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A Integracao Entre Filosofia e Ciencia

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  Revista Portuguesa de ilosofia   A integração entre Filosofia e Ciência segundo M. Merleau-PontyAuthor(s): Marcus Sacrini A. FerrazSource: Revista Portuguesa de Filosofia,  T. 63, Fasc. 1/3, Filosofia e Ciência / Science inPhilosophy (Jan. - Sep., 2007), pp. 461-487Published by: Revista Portuguesa de FilosofiaStable URL: http://www.jstor.org/stable/40419525Accessed: 24-06-2017 15:43 UTC   JSTOR is a not-for-profit service that helps scholars, researchers, and students discover, use, and build upon a wide range of content in a trusteddigital archive. We use information technology and tools to increase productivity and facilitate new forms of scholarship. For more information aboutJSTOR, please contact support@jstor.org. Your use of the JSTOR archive indicates your acceptance of the Terms & Conditions of Use, available athttp://about.jstor.org/terms Revista Portuguesa de Filosofia   is collaborating with JSTOR to digitize, preserve and extend access to Revista Portuguesa de Filosofia  This content downloaded from 143.107.252.181 on Sat, 24 Jun 2017 15:43:00 UTCAll use subject to http://about.jstor.org/terms   V Wypj63«2007|  A integragào entre Filosofìa e Ciencia  segundo M. Merleau-Ponty  Marcus Sacrini A. Ferraz*  Resumo: O presente artigo constituí, antes de mais, urna exposigào da tentativa por Maurice Merleau-Ponty de sistematizado de um método psicológico conver  com algumas das principáis metas estabelecidas pela Fenomenologia de inspi husserliana. Constatando de que modo o autor da Fenomenologia da Percepg considera os diversos ámbitos da cultura, a comegar pela arte e pela psicaná como indicadores da decadencia do cartesianismo, o artigo analisa o estatuto  ciencia justamente como urna das esferas culturáis das quais é possível extrair gorías que exprimam de forma mais precisa e rigorosa o real, mostrándose d  modo as investigagóes científicas sao indispensáveis para urna identifìcacào temas a serem filosóficamente tratados, pois os dados obtidos por tais pesquis  imprescindiveis para o trabalho filosófico enquanto tal Neste sentido, o autor pr  urna relagào entre Filosofia e Ciencia que nào é mais urna relagào de hierarqui tal como defendía Husserl, mas sim urna de complementaridade, tal como def Bergson. Com efeito, postulándose a nao necessidade de fragmentar o real par  se legitime um tal acordo, ou seja, dado que a cisáo entre o espiritual e o material  pode mais ser mantida, o artigo sublinha a absoluta necessidade de que Filoso  Ciencia se encontrem. Por outras palavras, a integragào entre ambas nào depe que urna e outra se refiram à mesma, e justa, metade da realidade, mas tàoso  que cada urna délas remeta para a mesma carnada fenomenal, seja para desc  científicamente os organismos em seu contacto com o meio seja para expor filosó  mente a nova ontologia ali confida. Em suma, o artigo mostra até que ponto, de realizar a intengào bergsoniana de integrar explicagào quantitativa e descr qualitativa e assimilar a critica de Husserl ao objectivismo, o método fenome  gico nào esgota a tarefa ontològica da filosofìa.  Paiavras-chave: Behaviorismo; Bergson, Henrt; Campo fenomenal; Ciencia e M  fisica; Ciencia Moderna; Ciencias da Natureza; Ciencias do Espirito; C  portamento; Concetto; Conhecimento, Teoria do; Corpo; Cultura; Desc  Duragáo; Experiencia; Fenomenologia; Fenomenologia e Ciencia; Filoso  Ciencia; Filosofia e Psicologia; Filosofia, Tarefa da; Fundamentacào das cias; Husserl, Edmund; Lebenswelt; Linguagem; Lógica e Ontologia; Mat  tizacào; Materialismo; Merleau-Ponty, Maurice; Método Científico; Mé  descritivo; Modelo eidètico; Objectividade; Percepgào; Psicologia; Psic  * Universidade de Sao Paulo (Sào Paulo, Brasil).  I rjgl O Revista Portuguesa de Filosofía \  461 I UBñEL 632007 I 46 1-487 This content downloaded from 143.107.252.181 on Sat, 24 Jun 2017 15:43:00 UTCAll use subject to http://about.jstor.org/terms   462 Mrcus Sacrin  descritiva; Psicologa e Floso  Subectivdade  Abstract The present article anal  order to systemtize a psychologc  estabishedbythe phenomnolo  account the wyinwhchthe aut the dfferent realm of the cutu  as special indcators of cartesian science inasmuchas it is one of extract the categories that expre  wherebyit is showninwhat wy cationof the thems to be treated  a relationbetwenPhlosophyan  as defendedbyHusserl, but one Bypostuatingthat there is no long  suchanaccordbetwenPhlosoph  since there is no longer a wyof mterial, the article underlines th  together Inother words, the integ  that one andthe other refer to th  that eachone of themhas of refe  order to acheve a scientifc descri  or beingthat inorder to advanc  init contained Above all, the arti  fact that the mthodologcal app  intentionof anintegrationof qua  cannot properlybe saidthat such  Keywords: Behavor Behavori  Description Descriptive mth  dationof the Sciences; Husserl  Language Logc andOntology Murice MdernScience Ntur feld Phenomnology Phenom PhlosophyandScience Psychol Sprit Scientifc Mthod Psych Representation Subectivty  1 Bergsone o proecto de Sabe-se que Bergsonpropós científco e flosófco, cada u o prímiro à mteria, o segun sua apreensao integral. Quere  urna dferenca de valor entre 1 H Bergson- La Pensée et le Mu  Revista Portuguesa de Filosofia lìgi n __ I  63-2007 Portuguesa LJ&RPF n __. |462 This content downloaded from 143.107.252.181 on Sat, 24 Jun 2017 15:43:00 UTCAll use subject to http://about.jstor.org/terms   Filosofia e Ciencia em Merleau-Ponty 453  tengào dessa diferenga é importante para que se resgua  de cada disciplina. Para Bergson, matèria e inteligencia e  pela outra, e numa ciencia que desenha a configuralo a nossa inteligencia reencontra necessariamente a sua Dai que a ciencia moderna, mesmo tendo expulsado comum que dominavam o empreendimento aristotèlico le da experiencia, se limite à apreensáo da estrutura int A forma matemática que a física tomou è, assim, ao m que responde melhor à realidade e aquela que mais satisf mento 3. Porém, há aspectos do real que escapam a tal a urna outra metodologia para serem investigados, legiti metafísica. Ainda que divirjam quanto ao objecto e ao m gson, ciencia e metafísica comunicam-se na experiencia  revoluto semelhante aquela sofrida pela ciencia mode  metafísica: eia tem de abracar as realidades 5. A met  nar os preconceitos pelos quais procurava a realidade  tempo 6 e deve captar aquilo que, na experiencia, escapa tica, a duragào, É a intuigào filosófica, por meio de desc  ponsável por tal resultado. Por eia sabemos que o real n simples instantáneos tomados por nos, ainda urna vez, a é, ao contrario, o fluxo, a continuidade de transigào, è Desse modo, a filosofía pode apresentar um conhecimen riencia, que complementa a compreensáo científica da conta a franja colorida 8 que envolve os conceitos, o consigo pròprio. E isso porque a intuito è primeira  vivencia psicològica, elucidalo do fluxo da vida interior  cào se revela.  O direccionamento bergsoniano da filosofia para a ex menos num primeiro momento, ao reconhecimento da sujeito. Este método obligará Bergson a caracterizar o  como avessos à medida, já que esse seria um corte artifici  qualitativamente10. Como consequència, à psicologia 2 Ibid., p. 1287.  3 Ibid. 4 Ibid. 5 Ibid.  6 Ibid., p. 1259. 7 Ibid., p. 1258. 8 Ibid., p. 1288. 9 Ibid., p. 1268.  10 Pode-se indicar a dimensào de células nervosas, pode-se medir seu deslocamento, mas  alguma vez mediu-se urna ideia ou urna resolucao voluntaria? (H. Bergson - Cours I - Legons  de Psychologie et de Métaphysique. París: Puf, 1990, p. 33).  463 I LMRPr 63 ã 2007 I 46 1 -487 This content downloaded from 143.107.252.181 on Sat, 24 Jun 2017 15:43:00 UTCAll use subject to http://about.jstor.org/terms
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