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A Escola Da Família

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  Clique para ampliar Ilustrações: Sattu Endereço da página: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/751/a-escola-da-familia Publicado em GESTÃO ESCOLAR Edição 3, 01 de Agosto | 2009 Pais; Família; Reuniões A escola da família Aproximar os pais do trabalho pedagógico é um dever dosgestores. Conheça aqui 13 ações para essa parceria darresultado Gustavo Heidrich Está na Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional e no Estatuto daCriança e do Adolescente (ECA): asescolas têm a obrigação de searticular com as famílias e os paistêm direito a ter ciência do processopedagógico, bem como departicipar da definição daspropostas educacionais. Porémnem sempre esse princípio éconsiderado quando se forma ovínculo entre diretores, professorese coordenadores pedagógicos e a família dos alunos ( assista ao vídeo   em que pais dão suas opiniões sobre o relacionamento deles com a escola  ).O relacionamento chega a ser ambíguo. Muitos gestores e docentes, emborano discurso reclamem da falta de participação dos pais na vida escolar dosfilhos - com alguns até atribuindo a isso o baixo desempenho deles - não semostram nada confortáveis quando algum membro da comunidade maiscrítico cobra qualidade no ensino ou questiona alguma rotina da escola.Alguns diretores percebem essa atitude inclusive como uma intromissão euma tentativa de comprometer a autoridade deles. Já a maioria dos pais, porsua vez, não participa mesmo. Alguns por não conhecer seus direitos. Outrosporque não sabem como. E ainda há os que até tentaram, mas se isolaram,pois nas poucas experiências de aproximação não foram bem acolhidos e seretraíram. No Brasil, o acesso em larga escala ao ensino se intensificou nos anos 1990,com a inclusão de mais de 90% das crianças em idade escolar no sistema.Para as famílias antes segregadas do direito à Educação, o fato de haver  vagas, merenda e uniforme representou uma enorme conquista. Muitos paisveem a escola como um benefício e não um direito e confundem qualidadecom a possibilidade de uso da infraestrutura e dos equipamentos públicos.Isso de nada adianta se a criança não aprender , afirma Maria do CarmoBrant de Carvalho, coordenadora geral do Centro de Estudos e Pesquisas emEducação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo. A escola foi criada para servir à sociedade. Por isso, ela tem a obrigação deprestar contas do seu trabalho, explicar o que faz e como conduz aaprendizagem das crianças e criar mecanismos para que a família acompanhea vida escolar dos filhos. Os educadores precisam deixar de lado o medo deperder a autoridade e aprender a trabalhar de forma colaborativa , afirmaHeloisa Szymanski, do Departamento de Psicologia da Educação da PontifíciaUniversidade Católica de São Paulo ( assista à entrevista completa com Heloisa em vídeo  )Um estudo realizado pelo Convênio Andrés Bello - acordo internacional quereúne 12 países das Américas - chamado A Eficácia Escolar Ibero-Americana,de 2006, estimou que o efeito família é responsável por 70% do sucessoescolar. O envolvimento dos adultos com a Educação dá às crianças umsuporte emocional e afetivo que se reflete no desempenho , afirma MariaAmália de Almeida, do Observatório Sociológico Família-Escola, daUniversidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mas o que significa uma parceria saudável entre essas duas instituições? Ospais devem ajudar no ensino dos conteúdos e os professores no dos bonsmodos? Claro que não. A colaboração que se espera é de outra ordem. Opapel do pai e da mãe é estimular o comportamento de estudante nos filhos,mostrando interesse pelo que eles aprendem e incentivando a pesquisa e aleitura , diz Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo mineiro e um dosredatores do ECA (leia sobre o que a família pode fazer para ajudar na Educação dos filhos no quadro abaixo)  . Para isso, é preciso orientar os pais esubsidiá-los com informações sobre o processo de ensino e deaprendizagem, colocá-los a par dos objetivos da escola e dos projetosdesenvolvidos e criar momentos em que essa colaboração possa se efetivar. Quando o assunto é aprendizagem, o papel de cada um está bem claro - daescola, ensinar, e dos pais, acompanhar e fazer sugestões. Porém, se o temaé comportamento, as ações exigem cumplicidade redobrada. Ao perceberque existem problemas pessoais que se refletem em atitudes queatrapalham o desempenho em sala de aula, os pais devem ser chamados eouvidos, e as soluções, construídas em conjunto, sem julgamento ouatribuição de culpa. Um bom começo é ter um diálogo baseado no respeito ena crença de que é possível resolver a questão , acredita Márcia Gallo,diretora da EME Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, SP, eautora do livro A Parceria Presente: A Relação Família-Escola numa Escola de   Periferia de São Paulo  . Visando ajudar você a dar os passos necessários para cumprir o dever legal esocial de ter um relacionamento de qualidade com as famílias, NOVA ESCOLAGESTÃO ESCOLAR elaborou uma lista com 13 ações, que vão desde oacolhimento no começo do ano letivo até as atividades de integração social.Dê sua opinião sobre o assunto no final desta página, em comentários . Aconsultora Márcia Gallo responderá suas dúvidas. Os deveres da família Até o século 19, a separação de tarefas entre escola e família era clara: aprimeira cuidava daquilo que à época se chamava instrução , que na práticaera a transmissão de conteúdos, e a segunda se dedicava à Educação , o quesignificava o ensinamento de valores, hábitos e atitudes. A Era Modernadeixa nebulosa essa divisão do trabalho educacional. Reconhecida como umvalor de ascensão social para as classes surgidas com a urbanização, aEducação passa a ser objeto de atenção das famílias e as expectativas emrelação à escola se ampliam , diz Maria Amália de Almeida, da UFMG. Naprática, a escola passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagemdos conteúdos e de valores para a formação da criança. Assim, as fronteirasse tornaram confusas. As responsabilidades da escola já foram detalhadas nareportagem ao lado. Mas, o que se pode esperar das famílias, além de queelas garantam o ingresso e a permanência das crianças em sala de aula?Quando se sentem integradas, elas passam a participar com entusiasmo dasreuniões e se tornam parceiras no desafio de melhorar o desempenho dosfilhos. Com o intuito de indicar caminhos para a participação mais efetiva dasfamílias, o projeto Educar para Crescer  , iniciativa da Editora Abril e daUniversidade Anhembi Morumbi, vai lançar a partir de 26 agosto o Guia da Educação em Família  , que será encartado em diversas publicações da editora.Esse material, assim como o folheto Acompanhem a Vida Escolar dos Seus Filhos  , do Ministério da Educação, traz orientações simples sobre como ospais podem trabalhar com a escola. Entre as dicas, estão: - Ler para as crianças ou pedir para que elas leiam para eles. - Conversar sempre com os filhos sobre assuntos da escola. - Acompanhar as lições de casa e mostrar interesse pelos conteúdosestudados. - Verificar se o material escolar está completo e em ordem. - Zelar pelo cumprimento das regras da escola. - Participar das reuniões sempre que convocados. - Conversar com os professores. Acolhimento  Ilustração: Sattu 1. Apresentar a escola e osfuncionários à família Uma maneira de recepcionar eintegrar Convidar os pais para conheceras instalações e,principalmente, a equipepedagógica e os funcionários éfundamental para que eles seapropriem do espaço e sesintam à vontade para fazerparte dele. Esse momento podeacontecer antes ou após a matrícula e serve para que os gestores exponhamo funcionamento e a rotina da escola e informem sobre as atividadesextraclasse. Explique a finalidade de cada ambiente e a função dosprofissionais que ali trabalham, apresentando-os pelo nome. Aproveite paracompartilhar as regras de funcionamento previstas no Regimento Escolar. Aocomunicá-las aos pais, abre-se um canal de diálogo sobre os direitos edeveres de cada um. Se possível, faça com que os professores conheçam osfamiliares antes do início das aulas. 2. Fazer uma entrevista com os pais e os alunos   Conhecendo para quem se trabalha As matérias-primas de qualquer relação humana são o interesse, acompreensão e o respeito. Para que a escola tenha uma parceria efetiva comas famílias e direcione as ações que favoreçam a aprendizagem, ela precisasaber quem é o seu público. O ato da matrícula é o momento ideal para aprimeira entrevista. Aborde assuntos como a história de vida da criança e aexperiência escolar anterior. Conversas individuais com pai e mãe ao longodo ano ajudam a identificar as habilidades dos alunos que possam ajudarprofessores e coordenadores a traçar as melhores estratégias de ensino. Oprincípio do educador é acreditar no ser humano. Toda criança tem umpotencial e a colaboração com as famílias é um atalho para descobrir umaforma eficaz de cada aluno avançar , afirma a psicopedagoga Valéria DiasGomes, do Centro Universitário do Triângulo, campus Uberlândia, a 550quilômetros de Belo Horizonte. 3. Assegurar a participação no projeto político pedagógico   Hora de expor o currículo e os projetos No documento mais importante da escola, já devem estar previsas aspossíveis contribuições das famílias. Exemplos: pais, mães e avós podem serconvidados para falar durante o desenvolvimento de atividades sobreprofissões e brincadeiras de infância. Dessa forma, a escola valoriza osconhecimentos da comunidade e fortalece o vínculo com ela. No projetopolítico pedagógico, podem estar listadas outras ações institucionais, comocampeonatos entre pais, oficinas em que a família constrói brinquedos, rodas
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