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Por Que a Exploração Espacial Deve Ser Levada a Sério

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Por Que a Exploração Espacial Deve Ser Levada a Sério
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  Por que a exploração espacial deve ser levada asério? Por que explorar o espaço exterior se o mundo ainda tem tantos problemas? Sempre me questionam isso e é difícil dar uma resposta simples, então eu resolvi concatenar algumas ideias em relação ao tema.Essa semana saiu a notícia de que um consrcio de países africanos pretende enviar uma missão ! ua em de# anos. Pode parecer contrassensual um continente que ainda sofre com a fome, com guerras e com epidemias como a do Ebola v$ investir em mandar uma sonda para o espaço, mas a iniciativa a%uda a entender por que a exploração espacial é tão importante. 1) Porque ajuda a desenvolver a ciência como um todo & exploração espacial envolve o uso de diversas tecnologias de ponta' a da produção de satélites, a dos sistemas de propulsão (que tem muito a ver com a tecnologia usada em sistemas de mísseis), a da avi*nica, ada aerodin+mica, a do estudo e desenvolvimento dos materiais, dentre outras.&lém disso, em v*os espaciais tripulados, também são necess$rios sistemas de isolamento que garantam a segurança dos tripulantes na entrada e na saída da atmosfera. Essas tecnologias são complexas e caras, e por isso até o%e s E-&, /ssia e 0ina desenvolveram a tecnologia para condu#ir voos espaciais tripulados (0uriosidade' cada país tem a liberdade de camar seus tripulantes por um nome específico. 1os E-&, é astronauta. 1a /ssia, é cosmonauta. 1a 0ina, é tai2onauta)Esse con%unto de tecnologias demanda uma curva de aprendi#ado muito grande, que pode ser atenuada pela transfer3ncia de tecnologias entre países. 4 prprio respons$vel pela iniciativa africana, 5onatan 6eltman, explica isso' “Ninguém espera que a África possa contribuir para a exploração científica, mas quanto mais trabalharmos neste sentido mais gente no continente assumirá a ideia de que a África é capaz e pode sair dos problemas que temos agora 4 domínio das diversas tecnologias envolvidas em um programa espacial fa# com que os países envolvidos apliquem essas tecnologias em diversas $reas. & 1&S& é prova disso' l$ nasceram tecnologias tão diversas quanto a dos filtros de $gua com carvão ativado e a dos controles atuais de videogames. & 7frica, ao pleitear um programa espacial, quer mostrar ao mundo que é capa# de desenvolver ci3ncia de qualidade. E de mostrar que a ci3ncia de qualidade desenvolvida no continente é capa# de a%udar a resolver os problemas cr*nicos que todos sabem que a 7frica tem. >>> O Paradoxo de Fermi: onde estão as outras Terras? >>> O que os astronautas deixaram na Lua: bandeiras, cmeras e! coc 2) Porque dá dinheiro Empresas como a Space8, de Elon 9us2, e a brit+nica :irgin ;alactic, di#em com todas as letras que querem promover voos espaciais comerciais em breve. E, de fato, caminam em direção a isso. Em que peseo tr$gico acidente com o :SS Entreprise, da :irgin, em outubro de <=>, que matou 9icael &lsbur@, ambas as empresas seguem na vanguarda desse novo segmento, seguidas de perto por diversas empresas que   %$ investem no desenvolvimento de equipamentos para o setor. E por que isso acontece? Por que viagens espaciais podem ser lucrativas.4s desafios são bvios. 4 principal deles é o de baratear o custo das viagens espaciais oferecendo a mesma segurança que as viagens de avião tem o%e. E nem são necess$rios ob%etivos tão ambiciosos. Amagine o efeito do domínio da rbita terrestre para voos comerciais intercontinentais, por exemplo' as pessoas  passariam a levar pouco mais de uma ora, incluindo subida e descida, para viagens que o%e em dia levam cerca de B= oras. 0argas sensíveis poderiam ter o mesmo destino. E tudo isso com uma vista fant$stica.C lgico que existem desafios e ob%etivos mais ambiciosos, como o de construir estaçDes espaciais e bases em locais relativamente prximos da erra, como a ua. 9as eles podem ser vencidos quando os voos espaciais forem seguros e custarem menos de um milão de dlares por cabeça. Porque nesse momento a construção de bases e estaçDes do tipo vai passar a ser /til para a aceleração da pesquisa científica, para o desenvolvimento de novos materiais e para o prprio turismo espacial. >>> Pode parecer incr#vel, mas os Pilares da $riação não existem mais>>> %&'& encontroa dois planetas muito parecidos com a Terra e neles pode (aver vida 3) Porque programas espaciais afrmam a soberania nacional &o mesmo tempo em que empresas como a Space8 e a :irgin ;alactic entram no %ogo da exploração espacial, governos voltam a tratar o tema como algo estratégico. 4 principal exemplo nesse sentido é o governo cin3s, que tem investido muito dineiro em se programa espacial e tem ob%etivos ambiciosos, como o de levar um omem ! ua até <=<F. E é muito bem estruturado, com ob%etivos claros' “! possí el inferir que a diplomacia espacial chinesa tem quatro ob#eti os principais$ % primeiro é a#udar o país a obter a tecnologia necessária ao desen ol imento de um programa espacial completo, ci il e militar$ % segundo ob#eti o é o de construir legitimidade para as pretens&es chinesas como grande pot'nciana era digital e espacial$ % terceiro ob#eti o chin's é e itar ou adiar uma disputa direta pelo comando do espaço com as demais grandes pot'ncias$ (inalmente, o quarto ob#eti o da diplomacia espacial chinesa é contribuir para ampliar a fatia de mercado controlada pelos agentes pri ados e estatais chineses, tendo em ista o crescimento acelerado de uma cadeia de alor estimada em mais de )*+ -. bilh&es ao ano & 0ina tem bem claros os seus ob%etivos em relação ! questão espacial' o país quer se afirmar como  pot3ncia na $rea enquanto evita conflito com os demais países que disputam o setor. udo isso para ter acesso a um mercado que, segundo a &EG (ag3ncia Espacial Grasileira), movimentou -SH <I= bilDes s em <=><. >>> )oc* pode descobrir planetas com uma +'L  E o Brasil SabeJse que o Grasil é um país que vem tentando desenvolver um programa espacial consistente $ muitos anos. 4s resultados continuam tímidos, mesmo com o amadurecimento de parcerias estratégicas com países como a 0ina e a -cr+nia.C necess$rio di#er que o Programa Espacial Grasileiro ficou terrivelmente marcado pela explosão ocorrida na Gase de &lc+ntara, em agosto de <==B, matando <> pessoas, que levaram consigo boa parte da memria técnica do programa. anto que o primeiro lançamento na base ser$ feito s nesse ano de <=>F' ser$ o  primeiro teste do propulsor 0@clone , desenvolvido na -cr+nia por encomenda da &lc+ntara 0@clone Space  (&0S), uma empresa criada em parceria entre os governos do Grasil e da -cr+nia para, segundo o site oficial, “o desen ol imento e operação do *ítio de /ançamento do foguete 01clone23 a partir do 0entro de  /ançamento de 4lc5ntara no 6rasil para a prestação de ser iços de lançamento espacial para os go ernos do 6rasil e )cr5nia, assim como para clientes comerciais$ &tualmente, o principal problema do programa espacial brasileiro não est$ nem na falta de verbas, como na época do acidente em &lc+ntara' est$ na falta de um foco específico. Se analisarmos quais as diretri#es do  programa espacial brasileiro, descritas no P1&E, s veremos coisas extremamente genéricas, como Kfortalecer a ind/stria espacial do paísL, Kfomentar parcerias com outros paísesL ou Kaperfeiçoar a legislaçãoL.Muando pula para as metas específicas, o P1&E soa igualmente pouco ambicioso, reciclando ob%etivos não cumpridos da década de N=, como o de Kter autonomia entrando para o restrito grupo dos países lançadores de satélitesL. C timo, caso vena a se concreti#ar, mas é muito pouco ambicioso. 1ão $ nenuma menção a nada que não se%a o domínio da tecnologia de satélites Kem nome da soberania nacionalL.4 prprio discurso do programa espacial como elemento de controle de fronteiras e soberania nacional  parece bastante anacr*nico nesses tempos atuais em que o rastreamento de informaçDes através de  programas como o Prism, da 1S&, vão além das fronteiras nacionais e cegam !s casas de cada morador com um computador e uma conexão de Anternet.4 argumento da Kfalta de verbasL para sustentar o programa espacial também não se sustenta. 4 prprio P1&E prev3 investimentos governamentais de quase H F,I bilDes no programa espacial até <=<> (abela >, abaixo). Para comparação, a Ondia conseguiu enviar uma sonda para 9arte por KapenasL -SH  milDes (H >N milDes, na cotação atual)   4 programação de in estimentos 7.727.7 4 Grasil tem um programa espacial conservador, que tem como ob%etivo estabelecer toda uma estrutura  prévia antes de ousar missDes espaciais. & 0ina, a Ondia e a 7frica, dentre os países emergentes, estão mostrando que existem outros caminos para o desenvolvimento da ind/stria espacial, conciliando iniciativas ousadas com a criação de estruturas para seus programas espaciais.4utra necessidade urgente do programa espacial brasileiro é a integração com as universidades. 4 programa espacial indiano é feito em parceria com as universidades do país. 1o programa espacial cin3s o prprio governo impDe essa participação. & pesquisa em universidades é um timo catalisador de soluçDes para a exploração espacial a curto médio e longo pra#o, bem como um fomentador da ind/stria do setor, e o Grasil deveria prestar mais atenção aos profissionais da $rea aeroespacial que saem das nossas universidades. >>> Fal(a no propulsor derrubou satélite brasileiro -- se.undos antes de ele entrar em /rbita
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