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A influência do cinema hollywoodiano no processo de emancipação da mulher brasileira (8)

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O cinema foi um elemento que favoreceu a propagação de ideias e de um projeto de sociedade. Mais precisamente o cinema hollywoodiano levou o American Way of Life para os países onde suas películas foram exibidas. Como difusor de comportamentos, ele trouxe à tona questionamentos referentes à questão da condição social da mulher, abordando os mais variados temas em seus filmes como o casamento, o divórcio, a maternidade, o trabalho e a educação das mulheres.
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  • 1. 1 “A INFLUÊNCIA DO CINEMA HOLLYWOODIANO NO PROCESSO DE EMANCIPAÇÃO DA MULHER BRASILEIRA” Aline Rocha Bortoti Prof. Ms. Roberto Marcelo Caresia RESUMO: O cinema foi um elemento que favoreceu a propagação de ideias e de um projeto de sociedade. Mais precisamente o cinema hollywoodiano levou o American Way of Life para os países onde suas películas foram exibidas. Como difusor de comportamentos, ele trouxe à tona questionamentos referentes à questão da condição social da mulher, abordando os mais variados temas em seus filmes como o casamento, o divórcio, a maternidade, o trabalho e a educação das mulheres. Podemos observar que os filmes E o vento levou (1939), Gilda (1946), Ardida como pimenta (1953) e Confidências à meia-noite (1959) atuam como transmissores destes questionamentos, mesmo que em meio a diversas contradições, favoreceram a naturalização de valores modernos, que serão levantados como pauta nos anos 70 com a segunda onda feminista. PALAVRAS-CHAVE: Cinema; Hollywood; Feminismo; Emancipação da Mulher Brasileira; ABSTRACT: The film was an element that favored the spread of ideas and a project of society. More specifically the Hollywood cinema led the American Way of Life for countries where his films were shown. As behaviors diffuser, he brought up questions regarding the issue of social status of women, addressing various themes in his films such as marriage, divorce, motherhood, work and education of women. We can see that the film Gone with the Wind (1939), Gilda (1946), Calamity Jane (1953) and Pillow Talk (1959) act as transmitters of these questions, even in the midst of many contradictions, favored the naturalization modern values, which will be raised as an subjects in the 70s with the second feminist wave. KEY-WORDS: Film; Hollywood; Feminism; Emancipation of Brazilian Women;
  • 2. 2 Introdução O processo de emancipação da mulher brasileira foi uma longa trajetória. Ele se deu por uma diversidade de influências que ainda está em processo. As mulheres desde o século XIX lutavam por galgar mais espaço na sociedade, por conseguir equiparar seus direitos aos masculinos. Nesta perspectiva o cinema, a música, a modernização do Brasil, a influência americana foram importantes disseminadores de novos valores. O Brasil foi parte do projeto americano de reestruturação da sua economia, após a crise de 1929. Com os olhos voltados para os brasileiros e seu mercado em potencial, os Estados Unidos criaram ícones como a atriz e cantora portuguesa Carmem Miranda, que fez sucesso entre os anos de 1928 e 1955, e a criação do personagem Zé Carioca em 1943, no filme Alô, amigos, que revelam ainda mais essa postura imperialista e cultural. A partir de então, a presença norte-americana no Brasil somente aumentou, durante os governos de Dutra (1946-1950) e Juscelino Kubitschek (1956-1960), principalmente. A partir da década de 1930, o Brasil já sofria influência americana em outros aspectos. O Feminismo no Brasil sofreu influência direta dos movimentos das mulheres americanas e inglesas, os ideais de igualdade advindos do liberalismo econômico americano e a divisão de métodos de luta feminista, herança inglesa foram importantes para a organização teórica e prática do movimento feminista brasileiro. Após a vitória no Congresso, e finalmente conseguir o direito ao voto, a luta feminina perde força, tornando mais lento o processo de emancipação da mulher, que não necessitava apenas do direito ao voto, mas o direito ao respeito e tratamento igual entre homens e mulheres. É neste momento que o cinema se torna tão importante como grande difusor de comportamentos e valores, pois atingia grande parte da população como iremos observar nos capítulos que seguem este trabalho. O cinema traz para o Brasil novas perspectivas femininas, temas contraditórios, que ora estão alinhados com ideias modernas, de cunho feminista, ora com ideias extremamente conservadoras, que traduzem bem o recorte temporal
  • 3. 3 do final da década de 1930 até o início dos anos 60, mas que foram de extrema importância, pois a contradição traz a tona discussões sobre os diferentes temas que envolvem as mulheres e ainda lentamente vai naturalizando o que a sociedade encarava com repúdio. Uma Breve História de Hollywood O cinema nasce em 1895, com o cinematógrafo, construído pelos irmãos Lumiére, em Paris. Era caracterizado por fotografias que em sequência criavam movimento, isso gerou o espanto e admiração do público parisiense, que participou da primeira apresentação pública. Desde então, o que ficou conhecido como a sétima arte, se espalhou pelo mundo e foi absorvendo novas tecnologias para o seu aprimoramento, e, por consequência, seduziu o mundo por sua beleza em reproduzir o “real”. O cinema surge e se populariza nos Estados Unidos, segundo o artigo de Angrisano, nos bairros operários americanos como Nova York e Chicago. Curiosamente os estúdios americanos, não foram formados pela classe dominante americana, mas sim por pequenos comerciantes, na maioria judeus, como Daryl Zanuck, Samuel Bronston e Samuel Goldwyn, que controlavam os Estúdios Fox, Universal e Paramount. (ANGRISANO, 2005: 14) Após a Primeira Guerra Mundial o polo cinematográfico vai se mudando para Los Angeles, na Califórnia, por conta até mesmo da maior possibilidade de gravarem cenas fora dos estúdios, pois o clima no litoral era mais favorável. Com isso, estabelece o que conhecemos como a cidade dos sonhos. Os Studios Metro- Godwyn-Mayer, Columbia, Universal, Paramount, United Artists, que produziam filmes mudos durante o início do século XX, iniciaram o que posteriormente foi chamado de a era dos Estúdios de Hollywood. Hollywood criou sua própria linguagem cinematográfica, com padrões de câmera, recortando, focalizando ou expandindo imagens para passar sensações específicas aos espectadores.
  • 4. 4 Filmar então pode ser visto como um ato de recortar o espaço, de determinado ângulo, em imagens, com uma finalidade expressiva. Por isso, diz-se que filmar é uma atividade de análise. Depois, na composição do filme, as imagens filmadas são colocadas uma após as outras. Essa reunião das imagens, a montagem, é então uma atividade de síntese. (BERNARDET,1985: 36-7). A montagem cria a linguagem de determinado diretor, é alma do filme e que determina a sequência da narrativa. A ideia do “enquanto isso” da literatura demorou um pouco para chegar ao cinema, pois é um conceito de linguagem mais aprimorado, duas cenas acontecendo ao mesmo tempo sendo mostradas em paralelo, uma após a outra, mas que dão a entender ao espectador que são simultâneas. O cineasta americano D.W. Griffith foi uns dos primeiros, se não o primeiro, a utilizar uma linguagem mais aprimorada em seus filmes: Nascimento de uma Nação, de 1915, e Intolerância, de 1916, pois, foi o primeiro que claramente recortava as cenas e as selecionava em sequência temporal. Outros tipos de linguagens como a do cinema Europeu e do Russo foram criadas, mas a de Hollywood foi a que mais foi consumida pelo público comum. Seguindo uma ordem cronológica e observando outros aspectos sobre os Estados Unidos podemos perceber que eles saíram da Primeira Guerra como a maior potência industrial dos anos 1920, atingindo, em 1929, a fatia de 42% da produção industrial mundial. E saíram também como primeiro país credor do mundo. Esses foram os chamados “Loucos anos 20”, no qual os EUA eram o símbolo do desenvolvimento capitalista, porém com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, toda essa prosperidade é freada, pois, a crise leva as indústrias americanas a despedirem milhares de funcionários, e a mecanização da agricultura outros milhares. Mas o cinema toma o caminho contrário, pois, com a inovação do som junto as imagens, o cinema americano atinge novas proporções, torna-se então a Indústria do entretenimento, o que ajuda no processo de reorganização da economia norte-americana. Em 1927, o nascimento de novas tecnologias permitiu a implantação do som junto às produções cinematográficas. O filme The Jazz Singer (O cantor de Jazz) de 1927, foi um musical produzido pelo estúdio Warner (que entrará para o páreo dos
  • 5. 5 grandes estúdios com a sincronização do som com a imagem), foi o primeiro filme sonoro. Este filme não era inteiramente sonoro, mas continha alguns diálogos e canções que eram sincronizadas com as imagens. Portanto, o cinema hollywoodiano toma espaço no cenário mundial e torna-se a maior indústria cinematográfica do mundo, passando a exportar suas películas por todos os continentes do globo. Com o advento do som, muitos atores e atrizes de Hollywood perderam seus empregos, afinal suas vozes não eram agradáveis ao público, o que gerou algumas fofocas em revistas especializadas, mesmo depois de anos, e também filmes sobre os artistas nos quais suas carreiras foram ceifadas com o advento das novas tecnologias. Ao passar dos anos Hollywood aprimora suas produções, com tecnologia, linguagens mais elaboradas, criando e trabalhando com gêneros específicos, mas acima de tudo, criando seu celeiro de estrelas. O star system é parte principal na formação da Indústria cinematográfica, criando a imagem das estrelas de Hollywood, criando fãs fiéis que assistiriam determinado filme, apenas por serem estrelados por seus atores favoritos. Segundo Meneguello, a utilização do modelo Star System, nas décadas de 40 e 50, criou-se as estrelas, principalmente atrizes, para vender suas imagens. Os filmes lançavam atores, porém, na mídia, a vida das atrizes era esmiuçada, os bastidores faziam tanto ou mais sucesso do que os próprios filmes. Os contratos já estabeleciam qual seria a imagem que determinado ator ou atriz deveria ter em sua vida particular, as revistas exploravam-nos até a exaustão. Os produtos das estrelas de Hollywood eram usados em propagandas de revistas especializadas, o público de cinema consumia muito mais que os filmes, consumiam todo o universo produzido e veiculado por Hollywood. (MENEGUELLO, 1996: 97) Contudo, o Brasil também foi influenciado por esse cinema, e por todo universo criado por Hollywood. A mídia brasileira especializada em cinema sofreu forte influencia do Star System e das grandes obras hollywoodianas. O Brasil consumia tudo que vinha dos Estados Unidos, tecnologia, produtos alimentícios, produtos de beleza, o cinema, e, por consequência a cultura, que foi importante no processo de formação de valores da população.
  • 6. 6 O feminismo e o sufrágio na Inglaterra Segundo o artigo, Luta das mulheres pelo direito de voto: movimentos sufragistas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, de Zina Abreu, a primeira pensadora que se ateve a questão da mulher na Inglaterra foi Mary Wollstonecraft, que com a obra A Vindication of the Rights of Woman (1792) expôs sua indignação, sobretudo, a diferença da educação feminina para a masculina, e argumentava que esta era a causa das diferenças políticas e sociais sobre os sexos. Fortemente influenciada pelas teorias dos filósofos Francis Bacon e de John Locke, reivindicava os mesmo avanços no âmbito da liberdade e direitos civis para as mulheres. Seu livro influenciou mulheres inglesas e americanas a pensarem seus direitos e reivindicarem mais espaço na política de seus países. (ABREU, 2002: 443) Segundo Zina Abreu foi baseado na lógica protestante de seu período, de que os cristãos deveriam resistir a qualquer forma de opressão e violação dos direitos divinos, que as mulheres passaram a pensar em seus direitos, logo: Foi a percepção da sua ‘igualdade cristã’ que levou as mulheres a se consciencializarem da sua desigualdade civil: se como cristãs tinham ‘almas iguais’, como cidadãs deveriam ser, tal como os homens, também detentoras de direitos naturais e inalienáveis. Foi esse despertar de consciência cívica que dotou as mulheres dessa geração revolucionária do estímulo e coragem suficientes para intervirem no domínio público, desafiarem as autoridades civis e eclesiásticas, desobedecerem ao pai, irmão ou marido, escreverem, publicarem e expressarem publicamente e de viva voz as suas crenças e opiniões, de teor político, civil e teológico. Foi dessa geração de mulheres britânicas politicamente activas e alfabetizadas que, já nos fins do século XVII, surgiram as primeiras escritoras proto-feministas, como Margaret Cavendish, duquesa de Newcastle, Bathsua Makin e Mary Astell, cujo discurso e consciencialização sócio-políticos prenunciam os das feministas, sufragistas e sufragetes de gerações ainda remotas. (ABREU, 2002: 446) Por consequência, destes questionamentos no século XVIII, e também da maior abertura da importância da mulher, até mesmo dentro do próprio lar, que a perspectiva da mulher em um âmbito público, vai aumentando, criando novos espaços. Peter Gay, em seu livro O Século de Schnitzler: A formação da cultura da classe média (1815-1914), já analisava o aumento da importância social da mulher,
  • 7. 7 que em seu lar participava das decisões, mesmo que ainda na esfera pública fosse considerada inferior ao homem, dentro de casa, ela tomava as decisões juntamente a seu marido, a exemplo disso, o controle de natalidade era assunto e certa decisão da mulher, que por querer preservar sua família e seu bem estar, resolvia não ter muitos filhos. (GAY, 2002: 68) Em um artigo de seu livro póstumo, Tempos Fraturados, Eric Hobsbawm aponta que no período da bella époque, as mulheres de classe média europeia já frequentavam universidades e tomavam contato com ideias diferentes. Para ele, esse contato com ideias novas e percepções de mundo facilitaria a organização dos movimentos pela igualdade jurídica e emancipação feminina, a partir da década de 1920. (HOBSBAWM, 2013: 121-41) Sobretudo, a educação e um aumento nos índices de instrução, podem ser observados, como importantes para os questionamentos que as mulheres do século XIX promoveram, pois, a leitura, por exemplo, possibilitava o contato com artigos e livros como o de Mary Wollstonecraft. Além da luta intelectual e nas ruas das mulheres Inglesas, o apoio de alguns homens, de influência, dos meios políticos e filosóficos, que possibilitou a formação de instituições e debates sobre a importância social da mulher, o sufrágio e a igualdade de direitos. John Stuart Mill foi um desses homens, que influenciado pelo feminismo de sua esposa Harriet Taylor Mill escreveu um ensaio Enfranchisement of Women (1851), no qual defendia o direito das mulheres ao sufrágio. Portanto, na Inglaterra em meados do século XIX formou-se então a maior organização pelo sufrágio feminino de até então, a ‘NUWSS—National Union of Women’s Suffrage Societies’, que levou a luta a âmbito internacional, reforçou e aprimorou as reivindicações na Grã-Bretanha e também nos Estados Unidos. Em 1866, John Stuart Mill apresentou uma proposta, ao Parlamento Inglês, de emenda que concederia o direito ao voto para a mulher. Apesar disso, a emenda não foi aprovada por uma minoria de votos a favor. Em 1884, uma nova emenda foi apresentada ao Parlamento e outra vez derrotada, mas entre as derrotas, já existia a presença feminina nas eleições, pois, desde que a mulher tivesse propriedades como os homens, poderiam votar. Mas mesmo com o voto ligado as propriedades, as suffragettes (ativistas da causa
  • 8. 8 feminista) continuaram em defesa ao voto para todas as mulheres, sem distinção de renda, ou qualquer outra. É importante salientar que nos Estados Unidos e na Inglaterra, Segundo Zina Abreu, os movimentos pelo sufrágio tiveram duas facetas, uma constitucionalista, no qual a luta era contida, com ordem, apenas no campo das ideias, tentando inserir esses valores na sociedade e na política por meio do discurso, no qual as integrantes eram conhecidas como sufragistas; e a faceta militante, que estabeleceu uma luta agressiva, como a dos operários ingleses no século XIX, quebrando literalmente instituições que representavam o poder, portanto, eram conhecidas por suffragettes. (ABREU, 2002: 461-2) A organização NUWSS—National Union of Women’s Suffrage Societies, fundada em 1897, representava as Sufragistas e a WSPU—Women’s Social and Political Union, fundada em 1903, representava as Suffragettes, mesmo as instituições seguindo cada qual uma opinião acerca da ação feminista, todas foram de extrema importância no processo de emancipação da mulher inglesa, não apenas elas que eram mais expressivas, mas as pequenas instituições também. Em 1913, a suffragette Emily Davison em um ato de loucura e bravura jogou- se na frente do cavalo do Rei Jorge V, tentando atrair atenção para sua causa, Emilly morreu, mas deixou ainda mais forte as reivindicações, pois, em seu enterro os protestos foram violentos e causaram comoção. Contudo, mesmo após muita luta das feministas, foi apenas após a Primeira Guerra Mundial, no qual as mulheres participaram de diversas formas, e ajudaram a definir o conflito, que finalmente foi dado o direito ao voto as inglesas com mais de 30 anos, só abaixando a idade mínima, em 1928, para 21 anos. O feminismo e o sufrágio nos Estados Unidos Junto ao movimento abolicionista no século XIX, mulheres americanas, questionavam seu estatuto social, que era parecido com o dos negros escravos, elas eram como parte da propriedade do marido. A luta contra a violência da escravidão deu voz e impulsionou as americanas a reivindicarem seus direitos. Mas, é apenas
  • 9. 9 em 1866 com a conquista do direito ao voto dos Negros, que a luta feminista separa- se do movimento abolicionista e sufragista negro. As irmãs Sarah e Angelina Grimké, foram às primeiras mulheres a poder falar em público, segundo Zina Abreu, isso trouxe voz às opiniões femininas, e trouxe o espaço necessário à luta árdua que viria, pois, é apenas no século XX, que as mulheres americanas conquistam o direito ao voto. Na primeira metade do século XIX, mulheres como Hannah Mather Crocker, Frances Wright e Margaret Fuller influenciadas por Mary Wollstonecraft, promovem em alguns Estados, debates e palestras sobre a educação da mulher americana. Fuller anos mais tarde escreve um livro Woman in the Nineteenth Century (1845), em que questiona a situação do negro e da mulher na sociedade. Portanto, como já abordado, nos Estados Unidos a questão da mulher é levantada juntamente a questão do negro, ao movimento abolicionista. Segundo Zina Abreu: Foi esta tradição cultural e corrente ideológica — produto da evolução do pensamento teológico, filosófico e constitucional britânico, sobretudo durante o período entre a Reforma da Igreja do século XVI e a Revolução de Independência da América (1776) — que constituiu a plataforma a partir da qual surgiram os movimentos libertatários, entre os quais se incluem os movimentos abolicionistas e os feministas. (ABREU, 2002: 453) Foi baseado nos ideais de liberdade e de igualdade expressos na Declaração de Independência da América, que mulheres como Seneca Falls, Elizabeth Cady Stanton, Susan Anthony e outras figuras importantes para a luta feminista americana, entre os séculos XVIII e XIX, baseavam seus discursos em prol da emancipação da mulher americana e do sufrágio. Alguns anos depois, em 1869 foi fundada a revista ‘National Woman Suffrage Association’, pelas pró-sufragistas Elizabeth Stanton, Susan Anthony e Lucy Stone e com o passar dos anos várias outras revistas e instituições seguiram no caminho ao sufrágio universal como a ‘International Women’s Suffrage Alliance’, que tinha sua sede em Londres, mas tinha como presidente a americana Susan Anthony. Susan Anthony foi figura importantíssima no processo de abolição da escravidão e na luta feminista pelo sufrágio. Durante a Guerra Civil Americana,
  • 10. 10 1861-1865, Susan foi incumbida de coletar assinaturas, e conscientizar os cidadãos americanos de que a escravidão deveria chegar ao fim, pois, não fazia sentido com os ideais americanos e com a Declaração de Independência, que pregava a liberdade e igualdade. Em 1863 é declarada a abolição por Abraham Lincoln e mais tarde
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