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A Fraternidade

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  A FRATERNIDADE Há um clamor geral que se tem tornado muito persistente. Perdura há séculos, e, ainda hoje, se ma-nifesta entre nós. Este clamor se chama Fraternidade.A Fraternidade significa que todos os homens so, interiormenteiguais. !ugere, em erdade, que todos esto unidos. !ignifica, ainda,que é apenas necessário que os homens aceitem este parentesco para que se manifeste a cessa#o de suas diferen#as.$m eminente marechal europeu disse, certa e%& '()em-me umE*ército que sai+a pelo que está lutando e que deseje por isto lutar, e jamais serei derrotado'. Para que a Fraternidade se torne realidade, a e*presso terá de ser compreendida por todos os po os.o de erá ser, apenas, um clich), falado por aque-les que a aspiram. A Fraternidade de e ser um princpio inteligen-temente analisado.  homem de erá sa+er o que, com rela#o a ela /a Fraternidade0, é poss el e o que no é.$ma análise do princpio da Fraternidade, re elaria o que a humanidade tem em comum. A parte fsica e org1nica do ser humano é uma caracterstica que parece a mais comum. Estruturalmente, em outras pala ras, parecemos todos, mais ou menos iguais. ser humano, no sentido fsico, é um animal multicelular2 tam+ém o so muitas outras coisas i as. ser humano possui deter-minadas caractersticas comuns a todos os animais que pertencem 3 classe chamada de mamferos.As ra#as humanas so, apenas, distin#4es insignificantes de suaespécie. !empre que os mem+ros semelhantes de uma comunidade se tornam numerosos, constituem um tipo. !e um desses tipos for  capa% de se segregar e de manter suas caractersticas, será, ento, consi-derado como uma ra#a. 5ais tarde, se hou er aria#4es do tipo, para outras mais, estes constituiro no as ra#as. (e modo geral, a antropologia reconhece tr)s grandes ra#as que ocupa am os tr)s principais con-tinentes do mundo antigo - Europa, 6sia e 6frica. (epois, elas emigraram para o o o 5undo.Estas tr)s grandes ra#as so& a +ranca, a amarela e a negra. Em+ora haja aria#4es de tipo fsico re-presentado pelas ra#as, a qualidade essencial da espécie humana é a mesma. As aria#4es representam, apenas, particularidades, e estas no podem superar a classe de que fa%em parte. Perce+e-se, entretanto, que no há separa#o completa das aria#4es fsica e mental. A diferen#a se manifesta, unicamente, em suas fun#4es e fen7menos gerais.a nature%a fsica e mental do ser humano há duas /890 condi#4es que tornam irmos todos os homens. A primeira delas se relaciona com os organismos ati os, seus órgos e suas fun#4es. :odos os seres hu-manos, em outras pala ras, t)m o cére+ro como asede das sensa#4es. :odos eles so dotados de órgos receptores. o campo mental, tam-+ém, todos eles pensam, perce+em e imaginam, até certo ponto. a erdade, no é poss el ao ser humano dei*ar de fa%er parte dessa associa#o de fen7menos mentais e, no o+stante, continuar a ser o que chamamos de Humano Os homens não estão,realmente, buscando a unidadeabsoluta de sua espécie, muitoembora, continuamente,muito falem a seurespeito.    A segunda condi#o que esta-+elece a fraternidade, no campo mental, é a concord1ncia de pe-nsamento. ; o encontro de mentes. Este poderá se tradu%ir na inter-preta#o similar das e*peri)ncias. Poderá, por outro lado, consistir na aceita#o de uma no#o ou conceito que, tam+ém, seja auto e idente a uma outra pessoa. <ompreendem que há milh4es de seres de nossa espécie que so, estrutural e fisica-mente, mais ou menos iguais a nós.!empre que duas ou mais coisas assumem a nature%a de uma, con-ce+emos, ento, uma unidade. A concep#o de unidade surge dadi ersidade. =uando uma coisa é perce+ida como um todo, ela no nos transmite a idéia de unidade. ada há, em seu todo, para sugerirque ela jamais ti esse sido completa.!a+emos que duas ou mais mentes podem reagir, diferente-mente, a mesma impresso. =uando concordamos com o pensamento de uma outra pessoa, compreendemos as diferen#as potenciais que po-deriam ter ocorrido entre nós. A concord1ncia pro-picia a percep#o das per-sonalidades distintas que se mesclam na idéia comum. A unidade se torna, ento, aparente pela contri+ui#o dos elementos que a com-p4em. ser humano prefere a unidade de pensamento, porque esta fraternidade mental lhe permite con-ser ar sua indi idualidade. Ele no é o+rigado, pela concord1ncia do pensamento, a su+mergir sua própria entidade. Ele no perde sua indi- idualidade, como acontece no caso da similaridade corpórea.a unidade de pensamento, o Eu é preser ado. As idéias e*pressas, pertencem ao Eu. Elas esto postas em harmonia com o pensamento de um outro indi duo.s homens no esto, realmente, +uscando a unidade a+soluta de sua espécie, muito em+ora, continua-mente, muito falem a seu  respeito. o desejam, na erdade, se tomar uma fraternidade de seres estimula-dos por um impulso comum, porque, nessas condi#4es, a humanidade nada mais seria que uma série de aut7matos. Eles no estariam unidos, no erdadeiro sentido da pala ra. o teriam feito qualquer contri+ui-#o isolada de pensamento, daquela espécie de concord1ncia ou harmo-nia, de que consiste a unidade. que os homens realmente aspiram com a fraternidade, é umaconcord1ncia de pensamento que promo a a seguran#a pessoal. Estaseguran#a constitui o direito 3 e*presso indi idual do pensamento, da a#o e da e*peri)ncia.s seres humanos desejam um encontro de mentes que garanta, ao mesmo tempo, integridade a si mesmos.Em+ora os homens desejem preser ar o Eu, qualquer li+erdade a+soluta do Eu se tomaria caótica. o ha eria a#o coordenada. <ada indi duo estaria, de alguma forma, em conflito com todos os outros.; necessário que os homens reconhe#am que t)m depend)nciascomuns 3s leis do uni erso e naturais. (e em reconhecer, humildemente, sua rela#o com as su+st1ncias inanimadas chamadas de 'as coisas materiais do mundo', e suas afini-dades comtodas as coisas i as, a despeito de sua simplicidade. enhum homem ou grupo de homens, é to puro ao ponto de se situar fora dos limites de opera#o da ature%a.:odo ser humano de e participar daquilo que ele é, ao má*imo de sua compreenso e nas circunst1ncias em que se encontra.:odo conhecimento humano pro ém da consci)ncia que o ser humano tem do $ni erso. A soma da e*peri)ncia humana representa, portanto, apenas, a compreenso parcial do $ni erso. !e
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