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   NOME: NATHALIA FRANÇA LEITE  MATERIA: TEMAS  / TURMA: N01 PROFESSORA: PEDRIANE BARBOSA DE S. DANTAS  ORIENTADOR: PEDRIANE OU COLETE CENTRO DE TERAPIAS ALTERNATIVAS Vivemos em uma época em que a sociedade se encontra bastante acelerada, perante a agilidade das informações, o mercado competitivo e a correria do dia a dia, além dos avanços tecnológicos. Esta realidade é abordada por HAN no livro a Sociedade do Cansaço, que relaciona o momento atual como a era das doenças neurais. Além da pressão imposta por um sistema de bons resultados e pressa em tudo que fazemos, aumenta o medo de não poder fracassar, uma eterna ambição de eficiência, além de desencadear um estado de tensão, podendo gerar um estresse emocional. O estresse foi primeiramente descrito por Hans Selye (1956) em seu livro “O estresse da Vida” como o conjunto de adaptações do organismo para enfrentar situações que sejam consideradas ameaçadoras a sua vida e equilíbrio interno. Pode ser definido então como o conjunto de reações fisiológicas necessárias para adaptação a novas situações. Ou seja, um acontecimento de um conjunto de alterações no organismo em resposta a um determinado estímulo capaz de colocá-lo sob tensão. O problema se instala quando esse estresse se eleva a um nível excessivo e de difícil controle. Corrobora desse pensamento Everly6 apud Lipp (2001, p.2), onde cita que “o estresse pode ser definido como um estado de tensão que causa uma ruptura no equilíbrio interno do organismo, ou seja, um estado de tensão patogênico do organismo. O desequilíbrio ocorre quando a pessoa necessita responder a alguma demanda que ultrapassa sua capacidade adaptativa”.   Assim nos defrontamos com o estresse em nossas vidas, que apesar de ser tão antigo quanto o homem, somente em 1992 foi catalogado como mal do século, sendo enquadrado como uma doença associada a alterações orgânicas, debilitando o binômio mente-corpo, sendo um dos principais motivos de consulta médica e queda de produtividade no trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2011), o estresse atinge 90% da população mundial. Só no Brasil, 70% da população sofrem com esse mal, sendo que 30% chegam a ter níveis elevados de estresse, conforme dados Saúde em 2020, as cinco doenças mais comuns serão relacionadas ao estresse ( ABC SPAS Associação Brasileira de Clinicas e SPAS, 2011). Através da Classificação Internacional de Doenças, CID 10 F 43 (2013), que visa a padronização e codificação das doenças e outros problemas relacionados à saúde na Organização Mundial de Saúde (OMS) pauta algumas reações e transtornos causados pelo estresse, tais como: reação aguda ao estresse, estado de estresse pós-traumático e reação ao estresse grave e transtorno de adaptação. Além de ser considerada uma doença, o estresse também pode causar muitas outras doenças pelo conjunto dos sintomas físicos e emocionais, podendo levar a patologias diversas, como dores de cabeça, alergias e problemas de pele, dores musculares, transtornos de pânico, problemas gastrointestinais e cardíacos, insônia e até a depressão e doenças psicossomáticas. Apesar da impossibilidade de eliminar completamente todos os tipos de estresse, pois é um mecanismo de defesa e útil para o organismo, é necessário aprender a lidar com ela adequadamente, para alcançar o equilíbrio, utilizando técnicas de manejo, possibilitando assim   2 evitar seus efeitos negativos. Segundo Magna Rosane Cruz (2016), a melhor maneira de evitar o estresse em qualquer ambiente é conhecendo a si próprio, aprender a reconhecer seus limites e a 'ouvir' seu corpo. A partir disso, passará a entender melhor o que lhe estressa e o que fortalece. Corrobora com este pensamento a psicóloga Fátima Bitencourt que expôs um mundo onde tudo é resultado, onde os valores cederam espaço às aparências, onde o ser foi substituído pelo ter, acontece o estresse. Hoje em dia, as pessoas vivem correndo atrás, mas muitas vezes não sabem nem o que estão buscando.   Diante disso, vivemos o tempo da falta de tempo e temos o fato de que a maioria das  pessoas dispõe de poucos momentos para se dedicarem a si mesmas, já que a lógica atual nos leva a não darmos importância às nossas reais necessidades. Cabem aqui as palavras de Nietzsch e: “ Por falta de repouso nossa civilização caminha para uma nova barbárie . Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertence às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade fortalecer em grande medida o elemento contemplativo. (NIETZSCHE, F. Humano, demasiado humano/ HAN, Sociedade do cansaço.) De acordo com isso as sociedades em massa estão sobrevivendo e não vivendo. Vivem a incessante busca que está por trás do sistema enquadrado durante o passar dos anos, onde essa vida acelerada vem causando um grande estresse emocional, levando a doenças físicas e mentais na atualidade, como também a perda dos sentidos sensoriais. Essas desconexões também são expressas através da arquitetura, a exemplo das paredes que apresentam cores impessoais e frias, geralmente brancas, moveis tubulares em aço, que mais se assemelha com Hospitais, a distância com o sentimentalismo, o afastamento com os aspectos não-visuais como a expressividade/ manifestação do calor, do som, dos aromas e odores além da objetividade ao tratar da casa, são marcas da frieza do Modernismo que propagavam a ideia da casa como máquina de morar ( Schimid 2005) Essa ideia é reforçada por Pallasma, no livro Olhos da pele, onde expressa a falta de humanismo na cidade, onde a arquitetura contemporânea pode ser entendida como consequência da negligencia com o corpo e os sentidos e um desequilíbrio do nosso  sistema sensorial. O aumento da alienação, do isolamento e da solidão no mundo tecnológico de hoje, por exemplo, pode estar relacionado a certa patologia dos sentidos . Onde o homem atual vem enfrentando uma série de dificuldades resultantes de sua manipulação indevida de seu meio natural. A predominância do sentido visual induzida, entre outros fatores, pelo grande bombardeio da mídia moderna, a poluição crescente e o alto nível de ruídos e odores acabam por reduzir consideravelmente a sensibilidade dos órgãos sensoriais do ser humano. Diante deste contexto, percebe-se que há uma grande preocupação das pessoas em incluir qualidade de vida em sua rotina diária, elas  têm despertado o interesse pelo reencontro consigo mesmas e com natureza e isso pode ocorrer através das terapias   3  alternativas como forma de a lidar com essa realidade e uma maneira de aproximar de si. Uma alternativa para minimizar esse problema, é a criação de espaços que visa o relaxamento para aqueles que desejam restaurar o seu bem-estar e saúde. Nesses espaços são possíveis encontrar diversas atividades de estimulação no âmbito físico ou mental.  (JUSTIFICATIVA) Diante da problemática apresentada, esse trabalho é de grande importância para as pessoas que buscam bem-estar, saúde e uma qualidade de vida mais eleva. Com base nisso a construção deste ambiente/ espaço busca o nascimento de um universo distinto, não necessariamente em contraposição ao “universo exterior”, mas em busca de um equilíbrio e uma quietude geralmente desconsiderados nos ambientes que habitamos cotidianamente. Um espaço com intuído na desaceleração do indivíduo, tratando o corpo como organismo interligado  –   e, portanto, não pode ser subdividido em partes independentes . Trazendo para a consciência que o equilíbrio e a saúde do corpo estão diretamente ligados ao ambiente em que vivemos . De acordo com médico e filósofo grego Hipócrates. Onde com as Terapias Alternativas / Complementares, é possível tratar os indivíduos na causa primeira de seus males (SCHEFFER, 2011), e não apenas tratar os sintomas, buscando tratar o físico, mental, emocional e espiritual. Através de uma arquitetura sensorial, no qual representa o encontro da ciência e consciência, trazendo assim uma nova perspectiva multissensorial, ou seja, ela irá buscar a integração do homem com o meio em que está inserido de forma que ele se sinta parte daquele ambiente. Irá buscar também a sua integridade com o todo: a natureza, ciência, tecnologia, espiritualidade, ou seja, tudo que existe no universo. O objetivo nesse trabalho é uma proposta de um espaço adequado às terapias realizadas e que essa arquitetura possa potencializar este reconectar com você mesmo,   onde nesse ambiente seja possível o homem recarregar suas energias e restaurar a sua saúde para que ele possa ter cada vez mais qualidade de vida por meio da arquitetura sensorial. Além desses objetivos, é desejado também o uso de um paisagismo integrado com a construção, transmitindo conforto, sensação de bem-estar e um reencontro com a natureza. INTRODUÇÃO A procura por espaços como esse em que é possível relaxar e entrar em contato com a natureza torna-se mais comum, principalmente quando os mesmos se encontram dentro da malha urbana, tornando-se um refúgio para os usuários. Já que os mesmos não dispõem muito tempo para cuidar de “suas saúdes”. Estes ambientes podem ser denominados de restauradores, sendo um local em que seja possível estimular a atenção direcionada (capacidade de concentrar-se em uma única atividade). Para um ambiente ser considerado restaurador, segundo Kaplan e Kaplan (1989) no ele deve conter quatro características principais:   4  1-    Escape: referindo-se tanto à distância física, quanto à conceitual, sendo o fato tanto de se dirigir fisicamente a locais diferentes daqueles visitados no dia a dia, quanto ao escape cognitivo, que pode se dar sem o distanciamento físico (por exemplo, olhar uma fotografia e imaginar-se naquele local). 2-    Escopo: o ambiente deve ter bastante escopo para engajar a mente e poder ser considerado restaurador. Não se refere necessariamente a extensão física, mas envolve o senso de pertencimento ou a sensação de estar em contato ou se dar conta do mundo ao redor. 3-    Fascinação: estímulo que desperta atenção involuntária ou que não requer muito esforço por parte do percebedor, no ato de captar e utilizar a informação. Refere-se ao processo de se sentir ligado ao lugar, no sentido de saber o que fazer ali e manter expectativas concretas a esse respeito. 4-   Compatibilidade: enfatiza o nível de congruência ou incongruência existente em relação ao que a pessoa deseja realizar naquele ambiente. Em meio a tantos problemas e contratempos enfrentados no dia a dia, ambientes que dispõem essas características são cada vez mais necessários,  para ser um “templo” em meio a cidade em que as pessoas possam fugir do ritmo acelerado que a maioria da  população se encontra. A busca pelas terapias alternativas tem crescido muito ao longo do tempo por se tratar de métodos que levam em consideração o indivíduo de forma global no qual a função é ajudar as pessoas em seu processo natural de desenvolvimento como ser humano,  possibilitando a descoberta, a cura e a reintegração com todo (mente, corpo e alma) que nos compõe. Ela auxilia no autoconhecimento, como também nos processos internos para reformulação e aprimoramento como indivíduo.  Nessa linha, podem-se citar algumas dessas terapias e seus benefícios: YOGA ACUNPUTURA REIKE THETAHEALING AROMOTERAPIA E FITOTERAPIA MASSOTERAPIA MEDITAÇÃO A criação de um espaço de relaxamento e saúde alternativa, através de atividades como terapias individuais (acupuntura, reike, thetahealing) espaço para yoga e meditação, e outras atividades relacionadas, somado aos sentimentos transmitidos através da arquitetura, vegetação, água, iluminação, contribui para o bem-estar físico-mental-social dos frequentadores. Essas terapias apresentadas estão dispostas em uma Arquitetura Sensorial, que tem por definição a arte de projetar para todos os sentidos, segundo a arquiteta Juliana Duarte   5   Neves (2017), valida desse pensamento Pallasmaa (2011, pg.11) que afirma que uma edificação além de cumprir suas funções de usos, deve intensificar a vida de seus usuários, estimulando seus sentidos. Portanto através da obra a arquitetura é capaz de explorar a sensação de realidade e identidade pessoal, reforçando-a por meio da integração entre espaços vivenciados, pessoas e suas experiências de mundo, uma vez que a arquitetura significativa faz com que nos sintamos como seres corpóreos e espiritualizados. Ainda neste livro ele constrói uma narrativa sobre a importância dos cinco sentidos para  percepção da arquitetura, uma vez que os sentidos são a ligação entre o corpo humano e o meio exterior. E pode-se observar que a arquitetura contemporânea é concebida tão somente no sentido da visão, sendo excluído os outros sentidos pela cultura da sociedade ocidental moderna, que como afirma este autor, a visão era considerada desde a antiguidade como o principal sentido humano, garantindo assim sua hegemonia histórica (PALLASMAA,2009). Esquecendo assim das qualidades sensoriais e das artes que a arquitetura poderia englobar. Entretendo para Nietzsche aprender a ver significa “habituar o olho ao descanso, à paciência, ao deixar-aproximar-se-de- si”, isto é capacitar o olho a uma a uma atenção profunda e contemplativa, a um olhar demorado e lento. Exemplo dessa arquitetura sensorial, se encontra no Arquiteto Steve Holl, nascido em 1947 em Bremerton nos EUA, graduou-se arquiteto na Universidade de Washington em 1971. Segundo ele a arquitetura que valoriza a vida deve atender a todos os sentidos simultaneamente e fundir a nossa autoimagem com a nossa experiência de mundo, tendo como tarefa mental fundamental a acomodação e a integração, articulando as experiências de estar no mundo e aumentando nosso senso de realidade e de si mesmo .  (C itado na Dissertação de Mestrado CARLOS ALBERTO CENCI JUNIOR para a Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp.) Em suas obras conseguimos enxergar que este arquiteto está mais preocupado em  produzir experiências e sensações do que responder ao programa ou a questões técnicas. Figura 1: MUSEUM NATURAL HISTORY (LOS ANGELES) Figura 1: School of Art, UofI, por Steven Holl   Fonte: Steven Holl Architects, 2002 Fonte: Steven Holl Architects, 2017 Existem livros de arquitetura que, ao tratar o espaço, tocam os diversos contextos do Conforto, mas no contexto ambiental, restringem-se ao espaço visível. (...) normas técnicas em conforto na edificação, (...) limitam -se ao contexto ambiental e não consideram o nível de transcendência. Dizem respeito a aspectos de um abrigo para o corpo. Entretanto o ambiente construído é um anteparo existencial, um abrigo também  para a alma, de acordo com Aloisio Leoni Schimid no livro a A ideia do conforto.
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