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A Escola Da Chuva - James Rumford

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Pequeno conto de James Rumford
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  Chegou o último dia. O espírito das crianças está repleto de conhecimento. Os cadernos estão usados, gastos, de estudar. Thomas e os colegas exclamam: —   Obrigado, professora! Ela sorri e diz: —  Muito bem, meus meninos. Trabalharam muito! Thomas e as outras crianças correm para casa.  A escola fica vazia mesmo a tempo. Começou a época das chuvas. As gotas caem pesadas, apressadas.  Ventos fortes arrancam o telhado de capim. A chuva entra na escola. As paredes de lama encharcam e caem bruscamente. O mesmo acontece com as mesas de lama. Lentamente, a escola desaparece, até não restar quase nada. Não faz mal.  As crianças aprenderam as letras e levam consigo esse saber. Em Setembro, a escola vai começar novamente. Thomas será então um irmão mais velho, que irá por sua vez ajudar as outras crianças no primeiro dia de escola. E juntos irão encontrar os professores, que os vão esperar sorridentes, dispostos a construir, uma vez mais, a escola.  James Rumford Rain School Houghton Mifflin Books, 2010 (Tradução e adaptação)  A ESCOLA DA CHUVA  James Rumford e a sua mulher, Carol, foram professores no Chade. Um dia, durante as férias do Verão, em plena época das chuvas, foram surpreendidos  pelas ruínas lamacentas da Escola Primária da cidade. Muitos anos depois, a  partir da memória dessa escola e do desejo dos chadianos de obter educação apesar de todos os obstáculos, nasceu “A Escola da Chuva”.   É o primeiro dia de aulas num país chamado Chade. A estrada seca e poeirenta enche-se de crianças. As irmãs e os irmãos mais  velhos vão à frente, para indicar o caminho. —    Vamos ter um caderno? —   pergunta Thomas. —    Vamos ter um lápis? —    Vou aprender a ler como tu?  —   Parem de fazer tantas perguntas e despachem-se —  dizem os irmãos mais velhos. Thomas chega à escola, mas não há salas de aula. Não há mesas. Mas não faz mal. Há uma professora. —    Vamos construir a nossa escola —  diz ela. —   Esta será a nossa primeira aula. Thomas aprende a fazer tijolos de lama e a secá--los ao sol. Aprende a construir paredes de lama e mesas de lama. Com as outras crianças, apanha capim e pequenas árvores ainda novas, e faz o telhado. Lá dentro está fresco. Cheira a terra. Cheira a campos prontos a semear. Thomas ajuda a trazer os pequenos bancos de madeira. Todos se sentam. Este é o momento por que tanto ansiavam. A professora vai buscar o quadro preto. Escreve uma letra no quadro. — “A!” —  diz a professora. —   “A!” —  dizem Thomas e as outras crianças.  A professora escreve a letra com grandes gestos, no ar. As crianças repetem, uma e outra vez. —  Muito bem! —  diz a professora. Distribui cadernos e lápis. —  Primeira página —  diz a professora. Thomas abre o caderno na primeira página e pega no lápis. Está pronto. Espera a ordem da professora. —    Agora escrevam a letra A. Muito bem! —  diz a professora, observando o trabalho das crianças. Todos os dias Thomas aprende algo diferente. Todos os dias a professora o anima, assim como às outras crianças. —  Excelente trabalho! —  diz ela. —  Perfeito, meus meninos! Os nove meses de escola passam a voar.
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