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A Consciência de Classe - Lukacs

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  A consciência de classe Gyorgy Lukács Extraído de  Histoire et Conscience de Classe , Gyorgy Lukács, Les Editions de Minuit,Paris, 1960, traduido do ale! o #or $osta Axelos e %ac&ueline 'ois, ##( 6)*10)(+radu o de -irceu Lindoso ./ o se trata do &ue tal ou &ual #roletário ou !es!o o #roletariado inteiro sere#resente e! dado !o!ento co!o alo( +rata*se do &ue  o #roletariado e do&ue, de con2or!idade co! o seu ser, 3istorica!ente será co!#elido a 2aer( . Marx, A 4agrada 5a!ílian2eli!ente, #ara a teoria e #ara a #raxis do #roletariado, a o7ra #rinci#al deMarx se interro!#e no !o!ento #reciso e! &ue a7orda a deter!ina o dasclasses( Pois o !oi!ento &ue a ela se seguiu se te! li!itado, neste #ontodecisio, a inter#retar e a con2rontar as ocasionais declara8es de Marx eEngels, a ela7orar e a a#licar, ele #r#rio, o !todo( A diis o da sociedadee! classes dee ser de2inida, no es#írito do !arxis!o, #elo lugar &ue elasocu#a! no #rocesso de #rodu o( :ue signi2ica, #ois, a consciência de classe;-esde <á a &uest o se su7diide e! u!a srie= de &uest8es #arciais,estreita!ente ligadas entre si> 1?@ :ue se #ode entender teorica!ente@ #or consciência de classe; B?@:ual a 2un o da consciência de classe assi! #ratica!ente@ co!#reendidana luta de classes; Esta &uest o se relaciona C seguinte> trata*se, a &uest o daconsciência de classe, de u!a &uest o sociolgica .geral. ou essa &uest o te!u! signi2icado #ara o #roletariado &ue as de!ais classes, at 3o<e a#arecidasna 3istria, ignorara!; E 2inal!ente> 2or!a!, a essência e a 2un o daconsciência de classe, u!a unidade ou aí se #ode distinguir grada8es eca!adas; 4e se #ode, &ual , ent o, sua signi2ica o #rática na luta de classedo #roletariado;  E! sua cle7re ex#osi o do !aterialis!o 3istrico,D1 Engels #arte doseguinte #onto> e!7ora consista, a essência da 3istria, e! &ue .nada se #rodu se! desígnio consciente, se! 2i dese<ado., a co!#reens o da 3istria  exige &ue se á !ais longe( -e u! lado, #or&ue .as nu!erosas ontadesindiiduais e! a o na 3istria #rodue!, na !aioria das ees, resultadosinteira!ente di2erentes dos resultados dese<ados, e 2re&Fente!ente o#ostos aesses resultados dese<ados, e &ue, #or conseguinte, os seus móveis,igualmente, não tem mais do que uma importância secundaria para oconjunto do resultado ( Por outro lado, restaria sa7er &ue  forças motrizes seocultam, por seu turno, por trás desses móveis , &uais s o as causas 3istricas&ue, na ca7ea dos 3o!ens atuantes, se trans2or!a! e! tais !eis.( Ase&Fência da ex#osi o de Engels #recisa o #ro7le!a> s o essas 2oras!otries &ue dee! ser de2inidas, isto , as 2oras &ue .#8e! e! !oi!ento #oos inteiros e #or sua e, e! cada #oo, classes inteiras e isso((( atravésde uma ação durável e que resulta em uma grande transformação histórica  (A essência do !arxis!o cientí2ico consiste e! recon3ecer a inde#endênciadas 2oras !otries reais da 3istria co! rela o C consciência #sicolgica@&ue os 3o!ens tê! dela(  /o níel !ais #ri!itio do con3eci!ento, essa inde#endência se ex#ressa,srcinaria!ente, no 2ato de &ue os 3o!ens êe! u!a es#cie de natureanessas 2oras, e &ue nelas, e nas leis &ue as une!, distingue! leis /aturais.eternas.( .A re2lex o so7re as 2or!as da ida 3u!ana., di Marx a #ro#sitodo #ensa!ento 7urguês, .e, #ortanto, sua análise cientí2ica, to!a, e! geral,u! ca!in3o &ue  o o#osto ao da eolu o real( Essa re2lex o co!ea asH7itas, e, #or conseguinte, #elos resultados aca7ados do #rocesso deeolu o( As 2or!as((( <á #ossue! a esta7ilidade das 2or!as naturais da idasocial, antes &ue os 3o!ens #rocure! lear e! conta n o o caráter 3istricodessas 2or!as &ue de #re2erência l3es #arece! <á i!utáeis * !as do seuconteHdo. DB Marx o#8e a esse dog!atis!o * cu<as ex#ress8es 2ora!, de u!lado, a teoria do Estado da 5iloso2ia clássica ale! , e, de outro, a Econo!iade 4!it3 e de Iicardo * u! criticis!o, u!a teoria da teoria, u!a consciênciade classe( 4o7 !uitos as#ectos,  esse criticis!o u!a crítica 3istrica &uedissole, antes de tudo, nas con2igura8es sociais, o caráter 2ixo, natural,su7traído ao deir &ue reela a srce! 3istrica dessas con2igura8es, e &ue,conse&Fente!ente, e so7 todos os #ontos de ista, est o su7!etidas ao deir 3istrico e ta!7! #redestinadas ao declínio 3istrico( A 3istria, #or conseguinte, n o ataca unica!ente o interior   do do!ínio da alidade dessas2or!as o &ue i!#licaria ser a 3istria a#enas a !udana dos conte!dos , dos3o!ens, das situa8es, etc(, segundo  princ pios  sociais eterna!ente álidos@ eta!#ouco essas 2or!as s o o alo a &ue toda a 3istria se #ro#8e, cu<arealia o a7oliria toda a 3istria, ao ter esta cu!#rido sua !iss o( Aocontrário, a 3istria , antes de !ais nada, a história dessas formas , de suatrans2or!a o, en&uanto 2or!as da reuni o dos 3o!ens e! sociedade, 2or!as&ue, a #artir das rela8es econJ!icas o7<etias, do!ina! todas as rela8esdos 3o!ens entre si e, #or conseguinte, ta!7! as rela8es dos 3o!ens co!eles #r#rios, co! a naturea, etc(@(  A&ui, contudo, o #ensa!ento 7urguês de#ara co! u!a 7arreiraintrans#oníel, #osto &ue seu #onto de #artida e seu o7<etio s o se!#re,!es!o de !odo inconsciente, a a#ologia da orde! de coisas existente ou, #elo !enos, a de!onstra o de sua i!uta7ilidade(DK .Portanto, <á 3oue, !asn o 3á !ais, 3istria., di Marx,D re#ortando*se á econo!ia 7urguesa( Eesta a2ir!a o  álida #ara todas as tentatias do #ensa!ento 7urguês #or assen3orear*se, #elo #ensa!ento, do #rocesso 3istrico( A&ui, outrossi!, seencontra u! dos li!ites, co! 2re&Fência assinalado, da 2iloso2ia 3egeliana da3istria(@ -esse !odo,  dado ao #ensa!ento 7urguês er a 3istria co!otare2a, !as co!o tare2a insol!vel  ( Por&ue ou ela dee su#ri!ir co!#leta!enteo #rocesso 3istrico e a#render, nas 2or!as #resentes de organia o, as leiseternas da naturea, as &uais, no #assado * e #or ra8es !isteriosas. e de!aneira inco!#atíel co! os #rincí#ios da ciência racional a#licados C #es&uisa de leis * s se realiara! i!#er2eita!ente ou de !aneira algu!a serealiara! 4ociologia 7urguesa@ ou ele dee eli!inar do #rocesso da 3istriatudo o &ue te! u! sentido, &ue isa a u! 2i!, e ater*se á #ura.indiidualidade. das #ocas 3istricas e de seus agentes 3u!anos ou sociais(Na7endo, assi!, C ciência 3istrica #retender, co! Ianke, &ue cada #oca3istrica .está igual!ente #rxi!a a -eus., isto , atingiu o !es!o grau de #er2ei o, e &ue de noo, e #or ra8es o#ostas n o 3á eolu o 3istrica( /o #ri!eiro caso, desa#arece toda #ossi7ilidade de co!#reender a srce! dascon2igura8es sociais(DO s o7<etos da 3istria a#arece! co!o o7<etos de leisnaturais i!utáeis, eternas( A 3istria se 2ixa e! u! 2or!alis!o &ue carece decondi8es #ara ex#licar as con2igura8es 3istrico*sociais e! sua erdadeiraessência co!o relaç#es inter$humanas ( E essas con2igura8es s o <ogadas 7e! longe desta !ais autêntica 2onte de co!#reens o da 3istria, &ue s o as relaç#es inter$humanas , e delas est o se#aradas #or u!a distQnciaintrans#oníel( / o se co!#reendeu, di Marx, .&ue essas rela8es sociaiss o, do !es!o !odo &ue o tecido, o lin3o, etc(, #roduidas #elos 3o!ens.(D6 /o segundo caso, a 3istria se torna, e! Hlti!a instQncia, o reino irracional de #otências cegas, &ue de tal !odo se encarna! nos .es#íritos dos #oos. ounos .grandes 3o!ens. &ue so!ente #ode! ser descritas de 2eitio #rag!ático en o conce7idas racional!ente( Pode*se a#enas su7!etê*las, co!o se setratasse de u!a es#cie de o7ra de arte, a u!a organia o esttica( u!el3or,  #reciso considerá*las, co!o ocorre na 2iloso2ia da 3istria doskantianos, co!o o !aterial, e! si des#roido de sentido, da realia o de #rincí#ios inte!#orais, su#ra*3istricos e ticos( Marx resole esse dile!a de!onstrando &ue n o 3á erdadeiro dile!a( dile!a si!#les!ente reela &ue o antagonis!o #r#rio C orde! de #rodu oca#italista se re2lete nessas conce#8es o#ostas e exclusias a #ro#sito de u!!es!o o7<eto( Por&ue  exata!ente na #es&uisa das leis .sociolgicas. da3istria, na considera o 2or!alista e racional da 3istria, &ue se ex#ressa, nasociedade 7urguesa, o a7andono dos 3o!ens Cs 2oras #rodutias( %&movimento da sociedade, que é o seu próprio movimento R, di Marx,  .ad&uire, #ara eles, a 2or!a de u! !oi!ento das coisas, ao controle das&uais se su7!ete! ao ins de controlá*las. D)( Marx o#8e a essa conce# o,&ue encontrou sua !ais clara e !ais conse&Fente ex#ress o nas leis #ura!ente naturais e racionais da Econo!ia Política clássica, a crítica3istrica da Econo!ia Política, a dissolu o, nas relaç#es inter$humanas , detodas as o7<etiidade rei2icadas da ida econJ!ica e social(  ca#ital e, co!oele, toda a 2or!a o7<etiada da Econo!ia Política@ .n o , #ara Marx, u!acoisa, !as u!a rela o social entre #essoas, !ediatiada #elas coisas. ( DSEntretanto, conduindo essa .coisidade. das con2igura8es sociais, ini!iga do3o!e!, as rela8es de 3o!e! a 3o!e!, a7ole*se, ao !es!o te!#o, a 2alsai!#ortQncia atri7uída ao #rinci#io de ex#lica o irracional e indiidualista,isto , o outro as#ecto do dile!a( Por&ue ao a7olir*se essa .coisidade .,ini!iga do 3o!e!, co! &ue as con2igura8es sociais e o seu !oi!ento3istrico se dissi!ula!, n o se 2a !ais do &ue condui*la, co!o ao seu2unda!ento, Cs rela8es de 3o!e! a 3o!e!, se! #ara isso e! nada a7olir sua con2or!idade Cs leis e C sua o7<etiidade, inde#endentes da ontade3u!ana, e, e! #articular, da ontade e do #ensa!ento dos 3o!ensindiiduais( Essa o7<etiidade, si!#les!ente,  a o7<etia o de si dasociedade 3u!ana e! u!a deter!inada eta#a de sua eolu o, e estacon2or!idade Cs leis so!ente  álida no &uadro do !eio 3istrico &ue ela #rodu e &ue, #or seu turno, deter!ina( +udo lea a crer &ue, ao su#ri!ir*se este dile!a, se ten3a #riado aconsciência de todo #a#el decisio no #rocesso 3istrico( Nerta!ente osre2lexos conscientes das diersas eta#as do desenoli!ento econJ!ico #er!anece! u! 2ato 3istrico de grande i!#ortQncia( Nerta!ente, o!aterialis!o dialtico, &ue assi! se 2or!ou, e! nada contesta &ue os #r#rios3o!ens cu!#ra! e execute! consciente!ente seus atos 3istricos( Mas ,co!o assinalou Engels nu!a carta a Me3ring,D9 u!a 2alsa consciência(+a!7! a&ui o !todo dialtico n o nos #er!ite ater a u!a si!#lesconstata o da .2alsidade. dessa consciência, C o#osi o 2ixa do erdadeiro edo 2also( -e #re2erência, exige &ue essa .2alsa consciência= se<a estudadaconcreta!ente co!o !o!ento da totalidade 3istrica C &ue #ertence, co!oeta#a do #rocesso 3istrico onde dese!#en3a o seu #a#el( T erdade &ue ta!7! ela, a ciência 3istrica 7urguesa, te! e! !ira estudosconcretos, e acusa o !aterialis!o 3istrico de iolar a unicidade concreta dosaconteci!entos 3istricos(  seu erro reside e! crer encontrar o concreto e!&uest o no indiíduo 3istrico e!#írico &uer se trate de u! 3o!e!, de u!aclasse ou de u! #oo@ e na sua consciência dada e!#irica!ente isto , dada #ela #sicologia indiidual ou #ela #sicologia das !assas@( Mas ela está,exata!ente, !ais longe desse concreto &uando crê 3aer encontrado o &ue 3áde !ais concreto> a sociedade como totalidade concreta , a organia o da #rodu o e! u! deter!inado níel do desenoli!ento social e a diis o e!classes &ue ela o#era na sociedade( -esiando*se de tudo isso, to!a co!o
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