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A Escola de Frankfurt

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texto descritivo da historia da escola de frankfurt e seus principais autores
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  Resumo: A escola de Frankfurt foi o embrião que gestou muitos dos grandes filósofos europeus do século XX, Horkheimer, Adorno, Pollock dentre vários outros neste texto apresentaremos a gênese do processo que se deu desde sua formação após a Primeira Semana do Trabalho Marxista, como Instituto de Pesquisa Social, sua permanência como um “clube marxista” durante o período de Grünberg, até o período em que teve que se mudar para Genebra após a perseguição nazista, passaremos após a discussão da teoria critica proposta por Horkheimer e sua nova proposta de fazer pesquisa, tendo ao final deste trabalho uma compilação das biografias dos mais destacados membros da Escola de Frankfurt. Palavras chave: Critica, Escola, Frankfurt, Teoria.  1-   A escola de Frankfurt Antes de falarmos sobre a escola de Frankfurt temos que ter em mente que mais que qualquer outra coisa ela deve ser vista como “ uma trajetória histórica, filosófica, política e por vezes, psicológica da contribuição de cada um de seus principais membros ” (WIGGERSHAUS 2002). Não só um movimento de homens e não só um movimento de ideias, mas uma amalgama que junta buscou dar conta das questões de nosso tempo, nos delineando um horizonte teórico, mas sem deixar de nos lembrar sempre, porém, que não existe um lugar em que esse horizonte acabe. 1-1 A história da escola de Frankfurt. “Escola de Frankfurt” e “Teoria crítica” são expressões que, quando despertam algo mais do que a ideia de um paradigma das ciências sociais, provocam a evocação de uma série de nomes, em primeiro lugar Adorno, Horkheimer, Marcuse, e associações de ideias, como movimento estudantil, contestação ao positivismo, crítica da civilização e, talvez, ainda emigração, Terceiro Reich, judeus, Weimar, marxismo,  psicanálise. Como se percebe imediatamente, trata-se de muito mais do que uma simples orientação teórica, de muito mais do que um momento da história das ciências.”  (WIGGERSHAUS, 2002, p. 33) Como descrito pelo texto de Wiggershaus a escola de Frankfurt é ainda hoje mais que um simples memoria de um espaço físico ou acadêmico falamos de uma corrente teórica que diferente de suas contemporâneas não propunham um fim a discussão mas na intermitente  procura por um novo início, fazendo-a assim diferente de tudo que já se havia proposto,  porem a escola a qual nos referimos Frankfurt corresponde a data posterior à nomeação de Horkheimer como diretor do Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt, em 1930  porem seu início cronológico remonta a um tempo anterior pois o instituto já existia desde 1924 remontando, em princípio, à reunião de Illmenau, em 1923, mesmo que durante o tempo em que esta permaneceu sobre a direção de Carl Grünberg, ela mais se assemelhava a uma reunião de eruditos entusiastas do marxismo do que um colégio de questionamentos sociais e filosóficos. Porem para o período de Horkheimer viesse a existir o instituto de teoria crítica, teria de nascer, e sua vinda foi forjada por toda a conturbação existente na Alemanha do momento  pos revolução e da necessidade de uma verdadeira teorização do socialismo, pois após  1918-1919 a palavra socialização adquiria varias cores dependendo do espaço onde era utilizada; A palavra “socialização” estava em todas as bocas desde a revolução de novembro, mas como um slogan ambíguo, do qual até mesmo um homem de direita, como Alfred Hugenberg, se apropriou quando, no mês de agosto de 1919, na Süddeutsche Zeitung, classificou de anti-socialista a participação dos trabalhadores do lucro e da empresa que ele assessorava. (WIGGERSHAUS, 2002, p. 42) Após a revolução de 1918-1919 vários teóricos e professores foram convidados a fazer  parte de um conselho chamado de comissão de socialização dentre eles Wilbrandt que em abril de 1919, pediu sua demissão, por todos os percalços por ele encontrados em realmente fazer valer, as ideias socialistas em meio a política alemã da época, Wilbrandt volta então a sua cátedra de Tübigen, e é ali que entre os seus ouvintes ele encontra Felix Weil, que viria a ser um dos idealizadores da escola de Frankfurt, jovem de família rica, Então com 21 anos, aluno brilhante que nos dias da revolução de novembro “envergando um uniforme de estudante, pusera-se à disposição do conselho dos trabalhadores e dos soldados de Frankfurt;” (Wiggershaus 2002), por suas atividades socialistas Weil, fora  preso em outubro de 1919 e, por este motivo, excluído da Universidade de Tübingen e expulso de Wurtemberg, apoiado por Wilbrandt defendende sua tese de doutorado em 1920 em Frankfurt que tem como base; A condução resoluta e rápida de uma socialização decidida ou então a renúncia franca a todo esforço nessa direção era o tema da tese de Felix Weil. “Uma coisa é certa”, pensava ele, “não se pode mais continuar como antes quando a livre empresa está assustada pelas greves, os altos salários, os impostos, os conselhos empresariais, a desconfiança recíproca e o temor de socialização, e perseguir o dever com audácia enquanto a Alemanha se arruina. “Voltar à livre economia ou avançar para o socialismo?”, essa é a questão. “Resolvê - la não é a intenção deste trabalho.” (WIGGERSHAUS, 2002, p. 44) Weil por ser de família rica filho de um homem de negócios, Hermann Weil, tinha em suas ideias de voltar ao livre mercado ou avançar para o socialismo um sentido muito  particular, pois seu pai durante sua vida lhe mostrou como se é possível alcançar  prosperidade mesmo vindo de um baixo estrato, começando como comerciante, e   posteriormente fundando sua própria empresa comercial, então na visão de Weil o êxito da livre empresa era um exemplo a ser visto em sua própria casa, porem o distanciamento existente entre ele e seu pai fizeram com que este não tomasse o caminho dos negócios, e passasse a fazer parte “daqueles jovens que, politizados pelo fim da guerra e a revolução de novembro, estavam convencidos da factibilidade e da superioridade do socialismo como forma mais elevada da economia” ( WIGGERSHAUS 2002).  No início dos anos 20 com a introdução do (NEP) Nova Política Econômica pela união soviética e uma certa paz existente entre ela e os países capitalistas evidenciado pela falta de revoluções no Oeste, pareceu haver espaço para muitas discussões e debates teóricos dentro do partido, nessa fase houveram, inúmeras tentativas para tomar “consciência do caráter e da função da teoria e da práxis marxista”, nestes debates pode -se incluir uma “semana de trabalho marxista” (Marxistische Arbeitswochè);   “que ocorreu na semana de Pentecostes de 1923, num hotel de Geraberg, perto de Ilmenau, no Sudeste de Weimar, ao pé das montanhas da Turíngia. Seus organizadores foram Félix Weil, que financiava o empreendimento, e Karl Korsch, que nos anos precedentes  já tinha organizado, na Turíngia, uma “academia de verão” (sobre a “Marxistische Arbeitswoche”, cf. Bückmiller, “Die ‘Marxistische Arbeitswoche’...” (A “Semana de trabalho marxista”) em van Reijen e Schmid Noerr, ed., GrandHotel Abgrund (Grande Hotel do Precipício). Havia pouco mais de vinte participantes, que incluíam, entre outros (além dos organizadores e suas esposas), Georg Lukács, Karl August e Rose Wittfogel, Friedrich Pollock, Julián e Hede Gumperz, Richard e Christiane Sorge, Eduard, Ludwig e Gertrud Alexander, Béla Fogarasi e Kuzuo Fukumoto. Eram todos intelectuais, em sua maioria doutores. Quase todos colaboravam com o partido comunista. Exceto Korsch, Lukács e Alexander, tinham todos menos de 30 anos.”  (WIGGERSHAUS 2002 p, 47) A discussão inicialmente girou em torno das apresentações de Korsch e Lukacs dos temas que eles publicariam em livros naquele mesmo ano, mas uma das ideias centrais da reunião pairou em torno da citação de Marx feita por Korsch no final de sua obra Marxismo e Filosofia, “Não se pode ultrapassar a filosofia sem realiza - la” trazendo em si  para eles uma visão mais plena de seu papel que devia ser não a renuncia de seus papeis enquanto intelectuais mas sim fazer uma aliança com o proletariado comunicando os trabalhadores. Assim após este período efervescente nasce em 1923 fruto das ideias de Weil e Gerlash um instituto de pesquisas sociais em Frankfurt de vertente marxista; O Instituto de Pesquisas Sociais foi criado em Frankfurt am Main, Alemanha, oficialmente, em 3 de fevereiro de 1923. A inauguração,
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