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A Europa Industrial No Século Xix E Portugal Na Segunda Metade Do Século Xix

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A europa industrial no século xix e Portugal na segunda metade do século xix Inovações agrícolas e novo regime demográfico  A agricultura: melhoria das técnicas agrícolas; aumento; aumento da produtividade Ao longo dos séculos XVII e XVIII, primeiro na Inglaterra e depois na Holanda, assistiu-se a uma Revolução Agrícola ,ou seja, a um conjunto de profundas alterações que ocorreram na agricultura, nomeadamente no regime de propriedades, nas técnicas e utensílios de cultivo utilizados, bem como nas culturas desenvolvidas, que provocou inúmeras consequências. A REVOLUÇÃO AGRÍCOLA Alterações no regime de propriedade- Formação de grandes propriedades agrícolas vedadas (enclosures); Mudanças e inovações de técnicas- Drenagem de pântanos; rotação quadrienal de culturas ; seleção de sementes e de gado ; etc. Consequências : Fornecimento de mão-de-obra à indústria; fornecimento de matérias-primas e de capitais à indústria (Arranque da revolução industrial). Aumento da produtividade - Modificação dos hábitos de higiene; melhoria da alimentação; progressos na medicina – maior resistência a doenças; diminuição de mortes (sobretudo infantil) : crescimento populacional; Aumento de mão-de-obra disponível. Na Inglaterra durante os séculos XVII e XVIII, ocorreram transformações no regime de propriedade. Assim durante este período, a nobreza rural conseguiu alargar as suas propriedades através de: Anexação de baldios , que deixaram de ser comunais (de pertencer ao todos os habitantes da região) para se tornarem propriedade privada; Compra de terrenos a pequenos proprietários arruinados; Desta forma os nobres rurais ingleses, conseguiram alargar as suas propriedades e formaram assim as enlouses, ou seja, grandes propriedades, vedadas com sebes, aproveitadas para a agricultura mas, sobretudo, para a criação de gado. Paralelamente às alterações do regime, ocorreram, neste período, mudanças e inovações técnicas. Com o objetivo de alargar as áreas cultiváveis, os proprietários rurais decidiram drenar os pântanos e melhorar os solos arenosos, juntandolhes argila e calcário . Os solos eram também fertilizados com estrume de animais, para que se tornassem ainda mais férteis. Outra das inovações que mais se destacou neste período foi a rotação quadrienal, de culturas que substituiu o afolhamento trienal utilizado desde a Idade Média. a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA Condições da propriedade inglesa A Inglaterra reunia, no século XVIII, um conjunto de condições favoráveis que lhe permitiram ser o país pioneiro na Revolução Industrial. Políticas- O Parlamentarismo, regime político vigente, defendia os interesses tanto da nobreza como da burguesia, o que ajudou o país a desenvolver-se economicamente. Sociais- Tanto a nobreza como a burguesia inglesa eram bastante empreendedoras, ativas, dinâmicas e dispostas a inovar e a investir. Muitos trabalhadores rurais vindos dos campos, onde deixaram de ser precisos, graças à Revolução Agrícola, encontravam-se disponíveis para trabalhar na indústria. Económicas - O comércio de excedentes agrícolas, mas, sobretudo, o comércio colonial inglês proporcionaram elevados lucros, permitindo à Inglaterra acumular capitais que poderiam ser investidos. A Inglaterra dispunha de matérias-primas em grande quantidade provenientes do solo nacional e também de todo o Império Inglês. Assim das enclosures inglesas saiam grandes quantidades de lã, graças á criação de gado. Das colonias chegava o algodão. A Inglaterra tinha um subsolo rico em hulha de ferro e dispunha de um extenso mercado interno e externo. Devido à Revolução Agrícola e, consequentemente, ao crescimento da população, o mercado alargou-se consideravelmente. Externamente a Inglaterra exportava para as colónias e para os países europeus menos desenvolvidos. Técnicas - A Inglaterra, graças às suas condições geográficas, dispunha de uma alargada rede de comunicações, já que possuía bons portos, rios e canais navegáveis. Também as estradas estavam desenvolvidas neste país. Máquina a vapor de James watt Os setores de arranque da revolução industrial A Revolução Industrial arrancou inicialmente no setor têxtil, nomeadamente da lã e principalmente do algodão. A Inglaterra dispunha de matérias-primas essenciais para o desenvolvimento deste setor e exportava grandes quantidades deste tecido. A produção têxtil evolui bastante com os inventos técnicos que foram surgindo. Os setores de arranque da revolução industrial Um pouco mais tarde, os setores metalúrgico e mineiro foram também abrangidos pela Revolução Industrial, devido ao progresso dos transportes. Também a necessidade, cada vez maior, de produzir e manter o funcionamento das máquinas destinadas tanto à agricultura como à indústria levou ao desenvolvimento destes dois setores. Progressos Técnicos e Alterações no regime de produção A máquina a vapor foi o mais importante invento técnico ocorrido no século XVIII, marcando o início da Revolução Industrial. Criada, em 1722, por Newcomen a máquina a vapor foi aperfeiçoada por James Watt. A máquina a vapor foi utilizada na indústria e nos transportes desenvolvendo os dois setores. Provocou ainda o desenvolvimento da exploração mineira. O progresso da indústria levou ao desenvolvimento dos transportes porque era preciso transportar rapidamente as matériasprimas até às fábricas e escoar os produtos trabalhados para mercado. Sendo que os caminhos-de-ferro, estradas e canais foram melhorados e os transportes melhorados para mais rápidos e eficazes. Os eventos técnicos do século XVIII, com especial destaque para a máquina a vapor, transformaram o regime de produção A Revolução Industrial trouxe consequências tais como, a transformação de paisagens. Junto às fábricas viviam os operários em casas pequenas e degradas sem segurança e com as mínimas condições de higiene.Tinham um salário baixo e a sua alimentação era à base de batata e pão O Ambiente ficou também bastante poluído. O TRABALHO INFANTIL Uma das consequências negativas da Revolução Industrial foi a multiplicação do trabalho infantil nas fábricas com o objetivo de reduzir os custos, os patrões preferiam mão-de-obra barata. As crianças eram tratadas de modo cruel, tendo em conta o número de horas que trabalhavam por dia e o baixíssimo salário que auferiam. Uma revolução percursora: o nascimento dos EUA No século XVII, a Inglaterra possuía treze colonias na América do Norte que apesar, de possuírem diferenças entre si, tinham importantes laços em comum: língua, tradições culturais, a religião e uma forte tradição de liberdade e pensamento. As Colónias Inglesas: Revolta e Independência: As colónias estavam obrigadas, pela Inglaterra, a fazerem comércio apenas com esta potência, o que provocou descontentamento, sobretudo, pela burguesia rica e empreendedora desenvolvida nessa região. Por outro lado, o aumento dos impostos, nomeadamente da taxa sobre o açúcar, o chá e o papel selado, desencadeou sentimentos de revolta dos colonos em relação à metrópole. Face a este descontentamento, os colonos reagiram e ocorreram alguns acontecimentos acontecimentos decisivos para a independência da colónia: 1773- um conjunto de colonos da América do Norte, no porto de Boston disfarçados, lançou um carregamento de chás ao mar. 1775- realização de um Congresso em Filadélfia, onde representantes das treze colónias decidiram organizar um exército, liderado por George Washington, para fazer frente a Inglaterra. 1776- realização de um outro congresso em Filadélfia onde representantes das treze colónias proclamaram a sua A constituição americana Quatro anos mais tarde, em 1787, os EUA aprovaram a sua Constituição, que estabelecia a criação de um Estudo Federal, ou seja, um estado que englobava vários Estados, autónomos em vários aspetos, como , por exemplo, na saúde e nas leis. Contudo, todos respeitavam a Constituição e as decisões do Governo Central, em questões como as relações externas ou a política de defesa. Entre muitos outros aspetos, esta Constituição estabelecia a divisão dos poderes, mas também na defesa da ideia que os governantes deveriam ser escolhidos pelo povo, embora nos EUA permanece ainda o sufrágio censitário. A independência dos EUA constituiu a primeira revolução liberal que saiu vitoriosa e que inspirou outras nações europeias, nomeadamente a França. A revolução francesa O descontentamento pré-revolucionário: Em finais do século XVIII, em França, vigorava o Absolutismo, numa época em que as ideias iluministas colocavam em causa este regime político. A agricultura continuava a ser a principal atividade económica e a sociedade era marcada por profundas desigualdades sociais: Nobreza e Clero (cerca 2% da população) eram grupos privilegiados, estando isentos do pagamento de impostos e ocupando importantes lugares na administração. O terceiro estado vivia sobrecarregado de impostos, que pagava ao rei, aos proprietários das terras e à igreja. Nos finais do século XVII, a França encontrava-se a viver grandes dificuldades, nomeadamente um crise económica, devido aos sucessivos maus anos agrícolas, que provocaram escassez de cereais, subida de preços destes produtos essenciais na alimentação da população, e uma crise financeira. Face a todos estes problemas, o descontentamento social era cada vez maior. A burguesia (terceiro estado) também estava descontente pelo facto de não ocupar os mais importantes lugares públicos e pelo efeito que gerou a crise económica e financeira nos seus rendimentos. Com o intuito de resolver a grave crise que se tinha instalado em França, o monarca XVI decidiu cobrar impostos aos grupos privilegiados. Esta decisão desagradou profundamente o Clero e a Nobreza. Perante toda esta situação, Luís XVI, convocou os Estados Gerais (que não se reuniam desde 1614), ou seja, a assembleia consultiva onde se reuniam representantes do Clero, da Nobreza e do Terceiro Estado. OS ESTADOS GERAIS Os estados gerais reuniram-se a 5 de maio de 1789. Logo no início da reunião, os membros do terceiro estado rejeitaram a forma tradicional de voto, exigindo voto por cabeça que lhes garantia a vitória visto que eram quem tinha maior número de representantes. O clero e a nobreza rejeitaram, mas o terceiro estado não cedeu. Assim realçando o facto de representarem a maioria da população, os membros do terceiro estado decidiram formar uma Assembleia Nacional, na qual seriam os representantes da nação Francesa. O rei apercebeu-se que não tinha alternativa, ordenou os grupos privilegiados a reunirem-se com os membros do terceiro estado, formando-se a Assembleia Nacional, que tinha o objetivo de elaborar uma constituição. Com a aprovação da Constituição Francesa, terminaria, na prática, a existência de uma Monarquia Absoluta em França. Luís XVI contudo, reagiu, ameaçou dissolver a Assembleia Nacional e ordenou as tropas que cercassem Paris. O povo, reagiu a 14 de julho 1789, com a tomada da bastilha. A bastilha era um símbolo de poder absoluto, onde, iam parar todos os que se oponham ao regime. E ,nesse ,dia as portas foram abertas e todos os detidos foram libertados. Também nos centos rurais, os camponeses atacaram as terras senhoriais. Era o triunfo da Revolução Francesa, também conhecida como Revolução burguesa, porque era quem estava a frente desta revolução. A Ação da Assembleia Nacional: A Assembleia Nacional Constituinte reuniu-se entre Agosto de 1789 e Setembro de 1791. Durante este período, foram A Ação da Assembleia Nacional: A Assembleia Nacional Constituinte reuniu-se entre Agosto de 1789 e Setembro de 1791. Durante este período, foram aprovadas importantes leis: - Abolição dos direitos feudais e extinção da dízima paga ao clero; - Aprovação da Constituição de 1791, que instaurou uma monarquia constitucional, que estabelecia a separação de poderes e definia a soberania popular. - Publicação da Declaração dos direitos do homem e da população. O Radicalismo revolucionário A convenção (1792-95) A monarquia constitucional terminou em 1792, não conseguindo equilibrar o clima instável do país e pôr fim ao descontentamento social generalizado. Nesse mesmo ano, a França foi invadida pelos países que se opuseram à revolução e que pretendiam repor a monarquia absoluta. Todo este clima levou à dissolução da Assembleia Legislativa por parte dos revolucionários, tendo sido substituída pela Convenção, que instaurou uma República. O Rei Luís XVI, acusado de conspirar contra a própria pátria, foi preso e condenado à morte. O DIRETÓRIO (1795-99) Todos os excessos cometidos durante a Convenção desagradavam cada vez mais os Franceses, sobretudo a burguesia, anteriormente a grande apoiante deste regime. Robespierre acabou mesmo por ser guilhotinado em, 1794. Iniciou-se então um novo período designado Diretório, durante o qual o poder executivo estava entregue a cinco diretores, elementos da burguesia. Contudo, a França continuou a viver períodos de instabilidade, provocados sobretudo pela crise económica. O exército parecia cada vez mais o único órgão capaz de fazer frente a esta situação. Surgiu então a figura Napoleão Bonaparte, um prestigiado general, que se apoderou do poder, em 1799. Napoleão ao Poder : Napoleão Bonaparte foi reforçando o seu poder em França, assumindo-se como o dirigente político máximo do país. A QUEDA DE NAPOLEÃO Não conseguindo a aceitação do Bloqueio Continental por parte de todos os países europeus, e tendo de se defrontar com a revolta de Espanha e de outras áreas em relação ao domínio francês, o declínio de Napoleão acelerou-se, agravado pelo fracasso da invasão à Rússia, em 1812, onde o exército francês foi domado pelo frio e pela fome. Em março de 1814, as tropas de Prússia, da Áustria e da Rússia invadiram a França, derrotando o exército de Napoleão. Era a queda final do general francês, derrotado na batalha de Waterloo, na Bélgica, em 1815, e do seu Império. Mas apesar da queda de Napoleão, a Revolução Francesa deixou marcas por todo o Mundo: a difusão dos ideias de liberdade, igualdade e fraternidade, e a consagração do direito de cidadania. A Revolução Liberal Portuguesa: Em, 1086, Napoleão decretou aos países europeus o Bloqueio Continental, com o objetivo de enfraquecer economicamente a Inglaterra. Portugal não aderiu ao Bloqueio Continental, porque mantinha uma antiga relação com a Inglaterra. Face a esta atitude, as tropas de Napoleão invadiram Portugal, em 1807. Sucederam-se outras invasões. Face ao aproximar das tropas francesas, quando da 1ª invasão a família Real portuguesa fugiu para o Brasil, para a cidade de Rio De Janeiro, de forma a não ser aprisionada pelos franceses. Por isso, na prática, o Brasil tornou-se a metrópole do reino. Apesar de Portugal ter expulso os franceses, com a ajuda da Inglaterra, as consequências para o nosso país foram grandes: destruição, roubos, perdas humanas, a agricultura, a indústria em desorganização. AS CORTES CONSTITUINTES Após a Revolução, foi constituída a Junta Provisional do Governo do Reino, que tinha como prioridade organizar as eleições para as cortes constituintes, cuja a função principal era elaborar a Constituição. A constituição foi aprovada em1822, instaurando-se um novo regime político designado monarquia constitucional. A constituição consagrava vários princípios fundamentais: - A igualdade entre todos os cidadãos. - A soberania da nação: o poder era exercido através da eleição dos deputados às Cortes; - A divisão dos poderes: o executivo cabia ao rei, o legislativo às cortes e o judicial aos tribunais. As cortes constituintes exigiriam ainda o pregresso do rei D. João Vi do Brasil, e levaram a cabo uma importante atividade legislativa: decretaram, a liberdade de imprensa, foram responsáveis pela extinção da Inquisição, pela nacionalização dos bens da Coroa, pela abolição dos direitos senhoriais, entre outras medidas. A independência do brasil Como sabes, em 1807, aquando a 1ª invasão francesa, a Corte Portuguesa partiu para o Brasil, o que constituiu um fator de desenvolvimento para esta região do Império, sobretudo devido à abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional. A par desse desenvolvimento económica, o Brasil conheceu também um grande desenvolvimento económico, o Brasil conheceu também um grande desenvolvimento político e cultural nos 13 anos em que lá permaneceu a Corte, tendo sido, em 1815, elevado à categoria de reino. O Rei D. João VI foi obrigado, pelas cortes a regressar a Portugal. Por isso no Brasil deixou o seu filho, D. Pedro, como regente. Entretanto, as Cortes Constituintes decidiram retirar muitos dos privilégios até então concedidos ao Brasil, restringindo-lhe a sua autonomia. O Brasil não aceitou bem estas decisões vindas de Portugal. Impulsionados pela Revolução Liberal Portuguesa e, sobretudo, pelos exemplos vitoriosos das Revoluções Americana e Francesa, os Brasileiros levaram a cabo movimentos independentistas e D. Pedro, em 1822, declarou a independência do Brasil, tornando-se Imperador desse país, num episódio que ficou conhecido como O Grito de Ipiranga. A DIFÍCIL IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL O triunfo dos liberais e a consequente aprovação da Constituição de 1822 não agradou a alguns setores da sociedade portuguesa, particularmente à Nobreza e ao Clero, que viram muitos dos seus anteriores privilégios retirados. Desejosos de voltar aos tempos absolutistas, protagonizaram uma oposição aos liberais, liderados por D. Miguel, e defenderam o regresso ao Absolutismo, levando a cabo revoltas para tentar repor este regime político. Contudo, toda esta situação se veio a agudizar com a morte de D. João VI. Foi então que D. Pedro, Imperador do Brasil, foi declarado rei de Portugal. Não querendo abandonar o Brasil, D. Pedro abdicou do trono a favor da sua filha, D. Maria da Glória. No entanto esta tinha ainda sete anos, ficando então como regente do reino o seu tio, D. Miguel, até à maioridade da princesa. Ao mesmo tempo, D. Pedro outorgou e jurou a Carta Constitucional, que vinha substituir a Constituição de 1822. A carta procurava ser uma solução de equilíbrio entre liberais e absolutistas e, por isso, era mais moderada do que a Constituição, reforçando os poderes do rei, retirando assim a supremacia ao poder legislativo. A aprovação da carta Constitucional criou divisões no seio dos liberais: uns eram a favor deste novo documento, chamados de cartistas, outros, os vintistas, desejavam o regresso da Constituição de 1822. D. Pedro exigiu que o seu irmão aceitasse as suas condições, nomeadamente o juramento da Carta Constitucional, o que o novo regente se comprometeu a fazer. Contudo, logo em 1826, D. Miguel voltou atrás com a sua palavra e fez-se aclamar rei absoluto, passando a perseguir, de forma violenta, todos os defensores do liberalismo, tendo muitos deles se refugiado nos Açores e Londres. Era o início da guerra civil entre liberais e absolutistas neste período, conturbado da História de Portugal, conhecido por vintismo. A GUERRA CIVIL Atento ao que se passava em Portugal D. Pedro IV decidiu agir. Assim, em 1832, abdicou do trono do Brasil em favor do seu filho e assumiu a regência de Portugal, em nome de sua filha, D. Maria da Glória. Tinha a seu lado a Inglaterra e também a França. Decidiu então organizar um exército juntando-se na ilha Terceira, nos Açores, aos exilados liberais e partiu para Portugal, desembarcando, ainda nesse ano, numa praia perto do Porto, ocupando essa cidade sem grande resistência. D. Miguel e as suas tropas cercaram o Porto durante um ano; os habitantes desta cidade e os liberais resistiram até à derrota dos absolutistas. A partir do Porto, a guerra civil estendeu-se a quase todo o país, tendo os exércitos liberais alcançado uma série de vitórias, nomeadamente a reconquista de Lisboa, em 1833. Em Maio de 1834, D. Miguel aceitou assinar a paz, na convenção de Évora-Monte, abandonado depois definativamente, o país. Era o triunfo liberalismo. AS REFORMAS DE MOUZINHO DA SILVEIRA Vencidos os absolutistas, os liberais puderam efetuar reformas no país, com o objetivo de
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