Small Business & Entrepreneurship

A integração Lavoura-Pecuária-Floresta como alternativa do uso da. terra em Goiás

Description
A integração Lavoura-Pecuária-Floresta como alternativa do uso da terra em Goiás The Integrating Livestock-Crop-Forest system as an alternative soil use in Goiás State Abílio Rodrigues Pacheco 1, Clarisse
Published
of 35
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
A integração Lavoura-Pecuária-Floresta como alternativa do uso da terra em Goiás The Integrating Livestock-Crop-Forest system as an alternative soil use in Goiás State Abílio Rodrigues Pacheco 1, Clarisse Maia Lana Nicoli 2, Marina Moura Morales 3. O mundo alcançou no último ano a marca de 7 bilhões de habitantes e não para de crescer. Uma população com necessidades de alimentos, matéria prima e energia, majoritariamente supridas, com o uso do recurso natural não renovável, solo. Atender a essas necessidades, com áreas agricultáveis limitadas, desafia a sociedade científica a desenvolver novas tecnologias que aumentem a eficiência no campo e a transferir essas tecnologias aos produtores rurais. A conquista desses desafios está diretamente ligada ao desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis de alta eficiência, aliados a baixa emissão de gases de efeito estufa que tenham impactos duradouros e cooperem com a segurança alimentar sem agredir o ambiente, como o sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ilpf). No entanto, por se tratar de um sistema de produção ainda recente para a maioria dos produtores rurais, tem gerado dúvidas quanto ao manejo das culturas em integração, aos espaçamentos adequados do componente florestal e aos custos de implantação e condução, além do retorno econômico que poderá ser obtido. Pensando nisso, foram implantados sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ilpf) com a adoção de tecnologias consolidadas (manejo integrado de pragas, cultivo mínimo, sistema Santa Fé, manejo de pastagem e silvicultural e uso de espécies vegetais melhoradas, bactérias fixadoras de nitrogênio em gramíneas, com mecanismo de fixação do N da atmosfera no solo de até 50 kg/ha), que juntas otimizam o uso do solo de forma duradoura. As tecnologias utilizadas configuram ao sistema alta eficiência na conversão de resultados, em três pilares: (I) Econômico: valorizando a propriedade pela diversificação da receita e redução de riscos, apoiado pela poupança verde ; (II) Social: aumentando o número de emprego e cooperando com a segurança alimentar e (III) Ambiental: estocando carbono no solo, pela rotação de culturas e pastagem sob manutenção e manejo, além de reduzir a níveis apreciáveis, o efeito do gás metano emitido pelo sistema, pelo sequestro de carbono via componente florestal. Os sistemas ilpf foram instalados na Unidade de Referência Tecnológica (URT) da Embrapa, inserida no bioma Cerrado, estrategicamente instalada na Fazenda Boa Vereda, no município de Cachoeira Dourada - Sul de Goiás, nas seguintes coordenadas geográficas: latitude , longitude e altitude média de 459 m, inserida dentro do bioma Cerrado. O clima é do tipo Aw, de acordo com a classificação de Köppen característico dos climas úmidos tropicais, com duas estações bem definidas, seca no inverno e úmida no verão, temperatura média anual de 24 C e precipitação média anual de 1340 mm, concentrando-se entre outubro a março. O solo é predominantemente Latossolo Vermelho de textura argilosa. Buscando um sistema produtivo e sustentável que fosse economicamente competitivo ao custo de oportunidade da terra no Cerrado, foram avaliados dois sistemas (Tabela 1), com diferentes arranjos espaciais do componente florestal (eucalipto Urograndi): 1,2 Embrapa Transferência de Tecnologia, Escritório de Negócios de Goiânia, Rodovia BR 153, Km. CEP , Goiânia - GO. Caixa Postal: Embrapa Florestas, Estrada da Ribeira, km 111. CEP Colombo PR. Tabela 1 Descrição de dois sistemas ilpf implantados na URT - Embrapa. Sistemas Arranjo espacial Árvores/ha Ocupação da área S 1 14 x 1,5m % L/P e 14% F S 2 4 (3 x 2) 22m % L/P e 36% F O ponto inicial de cada sistema foi a pastagem degradada, tendo como primeiro passo para implantação o combate a formigas com uso de isca e preparo do solo, realizado com duas operações de gradagem pesada, para incorporação de 2 t ha -1 de calcário, seguido de duas operações de grade niveladora realizadas pouco antes do plantio da soja e do eucalipto. A adubação foi realizada segundo recomendações para cada uma das culturas (soja, milho, forrageira e eucalipto), com base na análise de solo. Ano 0, foi plantado soja, variedade BRS-GO 8360, e clones do híbrido de eucalipto urograndis (S1) e Corimbia maculata (S2). Ano 1, foi plantado milho, variedade BRS 1040, consorciado com Brachiaria brizantha, cultivar PIATÃ, utilizando o sistema Santa Fé, na área onde a soja foi colhida. Ano 2, após a colheita do milho, o gado foi colocado na área para aproveitamento do residual da lavoura, permanecendo por 15 dias. Após esse período, o pasto ficou vedado para que ocorresse o estabelecimento definitivo da pastagem, que requer um mínimo de 30 dias. Inicia-se então, a recria do gado de corte, que se repetirá anualmente até o corte do eucalipto, finalizando o ciclo ao final do Ano 6 (Figura 1). A entrada do gado foi possível aos 16 meses de implantação das árvores, pois o eucalipto com média de 6 m de altura e Diâmetro a Altura do Peito (DAP) de 8 cm, já possuía robustez suficiente para dividir a área com o gado sem sofrer danos. Figura 1. Culturas utilizadas e sequência de implantação do Sistema de integração Lavoura Pecuária Floresta em Cachoeira Dourada, Goiás. Os sistemas avaliados atendem a variadas condições econômicas dos produtores, trazendo retorno a curto, médio e longo prazo, pelas culturas agrícolas, pecuária de corte e pela poupança verde, advinda do componente florestal. De acordo com o interesse do produtor a madeira pode ser conduzida para energia, cortando o eucalipto a partir do Ano 4; ou para serraria, com idade de corte entre 12 a 14 anos. A análise econômica dos sistemas foi realizada com objetivo de orientar o produtor rural na tomada de decisão quanto ao arranjo espacial do componente florestal, utilizando como indicadores econômicos o Valor Presente Líquido (VPL) e Valor Anual Uniforme Equivalente (VAUE). Consideraram-se as produtividades das atividades obtidas em cada sistema integrado e os preços de fevereiro de 2012 obtidos no mercado local (Tabela 2). Ambos os sistemas apresentaram-se economicamente viáveis a uma taxa de juros de 6,75% ao ano. Tabela 2 Preços e produtividades por hectare das atividades no sistema integrado. Produtividade Produtividade Preço* Atividade Unidade Sistema 1 (unid/ha) Sistema 2 (unid/ha) (R$/unid) SOJA sc R$ 42,00 MILHO sc R$ 22, R$ 88,00 EUCALIPTO mst R$ 40,00 *Fonte: FAEG/GETEC e Sindicatos Rurais, fevereiro de O Sistema 1 é mais adequado a produtores que não queiram imobilizar grande parte da área com árvores. Neste arranjo espacial apenas 14% da área foi ocupada com o componente florestal. Além disso, no segundo ano há amortização dos custos de implantação do eucalipto com as receitas advindas das culturas de grãos (Tabela 3), conseguindo recuperar o capital investido em menor tempo, sendo o VPL igual a R$ 4.650,71 e VAUE R$ 968,18 considerando o corte do eucalipto com 7 anos, final do Ano 6. Tabela 3 Fluxo de caixa do sistema 2. Sistema 1 Ano Fontes de renda Custos Receitas Margem Líquida 0 Soja 2.123, ,00-317,43 1 Milho 1.941, ,20 140,05 2 Pecuária 4.002, ,96 82,16 3 Pecuária 3.948, ,96 136,67 4 Pecuária 3.872, ,96 212,83 5 Pecuária 3.872, ,96 212,83 6 Pecuária + Eucalipto 4.067, , ,11 Sistema 2 0 Soja 2.099, ,00-755,88 1 Milho 1.633, ,80-84,62 2 Pecuária 4.047, ,96 37,55 3 Pecuária 3.956, ,96 128,53 4 Pecuária 3.872, ,96 212,83 5 Pecuária 3.872, ,96 212,83 6 Pecuária + Eucalipto 4.136, , ,18 O Sistema 2 é indicado aos produtores que tenham interesse em proporcionar conforto térmico aos animais e incrementar a poupança verde. Havendo também a possibilidade de conduzir 50% das árvores para serraria, devido ao arranjo espacial possuir duas linhas centrais que apresentam melhor qualidade de madeira por serem menos susceptíveis a rachaduras. Isto porque, são as árvores das linhas externas, que sofrem com a tensão de reorientação da copa, sendo essas indicadas para fim energético. Contudo, mesmo considerando na análise econômica a venda da madeira para energia ao final do Ano 6, este sistema apresentou maior retorno econômico, com VAUE de R$ 5.444,01 e VPL R$ 1.133,33. Os sistemas avaliados possuem flexibilidade de implantação, podendo agregar maior lucro e segurança ao sojicultor. Os benefícios econômicos são decorrentes da eficiência no uso de fertilizantes e menor demanda por agroquímicos, pela quebra no ciclo de pragas e doenças e de plantas daninhas. É uma alternativa para recuperar áreas degradadas, somando-se a benefícios mais amplos para a sociedade, pelo aumento da oferta de alimentos, fibras e energia e pela menor pressão exercida sobre as florestas. Isto permite o aumento da oferta de madeira sem promover novos desmatamentos através da otimização do uso do solo. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS TOLERANTES E RESISTENTES A HERBICIDAS MANAGEMENT OF HERBICIDE-TOLERANT AND HERBICIDE-RESISTANT WEEDS Prof. Dr. Anderson Luis Cavenaghi UNIVAG Várzea Grande - MT Prof. Dr. Sebastião Carneiro Guimarães UFMT Cuiabá - MT O controle de plantas daninhas tem por objetivo auxiliar a cultura a expressar seu máximo potencial produtivo e minimizar ao longo do tempo os efeitos que estas plantas podem provocar na produção. As espécies daninhas normalmente apresentam elevada produção de sementes, às vezes dotadas de mecanismos de dormência e grande longevidade, que ao atingirem o solo formam o banco de sementes, base da perpetuação desses indivíduos no agroecossistema. Além disso, essas sementes apresentam tamanho pequeno e estruturas que facilitam sua dispersão no ambiente, como ocorre em picão-preto (Bidens spp.), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), erva-de-touro (Tridax procumbens), capim-amargoso (Digitaria insularis) e buva (Conyza spp.). A dormência, referida anteriormente, possibilita a germinação desuniforme e distribui as emergências no tempo, o que torna o controle mais difícil, exigindo, muitas vezes, ações de controle em várias fases do ciclo da cultura. As espécies daninhas apresentam, ainda, grande variabilidade genética e facilidade de adaptação em diferentes ambientes, possibilitando a seleção de biótipos com resistência a herbicidas, cuja frequência inicial na população era baixa. Dentre os métodos para controle das plantas daninhas, o químico é amplamente utilizado na produção agrícola, devido à facilidade de aplicação e menor emprego de mão-deobra. No entanto, o uso frequente de herbicidas com mesmo mecanismo de ação ocasiona pressão de seleção na comunidade infestante, favorecendo, ao longo do tempo, o surgimento de indivíduos capazes de sobreviver e produzir sementes viáveis mesmo após a aplicação de doses que normalmente controlariam a maioria das plantas da população. A alternância de mecanismo de ação de herbicidas é uma das principais ferramentas no manejo e prevenção da resistência. No entanto, o número de mecanismo de ação disponível para uso na cultura da soja é limitado, ficando o manejo das plantas daninhas nessa cultura dependente de poucos mecanismos de ação, os quais já são utilizados há muito tempo. Não obstante esse problema, tem havido dificuldades em conscientizar os produtores na adoção da rotação de mecanismo de ação: normalmente eles utilizam os mesmos herbicidas por diversas safras, até o momento em que o controle deixa de ser satisfatório. Na sequência, outro herbicida com mecanismo de ação diferente é assumido como solução e utilizado até que os problemas de controle retornem, e nesse caso pode ser necessária a adoção de um novo mecanismo de ação diferente dos dois já utilizados. As alternativas vão se restringindo, com consequências técnicas e econômicas para a exploração. As culturas transgênicas resistentes ao herbicida glyphosate surgiram inicialmente como uma ferramenta versátil de alta eficiência e amplo espectro no controle de plantas daninhas, com custo competitivo, mas seu crescimento na cultura da soja se deu também porque se tornou a principal alternativa para controle de biótipos de leiteiro (Euphorbia heterophylla) e picão-preto (Bidens spp.) resistentes aos herbicidas inibidores da ALS (acetolactato sintase), que ocorrem em diferentes regiões do país. Atualmente, a maioria das variedades de soja lançadas traz como característica a resistência ao herbicida glyphosate. O mesmo ocorreu em países como Austrália e Estados Unidos da América e os problemas observados com resistência de plantas daninhas a este herbicida tornaram se o maior entrave para a produção de algumas culturas. Concomitantemente ao problema da resistência, ocorreu nas lavouras resistentes ao glyphosate, aumento de plantas daninhas tolerantes a este herbicida, ou seja, plantas que mesmo apresentando algum sintoma de fitotoxicidade sobrevivem e continuam seu ciclo, como as trapoerabas (Commelina spp.), as cordas-de-viola (Ipomoea spp.) e a erva-quente (Spermacoce latifolia). O manejo adequado dessas espécies acabou por exigir o uso de herbicidas com outros mecanismos de ação, o que provavelmente vem auxiliando na redução do tempo para surgimento de novos biótipos resistentes. Considerando o exposto, a aplicação de herbicidas pré-emergentes voltou a ser opção interessante de manejo para a lavoura de soja. Uma dificuldade encontrada em nível de campo é confirmar a presença da resistência na comunidade infestante, isto é, isolar a característica resistência de outros fatores que possam ter levado à falha de controle. Normalmente a adoção de práticas que possam evitar o surgimento de plantas daninhas resistentes ou aumentar o tempo para que isto aconteça, somente ocorre após o surgimento do problema, e desta forma o manejo é dificultado. Com a intenção de aproveitar o ano agrícola, as atividades no campo devem demandar cada vez menos tempo. A principal recomendação para se evitar o surgimento da resistência de plantas daninhas é realizar a rotação do mecanismo de ação utilizado. A rotação de culturas também é preconizada, pois induz muitas vezes ao uso de herbicidas de diferentes mecanismos de ação. Porém, toda e qualquer prática que evite a disseminação destas plantas e o aumento de suas sementes no perfil do solo deve ser implantada. Devemos lembrar que as recomendações devem estar baseadas em práticas que possam ser adotadas pelos produtores, e que os mesmos, assim como em qualquer outro negócio, vão optar por decisões que levem a maior rendimento financeiro no curto e médio prazo. Recentemente, um exemplo de alteração de manejo provocado pela presença de plantas daninhas resistentes ocorreu para a cultura do algodão, onde a presença de plantas de leiteiro resistentes aos herbicidas inibidores da ALS, único mecanismo de ação com herbicidas seletivos para a aplicação em pós-emergência nessa cultura, levou os produtores a utilizarem variedades resistentes ao herbicida glufosinato de amônio, chegando a 30% da área plantada no estado de Mato Grosso na safra 2010/2011. Nos próximos anos, o lançamento de variedades de soja com novos eventos como STS, Cultivance, Enlist, Dicamba, Liberty Link e HPPD, permitirão o uso na cultura de herbicidas ainda não seletivos ou com baixa seletividade, auxiliando no manejo de plantas daninhas resistentes e tolerantes. A preservação da utilidade dessas tecnologias, no entanto, exigirá uso criterioso e consciente, como a rotação dos mecanismos de ação, evitando a repetição de erros anteriores. Uma grande preocupação que deverá ser considerada é que as culturas resistentes a herbicidas, principalmente naquelas em que serão incorporados múltiplos eventos para conferir resistência a dois ou mais mecanismos de ação, é o planejamento da rotação destas tecnologias devido ao seu potencial para se tornarem plantas daninhas, e a dificuldade inerente para seu controle com herbicidas. Possíveis impactos da Soja Bt no Manejo Integrado de Pragas Bt soybean and effects in the Integrated Pest Management Antonio Cesar dos Santos Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento e Líder de Projetos em Biotecnologia, Dow AgroSciences Indl. Ltda. A agricultura nos próximos 50 anos terá o compromisso de produzir alimentos, porém em uma condição de declínio de recursos como a água e terras aráveis (KISHORE & SHEMAKER 1999). O desafio da Ciência é atingir a meta de prover a quantidade requerida de alimentos porém sem perdas significantes na biodiversidade (ATKINSON & McLINLAY 1997). A possibilidade de se produzir mais utilizando-se menos terras e com um número menor de aplicações pode reverter a tendência de declínio na biodiversidade nos agroecossistemas modernos (POPPY 2000). Portanto, os recursos genéticos serão fundamentais nos esforços para melhorar a produtividade agrícola, principalmente através da incorporação de resistência ou tolerância a estresses bióticos e abióticos em plantas cultivadas (HOISINGTON et al. 1999). Segundo HOFFMAN & CARROL (1995), a utilização de plantas geneticamente modificadas com resistência a insetos herbívoros pode permitir o aumento da produtividade agrícola com baixos custos ambientais. A biotecnologia tem um claro potencial de evitar o uso de terras nativas, particularmente em áreas tropicais, pelo fato de reduzir ou eliminar a pressão na utilização de terras aráveis (EFB 2001). Pode ainda oferecer uma agricultura sustentável, eventualmente produzindo plantas que permitam a sustentação de altos níveis de produtividade, minimizando os impactos ambientais (JOHNSON 1999). De acordo com PEFEROEN (1997) o desenvolvimento de plantas com a introdução de genes da bactéria Bacillus thuringiensis Berliner foi um dos projetos pioneiros em biotecnologa de plantas. A utilização de toxinas produzidas por B. thuringiensis é desejável em programas de controle de insetos devido a sua alta especificidade e rápida degradação pelo ambiente. O manejo de insetos com plantas transgênicas contento toxinas inseticidas de B. thuringiensis tem comprovadamente reduzido o número de aplicações de inseticidas. Essa redução no consumo de inseticidas através do uso de plantas que expressam as -endotoxinas de B. thuringiensis, segundo BRUNKEK & MEEUSEN (1991), pode ser vantajosa para o produtor rural conferindo uma boa relação custo-benefício. O uso de culturas Bt pode ter um impacto positivo na biodiversidade já que a redução de pulverizações permite a sobrevivência de insetos benéficos (McWHORTER 1998). As culturas Bt podem, reduzir o custo, o tempo e o esforço gasto na proteção de plantas contra insetos e podem contribuir para um sistema de produção ambientalmente mais favorável (PEFEROEN 1997; BABCOCK & BING 2001). Monitoramentos realizados em campos de culturas Bt desde sua liberação comercial têm demonstrado que a densidade populacional e biodiversidade de insetos em campos de culturas Bt tem sido significativamente maior do que em campos tratados com inseticidas em vários países como EUA, China, Argentina e Brasil. Na China por exemplo o uso do algodão Bt reduziu drasticamente o uso de inseticidas de 30 para 3 vezes por safra (PRAY et al. 2001). Apesar de reduzir substancialmente o número de pulverizações para o controle de Heliothis virescens os agricultores continuam entretanto aplicando para outros herbívoros que ocorrem na fase inicial da cultura. A primeira soja Bt, que expressa a proteína Cry1Ac, foi recentemente liberada pra comercialização no Brasil e deve ser plantada a partir da safra 2012/13. Esta soja tem atividade sobre Anticarsia gemmatalis, Epinotia aporema, Pseudoplusia includens e Heliothis virescens (MONSANTO 2012). Uma soja transgênica contendo o gene cry1ac sintético foi testada por WALKER et al. (2000) que demonstrou previamente em estudos realizados nos EUA, atividade sobre A. gemmatalis e P. Includens. Além das lagartas já citadas, espécies de Spodoptera como S. cosmioides e S. eridania e mesmo S. frugiperda tenho aumentado sua importância na cultura, exigindo muitas vezes aplicações específicas. Parece claro que, com a introdução da soja Bt (Cry1Ac), haverá uma redução no número de aplicações para controle das principais lagartas que atacam a cultura da soja. L
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks