela Título: A…
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  • 1. Claude Dubar A Socialização Construção das Identidades Sociais Colecção Ciências da Educação Orientada por Maria Teresa Estrela e Albano Estrela Título: A Socialização Construção das identidades sociais e profissionais Autor: Claude Dubar Tradução de: Annette Pierrette R. Botelho e Estela Pinto Ribeiro Lamas Revisão técnica e científica: José Alberto Correia e João Caramelo Executor gráfico: Bloco Gráfico Editor: Porto Editora Titulo da edição original: LA SOCIALISATION Construction des identités sociales et professionnelles (Edição original: ISBN 2-200-21620-3) (2.e édition revue) *c* Armand Colin Éditeur, Paris, 1991,1995 Copyright para a Língua Portuguesa *C* Porto Editora, Lda. - 1997 Rua da Restauração, 365 4099 PORTO CODEX - PORTUGAL Reservados todos os direitos. Esta publicação não pode ser reproduzida nem transmitida, no todo ou em parte, por qualquer processo electrónico, mecânico, fotocopia, gravação ou outros, sem prévia autorização escrita do Editor.
  • 2. Claude Dubar é professor de Sociologia na Universidade de Versailles-Saint Quentin en Ivelines. Consagrou a sua tese e numerosas publicações à formação contínua e à inserção dos jovens. Animou várias investigações colectivas no seio do LASTREE (CNRS, Universidade de Lille I) e do CEREQ (Ministérios da Educação e do Trabalho) que alimentaram esta síntese teórica. Coordenou recentemente duas obras colectivas: Cheminements professionnels et mobilités sociales (La Documentation francaise, 1992) e Genèse et dynamique des groupes professionnels (Presses Universituires de Lille, 1 994). Por que razão se fala hoje de crise de identidades? Esta expressão remete-nos para fenómenos múltiplos: dificuldade de inserção profissional dos jovens, aumento da exclusão social, diluição das categorias que servem para se definir e definir os outros... Compreender como se reproduzem e se transformam as identidades sociais implica esclarecer os processos de socialização através dos quais elas se constroem e se reconstroem ao longo da vida. A dimensão profissional das identidades adquire uma importância particular. Porque se tornou um elemento raro, o emprego condiciona a construção das identidades sociais; porque conhece mutações impressionantes, o trabalho obriga a transformações identitárias delicadas; porque acompanha cada vez mais frequentemente as evoluções do trabalho e do emprego, a formação intervém nestes domínios identitários muito para além do período escolar. Este livro fornece instrumentos de análise, quadros teóricos e resultados empíricos que permitem perceber a dinâmica em curso da socialização profissional e das identidades sociais. Agradeço vivamente aos colegas que, ao criticarem as sucessivas versões deste manuscrito, me obrigaram a uma maior clareza e rigor na minha escrita: Béatrice Appay, Catherine Cailloux, Catherine Marry, Catherine Paradeise, Pierre Doroy, Heari Mandras, Jean-René Treanton merecem particular destaque nestes agradecimentos. Agradeço também a Martine Laplanche, Violaine Lecerf Véronique Testelin que interpretaram e corrigiram as diferentes versões do texto; a sua paciência e profissionalismo tornaram possível este trabalho.
  • 3. Reportório das Siglas bep -- Brevet d 'Études Professiounelles (niveau V) -- Diploma de Estudos Profissionais (nível V) btp -- Bãtiments et Travaux Publics -- Obras Públicas bts -- Brevet de Technicien Supérieur (nivenu iii) -- Diploma de Técnico Superior (nível iii) cap -- Certificat d'Aptitude Professionnelle (niveau v) -- Certificado de Aptidão Profissional (nível V) cep -- Certificat d'Études Primaires -- Certificado de Estudos Primários cereq -- Centre d'Études et de Recherches sur les Qualifications -- Centro de Estudo e de Investigações sobre as Qualificações CNAM -- Conservatoire National des Arts et Métiers -- Conservatório Nacional das Artes e Ofícios cnrs -- Centre National de la Recherche Scientifique -- Centro Nacional da Investigação Cientifica DEST -- Diplôme d'Études Supérieures Techniques (niveau II) -- Diploma de Estudos Superiores Técnicos (nível II) dut -- Diplôme Universitaire de Techologie (niveau III) -- Diploma Universitário de Tecnologia (nível III) eseu -- Examen Spécial d'Entrée à l'Université (nivenu IV) -- Exame Especial de Entrada na Universidade (nível IV) GLYSI -- Groupe Lyonnais de Socialogie Industrielle (CNRS-Lyon II) -- Grupo de Lyon de Sociologia Industrial (CNRS-Lyon II) LASTREE -- Laboratoire de Sociologie du Travail, de l'Éducation et de l'Emplei (CNRS-Lille I) -- Laboratório de Sociologia do Trabalho, da Educação e do Emprego (CNRS-Lille 1) LEP -- Lycée d'Enseignement Professionnel -- Liceu de Ensino Profissional LERSCO -- Laboratoire d'Études et de Recherches sur la Classe Ouvrière (CNRS-Nantes) -- Laboratório de Estudos e de Investigação sobre a Classe Operária (CNRS-Nantes) LEST -- Laboratoire d'Économie et de Sociologie du Travail (CNRS) -- Laboratório de Economia e de Sociologia do Trabalho (CNRS)
  • 4. MRT -- Ministère de la Recherche et de la Technologie -- Ministério da Investigação e da Tecnologia PIRTTEM -- Programme Interdisciplinaire Technologie-Travail-Emploi-Mode de vie -- Programa Interdisciplinar Tecnologia-Trabalho-Emprego-Modo de Vida PME -- Petites et Moyennes Entreprises -- Pequenas e Médias Empresas OP -- Ouvrier Professiounel -- Operário Profissional os -- Ouvrier Spécialisé -- Operário Especializado Introdução O termo "identidade" reapareceu tanto no vocabulário das ciências sociais como na linguagem corrente. Um pouco por todo o lado. fala-se de "crise das identidades" sem se saber bem o conteúdo desta expressão: dificuldades de inserção profissional dos jovens, aumento da exclusão social, mal-estar face às mudanças, desagregação das categorias que servem para se definir a si próprio e para definir os outros... Como em qualquer período que se segue a uma crise económica de grande dimensão, a incerteza quanto ao futuro domina todos os esforços de reconstrução de novos quadros sociais: os do passado já não são pertinentes e os do futuro ainda não estão estabilizados. A identidade de alguém é, no entanto, aquilo que ele tem de mais precioso: a perda de identidade é sinónimo de alienação, de sofrimento, de angústia e de morte. Ora, a identidade humana não é dada, de uma vez por todas, no acto do nascimento: constrói-se na infância e deve reconstruir-se sempre ao longo da vida. O indivíduo nunca a constrói sozinho: ela depende tanto dos julgamentos dos outros como das suas próprias orientações e autodefinições. A identidade é um produto de sucessivas socializações. Esta noção de socialização apela para um esclarecimento, uma redefinição e mesmo uma reabilitação. Ao longo da história das ciências sociais - história curta se a compararmos com a das ciências da matéria ou da vida --, o termo "socialização" foi utilizado em diversos sentidos, e adquiriu conotações consideradas, por vezes, hoje como negativas ou ultrapassadas: inculcação das crianças, endoutrinamento dos indivíduos, imposição de normas sociais, constrangimentos impostos pelos poderes tanto ameaçadores quanto anónimos... Esta situação levou a que certos sociólogos tentassem banir esta noção do vocabulário científico da sua disciplina. Mas suprimir uma palavra não elimina um problema central: como discernir a dinâmica das identidades sem ter em conta tanto a sua construção individual como social?
  • 5. A primeira parte deste livro, concebida como uma iniciação, é consagrada à apresentação sucinta de algumas grandes teorias centradas, parcial ou totalmente, na análise dos processos de socialização. Ela constitui um convite à (re)leitura de alguns autores e de textos importantes ela é acompanhada pela apresentação esquemática de algumas :, investigações recentes inspiradas nestas grandes correntes teóricas; finalmente, ela culmina com a apresentação de uma problemática daquilo que poderia constituir hoje as bases de uma teoria sociológica operatória da construção das identidades. Entre as múltiplas dimensões da identidade dos indivíduos, a dimensão profissional adquiriu uma importância particular. Porque se tornou um bem raro, o *emprego* condiciona a construção das identidades sociais; porque sofreu importantes mudanças, o trabalho apela a subtis transformações identitárias; porque acompanha intimamente todas as mudanças do trabalho e do emprego, a *formação* intervém nas dinâmicas identitárias muito para além do período escolar. A segunda parte apresenta algumas importantes contribuições das ciências sociais no domínio especifico da socialização profissional. Da sociologia das "profissões" nos EUA à economia dos "mercados do trabalho", passando pelo estudo das "relações profissionais", explora-se alguns dos mais importantes domínios da actual investigação sobre a dinâmica das identidades profissionais. A terceira parte apresenta uma síntese dos resultados empíricos de várias investigações que, ao longo dos últimos vinte e cinco anos, se realizaram em França; apresenta uma tipologia das identidades salariais em fase de reestruturação nas empresas e na sociedade francesas. Ela apoia-se tanto em trabalhos recentes, por vezes acabados de realizar, como sobre inquéritos mais antigos, agora reinterpretados à luz destes trabalhos recentes. Nesta terceira parte, mostramos até que ponto a identidade profissional se tornou num objecto importante da actual sociologia francesa, num objecto que está sempre em construção e em debate. I Socialização e Construção Social da Identidade 1 A socialização da criança na psicologia piagetiana e os seus prolongamentos sociológicos Aplicado à criança, o termo "socialização" designa um dos objectos essenciais da psicologia genética. A literatura consagrada ao desenvolvimento da criança é abundante e constitui um importante acervo de resultados e de análises empíricas imprescindível a qualquer teorização dos processos de socialização (1). Porém, é raro encontrar aí reflexões epistemológicas sobre as condições de uma abordagem científica e sobre os problemas colocados pela confrontação de pontos de vista disciplinares (biologia, psicologia,
  • 6. sociologia). (1) Entre as inúmeras sínteses de investigação sobre a socialização ta criança, citamos, em língua francesa, a já muito antiga mas sempre sugestiva realizada por Daval (1964) e outra mais recente de Doise e Deschamps (1986); em língua inglesa, as de Erikson (1950) e de D. A. Goslin (1979) e, mais recente, a de Bruner (1983). É o caso do texto de J. Piaget, publicado na primeira parte dos *Études sociologiques* e intitulado "L'explication en sociologie" (1965). Ele aborda frontalmente a problemática das relações entre a explicação sociológica e as explicações psicológicas e biológicas e desenvolve, no que diz respeito aos fenómenos da socialização, argumentos sugestivos. Estes argumentos constituem, sem dúvida, a primeira tentativa de superar as oposições entre os pontos de vista psicológico e sociológico -- oposições fundadoras da sociologia, segundo Durkheim -- e a primeira tentativa estimulante de proceder a uma definição de uma abordagem sociológica da socialização que fosse complementar e não antagónica das perspectivas psicogenéticas, nomeadamente daquela que Piaget construiu e aperfeiçoou ao longo da sua obra. Esta (nova) abordagem da socialização foi parcialmente utilizada tanto no campo da sociologia da educação como no da sociologia política. :, 1.1. AAbordagem Piagetiana da Socialização Piaget interessou-se prioritariamente pelo desenvolvimento mental da criança e definiu-o como uma *construção* contínua mas não linear. O desenvolvimento mental da criança realiza-se por etapas sucessivas e constitui aquilo que Piaget designa por processo de equilibração, ou seja, o processo que assegura "a passagem de um estádio de menor equilíbrio a um outro de equilíbrio superior" (1964, p. 10). Este processo activa dois elementos heterogéneos: *estruturas* variáveis, definidas como "formas de organização da actividade mental", que é simultaneamente cognitiva e afectiva; um *funcionamento* constante que provoca a passagem de uma forma a uma outra através de um movimento de desequilíbrio seguido de um restabelecimento do equilíbrio e a passagem a uma nova forma. Este desenvolvimento mental tem sempre uma dupla dimensão individual e social: as estruturas através das quais circulam normalmente todas as crianças são simultaneamente "cognitivas" (internas ao organismo) e "afectivas", quer dizer, relacionais (orientadas para o exterior). Assim, o reflexo de sucção do recém-nascido é simultaneamente a manifestação de uma tendência instintiva e a expressão das primeiras emoções dirigidas para a mãe ou para aquela (ou aquele) que a substitui. Para Piaget, estas *estruturas* evolutivas que lhe servem para definir os estádios do desenvolvimento da criança (cujo número varia de acordo com os escritos do autor...) são indissociáveis das *condutas*, já não definidas em termos *behavioristas* como simples reacções a estímulos externos (o célebre esquema S :o R analisado nomeadamente por Pavlov), mas entendidas como respostas às *necessidades* resultantes da interacção entre o organismo e o seu meio físico e social. Assim, qualquer acção (gesto, sentimento, pensamento...) é concebida como uma tentativa para reduzir uma tensão, um desequilíbrio entre as necessidades do organismo e os recursos
  • 7. do meio: ela é finalizada em torno de um objectivo a atingir (restabelecer o equilíbrio) e definida pelos instrumentos accionados para a realizar. Esta acção consuma-se quando a necessidade é satisfeita, isto é, quando o equilíbrio é (re)encontrado. Este modelo *homeostático* (o movimento definido como restabelecimento de um equilíbrio com o ambiente), muito difundido nesta época nas ciências da vida, conduz Piaget a conceber o desenvolvimento da criança e, portanto, a sua socialização -- que constitui um elemento essencial daquele -- como um processo activo de adaptação descontínua a formas mentaise sociais cada vez mais complexas. Para cada estádio, esta adaptação é descrita por Piaget como a resultante e a articulação de dois movimentos complementares ainda que de natureza diferente: -- a *assimilação* consiste em "incorporar as coisas e as pessoas externas" às estruturas já construídas. Assim, a sucção é prioritariamente, para o recém-nascido, um reflexo de incorporação bucal do mundo (vivido como "realidade a sugar" de acordo com os termos de Piaget) que o conduz a generalizar a conduta (ele chupa o seu polegar, os dedos de outrem, os objectos que lhe são apresentados...) a tudo aquilo que lhe dá :, prazer depois de na prática ter discriminado aquilo que correspondia à sua necessidade vital (o seio da mãe, o biberão...). Da mesma forma, o reflexo do sorriso é, em primeiro lugar, reservado a algumas pessoas (quinta semana) antes de ser generalizado a qualquer rosto humano. Mais tarde, transformar-se-á em expressão voluntária de um sentimento diferenciado. Estas condutas envolvem, assim, formas de assimilação especificas a cada um dos estádios de desenvolvimento da criança: num determinado momento elas constituem uma modalidade de relação com o mundo adaptada a um estádio de maturação biológica da criança. Quando a criança evolui, tornam-se simultaneamente necessárias e possíveis novas formas de assimilação; -- a *acomodação* consiste em "reajustar as estruturas em função das transformações exteriores". Assim, as mudanças do ambiente são fontes perpétuas de ajustamentos: se se passar do seio materno ao biberão, o reflexo de sucção modifica-se; os sorrisos modificam- se também de acordo com as pessoas que se debruçam sobre o bebé... Estas variações contribuem para aquilo a que Piaget denomina por "construção do esquema prático do Objecto", que é uma condição para a descoberta activa da permanência dos objectos (materiais ou humanos) mesmo quando eles estão ausentes. Estas variações permitem, também, as estruturações do espaço e do tempo e a emergência das modalidades sucessivas de reconhecimento das relações de causalidade. Estes quatro elementos (esquemas práticos, espaço, tempo, causalidade) entram na composição das estruturas mentais características de cada um dos estádios significativos do desenvolvimento da criança. Estas estruturas mentais são inseparáveis das formas relacionais pelas quais elas se exprimem em relação ao outro. Assim, a cada um dos estádios definidos por Piaget, podemos fazer corresponder formas típicas de socialização que constituem modalidades de relação da criança com outros seres humanos. Passa-se, deste modo, segundo o autor, do *egocentrismo* inicial do recém-nascido caracterizado por "uma indistinção do Eu e do mundo" à *inserção* terminal do adolescente escolarizado no mundo profissional e na vida social do adulto. Entre estes dois estádios extremos, a criança aprendeu, em primeiro lugar, a exprimir sentimentos diferenciados graças à estruturação de percepções organizadas (e à
  • 8. solicitação do meio envolvente); em segundo lugar, aprendeu a imitar os seus semelhantes, diferenciando nitidamente o pólo interno (o Eu) do pólo externo (o Objecto); em seguida, graças à palavra, aprendeu a praticar trocas interindividuais, descobrindo e respeitando as relações de *constrangimento* exercidas pelo adulto; finalmente, aprendeu a passar do constrangimento à *cooperação*, graças ao domínio conjunto da "reflexão como discussão interiorizada consigo mesmo" e da discussão como "reflexão socializada com o outro", o que lhe permitiu, simultaneamente, adquirir o sentido da justificação lógica e da autonomia moral (cf. quadro 1.1.). :, Quadro 1.1. Desenvolvimento mental e socialização em seis estádios (2) segundo Piaget (1964) (2) A partir dos finais dos anos 60, Piaget passou a referir-se a um desenvolvimento em quatro estádios: sensório-motor (I II e III), pré-operatério (IV), operatório concreto (V) e formal (VI). ::::::: Os estádios de desenvolvimento (versão 1964) -- Dimensão individual: estruturas mentais -- Dimensão social: formas de socialização I. Estádio dos reflexos -- Tendências instintivas - Egocentrismo inicial II. Estádio dos primeiros habitus motores -- Percepções organizadas - Primeiros sentimentos diferenciados III. Estádio da inteligência sensório-motora -- Regulações elementares de ordem prática -- Imitação como primeira "socialização da acção" IV. Estádio da inteligência intuitiva -- Imagens e intuicões representativas "génese do pensamento" -- Submissão aos adultos por *constrangimento* V. Estádio da inteligência concreta -- Passagem às operações: Explicações pelo atomismo -- Sentimentos e práticas de *cooperação* VI. Estádio da inteligência abstracta-formal --- Construção de teorias ; Pensamento hipotético-dedutivo; Categoria do "possível" -- Inserção social e profissional :::::::: Esta passagem do constrangimento à cooperação, isto é, a passagem da submissão à ordem social (parental e escolar) para a autonomia pessoal através da cooperação voluntária (com os adultos e as outras crianças) constitui um ponto essencial na análise piagetiana da socialização. É em torno desta passagem que, desde 1932, na obra *Le Jugement moral chez l'enfant*, Piaget define o núcleo duro da sua concepção de socialização e a diferencia da de Durkheim.
  • 9. Para melhor compreender esta concepção, sigamos o autor na descrição do seu exemplo favorito: o jogo de berlindes. "Um grupo de crianças joga aos berlindes. Quer do ponto de vista da prática das regras, quer do da consciência destas, o comportamento das crianças varia com o nível etário... Pode-se dizer que os mais pequenos não jogam ao berlinde; manipulam as bolas tratando-as segundo esquemas perceptivos e
  • Balance Sheet

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