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A Menina Loas

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Resenha Serviço Social
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  A MENINA LOAS: UM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL  Aldaíza Sposati é especialista em Serviço Social. A sua formação acadêmica é absolutamenteextensa e apenas reafirma a sua relevância à área citada anteriormente. esponsável por diversostrabal!os possui p#s$doutorado com a se%uinte tese& 'Sociedade (rovidência& )obertura dos iscosSociais pelo *rabal!ador.+ ,otável estudiosa em 'A -enina oas+ a pes/uisadora tenciona traçar no livro a/ui resen!ado as veredas tomadas pelas políticas de Assistência Social no 0rasil num período compreendido entre& 1223 e 1244. 5 livro tem a se%uinte disposição temática& '(refácio à67 edição+ 'A paternidade 5AS+ 'As transformaç8es %enéticas+ 'A 9estação 5AS+ '(ro:etosde ei para a 5AS+ e 'A infância da menina 5AS+. (ara além da breve análise estrutural é preciso compreender a metáfora criada por Sposati. ;la traça um paralelo entre a ei 5r%ânica deAssistência Social e a vida de uma %arota. )ada capítulo então remeterá o leitor a fases da vidadesta 'menina.+ ;la a%ora com dezoito anos é celebrada em sua proeminência. ,o livro sãoidentificados os desafios transpostos pelos responsáveis pela 'ei 5r%ânica+. < desse modo /uecom %rande ale%ria a autora decidi falar sobre a Assistência Social no 0rasil. =alar> Sim os seusescritos são postos de maneira colo/uial corri/ueira e à primeira vista não correspondem numestudo acadêmico e eminentemente te#rico a respeito. 5 seu tom é despreocupado e flutua entre oscampos da ficção bio%ráfica e reflexão te#rica. A leitura do livro 'A -enina 5AS+ além deextremamente relevante pelo seu conte?do é também a%radabilíssima. 5 trato à lin%ua%em e aopção realizada pela autora apenas mostram o talento e competência de Aldaíza Sposati. ,oentanto não podemos perder de vista os problemas estruturais de cun!o ideol#%ico /ue circundama obra em /uestão. A autora em diversos momentos é enredada em estrata%emas narrativos. 5 seuol!ar altamente positivo é de outro modo demasiadamente ne%ativo à produção de reflex8es ap#s aleitura. @nicialmente percebe$se /ue a intenção de Sposati é escrever a breve !ist#ria de sua '%arotin!a+.(ara isso ela utiliza artifícios caros à vida de /ual/uer menina do 0rasil. ,o camin!o traçado pelaautora destaca$se a princípio o problema da 'paternidade+. ;m seu primeiro excurso Sposati busca as ori%ens de 5AS no 0rasil isto é a /uem devemos atribuir a paternidade da 'menina+.o%o na primeira lin!a do capítulo dedicado às ori%ens da ei 5r%ânica ela nos diz o se%uinte& 'Aassistência social não nasce como política no mesmo dia do nascimento da 5AS. ;la é bem maisvel!a. < um caso de atraso de re%istro de nascimento. ;la tem bem mais /ue 42 anos de vida.+ p.4B$12C. *em$se então no fra%mento citado a explicitação das ori%ens lon%ín/uas da assistênciasocial no 0rasil. Sim é verdade ela não começa imediatamente ap#s a criação da 'ei 5r%ânica+ asua %ênese é vasta e diz respeito a pelo menos 4BDD. (er%unta$se& por /ue esse ano> ,a pá%inavinte de seu estudo é possível extrair a se%uinte resposta& '5s sociais$democratas brasileiros e   parte dos socialistas entenderam /ue o 0rasil poderia e deveria produzir serviços sociais p?blicosde /ualidade mesmo sob a economia capitalista. Eeveria demandar tal responsabilidade do ;stado mesmo /ue isto pudesse parecer /uase impossível de acontecer ou até considerar /ue al%uns políticos poderiam usar tais serviços s# para amainar os conflitos sociais.+ p. 12$14C. 5 sur%imento da 5AS parte de uma necessidade era preciso prestar auxílios à populaçãocarente brasileira. A autora atribui então o nascimento a um con:unto de políticos sociais$democratas e socialistas. Ainda retornado à análise do fra%mento citado é impossível não enxer%ar certo paradoxo entre o capitalismo e a criação de políticas de assistência social. Sur%e desse modo o se%uinte /uestionamento& Fual é o motivo de tal contradição> As políticas 'assistencialistas+ são de certa forma entraves à política liberal dos sistemascapitalistas. A decisão por sua existência no referido sistema econGmico é um avanço. 5'capitalismo selva%em+ despreocupado com a coletividade e motor da pro%ressiva individualizaçãodo !omem H nesse modelo de economia H evolui portanto ao preocupar$se com o 'bem$estar comum+. A autora op8e de modo extremamente cGmico sociais$democratas H socialistas alin!adosàs políticas liberalistas H e socialistas. ;la coloca os ?ltimos no plano da ortodoxia com os se%uintesdizeres& 'A/ui em %eral a família socialista se divide. (ara al%uns mais ortodoxos tudo o /ue for  proposto tenderá a fantasias e resultado zero en/uanto a economia não for socialista. (ara outros asmudanças na sociedade são relaç8es de conflito e esses conflitos permitem mudar situaç8es e prota%onismos. Assim sem abandonar a direção socialista e sem falsos ob:etivos entendem /ue é preciso buscar mudar :á. A menina 5AS vem dessa se%unda família mas vira e mexe seus tios /ue não aceitam reformas ral!am com ela.+ p. 14C. ;m lin!as %erais a ambi%uidade dá o tom no excerto citado. A sua oposição parece de formain%ênua absolutamente ancorada em certo pro:eto ideol#%ico político. Ao dividir o mundo em'duas fatias+ a autora i%nora a complexidade te#rica eIou conceitual sobre a /ual estão assentadasambas propostas políticas. Ao situar os primeiros socialistas no campo dos 'eternamente+descrentes a pes/uisadora descaracteriza a existência de diversas vertentes marxistas e trata osse%undos sociais$democratas como moderados. epete$se assim lu%ares$comuns de análisessuperficiais acerca do cabedal te#rico utilizado nas elaboraç8es de& socialismos e sociais$democratas. 5 tom pueril de sua fala corresponde à metáfora elaborada :á no título da obra. ,omais o 'JC entendem /ue é preciso buscar mudar :á JC+ se tomado 'reli%iosamente+ possuiconotaç8es extremamente ambí%uas. ;n/uanto uns son!am outros anseiam por mudanças andamno c!ão e não prop8em extremismos. ,ão !á então como ficar passivo ao fra%mentoabsolutamente problemático construído pela autora. ;m seu afã didático perde$se a c!ance de pelomenos na referida passa%em refletirmos acerca das ori%ens reais da 'menina 5AS+.  ,um aprofundamento da pes/uisa Sposati volta para o início do século KK em busca das  'ori%ens %enéticas+ de sua menina. á ela depara$se com a fi%ura de Ataulp!o ,ápole de (aiva. ;leé considerado por ela e outros estudiosos H com motivos absolutamente pertinentes H um dos primeiros brasileiros senão o primeiro a ter como tema de seus pro:etos acadêmicos as políticasassistenciais no 0rasil. Ao lançarmos breve ol!ar à sua bio%rafia identificamos a co$paternidadefrancesa do pro:eto brasileiro. 'Eefendia ideais de aroc!efoucauld H iancourt para /uem aassistência p?blica não era benefício mas sim um dever do ;stado. )omo veem essa noção dedever do ;stado vem de lon%e.+ p. 13C. ;m 4L de Mul!o de 4B3D o ),SS )onsel!o ,acional deServiço SocialC é instituído na %estão Nar%as. Sobre tal acontecimento a autora assume posiçãoabsolutamente crítica toma fra%mentos das lin!as de instituição do )onsel!o para descredibilizá$lo.Além disso identifica com maestria as raízes militares e paternalistas das políticas sociais no0rasil. Além desses in?meros pais ela cita al%umas mul!eres como EarcO Nar%as fi%urasimportantes à existência de sua criança. A partir daí ela parte para a análise %enética dos pro:etos eidentifica a pobreza s#cio$te#rica sobre a /ual eles são elaborados. )onfundidos com favores  benesses à população os %randes ob:etivos das medidas são o de& proporcionar estabilidade políticae levar adiante ideais populistas. eformas sociais si%nificativas são deixadas de lado e o /uadro dadesi%ualdade no 0rasil é acentuado principalmente durante o re%ime militar. Soluç8es transmutam$se em problemas rapidamente e as políticas sociais assim como as pessoas clamam por maior seriedade e compromisso de seus criadores. < com vias a atender a necessidade elucidada na oração do pará%rafo anterior /ue a se%uridadesocial parte da constituição de 4BDD é criada. 'A apresentação de motivos para a inclusão daassistência social na constituição repudia o conceito de população beneficiária como mar%inal oucarente o /ue seria vitimizá$la pois suas necessidades advêm da estrutura social e não do caráter  pessoal.+ p. P1C. ,o decorrer dos anos de 4BB2 tem$se então o sur%imento de diversos debates nocampo de desenvolvimento das práticas sociais no 0rasil. Qm suposto entrave econGmico é o%rande ator do momento. < interessante destacar /ue o pro:eto a ei 5r%ânica é sancionada pelo presidente @tamar =ranco. 5 %overnante se não é tão pro%ressista como =ernando Renri/ue)ardoso possui ori%ens sociais$democratas semel!antes à do ?ltimo. Sim a sanção é realizada em%est8es sociais$democratas no entanto a ineficácia da 5AS no 0rasil é latente. Aliados a ideais altamente liberais %an!os sociais si%nificativos são parcos para não situá$loslevianamente no campo da anulação. Rouve a repetição da natureza de políticas sociais :á levadas acabo por 'mandatários nacionais+ anteriores. A 5AS é importante a sua existência deve ser comemorada mas não infantilmente. ;la precisa evoluir sair do campo da in%enuidade. Aelaboração de uma análise série a respeito seria absolutamente ?til. A obra de Sposati se positiva do ponto de vista literário e te#rico é ideolo%icamente problemática. Sim é notável a sua '/ueda+ àesperança. Admite$se a/ui a importância de tal postura e não existem motivos para inviabilizar a  comemoração à 'menina 5AS+. ;ntretanto !á lon%o camin!o a ser tril!ado e maneira como aautora o apresenta com um sorriso no rosto é um tanto in%ênua. ,ão !á então como comemorar infantilmente o seu nascimento %estação infância e vida adulta. ,ecessário é refletir em seuaniversário sobre como o processo de construção da Assistência Social é levado adiante por diversos políticos brasileiros. < no mínimo irGnica e desoladora a%ora a ima%em da menina. Aofinal de seu livro Sposati esboça al%umas recomendaç8es mas o teor propa%andista de seu livro H em consonância ao discurso social$democrata H sub:az nas entrelin!as de seu discurso. As suasrecomendaç8es são #bvias e a obra se é fruto de in?meros acertos é fecunda em problemas.

CV ANN (1)

Aug 17, 2017
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