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A CRISE DA AUTORIDADE E A EDUCAÇÃO: UMA PERSPECTIVA ARENDTIANA

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1 A CRISE DA AUTORIDADE E A EDUCAÇÃO: UMA PERSPECTIVA ARENDTIANA Aluna: Marina Passos Ribeiro da Silva Orientador: Marcelo Andrade (PUC-Rio) Coorientadora: Pâmela Esteves (UERJ/FFP) Introdução Este relatório
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1 A CRISE DA AUTORIDADE E A EDUCAÇÃO: UMA PERSPECTIVA ARENDTIANA Aluna: Marina Passos Ribeiro da Silva Orientador: Marcelo Andrade (PUC-Rio) Coorientadora: Pâmela Esteves (UERJ/FFP) Introdução Este relatório resulta da minha inserção enquanto bolsista de iniciação científica em pesquisas sobre os seguintes eixos temáticos: diversidade cultural; ética aplicada e mínimos éticos. Essas pesquisas foram realizadas no âmbito do Grupo de Estudos sobre Cotidiano, Educação e Culturas (GECEC), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Rio. As pesquisas foram desenvolvidas junto a escolas de Ensino Médio da cidade do Rio de Janeiro. Com base no tratamento dos dados já coletados nas entrevistas com 10 (dez) professores do Ensino Médio, pretendo aprofundar a categoria autoridade docente investigada a partir do roteiro de entrevistas elaborado e aplicado no projeto de pesquisa Hannah Arendt e a educação: educar para o pensamento e contra a barbárie, que contou com financiamento do CNPq e da FAPERJ. As entrevistas foram realizadas numa escola pública estadual da cidade do Rio de Janeiro. Esses professores foram escolhidos de acordo com as suas disponibilidades de tempo. Durante o processo de pesquisa, o convite aos entrevistados teve como critério a escolha de docentes das diversas disciplinas, a fim de coletar respostas de formações diversificadas. Cabe ressaltar que a maioria dos professores trabalha na escola pesquisada há mais de 5 (cinco) anos e possuem ampla carga horária na instituição. O roteiro dessas entrevistas foi estruturado com base na abordagem da autora e filósofa Hannah Arendt, principal referência utilizada no projeto de pesquisa institucional no qual atuei como bolsista de iniciação científica. O grupo de pesquisa buscou descobrir a relação entre autoridade e autoritarismo; autoridade e exemplaridade; crise da autoridade; estratégias de autoridade; educação e autoridade. O roteiro também abordou questões relacionadas ao reconhecimento das diferenças, às questões sobre Direitos Humanos, bem como situações de desrespeito às diferenças (por exemplo, racismo, sexismo e homofobia). Além disso, foram realizadas perguntas relacionadas ao papel da educação e do professor, a fim de traçar um perfil mais amplo dos entrevistados. Em seguida, houve a transcrição e a revisão das entrevistas. O grupo analisou uma a uma e, a partir das interpretações possíveis, transformou as respostas em categorias analíticas com o auxílio do software Atlas TI. Das diversas categorias construídas, optei em trabalhar 2 com a categoria de autoridade, uma vez que essa temática se fez presente também durante a minha experiência de estágio supervisionado na disciplina de Práticas de Ensino em Matérias Pedagógicas, constituindo assim um campo de interesse/investigação para meu trabalho de final de curso na licenciatura em Pedagogia. Assim, este relatório é fruto tanto da minha inserção no grupo de pesquisa quanto das atividades de estágio da graduação. Dessa forma, partindo de um processo descritivo e analítico, pretendo realizar uma interpretação sobre o conceito de autoridade sob a perspectiva de Hannah Arendt. Cabe lembrar, mais uma vez, que esta pesquisa tem como objetivo mais amplo contribuir para o projeto de pesquisa institucional do GECEC, intitulado Hannah Arendt e a educação: educar para o pensamento e contra a barbárie, identificando a relação existente entre a crise da educação, conceituada por Hannah Arendt, com o relato dos professores entrevistados. Além disso, esta pesquisa tem como finalidade (re)conhecer alternativas que possam auxiliar na reflexão sobre os elementos de recuperação da autoridade do professor. Objetivos 1. Identificar a relação existente entre a crise da educação proposta por Hannah Arendt com o relato dos professores entrevistados 2. Compreender, a partir do discurso dos professores, como funciona a autoridade na prática docente. 3. Construir uma reflexão empírica e analítica sobre a temática da autoridade na prática docente. Metodologia A metodologia utilizada para esta pesquisa consiste em quatro procedimentos centrais, a saber: 1. Interpretação do conceito de autoridade, sob a perspectiva de Hannah Arendt. 2. Descrição da coleta de dados das entrevistas com 10 (dez) professores do Ensino Médio. 3. Descrição do processo de tratamento dos dados, realizado com auxílio do software Atlas T.I e utilizado na elaboração de diversas categorias, sendo uma delas, a autoridade. 4. A partir do tratamento das categorias, análise do depoimento dos professores, buscando se aproximar dos objetivos propostos. 3 Vale registrar que neste relatório serão apresentados apenas os resultados obtidos no primeiro procedimento, ou seja, a construção de um marco teórico sobre a concepção de autoridade e a crise da educação na perspectiva de Arendt (1997a; 1997b). Hannah Arendt e a educação: construindo um referencial A pesquisa institucional encontra-se em sua fase final, de encerramento das análises das entrevistas. No entanto, esta pesquisa específica, como minha atividade de iniciação científica, encontra-se em fase inicial. Nesta primeira etapa, venho me dedicando as leituras que envolvem o tema da autoridade, essencialmente sob a ótica arendtiana, a fim de realizar uma interpretação sobre o conceito de autoridade desenvolvido pela autora. Além de tentar entender os diversos aspectos que podem constituir a crise da autoridade no contexto educacional, tais como, indisciplina, desrespeito e desinteresse. De acordo com as leituras realizadas até o momento, pude delinear alguns pontos específicos que sustentam a teoria de Hannah Arendt sobre a crise da autoridade no mundo moderno, especialmente, na educação, pano de fundo desta pesquisa. Assim, este relatório de pesquisa se centrará nesta etapa de análise dos conceitos, ou seja, as categorias analíticas mais importantes para o trabalho com as entrevistas. Para os próximos 12 meses, minha tarefa será trabalha com as entrevistas dos professores, em especial, em suas respostas e definições sobre o conceito de autoridade. Lembro que as entrevistas já foram categorizadas por uma equipe de doutorandos e doutores recém egressos do PPGE. Neste sentido, sob a supervisão de Pâmela Esteves Doutora em Educação (PUC- Rio) e Professora Adjunta (UERJ/FFP) pretendo realizar o exercício de cotejamento dos dados e dos conceitos aqui apresentados. A seguir apresento cinco categorias centrais resultantes desse exercício de construção do referencial teórico, a saber: (1) autoridade; (2) modernidade; (3) tradição; (4) autoridade na educação; (5) crise da educação. 1- O que foi a autoridade? Arendt (1997a) propõe que, antes de entender o que é a autoridade, devemos perguntar o que foi a autoridade. Este exercício de saber, primeiro, o que foi para, depois, saber o que é, vale também para o campo educacional. Ainda que os discursos sobre a crise da autoridade na educação tenham se tornado cada vez mais contínuos e presentes no cotidiano, a crise na educação não é algo particular do mundo contemporâneo. Isso se explica, pois os supostos fatores que desencadearam a atual crise da/na educação não podem ser compreendidos sem considerar as referências histórico-sociais, político-econômicas e culturais que os condicionam. Dessa forma, segundo Arendt (1997a), vale compreender o que acontece a partir do século XX, período marcado por rápidas transformações e dinâmicas sociais caracterizadas 4 pelo excepcional avanço científico e tecnológico provocando efeitos diretos sobre as ações e as atuações das pessoas no que diz respeito à vida em sociedade. Essas transformações atravessaram com mais intensidade o cotidiano, influenciando todas as modalidades de prática social. Repercutiram, portanto, diretamente na/sobre a escola, pois esta instituição sempre esteve imersa neste conjunto geral de mudanças. Assim, é importante compreender que a crise na/da educação não é algo isolado e nem desvinculado de outras questões sociais; ao contrário, esta crise está intimamente associada a uma crise que advém de um contexto maior, mais amplo; resultante de um desdobramento histórico (crise da modernidade), a crise na educação envolve as diversas instâncias sociais. 2- Da era clássica à era moderna Segundo Arendt (1997a), desde os últimos anos do século XVI, a sociedade, de modo geral, vem tentando se adaptar ao ritmo acelerado das sucessivas mudanças que aconteceram em prol do progresso e do processo de produção do conhecimento. Este ritmo torna-se o sinal mais evidente dos tempos modernos e marca a transição da Era Clássica para a Era Moderna. De acordo com Zucco (2008), os séculos XVI e XVII são caracterizados como um período turbulento, de grandes mudanças, dando início a uma crise da qual resultariam as estruturas que organizariam o pensamento da modernidade. As principais mudanças que marcam a divisão entre as épocas e o período de transição entre a tradição e o mundo moderno, decorrem dos seguintes eventos: (a) Grandes descobertas nas ciências físicas; (b) A industrialização da produção, que transforma o conhecimento científico em tecnologia, criando novos ambientes humanos e destruindo os antigos, acelera o próprio ritmo da vida, gerando novas formas de poder corporativo e de lutas de classes; (c) Acelerado crescimento urbano, muitas vezes, desastroso; (d) Explosão demográfica desmedida, gerando o deslocamento forçado de pessoas do seu habitat ancestral para novas vidas; (e) Sistemas de comunicação em massa, dinâmicos em seu desenvolvimento, que agrupam, no mesmo pacote, os mais variados indivíduos e sociedade; (f) Estados nacionais poderosos, estruturados e geridos burocraticamente, que lutam com persistência para expandir o seu poder; 5 (g) Movimentos sociais de massa e de nações que lutam por obter algum controle sobre suas vidas, desafiando os seus governantes políticos ou econômicos; (h) Finalmente, um mercado mundial capitalista completamente flutuante, em permanente expansão, que dirige e manipula todas as pessoas e instituições. Diversos e importantes acontecimentos históricos, científicos e sociais foram responsáveis pelo início do processo que ocasionou o colapso da tradição no mundo contemporâneo. No entanto, um dos fatores decisivos, que deram impulso a modernidade foi o rompimento provocado pela Reforma Protestante. A Reforma Protestante consistiu em um movimento iniciado por Martinho Lutero, que passou a protestar e contestar os dogmas da Igreja Católica recusando a sua autoridade institucional e suas doutrinas tradicionais. Este movimento expressou também o desejo profundo a certa autonomia política e liberdade de pensamento. Além da Reforma, o movimento científico originado por Nicolau Copérnico possibilitou descobertas científicas, que tiveram implicações profundas nas esferas religiosas e filosóficas, pois colocaram em dúvida os dogmas da Igreja e retirou do ser humano uma opinião muito elevada de si mesmo, na qual assumia uma posição de figura central da criação de Deus. Dessa forma, o pensamento moderno caracteriza-se essencialmente pela ruptura com a tradição, pelo vislumbramento de algo novo, pela oposição da autoridade da fé em favor da razão humana e da valorização do indivíduo, livre e autônomo, em oposição às instituições. O indivíduo e a sua subjetividade são, portanto, a base desse novo modelo de pensamento (...) (Zucco, p. 21, 2008). O surgimento da modernidade é marcado por uma tensão que culminou numa crise generalizada da autoridade. Zucco (2008, p. 21) elucida que embora, originalmente, estes e outros grandes eventos não se liguem diretamente à crise instalada na educação, eles irão repercutir e acentuá-la de modo indireto, dado que a tradição, os ensinamentos e o saber, assim como a autoridade, deixam de ser uma referência sólida e coerente praticamente em todos os campos. 3- Tradição versus Modernidade O processo de instauração da modernidade que surge, a partir do Iluminismo, se dá quando uma série de valores tradicionais da época é substituída por uma sociedade livre, democrática e igualitária. Tal situação derrubou os valores tradicionais importantes para a sociedade, tais como as ideias da exemplaridade e do respeito. Segundo os antigos, essa nova cultura sugerida pelos modernos não era mais que uma simples manifestação de opinião, que só permitiria perceber os elementos que tivessem uma relação direta com as questões do momento. Incapazes de recorrer à tradição que os precedeu, os modernos não seriam capazes de ver além do que está aparente (Zucco, 2008, pp. 23 e 24). 6 Os modernos questionavam a autoridade dos clássicos e, inspirados pelos ideais iluministas e pelas ideias de progresso, buscavam estabelecer e propagar uma nova cultura. Os antigos, por sua vez, defendiam a tradição e a antiguidade como um recinto de valores que se materializaram ao longo do tempo, ao qual é possível recorrer como força exemplar e referencial. Etimologicamente, o conceito modernidade está relacionado ao novo, àquilo que rompe com a tradição. Estabelece, assim, uma ruptura com a representação do passado e mantenedora de valores antiquados que devem ser derrubados em favor de uma novidade absoluta. Assim, a modernidade é resultante de um processo de negação do tradicional; propõe novas soluções para o que já se tem estabelecido; é caracterizada pela novidade, pela invenção de algo original e autêntico, sem se apoiar em referências a serem seguidas ou repetidas. Essas noções são importantes para a compreensão de como as ideias de ruptura, mudança, progresso e inovação são propagadas por este conceito e culminam na crise da modernidade, que passa a repercutir no contexto educacional. 4- Autoridade no contexto educacional Todo o exposto até o momento neste relatório foi baseado, essencialmente, na ideia de autoridade desenvolvida por Hannah Arendt, em seu artigo O que é autoridade (ARENDT, 1997a). No entanto, nesta parte do relatório, pretendo elucidar as especificidades que cercam a ideia de autoridade desenvolvida pela autora, especialmente na área educacional. Para tanto, me apoiarei, especialmente, na interpretação de Petry (2012) sobre o fim da autoridade na sociedade moderna, sob a perspectiva arendtiana. Segundo a argumentação de Arendt (1997a), o fim da autoridade na sociedade moderna, ocorreu por dois motivos principais. O primeiro trata-se da ruptura com o passado pelo viés da tradição. O segundo refere-se à ascensão da sociedade moderna, que provocou a equalização em todas as esferas da vida humana. Para ela, a educação é uma atividade que deve ocorrer em virtude da continuidade do mundo. O educador (professores e responsáveis) segue com a responsabilidade pelo mundo comum, apresentando-o às gerações mais novas. Para Arendt (1997a), a crise da autoridade é originalmente política e a consequência mais significativa é que esta crise não permaneceu restrita apenas à esfera política, mas foi difundida para outras esferas chamadas pré-políticas, que dizem respeito à educação dos filhos e à educação. Em ambos os casos, a autoridade se fazia necessária por dois fatores essenciais, a saber: (a) as necessidades naturais da criança que precisa de um amparo, pois, além dela ser um novo ser humano em formação, também é nova em relação ao mundo que é velho e que precisa continuar a existir. 7 (b) a necessidade política pela continuidade da civilização estabelecida, que só pode ser assegurada se os recém-chegados por nascimento forem guiados através de um mundo preestabelecido no qual nascem estrangeiros. Nesse sentido, a autoridade de pais, professores e adultos em geral é de extrema importância, pois por já saber o que é o mundo como ele funciona e se estrutura são eles os responsáveis por conduzir a criança, ensinando-a como ele é. É a partir desta concepção que podemos entender o sentido da relação entre autoridade e tradição proposta pela filósofa. A tradição descrita por Arendt (1997a) pode ser entendida pelos os seus dois objetivos. O primeiro é o de manter a própria tradição, garantindo-lhe continuidade; o segundo trata-se de permitir que cada indivíduo que nasce seja inserido no mundo que o cerca, conhecendo e participando de toda a sua dinâmica. Esta perspectiva não dever ser vista apenas como conservadora, ou seja, de manutenção do mundo, pois a autora reconhece que as novas gerações atuarão sobre o mundo, deixando suas marcas nele. Mas, antes de atuar no mundo, as novas gerações precisam apreender o mundo, seu funcionamento e suas estruturas. Assim, a crise da autoridade, no geral, é provocada por uma crise na tradição. Todo vácuo causado pelo processo de ausência de autoridade foi promovido porque a tradição perdeu o seu valor. Essa perda de valor se deu pela instauração da modernidade. Os valores da tradição eram preservados porque eram compartilhados. Compartilhados não significa, necessariamente, aceitos, mas eram valores do mundo comum, do mundo compartilhado. No entanto, o pensamento moderno, ao contrário, não reforça e nem dá continuidade a esse testemunho de valores compartilhados, agindo em sentido oposto, colocando-os em dúvida e desconfiando das estruturas estabelecidas. Desse modo, a tradição deixa de ter o seu valor assegurado e o que entra no lugar dela são os novos valores, ainda não consolidados, não compartilhados. A perspectiva moderna tem grande potencial destrutivo, pois ela não questiona apenas a tradição, mas a si própria. A modernidade destrói um pouco a legitimidade da sua própria autoridade. Isso se dá porque a autoridade se constrói na tradição, no dia a dia, no cotidiano, naquilo que vai, historicamente, sendo compartilhado. Quando existe um mundo onde o cotidiano não é rotineiro e onde as relações são pouco eficazes (relações fluidas), a autoridade não se constrói e a sociedade acaba apelando para o uso da força o autoritarismo que se revela como o fracasso da autoridade. Esse fracasso só acontece pela perda dos valores tradicionais. Motta (2007) cita Arendt (1991) elucidando que a autoridade exclui a utilização de meios externos de coerção; onde a força é usada, a autoridade em si fracassou. A obediência gerada pela autoridade não deve ser entendida por medo, mas sim por dever e respeito. Na perspectiva de Arendt, a autoridade também seria incompatível com o ato de persuadir, pois este pressupõe a diluição da hierarquia colocando os indivíduos em uma relação de igualdade. Dessa forma, a autoridade encontra-se em contraposição em relação à coerção física e à 8 persuasão o ponto em comum de quem manda e de quem obedece, em uma situação de autoridade, é a hierarquia, cuja legitimidade ambos reconhecem (Motta, 2007, p. 196). A primeira instituição social a apresentar o mundo à criança as primeiras formas de socialização e os primeiros conhecimentos é a família. A escola tem uma função socializadora fundamental que vem num segundo plano, mas não menos importante. Desse modo, a escola e a família exercem o papel de preparação dos indivíduos para que eles sejam inseridos no mundo já compartilhado. No entanto, este papel anda comprometido pela confusão existente, no que diz respeito à responsabilidade e à autoridade de cada autor envolvido no contexto educacional. Isso acontece pela ausência do estabelecimento de uma hierarquia clara, na qual cada sujeito reconhece a sua posição e o seu papel. 5- A crise da educação no cenário contemporâneo Muitas vezes, o novo sistema social organiza laços de tal modo que professores e educadores se veem perdidos, sem saber como lidar com a questão de indisciplina de seus alunos. Diante dessa dificuldade real que comumente faz parte do cotidiano de uma escola, os professores se sentem impotentes e paralisados; e, por não saber o que fazer, conformam-se e acomodam-se na queixa. Em seu texto, que trata sobre a violência e a autoridade na escola Fontes (2010) explica que, Quando um sujeito fala ao outro, quando se dirige ao outro tomando a palavra, instala-se uma diferença de lugares que faz com que um deles esteja no comando, esteja e
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