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A matriz energética nacional _ Blog Infopetro

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  17/09/2017A matriz energética nacional | Blog Infopetrohttps://infopetro.wordpress.com/2013/10/28/a-matriz-energetica-nacional/1/6 GRUPO DE ECONOMIA DA ENERGIABlog Infopetro BALANÇO ENERGÉTICO, BEN, EPE, EQUIVALÊNCIA ENERGÉTICA, MATRIZ ENERGÉTICA,MME, PLANEJAMENTO ENERGÉTICO, SETOR ENERGÉTICO   A matriz energética nacional n energia on 28/10/2013  at 00:15 Por Ronaldo Bicalho (hps://infopetro.wordpress.com/os-autores/) Para acompanhar a discussão sobre a evolução da matriz energética brasileiraé imprescindível conhecer uma publicação editada pela Empresa de PesquisaEnergética (hp://www.epe.gov.br/) (EPE) e Ministério de Minas e Energia(hp://www.mme.gov.br) (MME): O Balanço Energético Nacional(hps://ben.epe.gov.br/) (BEN).O relatório consolidado do Balanço Energético Nacional apresenta, anualmente, a contabilidade relativa à oferta e o consumo de energia no Brasil, contemplando as atividades de extração de recursos energéticos primários, sua transformação em formas secundárias, a importação e exportação,a distribuição e o uso final da energia.O documento final do BEN é disponibilizado no segundo semestre do ano posterior ao ano base.Dessa forma, os dados consolidados para o ano passado (2012) ficaram disponíveis no segundosemestre de 2013. Contudo, como forma de disponibilizar estatísticas energéticas ainda no primeirosemestre, a EPE elabora o documento intitulado “Resultados Preliminares do BEN”, cuja edição de2013 – ano base 2012 – ficou disponível no seu site, até a publicação no segundo semestre dos atuaisdados consolidados .Além de trazer os resultados do ano anterior, o BEN traz uma série de balanços consolidados quecobre o período que vai de 1970 até o último ano disponível, que, no momento, é 2012. Portanto, sãomais de quarenta anos de dados sobre a maneira como a energia vem sendo produzida, transformadae utilizada no Brasil.Nesse sentido, o BEN constitui uma base de dados muito interessante para quem acompanha asdiscussões sobre energia. Para que se possa aproveitá-la plenamente, é necessário conhecer algunsconceitos-chave na sua construção, que facilitam a compreensão do alcance desse instrumento. Utilização, transformação e produção de energia  17/09/2017A matriz energética nacional | Blog Infopetrohttps://infopetro.wordpress.com/2013/10/28/a-matriz-energetica-nacional/2/6 Em primeiro lugar, cabe lembrar que a energia não é usada diretamente. É preciso que haja semprealgum dispositivo que converta a energia contida nas diversas fontes na forma de energia que senecessita. Assim, é necessário o aquecedor para converter a energia contida no gás no calor necessáriopara aquecer água para se tomar o banho quente. Aqui surgem dois conceitos importantes: energiafinal e energia útil. A primeira é a energia que colocamos à disposição do usuário e a segunda é aenergia que esse usuário efetivamente aproveita; ou seja, a primeira é a energia contida no gás que eleconsumiu, a segunda é a energia que ele realmente aproveitou na forma de calor.A partir desses dois conceitos define-se um outro conceito chave: o rendimento na utilização. Esserendimento pode variar com o uso, com a fonte e com a tecnologia presentes nessa utilização deenergia.Em termos dessa utilização, a energia contabilizada pelo BEN é a energia final; ou seja, a energia queé colocada à disposição do consumidor. Como esse consumidor vai usá-la, para que uso e com queeficiência, é um tipo de informação que não está disponível no balanço; já que o quadro contábildescreve o fluxo de energia até a “porta” do consumidor. Por isso, o BEN é um tipo de balançochamado balanço de energia final. Para descrever o que acontece depois, é necessário um outro tipode balanço: o balanço de energia útil. Porém, cabe salientar que pode-se encontrar essas informaçõesnão nos quadros contábeis, mas em uma seção à parte, na própria publicação, que cuida exatamentedessas informações.No BEN, o consumo final energético é aberto para os seguintes setores: setor energético, residencial,comercial, público, agropecuário, transporte (rodoviário, ferroviário, hidroviário e aeroviário) eindustrial (cimento, ferro-gusa e aço, Ferroligas, mineração e pelotização, não-ferrosos e outros dametalurgia, química, alimentos e bebidas, têxtil, papel e celulose, cerâmica e outros).Em segundo lugar, é importante lembrar que para que as fontes de energia sejam utilizadas nosequipamentos hoje disponíveis é preciso adequá-las ao uso nestes equipamentos. Assim, não dá parapegar o petróleo e jogá-lo diretamente no motor. É necessário transformar esse petróleo em gasolinapara que ele possa ser utilizado nos carros. Essa transformação define dois outros conceitos: energiaprimária e energia secundária. A primeira é a energia como ela é extraída da natureza e a segunda éaquela que sofreu algum tipo de transformação nos chamados centros de transformação: refinarias,centrais elétricas, destilarias de álcool, etc., para adequá-la ao uso.A partir desses conceitos é possível definir mais um conceito: o rendimento na transformação.rendimento esse que varia em função do tipo de transformação, das fontes transformadas e datecnologia empregada. Diferentemente do rendimento de utilização, o rendimento de transformaçãoé explicitado pelo BEN.No BEN, as fontes primárias são as seguintes: Petróleo, Gás Natural, Carvão Vapor, CarvãoMetalúrgico, Urânio (U3o8), Energia Hidráulica, Lenha e Produtos da Cana (Melaço, Caldo-de-Canae Bagaço) e outras fontes primárias (Resíduos Vegetais e Industriais para Geração de Vapor, Calor,energia solar, eólica e Outros). Já as fontes secundárias são as seguintes: Óleo Diesel, Óleo Combustível, Gasolina (Automotiva e deAviação), GLP, Nafta, Querosene (Iluminante e de Aviação), Gás (de Cidade e de Coqueria), Coquede Carvão Mineral, Urânio Contido no UO2 dos Elementos Combustíveis, Eletricidade, CarvãoVegetal, Álcool Etílico, (Anidro e Hidratado) e Outras Secundárias de Petróleo (Gás de Refinaria,Coque e Outros). Além disso, são consideradas como fontes secundárias os Derivados de Petróleoque, mesmo tendo significativo conteúdo energético, são utilizados para outros fins (Graxas,Lubrificantes, Parafinas, Asfaltos, Solventes e Outros) e o Alcatrão obtido na transformação doCarvão Metalúrgico em Coque.  17/09/2017A matriz energética nacional | Blog Infopetrohttps://infopetro.wordpress.com/2013/10/28/a-matriz-energetica-nacional/3/6 No que diz respeito aos centros de transformação, o BEN considera os seguintes: Refinarias dePetróleo, Plantas de Gás Natural, Usinas de Gaseificação, Coquerias, Ciclo do Combustível Nuclear,Centrais Elétricas de Serviço Público e Autoprodutoras, Carvoarias e Destilarias. Além desses centrossão consideradas outras transformações que incluem os efluentes (produtos energéticos) produzidospela indústria química, quando do processamento da Nafta e outros produtos Não-Energéticos dePetróleo.Em terceiro lugar, cabe lembrar que para que as energias primárias possam ser utilizadas diretamenteou transformadas, é preciso extrair o petróleo, o gás, o carvão e o urânio do subsolo, armazenar aágua em grandes reservatórios, plantar e abater as árvores e a cana, enfim dar as condições mínimaspara que a energia contida nos recursos energéticos – renováveis e não renováveis – seja direcionadapara a transformação ou, em alguns casos, para a utilização final. Essas atividades constituem aprodução de energia primária e são explicitadas pelo BEN.Em função disso, quando se fala em produção de energia no Balanço Energético, está se falando nessaprodução de energia primária. A “produção” de energia secundária (por exemplo, produção degasolina na refinaria) não é considerada como sendo produção de energia, mas como uma saída doprocesso de transformação; portanto, encontra-se em outro ponto do fluxo de energia –transformação – que não é a produção de energia. Nesta última são contabilizadas apenas a produçãode energia primária.Na produção tem-se , de um lado, os recursos naturais, de outro, a energia primária. Nesse nível dacadeia energética é possível identificar mais um rendimento: o rendimento na produção. Rendimentoesse que varia com o tipo de extração, com a fonte e com as tecnologias empregadas. Esse rendimentonão é explicitado pelo BEN. Para uma descrição mais detalhada dos recursos, das reservas e dospotencias energéticos é preciso um balanço chamado de balanço de recursos e reservas. O BENcomeça a descrição dos fluxos energéticos na produção, portanto não incorpora no quadro contábil osrecursos e os potenciais energéticos do país. Contudo, assim como as informações sobre o uso daenergia, esses dados se encontram em uma seção à parte, na própria publicação, que disponibilizaexatamente essas informações. A descrição dos fluxos A matriz consolidada do BEN apresenta as diferentes operações sofridas pelo fluxo de energia nassuas linhas; já as colunas representam as fontes e os agregados.  17/09/2017A matriz energética nacional | Blog Infopetrohttps://infopetro.wordpress.com/2013/10/28/a-matriz-energetica-nacional/4/6 (hps://infopetro.files.wordpress.com/2013/10/bicalho102014a.png?w=604)Para acessar as matrizes consolidadas no site da EPE, clique aqui(hps://ben.epe.gov.br/downloads/Matrizes%20Consolidadas%20(em%20tep)%201970-2016.xls).O sentido do fluxo no balanço vai da produção para o consumo final. Assim, todas as operações queagregam energia a esse fluxo, colocando mais energia à disposição do consumidor final, têm sinalpositivo, e todas aquelas operações que retiram energia desse fluxo, retirando energia disponível parao consumidor final, têm sinal negativo. Assim, para o BEN a importação tem sinal positivo enquantoa exportação tem sinal negativo; se a energia vai para o estoque, saindo do fluxo que vai aoconsumidor final, ela vai com sinal negativo, se ela sai do estoque, desaguando no fluxo que vai aoconsumidor final, ela sai com sinal positivo; se o petróleo entra em um centro de transformação(refinaria), entra com o sinal negativo, ao passo que o derivado que sai da refinaria carrega o sinalpositivo.Em função dessa lógica, todo o consumo deve ter o sinal negativo; contudo, por uma simples questãode apresentação gráfica, todo o consumo no BEN aparece com o sinal positivo. Porém, o sinalnegativo está implícito.Em termos de operações, o BEN pode ser dividido em três balanços: oferta, transformação e consumo.O balanço de oferta sintetiza as operações que levam à quantidade de energia colocada à disposiçãoda sociedade para ser consumida e/ou transformada. Nesse balanço temos como operações: aprodução (+), a importação (+), a variação de estoque (+/-), exportação(-), não-aproveitada (-),reinjeção (-). A linha que sintetiza o conjunto dessas operações é a Oferta Interna Bruta de energia.Aqui você encontra a quantidade de energia que está disponível para o país consumir diretamente
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