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A Integridade Da Pregação - John Knox

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A INTEGRIDADE DA PREGAÇÃO JOHN KNOX Professor no Seminário Teológico Unido de Nova York Traduzido por FLÁVIA BRAZIL ESTEVES ASTE - SÃO PAULO Título do original THE INTEGRITY OF PREACHING Abingdon Press, New York, 1.a edição, 1957 Edição em língua portuguesa, com colaboração do Fundo de Educação Teológica, pela Associação de Seminários Teológicos Evangélicos São Paulo 1964 Associação de Seminários Teológicos Evangélicos CONSELHO DELIBERATIVO: Júlio A. Ferreira - Presidente Joaquim Beato, Thurmon Bryant, Roberto Grant, Wilson Guedelha, V. James Mannoia, David Mein, Harding Meyer, A. Benjamin Oliver, Paulo Pierson, Isnard Rocha, Arnaldo Schmidt Aharon Sapsezian - Secretário geral Edições da A. S. T. E. À VENDA VOCABULÁRIO BÍBLICO, de J.-J. von Allmen O PROTESTANTISMO BRASILEIRO, de É. Léonard O CATOLICISMO ROMANO - um simpósio protestante O PENSAMENTO DA REFORMA, de H. StrohI PEDRO - DISCÍPULO, APÓSTOLO E MÁRTIR, de O. Cullmann NO PRELO A PESSOA DE CRISTO, de G. C. Berkouwer PSICOLOGIA DA RELIGIÃO, de P. Johnson DEUS ESTAVA EM CRISTO, de D. M. Baillie O ENSINO DE JESUS, de T. W. Manson EM PREPARAÇÃO A IGREJA NO NOVO TESTAMENTO, de G. Kittel JESUS DE NAZARÉ, de G. Bornkamm TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO, de G. von Rad TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO, de A. Richardson EPISTOLA AOS ROMANOS, de F.J. Leenhardt O PREPARO DE SERMÕES, de A. W. Blackwood A FÉ CRISTÃ, de G. Aulén A RELEVÂNCIA DOS PROFETAS, de R. B. Y. Scott FÉ BÍBLICA E ÉTICA SOCIAL, de E. C. Gardner DOCUMENTOS DA IGREJA CRISTÃ, de H. Bettenson I N D I C E Introdução I - Quando é Bíblica a Pregação II - A Relevância da Pregação Bíblica III - Teólogos e Pregadores IV - Pregação é Ensino V - Pregação é Pessoal VI - Pregação é Culto VII - Pregação é Sacramento Notas I N T R O D U Ç Ã O Dentre todos os muitos pregadores do evangelho, fiéis e capazes, e que, despretenciosamente de modo geral, f oram meus pro fessores de homilética, aquele que de modo imensurável significou mais para mim do que qualquer um outro foi o meu próprio pai, Absalom Knox, falecido há mais de trinta anos. Embora os seus dias tivessem sido passados em lugares obscuros, era ele um grande pregador (no único sentido em que esse termo jamais deveria ser empregado) e ter-se-ia tornado maior ainda se a morte não o tivesse derrubado quando ainda em meia idade. Não teve ele a vantagem de um curso colegial completo, muito menos o de um treino em seminário, porém foi uma das pessoas mais inteligentes, sensíveis e humanas que jamais conheci e, portanto, uma das mais cultas. Era muitíssimo bom e reconhecido como tal por todos quantos o conheciam mas, de igual modo, era uma pessoa ativa e enérgica, possuindo talentos de eloqüência autêntica - algo muito raro. Contudo, ao pensar nele como um pregador, não são esses os talentos que vêm à mente em primeiro lugar e sim a seriedade com que ele pregava e a honestidade absoluta com que fazia isso, o trabalho cuidadoso e longo que dedicava a fim de preparar-se para esse mister (todos nós sabíamos que diariamente, durante as primeiras horas, não podíamos "incomodar o papai"), a qualidade bíblica da pregação, sua solidez e integridade, a maneira pela qual a mesma respondia à vida da igreja, o modo pelo qual falava ao coração. Mais do que qualquer outra coisa, foi a memória de sua pregação que sugeriu a palavra "integridade" para o título dessas minhas reflexões com respeito ao pregador e seu trabalho. Ao escrever o Capítulo II, extraí-o livremente de um de meus ensaios - "Autenticidade e Relevância" - publicado há vários anos no The Union Seminary Review. Sou agradecido ao Deão James Cannon da Divinity School of Duke University e seus colegas pelo convite que me fizeram para dar preleções lá, em junho de 1956, e pelas muitas gentilezas que me demonstraram durante êsse período de preleções. Desejo agradecer também a meu prezado amigo Paul Scherer por ter lido o meu manuscrito e ter-me feito muitas críticas construtivas. JOHN KNOX CAPÍTULO I QUANDO É BÍBLICA A PREGAÇÃO? Em nossos dias estamos testemunhando uma nova insistência sobre o fato de que a pregação deve ser bíblica. Nada é mais característico das discussões contemporâneas quanto à pregação do que essa ênfase. A mensagem do pregador precisa provir não de acontecimentos correntes, ou literatura em voga, ou de tendências prevalecentes de um tipo ou de outro, não de filósofos, políticos, poetas e nem mesmo, em último recurso, da própria experiência ou reflexão do pregador, mas sim das Escrituras . Naturalmente não há nada de realmente novo com relação a isso . O fato de que é mister repetir tal coisa - e com nova ênfase - significa tão somente que a pregação tem se desviado nesse ponto de sua própria tradição . Aquilo que estamos asseverando energicamente, outras épocas tomaram como certo. A pregação nos primeiros séculos e a pregação em todos os períodos mais vitais e fecundos da história da Igreja tem sido bíblica. Mas quando é bíblica a pregação? Pregadores usam a Bíblia - e têm sempre usado - em uma grande variedade de modos. Nem toda a pregação que toma forma de exposição bíblica pode ser chamada bíblica em qualquer sentido apreciativo ou realmente autêntico. Na verdade, como bem o sabemos, a exposição bíblica em si mesma pode ser muito infrutífera e enfadonha - e portanto (atrever-nos-íamos a dizer?) muito não-bíblica. Em um dos livros de William Law, místico inglês do século XVIII, há uma história encantadora de um presente delicado - um comentário bíblico - feito por uma mulher a um velho pastor chamado John e sua esposa Betty. O pastor descreve o que sucedeu: "Senhora, a esposa do Juiz de nossa cidade, ouvindo falar de como Betty e eu amamos as Escrituras, trouxe-nos certo dia um enorme livro explicativo sobre o Novo Testamento e nos disse que ficaríamos entendendo muito melhor as Escrituras lendo naquele livro do que só no Novo Testamento... No outro Dia do Senhor, quando, de acordo com o que era hábito, dois ou três vizinhos vieram para se sentar conosco lá pela noitinha, "Betty", disse eu, "traga o grande livro da Senhora e leia o quinto capítulo de São Mateus." Quando ela terminou, pedi-lhe que lesse o capítulo quinze da Primeira Carta aos Coríntios. Na manhã seguinte disse eu a Betty: "Carregue de volta à minha senhora esse enorme livro explicativo a diga-lhe que as palavras de Cristo a seus Apóstolos são melhores por si mesmas e tal como êles as deixaram. " E, enquanto eu me dirigia às minhas ovelhas, pensava comigo mesmo : - Esse grande livro explicativo parece ter feito tanto bem a êsse livrinho do Novo Testamento ao ser acrescentado e misturado ao mesmo, tal como um galão de água faria para um copinho de vinho verdadeiro ao ser acrescentado ou misturado ao primeiro. Na verdade o vinho todo estaria lá, porém o seu gosto delicado e o espírito cordial que tinha quando bebido por si estaria todo perdido e submerso na frieza e insipidez da água." (Devo a meu amigo, o Rev. George F. Woods, do Downing College, Cambridge, o ter chamado minha atenção para essa passagem. É encontrada em, Works - Londres, Impresso por J. Richardson, 1762, e provavelmente reeditado por G. Moreton, 1893, VII, 186.) Provavelmente os pregadores terão um prazer todo especial nesta história e é bem natural que o tenham, pois que talvez tivessem sofrido mais do que outros por causa dos comentaristas sem inspiração e sem esclarecimento. Entretanto, lembremo-nos de que o pregador é também um expositor e que um sermão pode esconder ou deturpar um texto bíblico de maneira tão certa e completa como qualquer comentário. Não é somente dos "enormes livros explicativos" dos sábios acêrca dos quais por vêzes pode ser dito que têm sucesso únicamente em entorpecer "o bom gosto" do original, diluindo o "seu espírito cordial"; muitas e muitas vêzes os longos discursos expositivos dos pregadores têm o mesmo efeito. Em outras palavras, o uso da Bíblia - e até mesmo o seu uso em larga escala - não é suficiente para garantir a pregação bíblica eficiente ou mesmo autêntica. Tudo depende de como nós a usamos. Dedicaremos vários dêstes capítulos para uma discussão dêsse "como"; primeiramente, porém, talvez algo mais devesse ser dito a respeito do "porquê", pois que são os elementos no uso da Bíblia para a pregação que determinam em grande parte como devem ser julgados os nossos próprios modos de utilizá-la. A meu ver, êsses elementos podem ser indicados sumariamente do seguinte modo: Usamos a Bíblia na pregação porque é literatura de alta qualidade, porque é nossa literatura e porque é, em sentido muito verdadeiro e distinto, a literatura divina. Essas razões encontram-se em ordem ascendente de importância, mas cada uma delas merece alguma atenção. Com toda a certeza, uma das razões pelas quais é apropriado usar a Bíblia na pregação e porque efetivamente nós a utilizamos, é em vista da mesma ser literatura religiosa de alta qualidade. Talvez não precisemos usar o primeiro adjetivo, desde que em determinado sentido toda a grande literatura pode ser considerada "religiosa". Inúmeras tentativas têm sido feitas - e por pessoas muito mais competentes do que eu - para definir "grande" literatura e para dizer justamente o que é um grande livro. É oportuno afirmar que nenhuma dessas tentativas tiveram perfeito sucesso. O critério de grande arte não pode ser formulado de maneira precisa e exaustiva. Distinguimos o grande livro da maneira pela qual conhecemos a grande música - pelo modo com que reagimos permanentemente ao primeiro, por tudo quanto faz e continua a fazer em nós - e a única comparação objetiva sobre a nossa impressão dêle é a reação de outros. A literatura mundial de grande porte é composta de livros sobre os quais muitos homens a mulheres, em muitas gerações, têm dito para si mesmos : "Este é um grande livro!" Certamente podemos afirmar com segurança que êsses livros tratarão sempre, não de meras concepções abstratas nem tampouco de fantasias, mas da experiência humana em sua verdade concreta e existencial. Procurarão descobrir tudo quanto há de profundo no homem, as fontes de sua grandeza e de sua derrota trágica. Colocá-lo-ão em um lugar espaçoso, concedendo algum senso de significado último e do mistério de sua vida. E farão tudo isso por meio de linguagem simples, clara e comovente. Contudo, por mais que tentemos formular nossa definição de grande literatura, não há dúvida que a Bíblia como um todo, bem como muitas de suas partes tomadas em separado, podem ser perfeitamente enquadradas como tal. Não é grande literatura apenas, mas em alguns aspectos é incomparàvelmente grande. É o relato mais realístico, profundo e comovente do homem que o próprio homem jamais produziu. A pregação, no entanto, é também profunda e radicalmente relacionada com o homem, sua necessidade e sua redenção, sendo que sua eficiência e genuinidade dependem da compreensão profunda, certa a verdadeira do pregador relativamente à situação humana. A Bíblia provê recursos magníficos para essa compreensão. Por esta razão, se não por outra, o pregador utiliza êsse livro. Entretanto, uma razão ainda mais potente para o uso da Bíblia na pregação é a de ser a mesma nossa literatura. Quero dizer com isso, naturalmente, que é a literatura da Igreja. Os livros do Antigo Testamento (ou pelo menos os da Lei e os Profetas) podiam ser encontrados por séculos e séculos e em uso familiar entre os judeus, antes que êsses mesmos livros fôssem adotados pela comunidade cristã. Desde tempos primordiais tais escritos foram associados com a vida da Igreja e essa associação foi feita do modo mais significante e íntimo. Jesus conhecia tais livros e citou-os, assim como Paulo. As próprias cartas e outros documentos especificamente cristãos, de modo especial os Evangelhos que descreveram a carreira de Jesus e registraram suas palavras, logo conseguiram o mesmo status elevado, desfrutando dêsse mesmo uso familiar. Por vinte séculos, a Igreja - verdadeiramente tôda a Cristandade - está sendo nutrida com êsses escritos antigos. Imagens e também concepções bíblicas têm penetrado na urdidura e na composição da cultura ocidental; a linguagem da Bíblia não sòmente foi o ingrediente básico na linguagem da liturgia e devoção da Igreja, mas também afetou profundamente tanto nossa literatura em geral assim como nossa linguagem comum. Com toda a probabilidade, os hinos ensinados por nossas mães eram bons, porém não é só a sua excelência intrínseca que os torna preciosos para nós. Amamo-los muito menos por seu conteúdo e por si mesmos do que por causa de nossas mães e, sem dúvida alguma, nossas avós que também gostavam dêsses hinos. De igual modo, a Bíblia conseguiu obter significado e valor mais elevados pelo uso que a Igreja faz da mesma. Passagens como o salmo vinte e três, os primeiros versículos do capítulo cinco de Romanos, ou algumas afirmações de Jesus nos Evangelhos, têm hoje um valor que não poderiam ter tido quando primeiramente expressados ou escritos. Por vêzes uma frase bíblica familiar pode evocar todo um mundo de significados passados e, por vêzes, meio esquecidos. Na verdade, alguns dêsses significados mais profundos mal podem ser evocados de qualquer outro modo. Contudo, justamente êsses significados - concretos e existenciais - a pregação procura comunicar. Não é de se espantar, pois, que a Bíblia seja usada! Como se poderia fazer de outra forma? Mas a terceira razão é realmente a decisiva: é a literatura de Deus. É, conforme afirmamos, "a Palavra de Deus. " Se não pudesse ser chamada Palavra de Deus, não só seria altamento dubitativo que fôsse utilizada para a pregação, mas também que fôsse empregada com tanta familiaridade - ou até mesmo que existisse algo como a pregação. Se, na história que teve início com Abraão e culminou com Cristo e na vida comunal que pertenceu a essa história ou à qual essa história pertenceu (pode-se olhar de dois modos para essa interrelação) , os homens não tivessem encontrado ali a própria presença e a ação poderosa de Deus, não haveria nem Igreja, nem Bíblia, nem tampouco pregação. A Bíblia é denominada a Palavra de Deus não porque ela seja composta de palavras de Deus, ou contenha essas palavras (como se Deus se expressasse por palavras) , mas porque transmite a nós a presença e a ação poderosa de Deus. Pois bem, a pregação cristã procura transmitir essa mesma presença e essa mesma ação poderosa. Tal como a Bíblia em si mesma, a pregação se preocupa com o evento de Cristo, procurando comunicar sua realidade e sua relevância, interpretar o seu significado para os homens de cada geração e para o homem em todas as gerações. A Bíblia, portanto, não é apenas útil na pregação; é absolutamente indispensável. É mais do que um recurso supremamente útil; pertence essencialmente à própria fonte da pregação. Não é somente ver dadeiro que a pregação devesse ser bíblica; a pregação autêntica tem de ser assim! Perguntamos novamente, porém: que é pregação bíblica? Agora já o suficiente foi dito para indicar que não se pode definir a pregação bíblica em têrmos de qualquer conexão mecânica externa ou meramente formal - conexão esta feita entre a Bíblia e o sermão. Não se pode dizer, por exemplo, que a pregação bíblica seja a simples pregação de um texto bíblico. Lembro-me de ter ouvido, quando me encontrava no seminário, acêrca da distinção entre sermões tópicos e textuais. Talvez esta possa ser uma distinção útil para determinados propósitos, porém de nada servirá com relação a todos os sermões textuais como sendo bíblicos e todos os sermões tópicos como nãobíblicos. Todos nós sabemos ser possível tomar de um texto bíblico e proceder à pregação de um sermão bem não-bíblico. Poder-seá fazer isso de várias maneiras. Uma delas é citar algumas poucas palavras da Escritura como uma espécie de frontispício ornamental para um discurso que, na realidade, nada deve a qualquer uma dessas palavras ou qualquer outra parte da Escritura. Recordome, por exemplo, de ter ouvido há vários anos - e confesso, com vergonha, que eu próprio uma vez preguei - um sermão dêsse tipo (que foi pregado primeiramente, tanto quanto saibamos, por Charles Reynolds Broom) sôbre a pergunta feita certa vez a Jacó por Faraó, "Quantos são os dias dos anos de tua vida?" (Gn 47.8) - sermão êste em tôrno das "dimensões da vida." Nesse caso e em inúmeros outros semelhantes, é puramente acidental qualquer conexão entre o sermão e qualquer outra coisa sôbre a qual a Bíblia esteja realmente interessada a dizer. Ou, então, pode-se tomar de um texto a depois interpreta-lo mal, como quando alguém emprega "Examinai as Escrituras" - a tradução de Jo 5.39 - como texto para um sermão relacionado com o dever da leitura da Bíblia. Outra alternativa é alguém extrair da Bíblia um texto relativamente não-bíblico - isto é, um ou dois versículos que não sejam típicos ou representativos - tratando depois dos mesmos, talvez de modo íntimo e fiel, mas sem referência alguma ao que a Bíblia, como um tôdo, está afirmando. Em uma só palavra, a pregação de um texto - ou até mesmo o que denominamos pregação expositiva - como tal não é pregação bíblica. A pregação bíblica tampouco pode ser definida como pregação quando tem a Bíblia como seu assunto ou quando se baseia na Bíblia em grande parte de sua matéria. Carl S. Patton em seu livro The Use o f the Bible in Preaching, parece admitir o fato de que a pregação bíblica significa pregar acêrca da Bíblia. Êle descreve, por exemplo: "Não sustenho que tôda a pregação devesse ser bíblica. Longe disso. A religião está em formação durante todo tempo. Acontecimentos correntes na vida política, econômica e Internacional apelam fortemente por um comentário e por uma intepretação Cristã pelo profeta Cristão. Tanto o pensamento científico contemporâneo como o filosófico movimentam-se frequentemente, apresentando novos significados sôbre as crenças e práticas religiosas. É inútil pretender que as únicas coisas sôbre as quais precisamos falar do púlpito devam ser encontradas na Bíblia." (Esta citação e as seguintes são de The Use of the Bible in Preaching, Copyright 1936 por Harper & Brothers e usadas com a permissão dos mesmos. Reconhecemos que as citações não representam devidamente todo o livro, o qual tem muitos méritos.) A idéia parece ser a de que a pregação pode ser bíblica e ocupar-se da Bíblia, ou então ser relevante e tratar do que na realidade está acontecendo no mundo porém não ambas as coisas. (Com relação a essa idéia errônea algo mais será dito no próximo capítulo). A história de Patton acêrca de como êle foi iniciado na pregação "bíblica" é tão viva e divertida como devem ter sido os seus sermões: "Em certa ocasião, entretanto, talvez há quinze ou vinte anos, experimentei fazer um sermão bíblico. Suponho que assim fiz porque ninguém havia sido morto durante aquela semana, a respeito do qual coubesse uma pregação, e nada sucedera no Japão ou na Itália, ou tampouco na Liga das Nações que requeresse uma elucidação de minha parte - e eu precisava urgentemente de um tópico. Estivera lendo a velha história da Torre de Babel. Foi assim que num rasgo de coragem - ou, quem sabe, de desespêro - disse comigo mesmo : "Vou fazer um sermão extraído disso. " Senti-me um tanto apologético a êsse respeito. Por que arrastar a minha gente moderna e atualizada para aquêle passado tão longínquo e para aquela tôrre inacabada? Entretanto, não consegui pensar em outra coisa naquela semana e assim teve que ser aquilo mesmo. Para meu espanto, os comentários em tôrno daquele sermão quase me levaram a supor que o pessoal da minha congregação havia passado noites inteiras em claro pensando naquela velha história." Patton mal faz alusão ao conteúdo dêsse primeiro sermão "bíblico. " Êle é mais explícito em sua descrição da segunda tentativa que êle fez. "Fiz outra tentativa. Tomei
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