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A lenda de narciso

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1. A LENDA DE NARCISOA LENDA DE NARCISO 2. Narciso era filho do deus-rio Cephisus e da ninfaLiríope, e era um jovem de extrema beleza. Porém, àdespeito da cobiça que…
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  • 1. A LENDA DE NARCISOA LENDA DE NARCISO
  • 2. Narciso era filho do deus-rio Cephisus e da ninfaLiríope, e era um jovem de extrema beleza. Porém, àdespeito da cobiça que despertava nas ninfas e donzelas,Narciso preferia viver só, pois não havia encontradoninguém que julgasse merecedora do seu amor. E foijustamente este desprezo que devotava às jovens a suaperdição.Pois havia uma bela ninfa, Eco, amante dos bosquese dos montes, companheira favorita de Diana em suascaçadas. Mas Eco tinha um grande defeito: falava demais, etinha o costume de dar sempre a última palavra emqualquer conversa da qual participava.
  • 3. Um dia Hera, desconfiada - com razão - que seumarido estava divertindo-se com as ninfas, saiu em suaprocura. Eco usou sua conversa para entreter a deusaenquanto suas amigas ninfas se escondiam. Hera,percebendo a artimanha da ninfa, condenou-a a não maispoder falar uma só palavra por sua iniciativa, a não serresponder quando interpelada.Assim a ninfa passeava por um bosque quando viuNarciso que perseguia a caça pela montanha. Como era beloo jovem, e como era forte a paixão que a assaltou! Seguiu-lhe os passos e quis dirigir-lhe a palavra, falar o quanto ela oqueria... Mas não era possível - era preciso esperar que elefalasse primeiro para então responder-lhe.Distraída pelos seus pensamentos, não percebeu queo jovem dela se aproximara. Tentou se esconderrapidamente, mas Narciso ouviu o barulho e caminhou emsua direção
  • 4. - Há alguém aqui?- Aqui! - respondeu Eco.Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queriasaber quem estava se escondendo dele, e quem era adona daquela voz tão bonita.- Vem - gritou.- Vem! - respondeu Eco.- Por que foges de mim?- Por que foges de mim?- Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar!- Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidadeao correr em direção do amado que fizera tal convite.Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direção,gritou:- Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar mepossuir!- Me possuir... - disse Eco.
  • 5. Foi terrível o que se passou. Narciso fugiu, e aninfa, envergonhada, correu para se esconder no recessodos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nascavernas e entre os rochedos das montanhas. Evitava ocontato com os outros seres, e não se alimentava mais.Com o pesar, seu corpo foi definhando, até que suascarnes desapareceram completamente. Seus ossos setransformaram em rocha. Nada restou além da sua voz.Eco, porém, continua a responder a todos que a chamem,e conserva seu costume de dizer sempre a últimapalavra.Não foi em vão o sofrimento da ninfa, pois do alto,do Olimpo, Nêmesis vira tudo o que se passou. Comopunição, condenou Narciso a um triste fim, que nãodemorou muito a ocorrer.
  • 6. Havia, não muito longe dali, uma fonte clara, deáguas como prata. Os pastores não levavam para lá seurebanho, nem cabras ou qualquer outro animal afreqüentava. Não era tampouco enfeada por folhas ou porgalhos caídos de árvores. Era linda, cercada de uma relvaviçosa, e abrigada do sol por rochedos que a cercavam.Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindomuito calor e muita sede.Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se eviu, surpreso, uma bela figura que o olhava de dentro dafonte. "Com certeza é algum espírito das águas que habitaesta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhosbrilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rostooval e o pescoço de marfim do ser. Apaixonou-se peloaspecto saudável e pela beleza daquele ser que, dedentro da fonte, retribuía o seu olhar.
  • 7. Não podia mais se conter. Baixou o rosto parabeijar o ser, e enfiou os braços na fonte para abraçá-lo.Porém, ao contato de seus braços com a água da fonte, oser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão beloquanto antes.- Porque me desprezas, bela criatura? E por quefoges ao meu contato? Meu rosto não deve causar-terepulsa, pois as ninfas me amam, e tu mesmo não meolhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, eresponde com acenos aos meus acenos. Mas quandoestendo os braços, fazes o mesmo para então sumires aomeu contato.Suas lágrimas caíram na água, turvando aimagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:
  • 8. - Fica, peço-te, fica! Se nãoposso tocar-te, deixe-me pelomenos admirar-te.Assim Narciso ficou por diasa admirar sua própria imagem nafonte, esquecido de alimento e deágua, seu corpo definhando. Ascores e o vigor deixaram seu corpo,e quando ele gritava "Ai, ai", Ecorespondia com as mesmas palavras.Assim o jovem morreu.As ninfas choraram seu triste destino. Prepararamuma pira funerária e teriam cremado seu corpo se otivessem encontrado. No lugar onde faleceu, entretanto, asninfas encontraram apenas uma flor roxa, rodeada de folhasbrancas. E, em memória do jovem Narciso, aquela florpassou a ser conhecida pelo seu nome.
  • 9. Dizem ainda, que quando a sombra de Narcisoatravessou o rio Estige, em direção ao Hades, eladebruçou-se sobre suas águas para contemplar sua figura.
  • 10. Dizem ainda, que quando a sombra de Narcisoatravessou o rio Estige, em direção ao Hades, eladebruçou-se sobre suas águas para contemplar sua figura.
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