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A Geografia Política Após a 1ª Guerra Mundial

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História A 12º
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  A geografia política após a 1ª. Guerra MundialAs ambições territoriais dos impérios e o seu desrespeito para com as nacionalidadesconduziram a um clima de antagonismos, respons!el pela Guerra Mundial# a $rançan%o perdoa!a a perda da Alscia&'orena para a Aleman(a e a )*ssia necessita!a de umasaída para o Mediterr+neo na enínsula -alc+nica, só possí!el pela protecç%o dosesla!os oprimidos pelo mperador Austro&(*ngaro.'ogo, os -alc%s eram dinamite pronto a eplodir, o /ue aconteceu de facto, com oassassinato de 0erae!o, em 23 de 4un(o de 1516, /ue !itimou, pela m%o de umnacionalista sér!io da -ósnia&7erzego!ina, aneada em 1583, $rancisco $ernando e suaesposa, (erdeiros do trono da 9ustria&7ungria. :, assim, começa a Guerra Mundial# deum lado a ;ríplice Aliança <Aleman(a e 9ustria&7ungria= e de outro a ;ríplice :ntente<$rança, )*ssia e Gr%&-retan(a=.>uando o conflito terminou, em ?o!embro de 1513, os impérios europeus esta!amcondenados ao desmembramento# um ano antes, na )*ssia, o czar tin(a sido deposto,com a )e!oluç%o de $e!ereiro@ no mesmo ano, a )e!oluç%o de utubro do mo!imento bolc(e!i/ue fez a paz separada com a Aleman(a, abdicando da $inl+ndia, da olónia, daBcr+nia e das pro!íncias blticas <:stónia, 'etónia e 'itu+nia=, e proclamou o direito Cautonomia das nacionalidades do e& mpério russo@ na Aleman(a e na 9ustria, a/uandoda assinatura do armistício, le!antamentos políticos le!aram C abdicaç%o dosrespecti!os imperadores e proclamaram&se rep*blicas democrticas, sendo o destino dos po!os subugados traçado de imediato na Conferência da Paz   e nos tratados impostosaos !encidos, entre 1515 e 1528.Deste modo, uma no!a ordem internacional nascia, assente no direito dos po!os adisporem de si próprios e no respeito pelos seus :stados soberanos, nas autonomias, ena democracia /ue progressi!amente e!oluía. A 0ociedade das ?açõesA 0ociedade das ?ações, também con(ecida como 'iga das ?ações, foi uma organizaç%o internacional, a princípio idealizada em 4aneiro de 1515, em Eersal(es. nicialmente, as potFncias !encedoras do conflito da rimeira Guerra Mundial reuniram&se nesta data, para negociar um acordo de paz.Bm dos pontos do amplo tratado referiu&se C criaç%o de uma Assembleia nternacional, cuo papel seria o de assegurar a paz. A 23 de 4ul(o de 1515 foi assinado o tratado de Eersal(es, cua sede passou a ser na cidade de Genebra, na 0uíça. ?o entanto, passou a eistir oficialmente no dia 18 de 4aneiro de 1528, /uando a Aleman(a, um dos países !encidos da rimeira Guerra, passou a constar na sede.orém, a paz seria temporria e inst!el, pois em 0etembro de 155, Adolf 7itler desencadeou a 0egunda Guerra Mundial. A 'iga das ?ações, tendo fracassado em manter a paz no mundo, foi dissol!ida. :sta!a etinta por !olta de 1562. ?o entanto, a 13 de Abril de 156H, o organismo passou as responsabilidades C recém&criada rganizaç%o das ?ações Bnidas, a ?B.  A sua criaç%o foi baseada na proposta de paz con(ecida como Iatorze ontos,   publicada no Dirio Bni!ersal, feita pelo residente norte&americano JoodroK Jilson, numa mensagem en!iada ao Iongresso dos :stados Bnidos a 3 de 4aneiro de 1513. s Iatorze ontos propun(am as bases para a paz e a reorganizaç%o das relações internacionais no fim da rimeira Guerra Mundial, e o pacto para a criaç%o da 0ociedade das ?ações constituíram os 8 primeiros artigos do ;ratado de Eersal(es.Bm dos problemas /ue le!ou ao fracasso da 0ociedade foi o facto de o Iongresso dos :BA n%o ter ratificado o ;ratado de Eersal(es, logo, por conseguinte, n%o terem entradona 'iga das ?ações.Durante as negociações na IonferFncia de az de aris, foi incluída na primeira parte do ;ratado de Eersal(es a criaç%o da 'iga. s países integrantes srcinais eram 2 membros do aneo ao acto e 11 dos estados con!idados para participar, ficando aberto o futuro ingresso aos outros países do mundo. As ecepções foram Aleman(a, ;ur/uia e a Bni%o das )ep*blicas 0ocialistas 0o!iéticas . As crises do pós&guerra A democracia triunfara na Guerra Mundial, mas, em 1528, a situaç%o económica da :uropa era muito m# arruinada e endi!idada, !iu a 9ustria a declarar a falFncia, ficando sob o controlo financeiro da 0D?, de!ido C inflaç%o monetria, e !iu o din(eiro transformar&se em brin/uedo na Aleman(a, com a forte des!alorizaç%o da moeda.:ntretanto, duas fortes crises se fizeram sentir#L crise de 1528&21# na se/uFncia da diminuiç%o da procura interna <de!ido C alta dos preços= e europeia <em conse/uFncia das restrições do crédito C :uropa=, os stocsacumularam&se, os preços baiaram, fazendo&se sentir uma enorme inflaç%o.A partir de 1522, iniciou&se um período de recuperaç%o, impulsionado pelo esforço na aplicaç%o dos métodos de racionalizaç%o do trabal(o, para diminuir os custos de  produç%o, o /ue permitiu, untamente com a concentraç%o de empresas, /ue muitas empresas continuassem !i!eis. Deste modo, foi o capitalismo liberal e a sua produç%o em massa para um consumo em massa /ue troueram Nos loucos anos 28O, os anos da  prosperity  americana, /ue foi, no entanto, bre!e e ilusória, dada a crise /ue se seguiu.L crise de 1525# o crash  de Jall 0treet, a grande crise do capitalismo, accionada pela especulaç%o bolsista e pela superproduç%o, /ue le!ou C acumulaç%o de enormes stocs, o /ue troue o desemprego, crescendo !ertiginosamente a deflaç%o, prosseguindo&se ent%o, C destruiç%o de stocs, diminuindo assim, a procura, le!ando C falFncia de bancose empresas.;endo sido os :BA fortemente atingidos por ambas as crises, a :uropa n%o pPde resistir, dado estar a receber todos os in!estimentos dos :BA. 'ogo, ambas as crises ti!eram um cariz mundial e também global, pois n%o só atingiram a ní!el financeiro e económico, como também a ní!el político e social# com o desemprego a subir em  flec(a, instalou&se o descrédito no modelo político e económico capitalista, sucedendo&se as con!ulsões económicas e políticas@ e do 'este europeu, surgem o comunismo e o fascismo como aparente soluções para o momento de crise !i!ido na :uropa capitalista de!astada pela guerra, baseando&se no corporati!ismo, no inter!encionismo do :stado eno conser!adorismo e com promessas de uma estabilizaç%o. Daí a ades%o em massa a estas no!as ideologias. A difícil recuperaç%o da :uropa e a dependFncia em relaç%o aos :stados BnidosIom o final da guerra, C :uropa colocou&se o problema da recon!ers%o da sua economia. ?a realidade, a guerra, além da (ecatombe (umana, tin(a pro!ocado de!astações nos campos e nas fbricas e fizera orientar o aparel(o produti!o  predominantemente para a economia de guerra. :ra necessrio reorientar a acti!idade económica para a produç%o de alimentos, a reinstalaç%o das ind*strias ou a a/uisiç%o de ma/uinaria. De momento, estas necessidades foram satisfeitas com recurso a importações maciças dos :BA, tendo a recon!ers%o económica sido suportada também com base em empréstimos americanos.:stes factores contribuíram para dese/uilibrar as balanças de pagamento dos países europeus. A soluç%o encontrada para este dese/uilíbrio consistiu na des!inculaç%o das moedas europeias em relaç%o ao padr%o&ouro de modo a possibilitar a emiss%o do papel&moeda necessrio ao pagamento das importações ou das indemnizações de guerra.:m conse/uFncia, a inflaç%o disparou para !alores nunca antes !erificados, facto /ue te!e profundas repercussões políticas e sociais. 0ó em 152Q, com base em in!estimentosamericanos, a economia europeia começou a apresentar sinais de recuperaç%o, auiliada pela contenç%o na emiss%o de papel&moeda, depois de, no!amente, se ter acordado o regresso ao padr%o&ouro, permitindo ent%o ree/uilibrar as balanças de pagamentos.A difícil recuperaç%o económica da :uropa estimulou a ascens%o dos :BA. Afastados do teatro de operações no decurso da guerra, os americanos continuaram a eportar  bens, ser!iços e capitais para a :uropa, o /ue contribuiu para a forte entrada de moeda e para uma balança comercial largamente positi!a.A sa*de da economia americana, além do crescimento das eportações, residiu ainda no forte incremento da procura interna propiciada, em simult+neo, pela ele!aç%o dos salrios e pela descida dos preços. :sta *ltima resultou do desen!ol!imento dos  princípios taRloristas da racionalizaç%o do trabal(o, efectuado por 7enrR $ord. $ord introduziu a lin(a de montagem na fbrica de acordo com os princípios taRloristas# o trabal(o di!idido em operações simples, a progress%o do produto era contínua e se/uencial, o ritmo fiado pela !elocidade do tapete rolante /ue le!a!a o trabal(o ao operrio, em !ez de ser este a procur&lo. :stas ino!ações traduziram&se no abaiamentodo tempo de produç%o do carro e na reduç%o do seu preço, tornando&o um produto de consumo cada !ez mais acessí!el.   A implantaç%o do marismo&leninismo na )*ssia imenso mpério )usso, com 22 mil(ões de m 2 e 1S6 mil(ões de (abitantes,go!ernado autocraticamente pelo czar ?icolau , esta!a C beira do abismo.As tensões sociais aumenta!am de intensidade de dia para dia com os camponeses, /ue constituíam 3QT da populaç%o, clamando por terras, concentradas nas m%os dos grandessen(ores e latifundirios, seus antigos patrões, no sistema de ser!id%o@ com o operariado, /ue embora escasso era etremamente rei!indicati!o, eigindo maiores salrios e mel(ores condições de !ida e trabal(o@ e com a nobreza liberal e a burguesia, deseando a abertura política, assim como a modernizaç%o do país.or outro lado, a contestaç%o política era muita e gera!a um estado de confus%o, pois era protagonizada pelos socialistas&re!olucionrios, /ue reclama!am a partil(a de terras@ pelos socialistas&democratas, di!ididos em bolc(e!i/ues e menc(e!i/uesU@ e pelos constitucionais&democratas.A participaç%o da )*ssia na rimeira Guerra Mundial, desde o seu início, como parte da  Entente , contribuiu para /ue se gerasse um sentimento anticzarista,  /ue as derrotas nafrente V onde os soldados deserta!am ou se auto&mutila!am para n%o combaterem V eram constantes, agra!ando as fra/uezas do regime de ?icolau , /ue ainda te!e /ue contar com a desorganizaç%o económica, com a falta de géneros, /ue le!a!a a grandes manifestações populares de!ido C fome, e com as den*ncias da sua incompetFncia e a dos seus ministros, por parte dos liberais e dos socialistas. mal&estar político e social na )*ssia era muito gra!e e em bre!e a situaç%o estaria  para rebentar. As re!oluções <de $e!ereiro e de utubro= suceder&se&iam no ano de 151S. U -olc(e!i/ues V facç%o maioritria do artido 0ocial&Democrata )usso, a/uando dasua cis%o no Iongresso de -ruelas, em 158. Dirigidos por 'enine, os bolc(e!i/uesmanti!eram&se intransigentes na defesa da luta de classes e da ditadura do proletariado,en/uanto /ue os U menc(e!i/ues <facç%o minoritria= se mostraram adeptos doreformismo. :m 1512, os bolc(e!i/ues tornaram&se num partido *nico, e em 1513adoptam o nome de artido Iomunista. A )e!oluç%o 0ocialista 0o!iética V as re!oluções de 151S ?o ano de 151S deram&se as mais famosas re!oluções da 7istória )ussa# a )e!oluç%ode $e!ereiro e a )e!oluç%o de utubro.A primeira d&se em conse/uFncia de uma grande manifestaç%o liderada, inicialmente, por mul(eres, em etrogrado, /ue protesta!am contra o aumento do preço do p%o. Aeste protesto untaram&se operrios, camponeses e mesmo o eército, /ue /uando l(e foiordenado /ue controlasse a manifestaç%o, acabou por aderir C causa. ?a se/uFncia deste
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