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A Importancia Do Psicopedagogo Na Escola Com a Chegada de Uma Criança Autista(1)

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  A IMPORTÂNCIA DO PSICOPEDAGOGO NA ESCOLA COM A CHEGADA DE UMA CRIANÇA AUTISTA  Andresa da Silva Pusser Pereira 1  Ivana Araújo de Campos Oliveira 2   Resumo O presente artigo busca trazer reflexões acerca da importância do psicopedagogo na escola, principalmente com a chegada de um aluno autista. Buscou-se identificar como procede praticamente a Psicopedagogia quando se trata de intervenções no sentido da inclusão da criança autista na escola. Não se pode negar as inúmeras vezes que os profissionais de educação se deparam com portadores do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Metodologicamente foram relevantes os métodos de revisão de literatura, que possibilita compor um quadro teórico, onde diversos autores pesquisados são postos em perspectiva e suas opiniões são discutidas textualmente; e o método de pesquisa empírica, cujo instrumento de coleta de dados foi a observação crítica em forma de relato de experiência. Os autores pesquisados são unânimes em afirmar que a Psicopedagogia vem tratando cada vez mais da realidade das dificuldades de aprendizagem e que o TEA é uma das preocupações e objeto de estudo da Psicopedagogia. Observou-se que a Inclusão da criança autista se favorece da antecipação do diagnóstico, e que a qualidade da vida escolar da criança autista é bastante alterada por essa realidade. Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Aprendizagem; Inclusão; Introdução Este artigo tem por objetivo analisar a importância da ação do psicopedagogo na escola no processo de inclusão da criança portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para isso se faz necessário também 1  Pós-graduanda no curso de especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Fac. Unilagos. 2  Mestre em Educação, especialista em Gestão Escolar, Pedagoga, Professora e Pesquisadora da Fac. Unilagos.  2 proceder uma análise do conceito de Psicopedagogia, seu objeto de estudo, a saber, a fenomenologia da aprendizagem. Buscou-se também identificar como procede praticamente a Psicopedagogia quando se trata de intervenções na direção da inclusão da criança autista na escola. Segundo Cruvinel (2014) a Psicopedagogia estuda a aprendizagem humana, sobretudo uma realidade complexa: o problema de aprendizagem, colocado em um território pouco explorado, situado além dos limites da psicologia e da própria pedagogia  –  e evoluiu devido a existência de recursos, ainda que embrionários, para atender a essa demanda, constituindo- se assim, em uma prática. Como se preocupa com o problema de aprendizagem, deve ocupar-se inicialmente do processo de aprendizagem. No mesmo sentido Bossa (2007) afirma que a psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana: como se aprender, como essa aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores, como se produzem as alterações na aprendizagem, como reconhecê-las, tratá-las e a preveni-las. O psicopedagogo ocupa-se do processo de aprendizagem. Sua atuação pode ser em empresa, escola e clínica. Segundo Bossa  A Psicopedagogia clínica procura compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, sociais, culturais, orgânicos, e pedagógicos que interferem na aprendizagem, a fim de possibilitar situações que resgatam o prazer de aprender em sua totalidade. Incluindo a promoção da integração entre pais, professores, orientadores educacionais e demais especialistas que transitam no universo educacional do aluno. (BOSSA, 2007, p. 67) Considerando o contexto exposto, o profissional psicopedagogo, além de investigar, detectar e intervir nas causas que estão levando ao fracasso escolar e os fatores que limitam o aprendizado, atua na orientação dos familiares quanto as suas posturas e também os profissionais envolvidos diretamente com esse aluno autista. Esta pesquisa, por contribuir para o desenvolvimento do conhecimento acerca dos distúrbios de aprendizagem e suas práticas pedagógicas, se justifica por sua relevância quanto ao TEA e sua fenomenologia, cujo estudo e  3 entendimento pode melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças portadoras, e favorecer o processo de inclusão escolar. Metodologicamente foram relevantes os métodos de revisão de literatura, que possibilita compor um quadro teórico, onde diversos autores pesquisados são postos em perspectiva e suas opiniões são discutidas textualmente; e o método de pesquisa empírica, cujo instrumento de coleta de dados foi a observação crítica em forma de relato de experiência. 1 A Psicopedagogia e os distúrbios de aprendizagem Se faz necessário previamente compreender o que é a Psicopedagogia e qual seu objeto de estudo. Segundo os autores pesquisados, unanimemente, a Psicopedagogia estuda os fenômenos relativos a aprendizagem, modernamente, os distúrbios e dificuldades de aprendizagem. Seu objetivo é otimizar o processo de inclusão dos alunos com tais dificuldades e garantir que esse processo ocorra objetivamente. Bossa (2000, p. 28) afirma que: “o campo de atuação do psicopedagogo refere-se não só ao espaço físico onde se dá esse trabalho, mas essencialmente ao espaço epistemológico que lhe cabe”. Isto significa que o lugar físico, escola, hospital e etc. indefere, sendo mais importante o conteúdo significativo da ação psicopedagógica. Ao delimitar o campo de atuação do trabalho psicopedagógico, é preciso que o psicopedagogo saiba o que é ensinar e o que é aprender. Segundo Oliveira (2011) a Psicopedagogia surgiu como um movimento de colaboração entre educadores, filósofos e médicos em busca de soluções para os problemas da aprendizagem. Educadores europeus, fundamentados pelo pensamento Psicanalítico de Jacques Lacan, começaram a se dedicar ás crianças que apresentavam dificuldades de aprender. O século XX foi marcado pela expansão dos sistemas educativos das nações industrializadas, sendo a educação básica obrigatória em praticamente todo o mundo. Considerando que a Psicopedagogia trata as dificuldades de aprendizagem e busca encontrar soluções através das intervenções  4 psicopedagógicas, é importante compreender o que são os distúrbios de aprendizagem.  As dificuldades de aprendizagem quase sempre se apresentam associadas a problemas de outra natureza, principalmente comportamentais e emocionais. A concomitância destas dificuldades é considerada bastante frequente (MARTINI E BORUCHOVITCH, 1999). Geralmente crianças com dificuldades de aprendizagem e de comportamento são descritas como menos envolvidas com as tarefas escolares que os seus colegas sem dificuldades.  A utilização do termo “Distúrbios de Aprendizagem” (DA) tem sido amplamente   utilizado para se referir a uma perturbação ou déficit na capacidade de adquirir e   assimilar informações para a solução de problemas, por vias internas ou externas ao   indivíduo (VALLET, 1977 apud CIASCA, 2008, p. 78) Historicamente, no Brasil, o conceito de Distúrbio de Aprendizagem   aparece como sendo uma síndrome caracterizada por nível de inteligência mediano ou   superior à média de crianças com problemas de aprendizagem e comportamentais,   estando associada a certo desvio no Sistema Nervoso Central e caracterizada por    comprometimentos combinados na percepção, linguagem, memória, atenção e aspectos   motores. (LEFRÈVE, 1975 apud   CIASCA, 2008)   Segundo Nutti (2002), a expressão distúrbios de aprendizagem constitui-se em uma   anormalidade ou patologia que prejudica de maneira violenta o processo ou curso normal   da aprendizagem, na qual se vincula o problema ou doença ao ponto de vista orgânico,   individual. A autora faz ainda uma análise etimológica da palavra distúrbio:   Etimologicamente, a palavra distúrbio compõem-se do radical turbare e do prefixo dis.   O radical turbare significa “alteração violenta na ordem natural” e pode ser identificado   também nas palavras turvo, turbilhão, perturbar e conturbar. O prefixo dis tem como   significado “alteração com sentido anormal, patológico” e possui valor negativo. O   prefixo dis é muito utilizado na terminologia médica (por exemplo: distensão, distrofia).   Em síntese, do ponto de vista etimológico, a palavra distúrbio pode ser traduzida como   “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem natural. (NUTTI, 2002, p.2)
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