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  Metodologia das Ciências SociaisInstituto de Filosofa e Ciências Sociais – UFRJResumo do texto “Nas trincheiras do método o ensino dametodologia das ciências sociais no !rasil"Nath#lia $ndrade de Sou%a& 'manuel( Sou%a& Juliana )inho&Michel $maral& $line Sousa e $manda Fran*a+, - nascimento das ciências sociais e a sua metodologia A primeira página do texto refere-se ao surgimento das Ciências Sociais. O autor, começa a descrever os fatos que levaram à necessidade da criaço de uma nova área que estudasse o ser !umano e os fen"menos que ocorrem quanto à sua sociali#aço. $sso começa à ocorrer, à partir do s%c. &$&, quando começa a se esta'elecer uma necessidade de entendimento de(uma realidade social cada ve# mais complexa), como o autor mesmo descreve. $sso se dá as grandes transformaç*es pelas quais as sociedades vin!am passando. Assim sendo, os pesquisadores da %poca 'asearam à pesquisa na mesma vertente de 'usca do sa'er que, !o+e, entendemos por ciências da nature#a.O ositivismo foi a 'ase dessa 'usca por con!ecimento, liderado por Auguste Comte. O autor nos mostra, que o conceito ositivista, no ponto de vista metodolgico foi divido em três partes ( a/ o monismo metodolgico, isto %,a crença num 0nico m%todo para todas as ciências, se+a qual for o o'+eto de cada uma delas1 '/ a aplicaço do m%todo das ciências naturais, 'aseado namatemática, às ciências sociais1 e c/ a 'usca de leis e de explicaç*es causais como o'+etivos centrais de qualquer ciência. ) 2$gnacio Cano, pg.3/ 4a mesma %poca surgiram diversos autores alemes criticando esse m%todo adotado e propondo diversas formas diferentes em respeito às mesmas Ciências Sociais. 5m'ora essas vertentes ainda se encontrassem em processo de estruturaço, todas elas tin!am em comum a ideia de ser contra às ciências sociais 'aseada nas ciências da nature#a. 6essa forma, aca'ou-se dividindo essa discusso me dois grandes polos Compreenso e 5xplicaço.Se+a qual for o sentido escol!ido, +á mostra que o mesmo % prprio da nova ciência apresentada. ois, de acordo com a ciência natural, tudo acontece porque tem que acontecer. 4o % necessário !aver uma ra#o ou um comportamento que indu# a isso. ara Cano % importante que o cientista questione a si mesmo o signi7cado das aç*es individuais de um grupo enquanto mem'ro do mesmo. 8al questionamento pode ser feito atrav%s de introspecço ou empatia. O o'+etivo da Ciência Social % 'uscar leis e causas de certos comportamentos,no signi7cando que o estudo deve-se limitar apenas a isso. 9á a necessidade de 'uscar o sentido atri'u:do pelos indiv:duos às aç*es. ara  c!egar a esse sentido, % indispensável a cola'oraço de outras ciências, mas, ainda assim, torna-se necessária uma análise solitária do o'+eto para 'uscar a compreenso. Segundo ;e'er, o sentido da conduta s pode ser compreendido em funço dos valores em que ela se inscreve, ou se+a, sem con!ecer o mundo, as crenças, en7m, estar imerso em uma cultura, % imposs:vel dar sentido aos comportamentos dos indiv:duos pertencentes a ela. . $/ordagens 0uantitati1as e 0ualitati1as ara o autor (!istoricamente a 'usca pelas causas esteve mais associada a t%cnicas de pesquisa quantitativas, enquanto que o estudo do sentido da aço foi a'ordado, so'retudo, com t%cnicas qualitativas. ) Apesar de extremamente importante, o estudo no pode ser condu#ido apenas com 'ase em valores culturais < a forma como caracter:stica da ciência prevalece so're o conte0do. Assim, no importa a srcem de uma teoria, está s terá valor atrav%s da prova emp:rica, sua validaço, aplica'ilidade ao mundo real. ara isso, existe a metodologia. 5m, por exemplo, livros de metodologia, pouco se fala so're a criaço de novas teorias. O foco está  +ustamente em validá-las ou falsi7cá-las, dando detal!es de como testá-las. Com a contri'uiço de =ran# >oas e ?alino@si, tem srcem a análise de culturas feitas atrav%s de um longo per:odo convivendo na cultura que se tem como o'+eto de estudo, permitindo, assim, o entendimento da conduta, o discurso e tudo que envolve aqueles que se pretende aprofundar o estudo.A essa análise dá-se o nome de etnogra7a. ara isso, deve-se entender a cultura estudada experimentando as mesmas condiç*es de vida, tendo, desta forma, empatia com o que % estudado.O positivismo foi contestado na Aleman!a no s%culo &$& e decresceu nas ciências sociais no s%culo &&. O ositivismo Bgico foi uma reformulaço feita pelo C:rculo de iena nos anos DE e FE. Os neopositivistas re+eitaram a metaf:sica e os princ:pios no o'serváveis, a causa por exemplo. A prática nas ciências sociais foi limitada, sendo atualmente um termo usado de forma pe+orativa. A G5scola de C!icagoG consolidou signi7cativamente a metodologia das ciências sociais, numa viso ecolgica que tentava entender e resolver os pro'lemas da sua prpria cidade. $ntervencionismo Sim'lico foi a inHuência mais relevante, associada às pesquisas qualitativas, mas tam'%m produ#indo quantitativos e t%cnicas diversas. O Camponês olonês na 5uropa teve grande importIncia no surgimento da !istria de vida como ferramenta de pesquisa social.Os 5stados Jnidos, aps Segunda Kuerra ?undial, expandiram sua !egemonia, sendo reforçadas t%cnicas quantitativas nas ciências sociais, padroni#ando-as em Sociologia e Ciência ol:tica. Sem necessariamente uma !iptese ou teoria, !ouveram excessos como a mensuraço de opini*es atrav%s de surveLs. Como contraponto, surgiram cr:ticas a esse positivismo mal difuso e mal de7nido, quantativista, com posiço pol:tica, sustentando que esse era aliado do conservadorismo, em'arcando essas cr:ticas, ento, no relativismo. 6e qualquer modo, a ciência social camin!ou para um consenso so're seu o'+etivo aceitando que no poderia ser  idêntica às ciências naturais por se preocupar com o sentido e percepço deseus atores. O consenso englo'a m%todos qualitativos a quantitativos. or%m, perce'e-se que as ciências sociais de certa forma se decepcionaram com seu desempen!o, isso porque as ciências naturais em questo de cumulatividade do con!ecimento social so superioras ao das ciências sociais. Segundo o autor isso se deu por momentos (O primeiro corresponde +ustamente ao positivismo inicial, quando se esperava que a ciência social trouxesse, para a sociedade, avanços comparáveis aos o'tidos pela ciência natural na transformaço do mundo, e Auguste Comte conseguia son!ar com um mundo regido pelos socilogos na sua qualidade de especialistas no comportamento !umano. O segundo grande momento, em'ora menos intenso, foi o imediatamente posterior à Segunda Kuerra ?undial, quando os avanços metodolgicos experimentados ao serviço do esforço '%lico a'riram expectativas de uma evoluço rápida do con!ecimento cient:7co-social que se tradu#isse numa mel!ora do 'em-estar. As expectativas, nesses dois momentos !istricos, foram muito al%m das reali#aç*es efetivas. )5ntende-se que parte dessa decepço se dá pelo prprio o'+eto das ciênciassociais que % su'+etivo e no to regular quanto as das ciências naturais e exatas. or%m, no se sa'e at% que ponto os cientistas so responsáveis porisso. Com isso o autor di# que (ara tentar explicar esta situaço, Mit#er 23NP/ descreveu a sociologia como multiparadigmática, ou se+a, uma ciência na qual convivem, ao mesmo tempo, a'ordagens tericas e metodolgicas muito diferentes e at% confrontadas entre si. O'serve-se que a ideia de mudança de paradigmas, isto %, revoluç*es na forma de fa#er ciência, no era nova e tin!a surgido a propsito das ciências naturais 2Qu!n, 3NRD/. A diferença aqui % que os paradigmas nas ciências sociais nose sucediam um a outro de forma diacr"nica, mas conviviam sincronicamente. ) á Qaplan nos di# que essa pluralidade de pensamentos e escolas no % exclusiva das ciências sociais, por%m, o que nos marca % a !ostilidade extrema entre as diversas escolas. Qaplan com isso cria o (?ito da metodologia) onde ele di# que (as di7culdades mais s%rias enfrentadas pelas ciências da conduta so 'asicamente metodolgicas, de forma que, sefosse poss:vel TacertarT a metodologia, o progresso estaria garantido. or%m,em contrapartida, ele tam'%m di# que o m%todo no % condiço necessária nem su7ciente para uma ciência 'em-sucedida.Somos a ciências que mais se preocupa com m%todos, em nen!um outro curso existe aulas apenas so're m%todos de estudo e pesquisas, esses m%todos so a'sorvidos a partir do entendimento da mat%ria. or%m, o autor termina essa parte di#endo que (. U +ustamente o esp:rito atormentado das ciências sociais e a luta entre escolas ou paradigmas rivaisque têm alimentado o interesse no m%todo e intensi7cado as disputas em torno dele. )  2 Métodos e 3écnicas Vuando falamos de metodos e tecnicas de pesquisas, no geral estamos falando da mesma coisa. or%m, segundo o autor ( ?%todos seriam estrat%gias de produço de con!ecimento cient:7co, incluindo a geraço e avalidaço de teorias. 8%cnicas seriam formas padroni#adas de coleta e análise de dados, com a mesma 7nalidade, a de produ#ir con!ecimento válido. ) or%m, em'ora os dois se+am parecidos, os m%todos so mais gerais e as t%cnicas algo mais especi7co. 8emos como exemplo de dois m%todos clássicos os (dedutivos e os indutivos. )O autor continua seu texto di#endo que os m%todos qualitativos e quantitativos no existem. $sso porque (A quanti7caço ou no das mensuraç*es % um aspecto exteriormente muito vis:vel, mas secundário do ponto de vista epistemolgico. Com efeito, no !á nen!uma estrat%gia profunda de geraço de con!ecimento válido que parta do fato do dado ser num%rico ou no. ) Podemos ter dois pontos como comparação entre pesquisa quantitativa e qualitativa. Na quantitativa, os procedimentos atingem um grau de padronização maior e podem ser repassados imediatamente, facilitando sua replicação e possíveis contestações. Já a qualitativa tem um grau de padronização menor e suas estratégias de controle do viés são menos consolidadas. Tendo isso em consideração, as técnicas de pesquisas a serem utilizadas devem depender principalmente do seu tema e do contexto que ela acontecerá, ignorando em primeiro momento a biografia ou inclinações do pesquisador. Quanto mais técnicas o pesquisador souber, mais verídica será a sua pesquisa. or%m, no se pode esquecer que (A escol!a das t%cnicas a serem empregadas deve depender, em princ:pio, do tema da pesquisa e do contexto em que ela acontecerá, e no da 'iogra7a ou das inclinaç*es do pesquisador. 4em todas as t%cnicas so adequadas para todos os pro+etos de pesquisa. U preciso con!ecer as fortale#as e fraque#as de cada uma. ) 5 % por isso que se deve con!ecer o maior n0mero poss:vel de t%cnicas para que possamos sa'er qual encaixar dependendo da pesquisa que será feita, ou at% mesmo +untar diversas t%cnicas e m%todos em uma s pesquisa, o que % con!ecido por (triangulaço. ) 4 'nsino da Metodologia das Ciências Sociais no !rasil O autor do texto resume seu diagnostico em algumas constataç*es, por exemplo ele di# que (as ciências sociais 'rasileiras privilegiam toda a teoria em detrimento da pesquisa, favorecendo o con!ecimento terico so're o t%cnico.( 5le confere em pedaços do texto que as ciências sociais estao atreladas aos centros de 7loso7a e de letras. Confere tam'%m que os estudos de sociologia giram em torno de ensinamentos das teorias de ?arx,;e'er e 6ur!eim. Sendo assim, ele di# que o >rasil esta repleto de especialistas desses três autores por conta dos m%todos de estudo que so aplicados no curso de ciências sociais. or%m ele di# que esses especialistasprecisam de uma fomaço que dispon!a de ferramentas que os permitam reponder as novas quest*es formuladas a cada dia pela realidade atual.  $nacio Cano compara a falta de um departamento de m%todo de pesquisa no >rasil com em outros pa:ses, di#endo que existem muitos desse em outros lugares, pois e necessário para o cientista social sa'er pesquisar e nao apenas focar-se nas teoria. Ainda di# que no >rasil o cientista social que% especiali#ado na teoria clássica tem maior legitimidade do que o metodlogo. O autor relem'ra a necessidade de uma mudança nos conte0dos da ciência pol:tica 'rasileira, di#endo que as monogra7as de seus alunos eram iguais e seguiam um mesmo modelo datado. U poss:vel ver que ele di# que necessitamos de pol:ticas pu'licas que conferem a realidade e seguem essalin!a em tra'al!os 7nais de ciências sociais e no apenas de teorias que no so tra#idas para a realidade atual. 5le recon!ece que o surgimento de graduaç*es e ps em pol:ticas pu'licas no pa:s tem grande envolvimento decientistas sociais, conferindo que isso seria um reHexo dos limites do curso. Com isso ele questiona o porque que mudanças ocorrerem no curriculo de outros cursos e nao acontecem dentro da prpria ciência social, criando ps graduaç*es e novos diplomas que especiali#em nessas áreas. 6essa forma ele di# que (Assim, se por um lado essas novas graduaç*es so um triunfo para os que pretendem modi7car o paradigma convencional, por outro aca'am con7rmando indiretamente a ideia de que um especialista em pol:ticas p0'licas não é  um cientista social.)Segundo Cano, os professores acadêmicos do >rasil condu#em os alunos a despre#ar m%todos quantitativos e glori7carem os m%todos qualitativos. $sso porque os m%todos quantitativos para esses professores levam a su'+etividade e deixam as pesquisas rasas. Com isso nasce um inimigo invis:vel das ciências sociais, (o positivismo. Bevam os alunos a odiarem sem nem sa'erem o motivo do dio. Al%m dessa 'riga criada, essa forma dualista de enxergar os m%todos das ciências sociais em m%todos qualitativos e quantitativos, levam tam'%m a decadência da pesquisa. 5scol!er apenas um dos lados do, segundo o autor,(extremos do a'ismo metodolgico), nos leva a um empo'recimento do resultado da pesquisa. As formas de analise como vemos em outros pa:ses com a triangulaço de +unço de diversos m%todos so vistos raramente no >rasil. Os alunos daqui passam a 'uscar uma forma que fu+a de cálculos, n0meros no geral. Com isso tam'%m se cria a falsa viso de que as pessoas que utili#am m%todos qualitativos so progressistas, viso os direitos das minorias e li'ertadores. 5nquanto isso, os que utili#am m%todos quantitativos so visto como pessoas conservadoras, preconceituosas e opressoras. Com isso nos esquecemos ou preferimos no ver, que at% os clássicos das ciências sociais como por exemplo ?arx, leu Adam Smit!, 6avid Micardo, entre outros que no condi#em com sua viso, por%m so necessários para criar sua 'ase de pensamento. Al%m disso tam'%m utili#ou m%todos quantitativos e de questionários para poder entender o lado dos
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