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A correlação entre a ética ambiental a percepção e a gestão de riscos

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  • 1. Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE Programa de Mestrado em Saúde e meio AmbienteDisciplina:Orientadora: Profª Drª Mônica Lopes GonçalvesMestrando: Engº Antonio Fernando de Araújo Navarro PereiraTema: A correlação entre a Ética Ambiental, a Percepção dos Riscos e o Gestão de RiscosI. Introdução: Riscos são todos os insucessos ocorridos em uma determinada fase ouépoca e não de todo esperados. (Navarro 1996) A partir dessa primeira abordagem iremos estabelecer uma correlação entre osmétodos tradicionais de Gestão de Riscos, baseados em pesquisa, coleta de dados,análises, etc., a percepção, pura e simples, baseada nos sentimentos das pessoas, nasua informação anterior, nos seus medos e receios, nos seus comprometimentos, etc.e as questões baseadas na ética ambiental. È importante fazer-se essa apresentação haja vista que se pretendecorrelacionar a eficácia das duas formas de avaliação, e consolidá-las, através dainterpretação de que quando se tratam de riscos, principalmente os ambientais, nãobasta apenas informar as pessoas dos riscos que estão presentes ao redor daspessoas, inerentes ao meio e à atividade ali desenvolvida. Deve-se levar emconsideração também, a sensação de segurança ou de insegurança repassada porelas assim como as questões ético-ambientais envolvidas. As técnicas de Gestão de Riscos têm evoluído gradativamente, com aincorporação de conceitos adotados em programas de Qualidade e em Confiabilidadede Processos, e a adoção das técnicas de avaliação de riscos, empregando-sesoftwares, e, mais recentemente, envolvendo conceitos de "percepção de riscos". Astécnicas de gerenciamento trabalham com números, com evidências, comprognósticos, ao passo que a percepção trabalha com o sentimento das pessoas. As técnicas e conceitos relacionados à gestão ou Gestão de Riscos foramintroduzidos objetivando-se avaliar prematuramente os riscos, por meio da aplicação deconceitos físico-matemáticos. Com a proximidade dos riscos a áreas povoadas, e ainteração entre as populações vizinhas e os empreendimentos, passou-se a valorizarmais a percepção que as pessoas têm efetivamente dos riscos, associada aoempreendimento próximo. Grandes projetos de engenharia sempre alteraram fundamentalmente o meioambiente, como por exemplo: usinas hidrelétricas, portos, túneis, pontes, indústriasquímicas e petroquímicas, mineradoras, etc. Algumas vezes os empreendimentoschegaram primeiro e as populações depois, essas quase sempre motivados pela ofertafarta de empregos e pelas facilidades geradas pelo poder púbico, pela proximidade derodovias, aeroportos e portos. Em outros momentos, os empreendimentos vieramdepois, justamente atrás de facilidades geradas pelos governos e pela disponibilidadede mão-de-obra. Todavia, não só esses grandes empreendimentos alteram comotambém o licenciamento para a construção de casas em encostas de morros, como porexemplo. O que se verifica de comum é que muitos empreendimentos foram 1 / 14
  • 2. implantados sem que a primeira preocupação fosse com as pessoas ou com o meioambiente. Muitos viraram notícias de jornais, através dos acidentes ambientais queocasionaram ou dos problemas gerados pela sua atividade. Mais recentemente, umaindústria de papel em Minas Gerais teve rompida uma barreira de uma lagoa derejeitos, com grandes danos ecológicos, comprometendo seriamente o abastecimentode água de cidades, até mesmo do Rio de Janeiro. O mais inusitado é que os atuaisdonos informavam que adquiriram a indústria e que as bacias já existiam, como se aoadquirir uma empresa não fossem responsáveis por seus passivos ambientais. Pelizzoli, em seu livro Correntes da Ética Ambiental, comenta: “falar emambiente é falar em pessoas e suas relações, ou seja, falar em ética, o que por sua veznão é apenas falar em normas morais e comportamentos, mas em formas deconhecimento (que são sempre relações), visões de mundo, daí a cosmologia, aontologia e a antropologia envolvidas, a saber, visões de sentido do mundo/universo,do ser/essência e do humano / ético (Pelizzoli, 2003)”. O mesmo autor, citado no parágrafo anterior, quando aborda as perspectivasgerais de uma ótica holística, assim o faz: O ponto de partida comum é a crítica aomodelo civilizatório baseado na noção de progresso material e desenvolvimentoeconômico nos moldes da modernidade científica e industrial, e o que ocorre com o serhumano e com os seres naturais em termos de desequilíbrio e perda deharmonia/interligação com aspectos fundamentais da vida (Pelizzoli, 2003). Mais uma vez entra em choque as ações dos seres humanos baseados em suabusca incessante pela modernidade a qualquer custo e os gravames abandonados noscolos dos indivíduos que co-habitam os mesmos espaços. Mais uma vez cabe areflexão sobre o futuro ou o amanhã. Projetos de hoje têm que levar em consideração oamanhã, como não muito distante. O planejamento e a administração hoje não podem mais suprimir a baseambiental e o modus civilizatório, assim como não poderão mais prescindir de umaética de futuro. Não é mais possível, como enfatizou José Lutzenberger, vivermoscomo se fôssemos à última geração. As éticas anteriores não contemplaram adinâmica de mutação e a exclusão inerente à sociedade tecnoindustrial. Tem seusparâmetros inócuos e, muitas vezes, trazem em seu bojo as disposições profundas dosriscos da razão instrumental e egológica hegemônica. São por vezes éticasindividualizadas e que não conseguem pensar os sujeitos e os objetos não-humanos,ou pensar em longo prazo, ou ainda pensar a globalização econômica como ela seimpõe hoje. (Pelizzoli, 2003) O que se observa é que as questões relacionadas à preservação do meioambiente ou a adoção de mecanismos seguros de prevenção de riscos são ou forampassados para trás em detrimento da pressa em se iniciar as atividades ou a questõesfinanceiras, principalmente de obtenção de financiamentos de bancos públicos a jurosfortemente subsidiados. Muitos problemas causados pelas indústrias foram encerradossem qualquer solução porque era melhor ter como vizinha uma indústria poluente, quegerava mão-de-obra para a família toda, do que um ambiente limpo e com as pessoasdesempregadas, ou tendo que se deslocar dezenas de quilômetros atrás de umaoportunidade de emprego. De outra feita, era muito melhor ter um grandeempreendimento próximo à sua residência, proporcionando mais segurança e melhorinfraestrutura urbana do que tê-la por longe. Diz-se na gíria: ruim com ela pior sem ela. A primeira questão que sobressai é a da importância da percepção das pessoasfrente a riscos, algumas vezes não palpáveis ou percebíveis frente o emprego de 2 / 14
  • 3. técnicas de avaliação baseadas em estatísticas, confiabilidade, estudos de situaçõesassemelhadas, pesquisas baseadas em bancos de dados, tudo com o objetivo dedefinir-se medidas preventivas e/ou mitigadoras. Algumas vezes, como dito noparágrafo anterior, a percepção era fruto de uma conivência entre uma população àmercê das incertezas da vida ou de uma população sem muitas opções. As pessoassabiam que aquilo não era bom para elas mas aceitavam o fato pacificamente. Nessescasos, apresentar elementos convincentes, mesmo baseados em formulaçõesmatemáticas de que o risco não era bom era a sentença de morte do gestor do risco.II. Objetivos: O Objetivo principal foi o de avaliar-se, dentro de condições normais, a eficáciade alguns métodos empregados no processo de Gestão de Riscos, notadamentenaqueles relativos a Meio Ambiente e à sua degradação. Sabe-se hoje que em muitas circunstâncias o que mais vale é as pessoas sesentirem seguras frente aos riscos que as envolvem do que o seu convencimento poroutro caminho que não o de sua própria percepção. A escolha dos riscos aos quais sedeve dar atenção não é simplesmente o reflexo de preocupações com a proteção dasaúde, da segurança e do ambiente. A escolha reflete também outros aspectos, comoas crenças das sociedades acerca dos valores, instituições sociais, natureza, justiça emoral - sendo estes determinantes na superestimação ou subestimação dedeterminados riscos (Douglas & Wildavsky, 1982). Um ponto que cabe ser destacado é a importância que os sujeitos dão aosriscos, e aos seus reflexos quanto a questões ambientais. Quase sempre asprioridades das pessoas não obedecem à mesma cronologia da prioridade dasempresas, mormente se aquelas estiverem diretamente envolvidas com os resultadosdas implantações dos empreendimentos. Ou seja, se as pessoas percebem que podemvir a se beneficiar com a implantação dos empreendimentos, costumam relegar a umplano inferior suas preocupações com outros aspectos que não o de sua contrataçãoou de seus familiares. Assim, não adianta querer envolvê-los em questões maistécnicas demonstrando por A mais B que poder-se-á ter problemas se suapreocupação naquele momento é apenas a empregabilidade. O enfoque das técnicas de avaliação sempre foi o de avaliar-se projetos eprocessos com vistas à identificação dos riscos, para o seu tratamento, posteriormente.Mais recentemente passou-se a incluir nesse rol de técnicas a avaliação do consumidorquanto à sua percepção de risco. Um aspecto, importante, é o de se avaliar o que podeocorrer de errado em um projeto, sistema ou equipamento, que venha a causar perdas.Outro aspecto é a da avaliação sob a ótica dos consumidores ou dos usuários.Especificamente na avaliação de impactos ambientais espera-se que os moradores dacircunvizinhança do empreendimento também possam opinar sobre as questões quedizem respeito à contaminação ambiental, antes mesmo de virem a se afetados poressa. Um exemplo clássico da percepção de riscos, digamos assim, intuitivo, é o deum martelo. Isoladamente essa ferramenta não apresenta qualquer tipo de risco e nemé motivo de preocupações, como por exemplo, o martelo em uma caixa deferramentas, ou sobre uma bancada de trabalho. Todavia, na mão de uma criançapode vir a representar um risco para sua própria vida. Uma mãe, ao ver seu filho commenos de dois anos andar pela casa com um martelo na mão tem a reação imediata detirá-lo do filho, por ter razões de sobra para perceber que pode ocorrer algo de ruim. Omesmo pensamento pode não ocorrer com um pai. Que pode até querer entregar um 3 / 14
  • 4. prego para que o filho possa pregá-lo sobre uma tábua. Se forem tios ou avós,certamente acharão graça da criança andar pela casa com o martelo, ao invés deandar com um brinquedo. A percepção dos riscos pode variar de acordo com o momento econômico peloqual as pessoas estão passando, com o nível de cultura, com o nível de informações,com os interesses envolvidos, com aspectos familiares, etc.. Se há necessidade de seconstruir um depósito de lixo em determinada localidade, e se houver tratamentoadequado, esse projeto poderá ser uma fonte de emprego para famílias dedesempregados, ou uma fonte de riscos para famílias estruturadas financeiramenteque não dependam da existência desse para sua subsistência. Outro fato interessanteé o que diz respeito à estrutura de família. Um rapaz solteiro que viva sozinho poderáter uma reação frente os riscos bem diferente do que se for casado, e mais diferenteainda se tiver filhos pequenos. O mesmo ocorre com famílias com filhos pequenos. Apreocupação das mães, principalmente, torna-se maior quando esses são pequenos.III. Metodologia: O Gestão de Riscos (Risk Management) pode ser entendido como um conjuntode técnicas de abordagem, com vistas à análise qualitativa e quantitativa dos eventos,por meio das quais busca-se identificar, avaliar e tratar os riscos que sejamemergenciais e/ou latentes, capazes de provocar perdas financeiras, pessoais,patrimoniais e de responsabilidades civis. As técnicas de Gestão de Riscos, quandobem empregadas transformam-se em um elemento de antecipação ou de previsão deum cenário de perdas futuras. (Navarro 1996) Através do Gestão de Riscos consegue-se estudar procedimentos quepromovem a redução do número de ocorrências ou a redução da extensão das perdas,fatores esses importantíssimos para a mensuração das taxas de riscos. (Navarro 1996) O processo, ou o conjunto de tecnologias empregadas no Gestão de Riscospossibilita o surgimento de meios que atenuam as perdas ameaçadoras dospatrimônios das empresas, reduzindo suas severidades ou gravidades, através daeliminação dos riscos ou do controle dos eventos e de suas conseqüências. De umacerta forma, ao se controlar as perdas e por conseguinte, reduzir a parte dos custosvariáveis, estar-se-á aumentando o nível de Produtividade da empresa. Todavia, sob oenfoque do consumidor ou da população sob risco, o conceito passa a estar voltadopara a sensação de segurança. Um aspecto importante é saber-se o quão a empresaencontra-se segura. Outro aspecto é saber-se o quão a população vizinha entendeestar segura. Se a população não se achar segura o empreendimento deve passar aimagem de empresa segura, empregando, para tal, técnicas específicas de abordagemque a convençam do contrário. (Navarro 1996) Nessa apresentação vê-se que a utilização das técnicas de Gestão de Riscosestá mais voltada para a empresa em si e os seus riscos. Quando se volta o foco dasatenções para os "terceiros", vislumbra-se a questão da responsabilidade civil daíadvinda. Também deve ser ressaltado que o uso de técnicas de gestão de riscos dá-semais na fase do estabelecimento das premissas básicas de projeto, do que naimplantação do empreendimento. Trata-se de uma fase com pouca reverberação deopiniões, ou seja, a portas fechadas, quando se avaliam os prós e os contras. A Gerência de Riscos surgiu como técnica nos Estados Unidos, no ano de1963, com a publicação do livro Risk Management in the Business Enterprise, deRobert Mehr e Bob Hedges. Seguramente uma das fontes de consulta ou de 4 / 14
  • 5. inspiração dos autores foi um trabalho de Henry Fayol, divulgado na França em 1916.A origem da Gerência de Riscos é a mesma da Administração de Empresas, a qual,por sua vez, conduziu aos processos de Qualidade e de Produtividade. (Navarro1996) Os conceitos de riscos são muito amplos. Risco não é somente aquilo que estápara acontecer ou aquilo que se tem receio de que aconteça em um determinadomomento: (Navarro 1996)· Hoje teremos o risco de um temporal; Levem os seus casacos; Não cheguem tarde da noite;· Há risco de vocês serem assaltados, portanto, não cheguem tarde; Não andem por ruas escuras;· Se vocês não estudarem correrão o risco de não tirarem boas notas;· Não empreste dinheiro para seu amigo porque ele está desempregado, há risco de você perder o amigo ao cobrá-lo;· Não tente consertar o chuveiro para não ter o risco de levar um choque. Para cada exemplo citado a palavra “risco” tem um significado diferente. Nãochegar junto com o temporal apresenta o inconveniente, e não o "risco" da pessoamolhar-se. No caso do assalto efetivamente há um risco de perda monetária ou dedanos à própria vida ou à saúde. Nas provas a pessoa pode ser reprovada. O únicorisco, que não é aquele objeto da análise é o da perda financeira de ter que repetir oano letivo ou ter o dissabor do constrangimento pessoal. Finalmente, no caso dochuveiro, o risco envolve a vida da própria pessoa. Se essa estiver sobre um pisomolhado poderá sofrer um choque mortal. (Navarro 1996) A palavra Risco dá margem a uma série de interpretações. Contudo, estásempre associada, em qualquer caso, a: um insucesso, um perigo, uma perda ou umdano. Riscos são todos os insucessos ocorridos em uma determinada fase ouépoca e não de todo esperados. (Navarro 1996) Dentro do enfoque escolhido por nós, de correlacionar os processos deavaliação metodológica com a avaliação empírica, torna-se importante apresentaralgumas considerações sobre o que vem a ser um risco, como ele se materializa ecomo pode ser avaliado, através de processos metodológicos. Riscos são todos os fatos, situações, bens ou atividades sujeitas a perdas oudanos. Para fins de estudos podem ser classificados em:· voluntários;· acidentais;· aleatórios. Riscos voluntários são todos aqueles em que há um ato voluntário presente,ato esse que induz à participação humana no evento. A empresa que não faz umaavaliação correta do lançamento de seus efluentes está consciente que de essespodem atingir o meio ambiente. Pode também estar consciente de que estaráconstruindo um passivo ambiental. A indústria que adquire equipamentos sem fazeruma avaliação criteriosa de seu funcionamento corre o risco de vir a provocar danos aomeio ambiente e mesmo não ter a produtividade esperada. A criança que acende umafogueira está praticando um risco voluntário, porque ela assim o quer, ou seja, deseja 5 / 14
  • 6. acender o fogo. Pode estar praticando o ato de forma consciente ou não. Muitas vezesa voluntariedade pode estar vinculada a algum propósito, como o da economia, apostergação dos problemas ou aproveitar-se de determinada situação momentânea,etc. O risco voluntário enquadra-se na categoria de riscos puros. (Navarro 1996) Riscos acidentais são os riscos ocorridos sem que tenha havido contribuiçãovoluntária para tal. O desabamento de um prédio, o alagamento de um pátio deestocagem são riscos acidentais. Os riscos a que estão sujeitos os construtores sãotambém riscos acidentais. Não se deve confundir a acidentalidade dos riscos com avoluntariedade. O princípio básico é que neste caso em questão tanto o desabamento,quanto o alagamento não se deveram porque o projeto foi mal executado ou o pátio deestocagem não teve limpas as suas galerias de esgoto e de águas pluviais. Para quenão haja conflito de interpretação os riscos acidentais podem ser enquadrados dentrodas características daqueles decorrentes das atividades normais de uma empresa,gerados acidentalmente. Da mesma forma como nos riscos voluntários, os riscosacidentais também são riscos puros. (Navarro 1996) Uma questão importante é relativa ao enquadramento dos riscos na natureza.Os riscos causados por uma enchente ou um alagamento podem estar relacionados aum risco acidental ou a um risco voluntário. Uma indústria que assenta seuempreendimento na foz de um rio, por ser mais vantajoso para ela, poderá estarcausando um sério risco à população da cidade em um momento subseqüente.Contínuos assoreamentos dos rios e o estreitamento da foz provocado pelaimplantação da indústria poderão ser causadores de transbordamento de rios. Nestecaso, o risco é voluntário para a indústria. Riscos aleatórios são aqueles eventos ocorridos sem a participação humana,tais como: terremotos, tremores de terra naturais, vendavais, furacões, enchentes,inundações. São os eventos de causa externa, ou seja, não dependem de nenhumainfluência do empreendimento para que ocorram. Os riscos aleatórios também sãoconhecidos como riscos da natureza. A aleatoriedade dos riscos indica que nãopodem ser previstos. Podem ocorrer a qualquer momento. (Navarro 1996) Para ser capaz de gerar danos um risco materializa-se em função de uminfindável número de situações. No projeto de se lançar uma sonda espacial para forado sistema solar a fim de se estudar outros corpos celestes, deve-se aguardar, paraque o empreendimento venha a ter sucesso, que o veículo lançador e a nave espacialnão venham a falhar, deve-se aguardar o alinhamento dos planetas, o que só vem aocorrer a intervalos de tempo definidos, para que se aproveite ao máximo as forças deatração dos astros para aumento da velocidade da espaçonave, e mesmo assim nãose tem total certeza do sucesso da missão. É o que se chama de imponderável. OGestão de Riscos avalia o imponderável. Chega-se a determinar, por intermédio detécnicas de avaliação de riscos, qual a probabilidade de se ter sucesso noempreendimento, e qual a probabilidade de se ter um fracasso. Para modelos deanálise mais simples, consegue-se descobrir os prováveis fatores causadores doinsucesso. Assim, elaboram-se previsões com elevado percentual de acertos. Algumastécnicas de Estudos de Confiabilidade de Processos apresentam resultados bempróximos de 100% de acerto. (Navarro 1
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