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A conclusão feita pelos estudiosos, de que o Aquecimento Global. é, em grande parte, conseqüência de atividade humana, causou grande

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1 Projeto Ambiental da Unifesp - Eco-Unifesp Introdução A conclusão feita pelos estudiosos, de que o Aquecimento Global é, em grande parte, conseqüência de atividade humana, causou grande impacto
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1 Projeto Ambiental da Unifesp - Eco-Unifesp Introdução A conclusão feita pelos estudiosos, de que o Aquecimento Global é, em grande parte, conseqüência de atividade humana, causou grande impacto na sociedade; isso passou a chamar a atenção de todas as pessoas para as questões ambientais, de um modo que não se via antes. Embora sendo já conhecido como efeito estufa (green house effect), há vários anos, pelos que militam pelas causas ambientais, a atenção dada pela mídia e a gravidade imediata que se impõe, não nos permite mais esperar. A obrigação de soluções se impõe a esta geração. Essa obrigação é tanto maior quanto mais acentuado é o grau de esclarecimento e conhecimento de uma determinada instituição ou grupo social. Nesse sentido, uma Universidade que nasceu centrada na Saúde, que tem uma história e uma vocação urbana, ao mesmo tempo em que tem incursões remotas em áreas indígenas e litorâneas, tem uma especial singularidade na possibilidade de lançar um Projeto Ambiental que seja amplo e condizente com suas características. O campus da Unifesp da Vila Clementino está associado a um projeto de São Paulo denominado Bairro Universitário, que se refere ao entorno da Universidade, no que diz respeito a peculiaridades que fazem desse local um ambiente que envolve a comunidade que reside nessa área e as atividades da Universidade. Esses aspectos iniciais aventados, já vão delineando as intenções do Projeto Ambiental da Unifesp, denominado Eco-Unifesp onde o aspecto central e primeiro desse Projeto diz respeito à Educação Ambiental. 2 Nesse caso, Educação Ambiental é a ferramenta principal que permite, efetivamente, informar e envolver com as causas e práticas ambientais, tanto as pessoas do ambiente interno da Universidade, como as pessoas da comunidade externa. Um segundo aspecto, também importante, corresponde a Práticas Ambientais. Não é raro que, ao se falar em Práticas Ambientais, as pessoas pensem que se trata de propostas utópicas, ou excêntricas, ou mesmo radicais. No entanto, as Práticas Ambientais ao serem propostas pelo Eco-Unifesp são procedimentos que partem naturalmente de conceitos e debates oriundos da Educação Ambiental, e inseridos no que é possível a cada um executar, de tal modo que o mote das Práticas Ambientais a serem descobertas pela Educação Ambiental é: o possível, ao alcance da mão. Isso porque, ambientalmente, aquilo que é possível, e está ao nosso alcance, é muito mais freqüente do que imaginamos. Para isso, temos que mudar um pouco o nosso olhar, além de percebermos que podemos fazer um pouco mais do que fazemos normalmente. Os 3 Rs De modo geral, as boas práticas ambientais, dizem respeito a lidar adequadamente com materiais e energia, porque disso é feito o Universo. Essa adequação pode ser resumida na proposição que costuma ser feita para se gerenciar bem os resíduos sólidos, líquidos e gasosos, que em excesso produzem a poluição do ar, da água e do solo. Essa proposição diz respeito a reduzir, reutilizar, reciclar. Portanto, reduzir, reutilizar, reciclar materiais e energia. 3 Hoje em dia fala-se muito no reciclar. Isso certamente é bom. Há até certo modismo no reciclar, o que é bom por poder significar uma parte da consciência ecológica. No entanto, isso não é suficiente, principalmente se forem enfocados grandes campos, como o que diz respeito ao aquecimento global. Há necessidade de se notar a grande rede que liga os mais diversos eventos, atitudes e acontecimentos, em torno de cada fenômeno ambiental. Eventualmente, se reciclagem significar maior consumo de energia e de material, pode não ser tão bom. Nesse sentido, os 3 Rs precisam estar conectados. O mais importante dos três é o Reduzir, porque não há nenhum consumo de material e de energia, pelo contrário, há economia desses elementos. Por exemplo, só utilizar copos descartáveis se for realmente necessário; só imprimir quando for realmente necessário, pois a informática permite outras opções, etc. Em segundo lugar vem o Reutilizar, que diz respeito à reutilização de materiais, de modo que esse reaproveitamento não implique em reprocessamento tecnológico desse material. Assim ocorre na reutilização de papéis, já usados, para rascunhos; no reaproveitamento de frascos diversos, etc. Só depois que vem o Reciclar, que certamente é também importante, mas que sempre implica em algum consumo de energia e material. Portanto é necessário estabelecer à luz das condições específicas de cada país, reformas das políticas econômicas que provam o planejamento e 4 a utilização eficiente dos recursos para o desenvolvimento sustentável por meio de políticas econômicas e sociais saudáveis. Agenda 21, Capítulo 2 Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento 5 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O HOMEM A Educação Ambiental surgiu como uma nova forma de encarar o papel do ser humano no mundo. A educação ambiental é fundamentalmente uma educação para a resolução de problemas a partir das bases filosóficas do holismo, da sustentabilidade e do aprimoramento. Sua meta é a resolução de problemas de modo global, permanente, de forma a encontrar soluções melhores. A Educação Ambiental também pode ser vista como a preparação das pessoas para sua vida enquanto membros da biosfera; ou a aprendizagem de como gerenciar e melhorar as relações entre a sociedade humana e o ambiente; ou ainda aprender a empregar novas tecnologias, aumentar a produtividade, evitar desastres ambientais, minorar os danos existentes, conhecer e utilizar novas oportunidades e tomar decisões acirradas. Desde o primeiro momento em que os seres humanos começaram a interagir com o mundo ao seu redor e a ensinares seus filhos a fazerem o mesmo, estava havendo educação e educação ambiental. Os povos nativos, por exemplo, desenvolveram uma percepção sofisticada dos sistemas naturais que os rodeiam e um profundo respeito por eles, passando este conhecimento e respeito de geração em geração. A interação entre os homens e o ambiente ultrapassou a questão da simples sobrevivência. A natureza mostrou-se também fonte de alegria, beleza, identidade e status pessoal, de inspiração para a música, arte, religião e significando, enfim, valores internos e perenes pelos quais se quer lutar. Com a urbanização e evolução da civilização humana, a percepção do ambiente mudou drasticamente. A natureza começou a ocupar uma posição de subserviência em relação à humanidade. Passou a ser conhecida para que fosse dominada e explorada. A parte da natureza considerada inútil era estudada basicamente para satisfazer a curiosidade das pessoas a respeito do seu mundo. O estudo do meio ambiente tornou-se, ou um ciência prática de extração de recursos, ou o estudo do mundo natural catálogos e descrições das maravilhas naturais dos dois casos. A natureza era considerada como algo separado e inferior à sociedade humana. A educação formal institucionalizou-se através das escolas. Que se configurando como educação ambiental, passou a figurar em muitos tópicos de 6 programas e em muitas disciplinas, mas firmou suas bases especialmente nas ciências. Todas as razões históricas para a educação ambiental são válidas. As pessoas continuam precisando compreender as funções ambientais básicas, a fim de produzirem, encontrarem água e se adaptarem ao clima. Precisam compreender a ciência e a tecnologia para modelarem e perpetuarem as maiores conquistas do mundo moderno. E precisam gerenciar a saúde do ambiente e protegê-lo contra ataques insensatos. A Educação Ambiental é necessária para o gerenciamento criterioso deste binômio totalmente interdependente: economia/ambiente. Sociedade e natureza, de fato interagem afetando-se mútua e eqüitativamente, porém, ambas vitalmente importantes; crescem ou desaparecem juntas. Os serem humanos não são vítimas nem senhores da natureza, mas guardiões de algo que não deve ser explorado irracionalmente nem permanecer totalmente intocados. Compreender isso é necessário para promover as ações, intenções e organizações sociais que respeitem a viabilidade, estabilidade e produtividade tanto da sociedade humana como dos sistemas naturais nos seus milhares de interações. A Carta de Belgrado de 1975 declara que educação ambiente é: desenvolver o cidadão consciente do ambiente total, preocupado com os problemas associados a esse ambiente e que tenha o conhecimento e as atitudes motivados envolvimento e habilidades para trabalhem individual e coletivamente em busca de soluções para resolver os problemas atuais e prevenir os futuros. Esse objetivo já em si um motivo suficiente para qualquer nação promover educação ambiental. Mas existem outras boas razões, para que um país promova seriamente a educação ambiental; a saber: 1. Aprender, partindo dos exemplos de outros, a evitar seus erros e imitar seu sucesso; 2. Prever e evitar desastres ambientais, especialmente aqueles irreversíveis; 3. Fazer render ao máximo os recursos naturais com que o país foi dotado; administrar esses dons de modo eficiente, produtivo e sustentável; 7 4. Ser capaz de implementar políticas, como reflorestamento, a reciclagem ou o planejamento familiar, que requerem a cooperação de todas as pessoas; 5. Economizar dinheiro, evitando os danos ambientais no lugar de ter de repará-los posteriormente; 6. Desenvolver a opinião pública no sentido de evitar o pânico e o exagero, porém respeitando a verdadeira urgência das questões; 7. Permitir que as pessoas se tornem cidadãos informados e produtivos do mundo moderno; 8. Assegurar um ambiente enriquecedor que dê segurança e alegria às pessoas, ao qual elas se sintam econômica, emocional e espiritual conectadas. O sentimento de obrigação ou de recompensa move os seres humanos para que os deveres sejam cumpridos. Claramente isto é expresso pelo fato de ter sido necessário a criação das Leis. A história dos primeiros séculos do Brasil pode ser analisada à luz do direito romano. O nosso direito é, portanto, um direito denominado de base romanística. Mas isso não diferencia as atitudes de nós, brasileiros, dos demais povos, quando analisamos pura e simplesmente pelo instinto de atitude. Claro que temos diferenças nas tomadas de decisões e dizemos que alguns povos seguem as Leis mais sabiamente que nós, mas isto acontece porque não temos história para praticar isso. Fomos reprimidos durante muito tempo (ditadura militar) e não tivemos oportunidade de expressar nossas vontades. Mas agora que temos oportunidades para realizar grandes feitos, nos sentimos intimidados por nunca ter feito isto antes e nos deixamos vencer pela violência que toma conta do que está ao nosso redor. O surgimento de lendas e de histórias para o esclarecimentos ou explicação de determinados fatos nos leva a entender porque o ser humano tonou-se tão questionável. Na verdade somos seres questionáveis, porém estamos num período da evolução em que precisamos mais e mais de respostas claras. Tornamo-nos tão céticos e tão influenciáveis, que quando nos damos conta do que realmente acontece conosco...simplesmente esquecemos do que nos foi ensinado quando crianças e tomamos como verdade absoluta o que nos é imposto pela sociedade capitalista e mercenária que existe no mundo de hoje.
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