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A Ética Estóica (Estoicismo) - Beevoz

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A ÉTICA ESTOICA
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  13/02/2018A ética estóica (Estoicismo) - Beevozhttp://www.beevoz.net/2015/02/10/a-etica-estoica-estoicismo/1/8 SUB VIAGENS VOOS DE BELO HORIZONTE A FORTALEZA Aproveite as Melhores Ofertas e Garanta Agora a sua Viagem! A partir de R$ 394 Saber mais Início>Cultura>Mais cultura>A ética estóica (Estoicismo) 10 de Fevereiro de 2015 ESTOICISMO, ÉTICA, FILOSOFIA, A ética estóica (Estoicismo) 8 INTRODUÇÃO   As condições políticas nas quais se desenvolve a reflexão filosófica depois de Platão e  Aristóteles estão profundamente mudadas. Entre grandes disputas, mesmo sufocadas com sangue sob o jugo de Tebas e o esfacelamento dos Macedônios, a Grécia nãoconsegue restituir sua independência. Com isso a política é subjugada, e a Héladeconquista o mundo com sua cultura, que encontra abertos à sua frente novos horizontese novas vias para estender-se mais e, ao mesmo tempo, para enriquecer-se mais pelaassimilação de novas ideias. Acontece que o que se ganha em extensão se perde em profundidade. Por outrolado, depois do esforço especulativo que o pensamento grego sustentou durante três séculos para resolver o mistério do universo, especialmente depois das grandiosas construções da Platão e  Aristóteles, é compreensível que o vigor especulativo se tenha atenuado e estancado por cansaço e exaustão. O período helenístico caracter iza-se como período de erudição, de crítica penetrante e de sábia reelaboração das conquistas do passado (no campo filosófico e literário). A pesquisa filosófica no período helenístico tem um sentido eminentemente ético, razão pela qual é usualmente denominado período ético. Além do problema da moral, osfilósofos também se ocupam de problemas relacionados à física e a lógica. De mododiferente de resolver os problemas relativos ao Sumo Bem e a verdade é que nascem osquatro grandes movimentos filosóficos do período helenístico: estóico, epicurista, cético eeclético. Em ordem de tempo e importância, o primeiro movimento filosófico do períodohelenístico é o dos estóicos. O estoicismo é uma doutrina essencialmente moral quecontém também algumas doutrinas importantes sobre o conhecimento humano e sobre aestrutura do cosmo.Dessa forma, a filosofia estóica formou-se pela ação de três filósofos, que um depois dooutro, deram cada um a própria srcinal e conspícua contribuição às doutrinas da Escola,chamada “Estoicismo (...) um dos três principais movimentos que constituem a filosofiahelenística”[1]., que em sua doutrina preocupava-se em seu sentido ético refletir sobretudo uma norma de vida, o segredo da felicidade, um princípio de conduta queassegure a paz da alma.[1] Dicionário de filosofia de Cambridge. Dirigido por Robert Audi; (tradução João PaixãoNetto; Edwino Aloysius Royer et al.). São Paulo: Paulus, 2006. (Coleção dicionários) p.293  Aspectos Históricos  As srcens do estoicismo estão ligadas a Zenon de Cítio (336 -264 a.C.), que,após ter ouvido as lições do cínico Crates e de alguns seguidores de Platão, por volta doano 306, começou a ministrar as suas lições debaixo de um pórtico (stóa) de Atenas. Assim, teve início uma nova escola filosófica.  Gustavo MedeirosOliveira GhustavoliveiraFormado em Sociologia eFilosofia Ver perfil de Gustavo > 318 RECOMPENSAS 102 PUBLICAÇÕES SUAS ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES Wittgenstein e a linguagemPrimeira Maratona do Me Salva!O bem e o mal 105.032  PT Publicidade  VOCÊ TAMBÉM PODE SEINTERESSAR POR... Van Halen – Can’t StopLovin’ YouA nova rainha do pop   5 RECOMPENSAS ×4 Acesso    Junte-se ao BeevozFale o que pensa! TENDÊNCIASCULTURAMÚSICACINEMALITERATURAFOTOGRAFIATEATROMAIS CULTURACIÊNCIASPOLÍTICATECNOLOGIATREINOECONOMIA  13/02/2018A ética estóica (Estoicismo) - Beevozhttp://www.beevoz.net/2015/02/10/a-etica-estoica-estoicismo/2/8Com cerca de 42 anos, Zenão começa a ensinar e funda uma escola; os seus alunosforam primeiramente designados por Zenonianos, depois, segundo o costume de dar auma escola o nome do lugar onde estava estabelecida, chamou-se-lhes Estóicos.Estoicismo deriva, com efeito, da palavra grega stoa que significa pórtico, porque Zenãoensinava perto do Pórtico Poecilo, assim designado – poecilo significa revestido depinturas – porque Polignote o decorara pinturas para purificar este lugar onde, sob atirania dos Trinta, mais de mil e quatrocentos cidadãos haviam sido massacrados; aexpressão sinônima [filosofia do pórtico] é utilizada muitas vezes para designar oestoicismo.[1]  As lições de Zenon tornaram-se muito concorridas e, em pouco tempo, formou-seum numeroso grupo de fiéis seguidores de suas doutrinas; entre estes, encontravam-sepessoas famosas da vida política ateniense, como o rei Antígano Ganatas. As ideias estóicas tiveram ampla aceitação e, por longo tempo, difundiram-se por todos os lugares onde fez eco a cultura grega: em Roma, no Médio Oriente, na África. Opróprio cristianismo teve simpatia por algumas de suas ideias. Dentre as escolas desteperíodo, foi a menos combatida pelos apologistas cristãos, principalmente no que dizrespeito à moral. Seu sucesso foi maior na fase que vai desde a sua fundação até os primórdios doséc. IV da era cristã. Dentre os seus seguidores romanos mais famosos destacaram-se:Sêneca (4 a.C. – 65 d.C), preceptor de Nero; o escravo liberto Epíteto (morto em 117d.C.) e o imperador Marco Aurélio (121 d.C. – 180 d.C.), seguidor e moderador das ideiasde Epíteto.  Aspectos Filosóficos  Sucintamente podemos dizer que o principal objetivo dessa filosofia é “seguir anatureza.” Este adágio resume o pensamento filosófico de Zenon. Porque se observado,pode conduzir o homem à felicidade. Mas para compreender melhor este preceito, épreciso considerar os seguintes aspectos:DEUS – A concepção de Deus é bastante especial. Ele é visto como Razão Absoluta(logo[2]s), que gera o mundo sem que este seja radicalmente diferente de si mesmo, istoé, o mundo não é essencialmente diferente de Deus. “O mundo é um organismo em queas partes interagem para o bom funcionamento do todo”[3]. Assim, tudo é divino(panteísmo), inclusive a natureza. Além disso, os estóicos entendiam que Deus,periodicamente, renova o mundo quando este se desgasta. O mundo presente é um dosmundos gerados por Deus que, no momento propício, será renovado (palingenesia). Vem da razão divina (logos[4]), tendo todo o seu desenvolvimentoprovidencialmente ordenado pelo destino repetido identicamente a partir de uma fase domundo para a seguinte fase num ciclo interminável, terminando cada fase com umaconflagração[5] (ekpyrosis). Só existem corpos e só eles podem interagir. O corpo nessavisão é infinitamente divisível, e não possui vácuo.  A NATUREZA - Sendo divina, é perfeitamente coerente porque é regida pela RazãoDivina, podemos dizer que “(...) o conhecimento da natureza é preparação para aação”[6]. A matéria é compenetrada por qualidades que garantem aos elementos da natureza acoesão, a diferenciação e o movimento. Nos corpos anorgânicos, esta qualidade chama-se estado habitual (éksis/hábito); nas plantas, natureza (phýsis/natureza) e nos animais,alma (psikhé/alma), srcem dos sentimentos e dos movimentos instintivos. Por exemplo,elementos como,O HOMEM – Ocupa lugar especial no universo. É superior em relação aos demais serespelo fato de participar do logos divino em maior grau do que qualquer outro ser vivente. Oseu objetivo na natureza, ou seja, a sua finalidade não é a contemplação, mas, a ação. Éatravés da ação que o homem encontrará a verdadeira felicidade, pois é o ápice de tudo,aonde ele desenvolverá a ataraxia[7] (imperturbabilidade). Trata-se de um estado de imperturbabilidade decorrente da meditação e da resignaçãoconsciente de que existem coisas sobre as quais não temos o poder de mudar. O maior poder, para os estóicos, está em saber aceitar que não é possível controlar tudo. Talvirtude é oriunda da profunda meditação e do exercício da introspecção, conduzindo aum contato com o Saturno interior [8]. Ele só consegue chegar a esse grau devido ao fato desse possuir uma almaespecial que está em estrito contato com a natureza e de ser responsável por uma As imagens só curiosossaber valorizar IIRemakes Publicidade  13/02/2018A ética estóica (Estoicismo) - Beevozhttp://www.beevoz.net/2015/02/10/a-etica-estoica-estoicismo/3/8conduta moral a que nenhum outro ser tem acesso. Portanto sua conduta não é a mesma em aparência e externamente: ali onde o imperfeitocumpre um simples dever (kathekon), o sábio cumpre um dever perfeito (kathekontéleion) ou ação reta (katortama), graças a seu acordo consciente com a naturezauniversal[9]. Para que isso aconteça, o ser humano deve exercer práticas as quais a naturezaquer que ele exerça, para assim buscar um nível elevado, o qual, ele possa conhecer assuas limitações, e assim, alcançar um estado de harmonia corporal, moral e espiritualpara saber diferenciar o que é bom e o que é mal.  A ÉTICA ESTÓICA  Ética[10] criada por Sêneca, denominada de estoicismo[11]. É uma doutrina que visa representar uma ideia de respeito ao universo e suas leis cósmicas. A ética estóica é uma ética que se pauta na compreensão reflexiva, na meditação queconduz a um estado de imperturbabilidade, de serenidade e de paciência: virtudessaturninas que, se integradas, conduzem a uma paz duradoura e permitem o exercício doverdadeiro poder, aquele que exercemos sobre nós mesmos, sobre nossos aspectosmais animalescos e primitivos[12]. Resumidamente podemos dizer que, “a ética dos estóicos é uma teoria do usoprático da Razão”[13]. É uma busca de fazer com que a razão seja algo “materializável”.  Moral  O aspecto ao qual o estoicismo deve sua fama é, sobretudo, o da moral. Por maisde meio milênio, a mensagem estóica serviu de consolo para muitos homens diante dosmales do mundo e de suas ilusões. O propósito da moral estóica é como também o foi das outras escolas, afelicidade humana. Porém, o caminho indicado para alcançá-la foi distinto. A diferençaconsistiu, principalmente, no valor que atribuíram ao ser humano. O homem é superior aos demais seres porque a sua natureza é dotada da razão (lógos). A razão é capaz deultrapassar os limites dos prazeres como queriam os epicuristas. Se a razão se reduzisseà contabilidade hedonística, o homem não estaria muito além dos demais animais. Ologos humano é entendido, segundo Zenon, no seu verdadeiro plano. Ele é visto comofragmento e um momento do lógos divino. Sêneca diz que a razão coloca o homemacima de todos os animais e abaixo apenas dos deuses (Epistolae, 76,9). A naturezahumana é, pois, essencialmente racional. A felicidade humana reside na prática do bem.O bem consiste no incremento permanente de sua racionalidade. Desse modo, o homemestará realizando a sua natureza, assim como os demais animais estarão realizando asua, enquanto vivem de acordo com os instintos. Se o bem está em todas as virtudes (prudência, justiça, fortaleza, moderação,piedade, etc.), o mal está no vício (injustiça, devassidão, ignorância, impiedade, etc.).Contudo, além das coisas boas e das coisas más, existem também as coisasindiferentes. São indiferentes do ponto de vista moral, isto é, possuí-las ou não, nãosignifica nem virtude nem vício. São elas: riqueza, beleza, estirpe nobre, força, saúde,fama, vida, etc, e todos os seus contrários: pobreza, feiúra, srcem humilde, morte, etc. A procura alucinada das coisas indiferentes resulta em grande perigo para arealização da natureza do homem como perfeita racionalidade. Esta é geralmenteacompanhada de vícios. Por exemplo, na busca da riqueza, o homem pode tornar-seímpio ou agir injustamente. Eis o sentido do princípio. “Segue a natureza.” O homem virtuoso é aquele queconduz os seus passos exatamente de acordo com que lhe dita a sua natureza e razão.Foge diante dos vícios e se mantém totalmente neutro diante das coisas indiferentes. Overdadeiro estóico não demonstra afetação diante delas, não se altera diante dosofrimento físico ou diante da pobreza, que são perfeitamente aceitáveis, pois ser pobreou sofrer não significa ser mau. A capacidade de dominar as paixões, as emoções ou asafetações, tanto diante das coisas empiricamente desagradáveis como daquelasagradáveis, recebe o nome de apathéia (ausência de paixões). A apathéia leva a ataraxía(ausência de movimento), estado de plena tranqüilidade ou imperturbabilidade. O sábioestóico não sofre remorso porque não age contra a razão. Ele busca sempre seguir anatureza da razão, nem que para isso se exija “sacrifícios” que aparentemente são vistoscomo coisas ruins. Sendo que “(...) há casos em que é melhor renunciar a seus deveresde família ou de magistrado”[14].  13/02/2018A ética estóica (Estoicismo) - Beevozhttp://www.beevoz.net/2015/02/10/a-etica-estoica-estoicismo/4/8 A moral estóica encaixa-se perfeitamente com a situação política do homemgrego de então. Todas as “aparências”, tão valorizadas na polis e não mais acessíveis,são consideradas de menos importância para a felicidade humana. Enfim, o miserável, odoente, o feio, o analfabeto, o fraco, o apátrida[15], também podem ser felizes. Todospodem alcançar a ataraxía, pois todos são gerados e movidos pela natureza. Sendo quesegundo os estóicos “o sábio e o imperfeito tem exatamente os mesmos deveres, até oponto de que o sábio, por perfeito e feliz que seja, deverá abandonar a vida pelo suicídio,se sofre em excesso de coisas contrárias à natureza”[16]. Eles partem de uma razãouniversal e isso afirma semelhanças de gêneros inclusive no que diz respeito a Deus.Sendo assim, “nenhuma distinção deste gênero há aqui, já que se vê na virtude apenas arazão universal. Deus mesmo não tem uma virtude diferente da dos homens”[17]. Pois avirtude de ambos é a prática do bem.  Antropologia  Segundo os estóicos, o homem é um composto de corpo e alma. A alma é entendidacomo um fragmento da alma cósmica. A alma individual é partícipe da alma universal queé Deus. Contudo, a alma humana não é imaterial. Ela é também corpórea, isto é,material, porém, a matéria que a constitui é privilegiada. Os estóicos denominam-na depnéuma. Por uma pnéuma¸ deve-se entender sopro, alento ou, mais propriamente, o “ar deslocado pelo ato de soprar” e, por extensão, “força vital”, “espírito”. O homem quebusca alcançar o seu maior grau de perfeição, buscará seguir a vontade de Deus, ouseja, o destino proposto pelo Criador. Sendo assim, “(...) o homem perfeito (...) escolheráa enfermidade, por exemplo, se sabe que é desejada pelo destino: mas em caso deigualdade[18], escolherá preferencialmente a saúde” [19].  A alma penetra todo o organismo físico, já que os estóicos admitem ainterpenetrabilidade da matéria. Enquanto penetra e vivifica todo o corpo humano,presidindo as suas funções, a alma é dividida em oito partes: a central ou hegemônica éa que tudo dirige e coincide, sobretudo com a razão, outras cinco partes constituem oscincos sentidos, a sétima preside a fala e a última preside a geração. Atribuem a algumas“partes” funções variadas. Por exemplo, cabe à parte hegemônica as seguintes funções:sensação/representação, assentimento, apetite e raciocínio.Sensação/representação - é a impressão causada pelo objeto, que é transportada paraalma através dos sentidos. A representação é uma marca material na alma.Considerando a alma de ordem material, não é difícil aceitar tal afirmação. Em algumaspassagens, essa função é chamada de percepção. Assentimento – A representação em si não significa ainda a verdade. É um sentir quenão depende exclusivamente do sujeito, podendo ser verdadeira ou falsa. Arepresentação postula um livre assentimento de logos que irá julgá-la falsa ou verdadeira. Apetite – O assentimento à verdade dá ocasião à realização do bem. O bem somentepode ser praticado se houver a vontade de sua prática. Assim, o bom apetite é atendência para a virtude e o mau apetite é a tendência para o vício. O apetite pode ser associado à vontade.Razão – É a função central da pnéuma, sendo responsável pela ordem no âmbito dasatividades psíquicas. Estabelece os princípios da sucessão e da coexistência entre todasas outras funções. A alma é, pois, o elemento que vivifica o corpo, além de ser responsável pela atividade do conhecimento e pela vontade. No âmbito do pensamento estóico, a questão do destino da alma não se constituiem problema. Não sendo ela imaterial, é necessariamente mortal. Sua morte pode-se dar tanto no momento da morte do corpo quanto após, porque a matéria da qual se constituié mais sutil que a do corpo. Segundo alguns estóicos, a morte de todas as almas se dáno momento em que Deus intervém para recriar o mundo.  CONCLUSÃO  O estoicismo durou cerca de 500 anos e grande foi a sua influência entre os gregos eromanos. No que diz respeito a ética em se tratando da moral para os estóicos, o fimsupremo, o único bem do homem, não é o prazer, nem a felicidade, mas a virtude que éa pratica do bem. Sendo assim, a ética estóica foi um campo de vasta contribuição para aconstrução filosófica na Grécia antiga, estendendo-se seu ensinamento moral, queexerceu tanta influência na moral cristã (com a qual a ética estóica tem uma relaçãosemelhante a da metafísica aristotélica e com a teologia). Antes de tudo, o rigorismo excessivo, que tem às vezes aspectos desumanos e visa a umideal de vida às vezes abstrato e quimérico, além de contaminado por traços de egoísmo.

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