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Os Jornalistas e Sua Greve Consciencia de Classe e Debate Politico

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Artigo de Marco Roxo, doutor e professor do PPGCom UFF.
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  II Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho  Florianópolis, de 15 a 17 de abril de 2004 GT História do Jornalismo Coordenação: Prof. Dra. Marialva Barbosa (UFF)  OS JORNALISTAS E SUA GREE! CONSCI NCIA #E CLASSE E #E$ATE%OL&TICO Marco Antônio Roo da !ilva #  Era uma greve em São Paulo. Havia um grupo radial, !ue depois virou P ,bo#ando pra !uebrar, di$endo !ue os pa#r%es es#avam a servi&o não sei de !uem ' uma boba(ada ) e do ou#ro lado es#avam os !uadros in#ermedi*rios, osomandos, as pessoas poli#iamen#e mais preparadas, o pessoal do Par#idão,#odos on#ra a greve. +s radiais veneram e a greve oi um raasso. Ho(e, por e-emplo, não se a$ mais greve em (ornal. ma pessoa om um ompu#ador a$um (ornal. /a!uela poa não avia ompu#ador, mas (* dava para a$er,bas#ava ener om ma#ria de #ele#ipo $ (Alberto Dines) % .  A &reve e' estão ocorre e' 'aio de *+*. ,s -ornalistas de !ão Paloreivindicava' %/ de a'ento salarial e i'nidade 0ara os re0resentantes sindicais nasredaç1es. Das asse'bl2ias fora' reali3adas. A 0ri'eira4 na 5&re-a da Consolação4 no dia + de 'aio4 co' 0resença de .66 -ornalistas. A 0ro0osta de &reve4 a0esar de a0rovada4não atin&i o or' alificado de dois terços dos votantes4 confor'e deliberado 0eloCo'ando 7eral de Mobili3ação. A se&nda4 no in8cio da noite do dia %% daele '9s4 noteatro da PUC de !ão Palo4 o UCA4 conto co' a 0resença de .;*% -ornalistas. A 0ro0osta de &reve &eral foi a0rovada 0or *6/ dos 0rofissionais 0resentes. <ão =ove 0ro0ostas alternativas. !o'ente ' voto contra.Mes'o diante dessa nani'idade4 os sindicatos 0atronais (de -ornais e revistas4r>dio e televisão) não 'odificara' a 0ro0osta inicial de ;/ de anteci0ação4 a ser descontada na data base da cate&oria4 e' de3e'bro do 'es'o ano. Diante do i'0asse4 nodia %? do 'es'o '9s4 o ribnal Re&ional do rabal=o4 0or nani'idade4 -l&o a &reveile&al. , resltado abri es0aço 0ara a retaliação das e'0resas4 e iniciara' ' 0rocessode de'issão de 'ais de %66 &revistas. 1  Doutorando em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense. 2  In ABREU, Alira Alves et all !or #. $  Eles Mudaram a Imprensa. Depoimentos ao CPDOC” . Rio de %aneiro, F&', 2((), p. 12*.    Alberto Dines4 0or2'4 se confronta co' esses dados e c=a'a a atenção 0ara 'a 0olaridade de 0osiciona'entos da van&arda 0ol8tica e intelectal dos -ornalistas de !ãoPalo e' torno do a0oio o não ao 'ovi'ento &revista: de ' lado4 os radicais4identificados co'o ftros 0etistas4 botando 0ra ebrar@ de otro4 as c=efiasinter'edi>rias4 os co'andos das redaç1es4 os 'ais 0re0arados do 0onto de vista da 0r>is 0ol8tica4 os adros do Partido Co'nista Brasileiro. ssa divisão evidente'ente não te'corres0ond9ncia co' o &ra de adesão dos -ornalistas e 0artici0ara' das asse'bl2ias.Para al2' do divisionis'o 0resente na van&arda 0ol8tica4 a an>lise de Dinescont2' ' dos &er'es da derrota: a nova estrtração 0rodtiva e os -ornais ia'adirindo co' o incre'ento da tecnolo&ia no fa3er 0rofissional. <a continidade de sede0oi'ento dado ao CPD,C da Fndação 7etlio ar&as4 no Rio de aneiro4 Dines v9entre os efeitos da derrota4 das conseE9ncias: ) a intensificação da troca de adrosanti&os 0or -ornalistas novos4 fato identificado 0elo -ornalista co'o #-venili3ação$ dasredaç1es@ %) o cresci'ento do cor0orativis'o entre os donos de -ornais co' a criação daAssociação <acional dos ornais4 e' + de a&osto de *+*. ssas conseE9ncias do'ovi'ento &revista estão4 0ara Dines4 direta'ente relacionados a crescente'ercantili3ação do -ornalis'o4 c-o 'odelo 0aradi&'>tico foi e 2 o -ornal  Fola de S. Paulo  .   <ão 2 nossa intenção ai confir'ar o 0ole'i3ar co' as declaraç1es de Dines.Mas destacar e ele a0resenta a &reve co'o ' recorte sincrônico entre ti0os distintos de -ornalis'o. Pode'os 0er&ntar: at2 e 0onto esses dois fatores4 o divisionis'o daslideranças e dos &r0os e eercia' infl9ncia na cate&oria e a nova estrtra 0rodtiva4conver&ira' e fora' deter'inantes 0ara derrota dos -ornalistas na &reve Gal o &ra deinfl9ncia e as discss1es sobre -ornalis'o tivera' sobre esse divisionis'o Por 9 ocon-nto da cate&oria não de atenção a esses fatores Gal era o lastro e sstentava oradicalis'o das lideranças 0rHI&reve A &reve4 neste sentido4 0ode ser vista co'o 'a arena de debates sobre asconfi&raç1es e o -ornalis'o estava adirindo naele 'o'ento =istHrico. Dentro destavisão4 a 0ro0osição desse arti&o 2 tentar bscar res0osta Js est1es levantadasanterior'ente co' base nas inter0retaç1es dos e 0artici0ara' do 'ovi'ento4 se-a' )  Idem, pp. 12*+1)2.  lideranças o -ornalistas co'ns. <ossa intenção 2 alar&ar o niverso de an>lise 0ondo e'confronto os diversos ol=ares dos -ornalistas sobre as 'otivaç1es e os levara' &reve esobre as casas da derrota. <ão ere'os obter 'a res0osta concreta 0ara as est1es. <ossa intenção são das: ) s0erar 'a lacna =istHrica4 0ois ase todos os discrsossobre a &reve de *+* se concentra' nos efeitos da derrota do 'ovi'ento sobre o -ornalis'o4 a0a&ando as discss1es e 0ol9'icas ocorridas antes e drante a 0aralisação@ %)or&ani3ar os discrsos e tentar associ>Ilos Js discss1es daele 'o'ento sobre o 0a0elsocial e o -ornalista deveria oc0ar na sociedade. A '(ndamenta)*o Teórica A escol=a da &reve4 neste sentido4 te' 0or refer9ncia estdos =istHricos e 0rocra'4atrav2s do confronto co'0arativo dos relatos4 tecer vis1es do 'ndo4 re0resentaç1essi'bHlicas e dão sentido J vida dentro de sas contradiç1es K . , ob-etivo não 2 eli'inar as contradiç1es4 'as si' observar co'o as 0r>ticas sociais se revela' nos discrsos4criando e recriando tradiç1es4 revelando o sentido dinL'ico da cltra  . er a &reve co'' recorte sincrônico4 entre 0ers0ectivas distintas de -ornalis'o4 0er'ite e se trace'lin=as de continidades e r0tras4 a-dando a entender a 'dança no ol=ar do -ornalistasobre o se 0a0el. sse 'odo de fa3er =istHria não nos 0er'ite cair na tentação de instr'entali3ar o 0assado4 0ara le&iti'ar 0ostras e 0r>ticas do 0resente. , e se er 'ostrar são asdis0tas e rivalidades internas4 e não trabal=ar co' conce0ç1es =e&e'ônicas. <essesentido4 o e se er estabelecer 2 'a &ra'>tica do 'ovi'ento4 n' relato e seasse'el=e a 'a densa descrição.De aler for'a4 o confronto entre 'odelos e conce0ç1es de -ornalis'o e do 0a0eldo -ornalista nos re'ete 0ara as teorias de Mi=ail Ba=tin ; . ,s ses conceitos de 0olifoniae dialo&is'o 0er'ite' identificar as 'lti0las estrat2&ias discrsivas e co'01e' asrelaç1es de força n'a deter'inada con-ntra =istHrica. ,s discrsos são 0alcos nos ais   DAR-/-, Ro0ert. O Grande Massacre dos Gatos. Rio de %aneiro, &raal, 1, pp. 1)+1. 3  DE4A-, 4uanne. $5assas, Comunidade e Ritual na /0ra de E. 6. 7ompson e-atalie Davis8. In  A Nova História Cultural. 9U-, :;nn. 4ão 6aulo, 5artins Fontes,12, pp. *)+*. *  BA<9I-, 5i=7ail.  Marxismo e iloso!a da in#ua#em. 4ão 6aulo, 9ucitec, > edição, 1.
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