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A Aula da Vontade

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Aula do filósofo Olavo de Carvalho.
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  Malitia www.seminariodeflosofa.org    Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, arquivada outransmitida de nenhuma forma ou por nenhum meio, sem a permissão expressa do autor. 1  A Aula daVontade 1 OLAVO DE CARVALHO Pretendemos fazer um resumo de tudo que foi visto até agora em  virtude das notas abaixo   do esperado Por que um a!uno inte!igente pode fa! ar# Por que $ mau aproveitamento nos estudos# A edu%a&'o moderna est$ %entrada no professor e n'o no a!uno( os!ivros de pedagogia s'o   dirigidos aos professores O !ivro de Hugo de )'o Vitor( que é um !ivro de pedagogia es%rito no   sé%u!o *++( e é dirigido aoestudante( %onstitui uma ex%e&'o O prob!ema pedag,gi%o é   inteiramente%o!o%ado na m'o do professor %omo se ta! prob!ema fosse de suaresponsabi!idade   Porém( na medida em que entendemos que oaprendizado exige esfor&o de quem aprende(   pressup-e uma mudan&a emsua persona!idade e que o %ompromete por inteiro( podemos   %ompreenderque a parte ativa no pro%esso de aprendizagem é do a!uno e n'o doprofessor(   mesmo porque este n'o se transforma ao ensinar( nem se%ompromete Ao ensinar( e!e est$   repetindo o que .$ %on e%e O aprendizado n'o existe sem uma transforma&'o do a!uno A auto/transforma&'o p!ane.ada e de!iberada é( ao mesmo tempo( o tra&o umano mais importante e mais   dif0%i! de empreender O omem é o1ni%o anima! que pode estabe!e%er uma meta %om re!a&'o   ao que querser( ainda que esta meta n'o ! e se.a muito %!ara( %u.os %omponentes! e s'o   %on e%idos de maneira esquem$ti%a e !ong0nqua( e agir%oerentemente em dire&'o a e!a 2 um   mi!agre da inte!ig3n%ia que seexp!i%a da mesma maneira que n,s podemos fazer %$!%u!osa!gébri%os / %$!%u!os %om va!ores des%on e%idos 4uando se substituios va!ores por !etras(   mantém/se somente a esquem$ti%a do %$!%u!o / a$!gebra é s, forma do %$!%u!o( sem %onte1do   5a %onduta da vida(muitas vezes( temos que nos orientar por p!anos e metas %on%ebidos s,por   sua forma Raros a!unos d'o/se %onta de que o aprender é exatamente isso6 %omo é que 7%aremos quando aprendermos a!go que n'o sabemos ainda# Ora( se n'o sabemos( %omo é que poder0amos   nos en%amin ar em dire&'o a  Sapientiam Autem Non Vincit Malitia    Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida, arquivada outransmitida de nenhuma forma ou por nenhum meio, sem a permissão expressa do autor. 1 isto# Como aqui!o que n'o %on e%emos ainda pode nos servir deorienta&'o# 2 uma posi&'o do esp0rito umano extremamente in%8moda(e é .ustamente esta   posi&'o que se denomina aprenderO aprender é a!go que( a rigor( seria imposs0ve! se o omem n'otivesse %apa%idade de   operar %om grandezas des%on e%idas e de orientarsomente por forma entrevistas( sem ter idéia 9 Esse texto é trans%ri&'o da au!a 9:/A do %urso de Astro%ara%tero!ogia( ministrada em 9; de .u! o de 9<<= e   trans%rita por >osé Car!os ?erreira O t0tu!o foi dado por a!unos de O!avo de Carva! o( que desde ent'o se   referem a esse texto %omo a Au!a da Vontade )em revis'o do professor  capacidade de você compreender a unidade sob a diversidade do real e, ao mesmo pre%isa de para onde vai Cada um de n,s( ao aprender( est$ na posi&'ode Crist,v'o Co!ombo   que supun a que em a!gum !ugar na dire&'o queseguisse deveria ter a!guma %oisa E é na dire&'o   desta %oisa que e!e foi2 %erto que e!e n'o sabia o que exatamente estava pro%urando( mas e!eestava %onvi%to de que a!go aviaEste é o primeiro e!emento do aprendizado6 %on%ebermos que existe a!go( que possa existir um tra&o de persona!idade que n,s( %on%ebendo/o direito( dese.amos in%orporar)e o su.eito n'o tem esta meta( este esquema( n'o vai aprender de  .eito nen um( por mais inte!igente que se.a 2 um engano terr0ve! a% ar que o aprendizado é um ato s, da inte!ig3n%ia +nte!ig3n%ia é adistinguir a diversidade dentro da unidade A inte!ig3n%ia reve!a/se no atoda %ompreens'o   4uando exibido um programa( o indiv0duo o entendeE!e é %apaz de %aptar formas e esquemas(   por tr$s da rea!idade@ é %apazde estabe!e%er %onex-es !,gi%as e ana!,gi%as / isso que é inte!ig3n%iaPorém o indiv0duo pode ser perfeitamente inte!igente e s, ser %apaz de%o!o%ar essa fa%u!dade em   a&'o quando a!gum est0mu!o externo ! e%o!o%a um prob!ema( quando uma situa&'o pr$ti%a o   aperta( en7m(quando é ne%ess$rio O inte!igir ou entender é uma situa&'o simu!tnea( momentnea(que fazemos em um   segundo 4uando a!guém diz a!go( inte!igimosou n'o( entendemos ou n'o O aprender n'o é   isto / o aprender éuma a&'o que se pro!onga no tempo e imp!i%a uma mu!tid'o deatos    vo!unt$rios de inte!ig3n%ia Depende muito mais da vontade doque da inte!ig3n%ia 5'o podemos %onfundir o aprender( o entender ou inte!igir damesma forma que n'o se   pode( no %aso de uma guerra( prever a vit,riade um dos !ados somente pe!o seu poten%ia! de   fogo( pois fazer umaguerra n'o é a mesma %oisa que possuir uma grande quantidade de%an -es(   mas sim %o!o%$/!os em a&'o numa seqB3n%ia tempora! e numa%orreta distribui&'o geogr$7%a  vontade, não sabe o que é decidir e fazer, deliberar e agir segundo o que delibegeral, é levado O a!uno brasi!eiro( no depoimento de todos os professores estrangeiros que !e%ionaram aqui( de quaisquer dis%ip!inas( é um dos mais inte!igentes do mundo  Entende fa%i!mente o que es%uta as no momento seguinte( esque%e/se de tudo Compreende mas n'o retém  A inte!ig3n%ia de!e fun%iona %omo um f,sforo que a%ende e apaga!ogo 5'o é uma   inte!ig3n%ia %apaz de se por em a&'o %ont0nua emet,di%a Por que isso# Porque o que e!e est$ ouvindo n'o tin a importn%ia pessoa! para e!e  O sujeito, ao inteligir, colocou emação a inteligência propriamente dita e o sentimento, porém, nãocolocou a vontade  4uando o   a!uno assim pro%ede( o aprendizado deixade ser a&'o e passa a ser paix'o / foi a!go que ! e   a%onte%eu paix'o éo substantivo que %orresponde ao verbo pade%erPodemos %on%!uir o ra%io%0nio dos professores estrangeiros6 o brasileiro não tem
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