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A Evolucao Dos Mapas Atraves Da Historia

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A EVOLUÇÃO DOS MAPAS ATRAVÉS DA HISTÓRIA Setembro de 2008 Autor: Mario Ruíz Morales Subdelegación del Gobierno de Granada Universidad de Granada Tradução e ampliação: Iran Carlos Stalliviere Corrêa Museu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe Departamento de Geodésia – Instituto de Geociências – UFRGS Porto Alegre-RS, Brasil ANTECEDENTES PRE-HISTÓRICOS As primeiras manifestações cartográficas não podem ser datadas, entretanto é certo e inquestionável sua existência em tempos pré-históricos
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  A EVOLUÇÃO DOS MAPAS ATRAVÉS DA HISTÓRIA Setembro de 2008 Autor:Mario Ruíz MoralesSubdelegación del Gobierno de GranadaUniversidad de GranadaTradução e ampliação:Iran Carlos Stalliviere CorrêaMuseu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim ChaffeDepartamento de Geodésia – Instituto de Geociências – UFRGSPorto Alegre-RS, Brasil  ANTECEDENTES PRE-HISTÓRICOS   As primeiras manifestações cartográficas não podem ser datadas,entretanto é certo e inquestionável sua existência em tempos pré-históricos,como podem ser observadas em desenhos gravados em cavernas epetroglifos. Nestas gravuras são mais prováveis que fossem representadosos aspectos relacionados com a subsistência e a localização no entorno,mais ou menos imediato, do local em que estes primeiros habitantes seencontravam. Entre os petroglifos mais importantes figuram os descobertosem Bedolina (Capo di Ponte. Itália), por Raffaelo Battaglia, que os deu aconhecer, em Londres, durante uma conferência de arqueologia, ocorrida noano de 1962; alguns estudos defendem que estas gravuras, se tratam deimagens dos terrenos cultivados, em um vale, na Idade do Bronze. Nãoobstante, é importante salientar que também estão documentadas asprovas de que surgiram, ao mesmo tempo, desenhos mais transcendentesdo tipo astronômico, incluindo as imagens da Lua, do Sol, de estrelasisoladas e de constelações. Plano com a composição dos petroglifos de Bedolina (Valcamonica).As dimensões do srcinal são 2,30 x 4,16m.    Os registros históricos, propriamente ditos, formaram-se em épocasremotas, o mais antigo, de que se tem notícia, é o do mural de Çatal-Hüyük , com o qual se inicia a cronologia da Cartografia urbana, desde quefoi descoberto, no transcurso de escavações realizadas no ano de 1963, porJ. Mellaart. A imagem tem uma idade de mais de oitenta séculos e nela sepode observar, além do povoado, um vulcão em erupção, mediante seuperfil. O muro pintado de Çatal-Hüyük (Turquía).   AS TÁBUAS DA BABILÓNIA E OS PAPIROS DO EGITO. Na mesma região, do Oriente médio, localizam-se outros exemplosremotos de representações cartográficas, melhor delineados que o desenhoanterior e muito bem conservados, devido ao material argiloso empregado.Dentre todos eles merecem destaque três casos verdadeiramentesingulares: O primeiro deles é a planta de um templo, que forma parte daestatua de Gudea (século XXI a.C.), e incorpora uma escala gráfica; osegundo, desenhado em escala, é o célebre plano do povoado de Nippur(1.500 a.C.), o qual mostra as muralhas da cidade, canais, armazéns e atéum parque; o terceiro exemplo é a primeira representação orientada de quese tem notícias, conhecida como o mapa de Nuzi , nele figura umapropriedade rural, com uma superfície de uns 121 hectares, e o nome deseu proprietário. Entretanto o mais interessante é que, sobre o mesmo, seobserva a presença de três pontos cardeais: Este (na sua parte superior),Norte e Oeste.Pode-se afirmas, por tanto, que na antiga Babilônia já eramconhecidos os elementos básicos, e também imprescindíveis, para o estudoda geodésia e da cartografia matemática. Também foi ali onde se construiuo primeiro mapa-múndi conhecido, mesmo tratando-se de umarepresentação muito esquemática. O mapa, em argila, data do século VI a.C. e apresenta o desenho do mundo como um disco flutuando em um míticooceano, um mundo praticamente limitado pela cidade de Babilônia, que é  simbolizada por um retângulo alargado, e o rio Eufrates que flui desde asmontanhas da Armênia. O mundo babilônico, (o srcinal mede 12,5 x 8 cm).  Na mesma época floresceu a civilização egípcia, tão desenvolvida nasciências astronômicas e matemáticas. Muitos anos depois afirmava Heródotoque ali se inventou à geometria. Do mesmo modo é confirmado, nasbiografias de Pitágoras, que seu conhecimento esteve influenciado pelo queaprendeu no Egito e que foi o Egito quem desenvolveu a Geometria prática,a qual seria conhecida também como Topografia, a partir do século IV a.C.A geometria dos egípcios se refletiu, desde tempo imemoráveis, em suaagrimensura, certamente desenvolvida ao ponto de poder replantear osdetalhes topográficos desaparecidos pelas cheias do rio Nilo.Ali deviam ser freqüentes os trabalhos cadastrais e de explotaçãomineral, cuja expressão gráfica é difícil de ser encontrada, devido àfragilidade do papiro empregado como suporte da mesma. Não obstante,temos alguns excepcionais exemplos bem conservados, que não convémdeixas de citar. O mais notável é o conhecido papiro de Turín , ou planodas minas de ouro, do ano de 1.150 a.C. O papiro consta de duas seções, amais importante delas tem uma altura de 40 cm, figurando desenhado namesma dois caminhos paralelos, conectados por outro transversal quepercorre regiões montanhosas de cor rosácea. O significado da cor éexplicado por um texto que classifica as zonas coloridas como as zonas emque se extraia o ouro.   O papiro de Turín, ou plano das minas de ouro localizadas na Núbia .Outro exemplo digno de se mencionar é o papiro atribuído a Artemidoro de Efeso , pois se trata de uma das mais antigasrepresentações de parte da Espanha peninsular, que pode ser identificadacomo uma zona da província de Huelva (ao Noroeste de Punta Umbría); opapiro foi adquirido pelo Museu Egípcio de Turín, em outubro de 2004.Igualmente dignos de menção são os papiros de Moscou e Rind, nesteúltimo, conservado no Museu Britânico, aparecem as regras fundamentaisda agrimensura egípcia. Reprodução da Groma, conservada no Museu de Nápoles, e o codo real.  Evidentemente os exemplos que acabam de ser citados, em uma ououtra civilização, não são concebíveis sem um desenvolvimento, emparalelo, do instrumental necessário. Como se sabe não se pode precisar adata da criação da régua e do compasso, ou do denominado nível depedreiro, tal como se sucede com a groma egípcia , empregada para traçarperpendiculares, logo melhorada pelos topógrafos romanos, os chamados gromatici  . A propósito da denominação antiga dessa profissão, ela nos fazrecordar que os agrimensores egípcios eram conhecidos pelos gregos como arpedonaptos ou esticadores de cordas  , em clara referencia a técnicade utilização de cordas com nós para medir as distâncias em seus trabalhos(o intervalo entre os nós era a de um codo real , que equivalia a 52 cmaproximadamente).
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