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A Escola Cultural

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A Escola Cultural: A Formação de Estratégia como um Processo Coletivo O poder focaliza o interesse próprio, já a cultura focaliza o interesse comum. Do ponto de vista da antropologia, a cultura está em tudo o que nos cerca. Trata daquilo que diferencia uma organização da outra. A cultura foi descoberta em administração nos anos 80 , graças ao sucesso das corporações japonesas. Pode ser estudada do ponto de vista de uma pessoa de fora ou do nativo de dentro: - Fora : assume uma posição objetiva s
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    A Escola Cultural: A Formação de Estratégia como um Processo Coletivo O poder focaliza o interesse próprio, já a cultura focaliza o interesse comum.Do ponto de vista da antropologia, a cultura está em tudo o que nos cerca. Trata daquilo quediferencia uma organização da outra.A cultura foi descoberta em administração nos anos 80, graças ao sucesso das corporações japonesas. Pode ser estudada do ponto de vista de uma pessoa de fora ou do nativo de dentro:- Fora : assume uma posição objetiva sobre as razões pelas quais as pessoas se comportamcomo o fazem- Dentro: considera cultura como um processo subjetivo de interpretação.Enquanto a antropologia começou com a visão objetiva e mais tarde incorporou a subjetiva,a administração estratégica fez o oposto. A natureza da cultura Associamos cultura organizacional com cognição coletiva. Passa a ser a mente daorganização, as crenças comuns que se refletem nas tradições e nos hábitos, bem como emmanifestações mais tangíveis  histórias, símbolos, ou mesmo edifícios e produtos.Quanto mais fechada a trama unindo interpretação e atividade, mais profundamenteenraizada é a cultura.Gerry Johnson observou que as organizações com culturas fortes são caracterizadas por umconjunto de suposições dadas como certas, as quais são protegidas por uma rede de artefatosculturais. Premissas da escola cultural - a formação da estratégia é um processo de interação social, baseado nas crenças e nasinterpretações comuns aos membros de uma organização.- um indivíduo adquire essas crenças através de um processo de aculturação ou socialização, oqual é em grande parte implícito e não verbal, embora reforçado por uma doutrinação maisformal.- os membros de uma organização podem descrever apenas parcialmente as crenças quesustentam suas culturas, ao passo que as srcens e explicações podem permanecer obscuras.- a estratégia assume a forma de uma perspectiva, enraizada em intenções coletivas e refletidanos padrões pelos quais os recursos ou capacidades da organização são protegidos e usadospara sua vantagem competitiva. Portanto a estratégia é melhor descrita como deliberada,mesmo que não seja plenamente consciente.- a cultura e a ideologia não encorajam tanto as mudanças estratégicas quanto a perpetuaçãoda estratégia existente; na melhor das hipóteses tendem a promover mudanças de posiçãodentro da perspectiva estratégica global da organização. Cultura e estratégia As ligações entre cultura e estratégia são muitas e variadas:- Estilo de tomada de decisões: a cultura influencia o estilo de pensar numa organização, assimcomo seu processo de análise, e portanto, influencia o processo de formação de estratégia. Aescola cultural que dá vida à ala interpretativa da escola cognitiva no mundo coletivo daorganização. Em conseqüência disso, organizações com culturas diferentes, operando nomesmo ambiente, interpretam-no de maneiras muito diversas. Elas verão o que querem ver.  - Resistência a mudanças estratégicas: são as crenças profundamente enraizadas da cultura esuas posições implícitas que agem como poderosas barreiras internas a mudançasfundamentais.- Superar a resistência às mudanças estratégicas : é preciso dar atenção a como superar ainércia estratégica da cultura organizacional.Bjorkman sinalizou que mudanças radicais naestratégia precisam ser baseadas em mudanças fundamentais na cultura, e que isso aconteceem quatro fases:a- deriva estratégica : mudanças radicais são precedidas por um vazio entre as crençasorganizacionais e as características d ambienteb- descongelamento de sistemas de crenças correntes: a deriva estratégica acaba conduzindoao declínio financeiro e à percepção de uma crise organizacional.Crenças anteriormenteinquestionáveis são contestadas, gerando tensão e desunião na organização.c- experimentação e reformulação: depois de desaprendidas antigas crenças, a organizaçãopassa por um período de confusão, misturando idéias novas e antigas. Resultados positivospodem levar a um maior comprometimento com a nova maneira de fazer as coisas.d- estabilização: o feedback positivo pode aumentar o comprometimento dos membros comnovos sistemas de crenças.- Valores dominantes: empresas bem sucedidas são dominadas por valores chaves, quedeterminam vantagem competitiva.- Choque de culturas: embora as estratégias de fusões e aquisições possam ser um bomnegócio no ponto de vista racional do mercado, as diferentes culturas das organizações podemservir para desfazer a união. A ala sueca da escola cultural Grande parte dos estudos deste grupo, focalizou a estagnação e o declínio das organizações,e como forças culturais ajudam a causar isto, impedindo a adaptação.As mudanças estavam diretamente ligadas a compreensão da organização como um sistemasocial coletivo. Recursos como base de vantagem competitiva Recursos tangíveis, como máquinas, prédios, conhecimentos científicos e sistemasorçamentários, interagem com os membros de uma organização, para produzir uma culturamaterial. Emerge quando objetos feitos por seres humanos, refletem as crenças dos indivíduosque os encomendaram, fabricaram, compraram ou usaram e, por extensão as crenças dassociedades à qual pertenciam esses indivíduos.A empresa é um pacote de recursos, tangíveis e intangíveis. Um rede de interpretaçõescomuns é o que torna este pacote um sistema único , mantendo, renovando e moldando essesrecursos. Juntam o econômico ao social  cultura material com cultura social.Barney estipulou quatro critérios para saber quais recursos são estratégicos:- Valor: precisa ser valioso para ser estratégico.- Raridade: é estratégico na extensão até a qual é raro e tem alta demanda.- Inimitabilidade: deve ser difícil de imitar.- Substitutibilidade: os concorrentes não poderão encontrar um substituto para ele.Talvez a escola do design estivesse mais certa em meados dos anos 60, com sua ênfase emuma adequação equilibrada.  Crítica, contribuição e contexto da escola cultural A escola cultural deve ser acusada de falta de clareza conceitual.Os métodos tangíveis da ciência social estão destinados a deixar escapar um fenômeno comoa cultura, assim como fazem no estudo da liderança.Assim sendo, devemos aplaudir a imaginação dos pesquisadores suecos, apesar de que estaescola, pode desencorajar mudanças necessárias.Para a escola sueca, cultura é estabelecida,firmada, recursos são instalados, enraizados.A teoria baseada em recursos gera alguns critérios interessantes, porém não se traduzemfacilmente em administração estratégica.Aparece também o problema relacionado ao desequilíbrio. Não é de correções queprecisamos nesta área, mas de um senso de equilíbrio entre todos os fatores apropriados.O problema com o discurso de cultura em geral, bem como a teoria baseada em recursos emparticular, é que explicam com muita facilidade aquilo que já existe, ao invés de cuidar dasquestões difíceis do que pode vir a existir.Em comparação com o conflito incoerente da política, ela oferece o consenso deideologia.Contra o individualismo das escolas do design, cognitiva e empreendedora, ela traz aimportante dimensão coletivista de processo social.Em comparação aos estilossempreocupações históricas das escolas de planejamento e posicionamento, que mudamconstantemente de estratégia,ela embute a estratégica na história da organização.A escola cultural também parece mais aplicável a determinados períodos na vida dasorganizações. Isto inclui um período de reforço, no qual uma rica perspectiva estratégica podeser seguida de estagnação.Em geral conduz a um período de resistência às mudanças, no qualas adaptações estratégicas necessárias são bloqueadas pela inércia da cultura estabelecida,podendo inclusive nos ajudar a compreender um período de recomposição, o qual uma novaperspectiva é desenvolvida coletivamente e até mesmo um período de revolução cultural, quetende a acompanhar as reformulações estratégicas.
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