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A Importância do Escravo Africano na Construção do Brasil

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais - Campus Barbacena Disciplina: História Professor: Paulo Pavani A Importância dos Escravos Africanos para a Construção do Brasil Alunos: Isabela Vieira Franco nº9 Laura Gisele Souza dos Santos nº13 Paulo Augusto de Paiva Silva nº22 Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio – 2º Ano Outubro/2011 Introdução “Alguns pretendem que o poder do senhor é contra a natureza, que se um é escravo, e outro livre, é porque a
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  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste deMinas Gerais - Campus BarbacenaDisciplina: HistóriaProfessor: Paulo Pavani A Importância dos EscravosAfricanos para a Construção do Brasil Alunos:   Isabela Vieira Franco nº9Laura Gisele Souza dos Santos nº13Paulo Augusto de Paiva Silva nº22Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio – 2º AnoOutubro/2011 Introdução “Alguns pretendem que o poder do senhor é contra a natureza, que se um éescravo, e outro livre, é porque a lei o quer, que pela natureza não há nenhuma diferençaentre eles e que a servidão é obra não da justiça, mas da violência. A família, para ser completa, deve compor-se de escravos e de indivíduos livres. Com efeito, a propriedade  é uma parte integrante da família, pois sem os objetos de necessidade é impossível viver e viver bem. Não se saberia, pois, conceber lar sem certos instrumentos. Ora, entre osinstrumentos, uns inanimados, outros vivos... O escravo é um instrumento vivo. Se cadainstrumento pudesse, por uma ordem dada ou pressentida, executar por si mesmo o seutrabalho, como as estátuas de Dédalo ou os tripés de Hefaístos, que, segundo Homero,dirigiam-se em marcha automática, às reuniões dos deuses, se as navetas tecessemsozinhas... então os chefes de famílias dispensariam os escravos... O escravo é uma propriedade que vive, um instrumento que é homem. Há homens assim feitos por natureza? Existem homens inferiores, tanto quanto a alma é superior ao corpo, e ohomem ao bruto; o emprego das forças corporais é o melhor partido a esperar do seuser: são os escravos por natureza... útil ao próprio escravo, a escravidão é justa.”Aristóteles  A Importância dos EscravosAfricanos para a Construção do Brasil “A contribuição dos africanos na formação do Brasil foi essencial tanto nacomposição física da população quanto na conformação do que viria a ser sua cultura,que inclui dimensões como língua, culinária, religião, música, estética, valores sociais eestruturas mentais” (PRANDI, 2005).Sem dúvidas os alicerces para a construção da sociedade moderna foram osescravos. Por serem exatamente a base das sociedades, desde a antiguidade, os escravostrabalhavam duramente para sustentar uma elite aristocrática, sendo, além disso,importantes para o desenvolvimento de todas as atividades econômicas, na Grécia eRoma Antiga, pois ocupavam quase todas as funções existentes. Estavam presentesdesde a burocracia à construção de obras públicas. Também estavam diretamenteligados ao desenvolvimento cultural da população, pois eram responsáveis pelaeducação dos filhos da elite, atuando como pedagogos,Portanto, é fato que, mesmo os escravos sendo os indivíduos que maiscontribuíram para a ascensão das sociedades, seus feitos nunca carregaram seus nomes.Em especial, na Grécia Antiga, os escravos exerciam funções indispensáveis, como:administradores, construtores de obras públicas e até educadores, mesmo assim, nãolhes fora garantido o direito à cidadania e infelizmente, continuaram a ser propriedadedos eupátridas (elite grega, ‘bem nascidos’), ou seja, “coisas”, seres inanimados e semsentimentos. Quanto à questão política, os escravos contribuíram diretamente para o surgimentoda “democracia” ateniense, pois os mesmos constituíam a base que movimentava aeconomia da sociedade, lembrando que o trabalho era considerado indigno pela elite deeupátridas, que por sua vez, dedicavam-se única e exclusivamente ao ócio e a filosofia, porém isso criou condições para o surgimento da idéia de discussão pública, que veio aevoluir para o conceito de política e “democracia”, na qual somente os cidadãos com posses de terras podiam se agremiar.Entretanto, há uma controvérsia fortemente implícita nesse conceito dedemocracia e cidadania ateniense, já que só eram considerados cidadãos os aristocratas,os comerciantes, os artesãos e os pequenos proprietários. Portanto, excluíam-se dessegrupo, estrangeiros, escravos e mulheres, ou seja, cerca de 90% da população grega nãoera considerada cidadã. Assim, tamanha tirania, exclusão e xenofobia, não podemcaracterizar uma política democrática, pois os princípios básicos e essenciais daverdadeira democracia (discussão pública e senso comunitário) foram covardementenegligenciados por uma elite que se privilegia de uma hegemonia aristocrática.Sem sombra de dúvidas o nosso anseio por mudanças, pode ser atribuído comoherança dos escravos que também sofriam diversas privações pelo sistema opressor, quenunca perde tempo e vai logo estudar várias formas de estender suas influências sobre a população, que além de ter perdido a liberdade física, já há muito tempo, está mais doque nunca, perdendo a liberdade de pensamento também.  Em suma, é extremamente importante que se quebre essa ideologia, queAristóteles ilustra muito bem, como a existência de “... homens inferiores, tanto quantoa alma é superior ao corpo, e o homem ao bruto; o emprego das forças corporais é omelhor partido a esperar do seu ser...”, além de que, segundo o mesmo, naturalmentenão existem seres humanos diferenciados, o que fica devidamente esclarecido aoanalisarmos o processo qual somente se tornavam escravos aqueles povos que perderam batalhas importantes e conseqüentemente, são submetidos a serem espólio de guerra dosvencedores, não havendo distinção entre as pessoas, uma vez que, ricos e pobres, setornavam escravos da mesma forma. O que necessariamente não aconteceu e nãoacontece em nosso país, onde a justificativa para a escravização de um indivíduo está nacor de sua pele. A partir desse ponto de vista a escravidão comum das sociedades gregae romana, não se trata de uma injustiça, mas cremos que atualmente, não convémqualquer tipo de trabalho escravo. Escravidão no Brasil Tráfico e Comércio de Escravos Não se pode ignorar que o tráfico de negros da África para o Brasil decorreu do processo de colonização portuguesa iniciado na segunda metade do século XV. Omodelo econômico baseado na monocultura e extratividade, com utilização de mão-de-obra escrava, caracterizava as colonizações da época, mas nem por isso deixa de ser visto como desumano e absurdo.O tráfico de escravos da África para o Brasil, por menos que se queira, faz parteda nossa história. Mesmo que se tente esquecer ou esconder - como fez Rui Barbosaquando mandou queimar a documentação existente sobre escravidão no Brasil - não se pode ignorar sua existência. Conhecer o tráfico e o comércio de escravos no Brasil éentender um pouco a importante contribuição dos africanos na formação da cultura brasileira.A maior parte dos escravos que aportavam inicialmente no Brasil provinha dascolônias portuguesas na África. Eram negros capturados nas guerras tribais enegociados com os traficantes em troca de produtos como a aguardente, fumo e outros.O tráfico de escravos não era exclusividade dos portugueses, pois ingleses, holandeses,espanhóis e até norte-americanos se beneficiavam desse comércio, que era altamentelucrativo. Os riscos dessa atividade estavam nos perigos dos oceanos e nas doenças quealgumas vezes chegavam a dizimar um terço dos escravos transportados.Os portos que recebiam maior número de escravos no Brasil eram Salvador, Riode Janeiro e Recife; desses portos os escravos eram transportados aos mais diversoslocais do Brasil. Algumas outras cidades recebiam escravos vindos diretamente daÁfrica, como Belém, São Luís, Santos, Campos e outras. A proporção de desembarquede escravos em cada porto variou ao longo de 380 anos de escravidão, dependendo doaquecimento da atividade econômica na região servida pelo porto em questão. Duranteo ciclo áureo da cana-de-açúcar do Nordeste, os portos de Recife e Salvador recebiam omaior número de escravos, mas, durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, coube ao Riode Janeiro receber o maior número de escravos.

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Aug 16, 2017
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