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A Funcao Da Terminologia Na Construcao Do Objeto Da Ciencia Da Informacao

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Funções da terminologia
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  A função da terminologia na construção do objeto da Ciência da Informação[1]    Funcion of terminology in Information Science's object construction    por  Nair Yumiko Kobashi, Johanna W. Smit e Maria de Fátima G.M. Tálamo Resumo: A i!n ia da #n$orma%&o ' um ampo ient($i o em onstitui%&o )ue n&o apresenta onsenso )uanto ao seu ob*eto, delimita%&o ou m'todos. +iante do $ato, uma indaa%&o torna-se ineitáel/ )uais s&o os rit'rios )ue pautam sua onstitui%&o0 A resposta usual ' )ue a i!n ia da #n$orma%&o onstitui-se interdis iplinarmente, propondo )uadros no ionais tomados de empr'stimo de dis iplinas tais omo a omuni a%&o, omputa%&o ou i!n ias onitias. Tal indetermina%&o sus ita problemas de nature1a te2ri a, u*a solu%&o re)uer a $ormula%&o de noas hip2teses )ue on$iram maior onsist!n ia ao ampo. Apresentamos omo hip2tese a id'ia de )ue, na atualidade, o termo 3i!n ia da #n$orma%&o3 imp4e-se omo um sini$i ante, isto ', omo uma $orma a1ia on eitualmente. A eita tal hip2tese omo resposta ini ial ao problema, a res enta-se para sua onsolida%&o as seuintes hip2teses au5iliares/ a6 o estudo da onstitui%&o hist2ri a do ampo poderá eiden iar momentos de estrutura%&o )ue n&o $oram su$i ientemente atuali1ados, permane endo omo subentendidos e n&o omo pressupostos e5pl( itos do dom(nio7 b6 $ormular terminoloias )ue re$litam os n8 leos $undantes da área ' ondi%&o ne essária para a e5pli ita%&o de seu dom(nio. A sistemati1a%&o da terminoloia de i!n ia da #n$orma%&o ' proposta a  partir da estrutura on eitual da área em seus di$erentes momentos. A pes)uisa, em urso, deerá ser onsolidada no 3+i ionário r(ti o de i!n ia da #n$orma%&o3.   Palavras cave:  Terminoloia7 i!n ia da #n$orma%&o7 onstru%&o do 9b*eto7 Fun%&o da Terminoloia7 Fundamentos da i!n ia da #n$orma%&o   Abstract: The s ienti$i domain o$ #n$ormation S ien e is bein $ormed and does not present an uni)ue  point o$ ie: in reard o$ its ob*e t and delimitation and methods. The arti le in)uires about the  parameters that de$ine the $ormation o$ that domain. A $re)uent repl; mentions the interdis iplinar; hara ter o$ #n$ormation S ien e and the presentation o$ on eptual $rames borro:ed $rom other dis iplines <ommuni ation, omputation, onitie S ien es6. This $a t oriinates theoreti al problems that laim $or ne: h;pothesis in order to on$er onsisten ; to #n$ormation S ien e. We suest that the term 3in$ormation s ien e3 imposes itsel$, urrentl;, as a sini$ier, or a on eptuall; empt; $orm. Takin this h;pothesis as the $irst ans:er to the problem, :e an add some au5iliar; h;pothesis/ a6 the stud; o$ the histori al onstitution o$ #n$ormation S ien e ma; dete t options that :ere not e5pli itl; dis ussed and thus remained latent7 b6 the determination o$ a terminolo; that re$le ts the ore o$ #n$ormation S ien e is a ondition to e5pli it the domain. We propose the s;stematisation o$ #n$ormation S ien e  based on the on eptual $rame:ork o$ the domain in its di$$erent moments, and intend to onsolidate the in)uir; in the 3riti al +i tionar; o$ #n$ormation S ien e3.   !e #ords:  Terminolo;7 #n$ormation S ien e7 9b*e t onstru tion7 Fun tion o$ Terminolo;7 #n$ormation S ien e Foundations   1$ Introdução  9s estudos te2ri os do ampo da in$orma%&o in umbem-se menos de interpretar os me anismos internos da área do )ue de e5aminar suas $un%4es e5ternas, subsidiárias de outras dis iplinas ou áreas de onhe imento, omumente asso iadas = presera%&o da ultura e do onhe imento. >ssa perspe tia - a de alori1ar a dimens&o t' ni a - anhou adeptos ardorosos e endossou a tend!n ia de pes)uisar pro essos disso iados dare$le5&o espe ($i a sobre as $ormas de ir ula%&o so ial da in$orma%&o e do onhe imento. Mais re entemente, sob a 'ide da interdis iplinaridade, o ampo da in$orma%&o se ! re$letido em )uadros te2ri os de ampos de onhe imento institu ionali1ados, submetendo-se = imposi%&o de rit'rios dis iplinares estranhos e nem sempre ade)uados aos seus ob*etios espe ($i os. 9 termo 3i!n ia da #n$orma%&o3 imp4e-se, desse modo, omo um sini$i ante em bus a de seu sini$i ado, u*a ompreens&o re)uer a determina%&o da estrutura on eitual do ampo em )ue se insere, $undada na inestia%&o de sua tra*et2ria na modernidade e na p2s-modernidade. Trata-se, portanto, de propor a onstru%&o do ob*eto da i!n ia da #n$orma%&o.  %$ Consideraç&es te'ricas  Seundo diersos autores <?raa @B, Ce oadi @D, Shera @E6, a oriem da i!n ia da #n$orma%&o está $ortemente asso iada = ?ibliote onomia e apresenta rela%4es om a Ar)uioloia <?earman @, Jardim e Fonse a @H, Mueller @EI, Tees @EE e@@6 e om a Museoloia <?earman @I, omulos @, Wersi @6. Al'm disso, mant'm inter$a es om uma s'rie de outras i!n ias, omo a omuni a%&o, a omputa%&o e as i!n ias onitias. >mbora obsere-se )ue a área passou e$etiamente por sistemati1a%4es e rearran*os, as mudan%as 3paradimáti as3 e, prin ipalmente, as re$ormula%4es on eituais,  permane eram desaper ebidas deido ao $enmeno )ue se onen ionou hamar de alteração do tem(o ist'rico  <Copes @L, p.@H6. Semelhante $enmeno, onsiderado omo ara ter(sti a mar ante do s' ulo , onsiste na impress&o de )ue o homem deste s' ulo passou por um n8mero de e5peri!n ias bem mais diersi$i adas do )ue o de )ual)uer outro per(odo anterior, 3t&o pro$undas $oram as modi$i a%4es )ue nesse lapso de tempo e5perimentaram seu modo de ier e sua is&o de mundo3 <Copes @L, p.@H6. >m rela%&o = i!n ia da #n$orma%&o, em parti ular )uando esta en$ati1a em suas análises a 3te noloia da in$orma%&o3, alori1ando o noo e o re ente, o pro esso $oi e5tremamente rápido <?arreto @L, Wersi @6, impedindo a elabora%&o de s(nteses, responsáeis por in orpora%4es sini$i atias ao ampo de estudo. onsiderando, proisoriamente, )ue o termo 3i!n ia da #n$orma%&o3 ontempla o estáio atual da delimita%&o do dom(nio dos estudos da in$orma%&o, pode-se notar )ue = altera%&o desinatia n&o orrespondeu um deslo amento )ualitatio da re$le5&o/ 3eri$i a-se )ue a maior parte dos nossos ursos de p2s-radua%&o ' orientada para a análise das )uest4es t' ni as rela ionadas om o pro essar, arma1enar e re uperar in$orma%&o. onsidero esta atiidade $undamental no pro esso de era%&o do saber paraa so iedade, mas de <...6 me anismo inibidor, pela sua pr2pria nature1a, do pensamento a ad!mi o3 <?arreto @, p.HI6. +ito de outro modo, a ra ionalidade t' ni a )ue, en)uanto tal, ' ir unstan ial e hist2ri a, n&o $oi substitu(da pela ra ionalidade a ad!mi o-re$le5ia, $undamental para a institu ionali1a%&o da identidade do ampo. ma e5pli a%&o plaus(el para tal situa%&o en ontra-se no $ato de )ue a área, )ual)uer )ue se*a a desina%&o a ela atribu(da, situou-se, no s' ulo passado, na interdis iplinaridade, seuindo o modo de onstitui%&o da i!n ia proposto pela p2s-modernidade, sem e5aminar om lare1a sua pr2pria tra*et2ria dis iplinar autnoma. O importante salientar a unanimidade bibliorá$i a a respeito do aráter interdis iplinar dai!n ia da #n$orma%&o, ou omo di1 Sara ei <@B, p.L6, esta 3n&o pre isa ser  pro urada. >la está a(3. N&o se en ontra $a ilmente, por sua e1, a re$le5&o dis iplinar ob*etiamente rela ionada = onstitui%&o do seu ob*eto te2ri o. +e erto modo, tudo se passa ao laro da mem2ria. Nelien ia-se, por e5emplo, a id'iade )ue o $uturo de )ual)uer dis iplina ' dependente do estáio )ue ela al an%ou. O esse estado )ue determina o hori1onte de probabilidades no interior do )ual tais ou )uais solu%4es s&o poss(eis e outras n&o. +ito de outro modo, $oi a partir de on*untos de onhe imentos )ue se implantou o diáloo entre eles - da dis iplinaridade para a interdis iplinaridade e desta para a)uela. N&o se a$irma om isso uma rela%&o eolu ionista entre os ários estados de uma dis iplina, ao ontrário, re onhe e-se a e5ist!n ia de uma pressuposi%&o re (pro a entre eles, o )ue permite )ue os a ordos enolidos possam ser re onhe idos e re uperados a partir de sua $ormata%&o interna.  +e $ato, se a i!n ia ' um aente de deslo amento de limites, operando om a in essante amplia%&o do ampo on eb(el, o a-histori ismo ' uma ilus&o/ ada momento da tra*et2ria do onhe imento ont'm o passado e o $uturo para $a1er sentido.  No entanto, n&o ' o )ue se obsera na interpreta%&o retrospe tia do ampo da i!n ia da #n$orma%&o. onsidera-se, por e5emplo, )ue a ?ibliote onomia entrou atomista no s' ulo , reali1ando de um ponto de ista en'ri o e substan ialista uma s'rie de atiidades t' ni as. Apenas nomeia o *á produ1ido e n&o desenole um ob*eto espe ($i o/ em sempre a rebo)ue das árias dis iplinas produtoras do onhe imento. #maina-se a-hist2ri a, n&o re onhe e as rela%4es so iais e o onte5to de ir ula%&o da)uilo )ue presera e nomeia. A i!n ia p2s-moderna sup4e uma i!n ia de um noo tipo, alterando $undamentalmente a $un%&o do onhe imento na so iedade <Wersi @6. A partir desta onstata%&o sure a !n$ase na e5press&o 3so iedade da in$orma%&o3, )ue se op4e = so iedade industrial, onde a $or%a do trabalho ' suplantada pela apa idade de erar onhe imento. A so iedade da in$orma%&o, ara teri1ada omo era do onhe imento, apare e omo nomea%&o do $enmeno eral da industriali1a%&o da in$orma%&o, pro essomais tardio de industriali1a%&o )ue enoleu uma te noloia )ue se en ontra em rápida altera%&o. A industriali1a%&o da in$orma%&o se deu de in( io om a m(dia e mais re entemente oma in$ormáti a. A elo idade de transmiss&o diminui distPn ias, o aan%o te nol2i o redu1 ustos, neutrali1a tempo e espa%o. Muito proaelmente, por'm, a reolu%&o  proo ada pela te noloia da in$orma%&o n&o este*a ainda proposta seundo rit'rios e$etiamente realistas, pois e5iste uma di$i uldade de o debate a ompanhar as altera%4ese trans$orma%4es o orridas no mundo <Cu ena @E6. Qor outro lado, a )uali$i a%&o da in$orma%&o pela etimoloia da palara, a asso ia ob*etiamente ao oletio. Reri$i a-se, por essa ia, )ue a sua importPn ia en ontra-se rela ionada ao $ato de a mesma promoer modos de orani1a%&o so ial )ue &o al'm deno%4es espa iais e territoriais/ a area%&o dos indi(duos, assim omo a serea%&o entre eles, $a1-se pela in$orma%&o, sua ir ula%&o, distribui%&o e onsumo. A )ualidade assinalada n&o se en ontra su$i ientemente e5pli itada no onte5to da so iedade da in$orma%&o. Nesta a re$er!n ia = te noloia ' sempre d8bia e enun iadora do on$lito entre o meio e a mensaem. 9 meio poten iali1a a )ualidade da in$orma%&o, desde )ue possa ser re onhe ida nessa ondi%&o. As tro as de in$orma%&o sup4em atiidade mental e mane*o t' ni o, in ulam e desin ulam na medida em )ue riam oun&o elos. Qortanto, ao promoer a distin%&o entre unidade de omuni a%&o e unidade de in$orma%&o, ?aitello J8nior <@I6 dá onta do $ato de )ue uma te noloia da in$orma%&o s2 pode e5teriori1ar e ob*etiar uma $un%&o onitia, uma atiidade mental. >ste enário, dito p2s-moderno, sup4e a ne essidade de on eitua%4es, de dis uss&o de ob*etos ient($i os e, no )ue nos interessa, a dis uss&o do ob*eto da i!n ia da #n$orma%&o e a identi$i a%&o de limites, ou inter$a es om outras áreas do onhe imento. >m outros termos, torna-se imperioso de$inir 3)uais s&o os ob*etios de  pes)uisa na área da i!n ia da #n$orma%&o, ou om )ue lare1a as a!n ias $inan iadoras os per ebem de maneira a se sentirem estimuladas a inestir neles03 <Mueller, itado por ?arreto @L, p.@D@6.  #mp4e-se, portanto, a retomada de on eitos $undamentais da área - tais omo 3in$orma%&o3, 3usuário3, 3re upera%&o da in$orma%&o3, 3a esso = in$orma%&o3 - para, numa perspe tia r(ti a, apontar momentos de in$le5&o, ou de op%&o, e resatar as eias t'ori o-práti as abandonadas pelo pro esso, releadas ao es)ue imento ou = ateoria de 3outras tend!n ias3. Trata-se, em suma, de re onstituir o aminho dos on eitos bási os da área e dete tar os momentos nos )uais uma sele%&o $oi operada,  partindo-se do pressuposto seundo o )ual esta sele%&o di$i ilmente pde ser aaliada em suas onse)!n ias no momento em )ue era elaborada. +e $ato, em i!n ia da #n$orma%&o, por $alta de uma aalia%&o r(ti a da tra*et2ria  per orrida, en ontramo-nos diante de uma in$inidade de práti as <3tudo sere, se $un iona3, para$raseando Fe;erabend @L6, sem )ue se possa onstruir teorias a partir destas práti as/ 3as solu%4es o$ere idas, at' o momento, ara teri1am-se omo ampos de re$le5&o e e5peri!n ias práti as, n&o em i!n ias em seu sentido lássi o. #sto tale1 e5pli)ue a imperiosa ne essidade )ue sentem ientistas da in$orma%&o de possuir um  paradima, no intuito de a$irmar maturidade ient($i a3 <Wersi, itado por Qinheiro e Coureiro @B, p.B-B@6. 3Tem sido assinalada a aus!n ia, na área, de um orpo de $undamentos te2ri os )ue possam delinear o seu hori1onte ient($i o, e ainda se en ontra em onstru%&o a epistemoloia da i!n ia da #n$orma%&o ou a inestia%&o dos onhe imentos )ue o permeiam3 <Qinheiro e Coureiro @B, p.I6. Sabe-se )ue a i!n ia moderna onstruiu seus ob*etos atra's da no%&o de des ontinuidade <Copes @L, Santos @D e @6. Nas i!n ias umanas, Saussure introdu1iu as di otomias, a$irmando a di$eren%a no interior da identidade/ o estruturalismo, m'todo reolu ionário na 'po a, permitiu o ordenamento interno do ampo da Cin(sti a, sem o re urso da analoia entre a ordem da l(nua e os ordenamentos hierár)ui os da so iedade )ue preale eu omo pressuposto de estudo at'o enas imento. +ito de outro modo, o pensamento des ont(nuo, sino do in( io do s' ulo , permite determinar om seuran%a )ue o ob*eto te2ri o ' pura onstru%&o e n&o se on$unde om as suas mani$esta%4es <$enmenos6. +e orre, portanto, do n&o tratamento sistemáti o desta )uest&o, ou se*a, da aus!n ia de uma re$le5&o sobre a ruptura e a intermit!n ia no pensamento da área datado at' as primeiras d' adas deste s' ulo, n&o s2 o des onhe imento, impl( ito )uando se re onhe e a atualidade de temas,)uest4es e propostas em obras ontemporPneas, mas tamb'm na in onsist!n ia da delimita%&o e no modo de opera%&o on eitual da p2s-moderna i!n ia da #n$orma%&o. sualmente, e5iste uma aus!n ia de espe i$i idade e de delimita%&o on eitual das denomina%4es )ue se $i1eram da área. A ?ibliote onomia ' uma atiidade desenolida no interior de bibliote as, tidas omo institui%4es ulturais )ue esto am liros7 a +o umenta%&o ' uma atiidade de tratamento e orani1a%&o da in$orma%&o. Se ' $ato )ue os termos n&o desinam apenas o )ue $oi reistrado n&o ' menos erdade )ue n&o indi am muito mais do )ue um on*unto de pro edimentos. A perunta '/ tais ara teri1a%4es s&o ondi ionadas pelo onhe imento produ1ido pela área ou, ao ontrário, onstituem re$le5os do )ue $oi re uperado de $orma assistemáti a para )ue a área se lan%asse no enário da p2s-modernidade0 >m $a e da aus!n ia de ob*eto te2ri o - supostamente deido ao $ato de o mesmo n&o ter sido re onhe ido, seundo o nosso ra io (nio - a 3i!n ia da #n$orma%&o3 $un iona omo mero sini$i ante, o )ue torna di$( il $a1er a distin%&o entre o )ue lhe ' pr2prio e o)ue lhe ' a ess2rio ou estranho. +e $ato, a interdis iplinaridade do dom(nio, obtida
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