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A MISSÃO DE DEUS - refletindo os propósitos da futura igreja - Jorge Henrique Barro

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A MISSÃO DE DEUS - refletindo os propósitos da futura igreja - Jorge Henrique Barro Introdução É fundamental entendermos o que significa a missão de Deus. Por quê? Porque é a missão de Deus que determina
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A MISSÃO DE DEUS - refletindo os propósitos da futura igreja - Jorge Henrique Barro Introdução É fundamental entendermos o que significa a missão de Deus. Por quê? Porque é a missão de Deus que determina a missão do povo de Deus (no Antigo Testamento), de Jesus, da igreja e, consequentemente, a nossa missão. Isso porque nem tudo o que é feito em nome da missão é de fato a missão de Deus. Como podemos definir a missão de Deus? É o chamado de Deus ao seu povo para promover em Jesus Cristo a restauração completa das relações e condições da vida do ser humano e a criação, de tal forma que permita a alegria da vida abundante no presente, como uma antecipação do Reino de Deus e sua justiça, e da vida eterna quando se completa o estabelecimento definitivo do Reino de Deus. Para entender a missão de Deus é necessário começar pelo princípio de tudo: a criação no Jardim do Éden. Ali encontramos o estado original, o ambiente harmônico de tudo quanto Deus fez e viu que era bom. Esse ambiente era marcado por quatro dimensões de relacionamento. Estes relacionamentos estavam em perfeita harmonia. Sendo: 1. O ser humano estava conciliado com Deus dimensão PESSOAL 2. O ser humano estava conciliado com seu próximo dimensão SOCIAL 3. O ser humano estava conciliado consigo mesmo dimensão INTRA-PSIQUICA 4. O ser humano estava conciliado com a criação dimensão ECOLÓGICA Vejamos cada um desses relacionamentos O SER HUMANO ESTAVA CONCILIADO COM DEUS DIMENSÃO PESSOAL O jardim do Éden, na direção do Oriente (Gn 2:8), era o ambiente harmônico que Deus fizera para sua criação: colocou nele o homem e a mulher, toda sorte de árvores agradáveis, a árvore da vida, a árvore do conhecimento de bem e do mal, um rio que regava o jardim e se dividia em quatro braços: o Pisom, Giom, Tigre e o Eufrates. Nesses rios se encontrava ouro, bdélio (possivelmente pérola), pedra de ônix (sardônia). Diante de tantas riquezas naturais, Adão e Eva tinham uma responsabilidade clara: cultivar e guardar (Gn 2:15). E isso era algo agradável de se fazer e não um peso. Mas também havia nesse jardim comando, ordem e lei: mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá (Gn 2:17). Essa era uma prova de que Deus deixou claro que Ele mesmo governava o jardim e que o ser humano não era a medida de todas as coisas. Assim, desde o princípio fica clara a relação entre o Criador-criatura em seu meio ambiente. Essa relação passava também pela obediência, pois caso contrário, a desobediência teria uma trágica consequência: a morte! (Gn 2:17). Após Deus ter criado cada coisa, Ele viu que havia ficado bom. Mas algo ainda precisava ser criado: aquele que seria a sua imagem e semelhança: o ser humano! 26 Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. 27 Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra. 29 Disse Deus: Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. 30 E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão. E assim foi. 31 E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia (Gn 1:26-31). Assim, o ser humano foi criado à imagem do seu Criador (Cl 3:10). O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo (Gn 2:15). O relacionamento entre Deus e o ser humano era de liberdade e intimidade. O ser humano recebe a liberdade de: - Cuidar e cultivar o jardim do Éden (2:15); - Comer livremente de qualquer árvore do jardim (Gn 2:16); - Dar nomes a todos os animais do campo e todas as aves do céu (Gn 2:19-20); - Dar o nome de Eva (a mãe de toda a humanidade) (Gn 3:20); - Serem férteis e multiplicarem-se (Gn 1:28). Esse homem era então um jardineiro, um agricultor, que devia cuidar e cultivar do jardim. Apenas uma recomendação foi-lhe feita: não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá (Gn 2:17). Que vida agradável: cheia de liberdade, profunda intimidade com Deus, trabalho, que é o de cuidar e cultivar o jardim, pois caso contrário a vida seria um tédio. Quem pensa que o trabalho é fruto da queda está profundamente enganado. O trabalho é bênção de Deus para Adão e Eva. O fruto da queda é o suor no rosto: Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará (Gn 3:19). A criatura, imagem e semelhança de Deus, goza de comunhão e intimidade. A relação entre o Criador-criatura era de perfeita harmonia. Entrada do pecado: da intimidade para a intimidação Contudo, a entrada do pecado no mundo afeta diretamente a relação entre Deus e o ser humano. Ambos andavam em plena liberdade no jardim e a presença de Deus era comunhão e nunca intimidação. Mas o cenário mudou: Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim (Gn 3:8). Antes, quando eles ouviam os passos do Senhor Deus que andava no jardim, certamente corriam em sua direção para dizer que tinham dado um nome para um novo peixe que conheceram. Agora, correm em direção oposta: em vez da companhia de Deus, buscam o esconderijo. O relacionamento de intimidade com Deus foi quebrado. Mas como fugir da presença do Soberano? 9 Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: Onde está você? 10 E ele respondeu: Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi. 11 E Deus perguntou: Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer? (Gn 3:9-11). A nudez de Adão e Eva era símbolo da intimidade deles para com Deus. Na verdade, como eles foram criados assim, e sempre viveram nus, nem percebiam, pois aquele era o modo natural de serem. Adão e Eva não tinham tido até então problema ou vergonha com a nudez. O pecado tem a capacidade de transformar coisas puras em impuras, coisas limpas em sujas, intimidade em fuga para o esconderijo. E a pergunta implacável veio: Quem lhe disse que você estava nu? Resposta: a consciência! Deus era amigo, mas agora o ser humano o percebe como punidor e carrasco. Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer? Ao perguntar, onde estás?, Deus estava dizendo: o que vocês fizeram com a boa vida que lhes dei? O que vocês fizeram de suas vidas? E a tragédia anunciada ( no dia em que dela comer, certamente você morrerá - Gn 2:17) aconteceu: 21 O Senhor Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher. 22 Então disse o Senhor Deus: Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre. 23 Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. 24 Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida (Gn 2:21-24). O relato é muito triste: o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden. Aqui o relacionamento de Deus com o ser humano foi quebrado porque o ser humano escolheu desobedecer achando que podia ser senhor de sua vida e de sua história. Se Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher é porque algum animal foi sacrificado. Isso é o que o pecado exige: sacrifício! Esse foi o primeiro sacrifício na Bíblia! 2. O SER HUMANO ESTAVA CONCILIADO COM SEU PRÓXIMO DIMENSÃO SOCIAL O relacionamento do homem Adão com Deus ia muito bem. Mas algo faltava: alguém que lhe correspondesse. Possivelmente Deus viu que o semblante de Adão revelava certa insatisfação. Imagine Deus observando Adão, vendo seu semblante, e diz: falta algo nisso. A solidão de Adão não estava sendo boa para ele. Vem o veredito da parte de Deus: Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda (Gn 2:18). Deus se preocupou com duas coisas: (1) Adão precisava de ajuda no cuidado e cultivo do jardim; (2) Adão precisa de uma correspondência, outro ser humano. Ao voltar da anestesia geral da operação para que de sua costela a mulher fosse formada, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele (Gn 2:22a). Adão, acorda Adão. Acorde para você ver uma coisa, acorde, talvez tenha dito Deus. Adão acorda, ainda meio zonzo, e quando vê a mulher explode de alegria: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! (Gn 2:23). Tanto o homem como a mulher foram criados à imagem de Deus imago Dei - Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1:27). Esta criação surge com a bênção de Deus: Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra (Gn 1:28). É um casal abençoado! Este casal recebe de Deus coisas boas: 29 Disse Deus: Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. 30 E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão. E assim foi (Gn 1:29-30). Juntos, note bem, juntos possuem o privilégio de encher a terra e dominar as coisas criadas. A tarefa deles é ter filhos e filhas e cuidar do ecossistema (também chamado de Mandato Cultural). E isso fariam juntos! E para Deus, tudo havia ficado muito bom (Gn 1:31). Precisamos pensar e repensar a respeito desta relação conforme esse modelo bíblico e não a partir dos modelos culturais a nós impostos a respeito da relação homem-mulher. Isto porque os modelos culturais trazem implicações para a formação da família e do casamento. O que a Bíblia tem a nos ensinar sobre a relação homem-mulher? A relação homem-mulher na Bíblia está descrita em 3 momentos: 2.1. Na Criação - Gênesis 1-2 Caráter Formativo Dois seres - homem e mulher - ambos criados Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou. Deus os abençoou... (Gn 1:27-28). Tornam uma nova realidade: uma só carne (Gn 2:24). Dois seres capazes de comunicação e de relação - com Deus (Criador) e com o próximo (criatura). Recebem o mandamento de senhorear o mundo. Ambos possuem a tarefa de mordomia. Ambos recebem poder não para dominação, mas para uma relação entre iguais, de companheiros e de complementariedade. Dois seres diferentes - não apenas de constituição física, mas também em sua forma de ser, perceber e reagir. Uma diferença não para competição, mas que complementa - somos diferentes não para sobressair, mas para completar. Ao trazer para a relação uma visão assim - o outro é igual a mim, pois também foi feito imagem e semelhança de Deus - tem igual vocação e poder para cumprir o mandamento de Deus (Jorge Atiencia) Na Queda - Gênesis 3 Caráter Descritivo Entrada do pecado: da complementariedade para a culpa seu Criador (Gn 3:10). Na queda, com o pecado, entra um elemento novo na criação: a alienação. Esta alienação afetou o caráter relacional do ser humano. Por quê? O homem e a mulher agora se escondem do A mulher antes era companheira, mas agora é vista como a causadora do problema. Disse Adão: Foi a mulher que me deste por companheira que me deu o fruto a árvore, e eu comi (Gn 3.12). O homem passa a acusá-la, por ser incapaz de também assumir também sua responsabilidade. E a mulher por sua vez, também é incapaz de assumir sua culpa, e diz: A serpente me enganou e eu comi (Gn 3:13b). Moral da história: o pecado corrompe as relações humanas. Quando existe um problema na relação homem-mulher, frequentemente você ouve a pessoa dizer assim: a minha mulher ou marido, o meu noivo ou noiva, a minha namorada ou namorado... Raramente você ouve algo do tipo: o problema sou eu, e não ele ou ela. A culpa é sempre jogada no outro: o homem culpa a mulher, e esta culpa a serpente e ninguém assume nada. A queda afetou a base da relação a confiança. Uma vez afetada a confiança, a relação presencia acusações, explorações, dominações, enfim, problemas. Mas graças a Deus, que existe cura para o veneno de não assumir a culpa e o veneno da confiança quebrada tem nome: o nome da cura é Cristo Jesus! 2.3. Na Redenção (Gl 3:28) Caráter Prescritivo A vinda de Jesus Cristo inaugura uma nova época. Com Ele surge uma nova humanidade Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus (Gl 3:28). Em Cristo, as divisões de raça, sexo e classe desaparecem. A igualdade na relação homem-mulher em Gênesis é restaurada em Cristo: não há homem nem mulher, todos são um. Essa restauração traz um novo modelo para a relação homem-mulher. 3. O SER HUMANO ESTAVA CONCILIADO CONSIGO MESMO DIMENSÃO INTRA- PSIQUICA Antes da entrada do pecado o ser humano esta conciliado com ele mesmo. Não conhecia o que significava medo. Seu interior era puro e saudável. Sua consciência era pura e plenamente em harmonia com Deus. Um ser humano em paz consigo mesmo gera paz com o outro. Essa paz era fruto do seu íntimo e profundo relacionamento com Deus, como já vimos. Em paz consigo ele mesmo o ser humano trabalho, ama o próximo e ama a Deus sobre todas as coisas. Ali no Jardim do Éden, fruto desses relacionamentos pacíficos e haromônicos, o ser humano tinha sentido e significa de uma vida em plenitude e comunhão com Deus e o próximo. Entrada do pecado: da comunhão para o medo Howard Snyder diz: Após a entrada do pecado. O Senhor Deus chamou o homem, perguntando: Onde está você? E ele respondeu: Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi . E Deus perguntou: Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer? Disse o homem: Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi (Gns 3:9-12). Seu novo temor de Deus mostra sua enfermidade interior, seu incômodo com Deus devido a sua desobediência, e o efeito que tem isso em sua mente, seu espírito e sua consciência. Adão não tinha apenas medo concreto: sentia ansiedade e temor em seu foro interno... Intrinsicamente somos seres relacionais. Somos seres sociais, e assim a alienação de nossos semelhantes e a alienação conosco mesmo andam juntas O SER HUMANO ESTAVA CONCILIADO COM A CRIAÇÃO DIMENSÃO ECOLÓGICA O relacionamento do ser humano com seu ecossistema era harmônico. Em cinco dias Deus criou todas as coisas e no sexto presenteia o ser humano oferecendo-lhe o cuidado e cultivo do mundo. Seria o mesmo que, por exemplo, alguém construir uma fazenda produtiva, com animais, aves, lagos, bosques, etc... e te dar como presente para que você cuidasse e cultive. Entrada do pecado: da cuidado para a canseira O pecado também afetou a relação do ser humano com a natureza. Antes cuidada, passa a ser usufruída sem limites. Paulo afirma: 1 SNYDER, Howard A. La salvación de toda la creación. Buenos Aires: Ediciones Kairos, 2016, p. 120. A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto (Rm 8:19-22). Muitas pessoas da igreja acham que cuidar do meio-ambiente é coisa para ambientalistas, Organizações Não Governamentais (ONGs), Secretarias de Meio Ambiente, Prefeituras, Estado e Governo Federal. Como já vimos, tal responsabilidade primeira, de cuidar e cultivar do meio-ambiente, é do próprio Deus que passa tal tarefa para Adão e Eva. Note que de Gênesis 1 a 3 a palavra terra é mencionada 27 vezes! Conclusão O estado do ser humano antes da entrada do pecado - a ecologia do pecado - era perfeito e harmônico. Por que ecologia do pecado? Porque o pecado afetou TODAS as dimensões da vida. E como o pecado afetou todas as dimensões da vida (as quatro descritas anteriormente), qual então é a solução para a ecologia do pecado? É a ecologia da salvação, visando a restauração e reconciliação de tudo quanto o pecado afetou e corrompeu. Note que é muito importante que claro que o pecado não afetou apenas o relacionamento do ser humano para Deus. Além disso, afetou o relacionamento com seu próximo, consigo mesmo e com a natureza. Muitas pessoas da igreja acham que a missão da igreja se resume apenas em pregarproclamar o evangelho para que as pessoas sejam salvas. Isso é um reducionismo do que o próprio Deus entende por salvação. Isso resolve uma parte do problema, mas não o todo do problema. Por isso faz-se necessário compreender que aquele estado no Jardim do Éden estava CONCILIADO e que foi afetado pela ecologia do pecado precisar ser RE-CONCILIADO. Note a coerência das Escrituras com aquilo que o próprio Deus fez no Jardim do Éden: Reconciliação Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus (1 Co 5:17-21). Note que o propósito de Deus é o de RECONCILIAR CONSIGO O MUNDO por meio de Cristo. E foi exatamente para isso que Deus envio seus Filho ao mundo: Porque Deus tanto amou o MUNDO que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao MUNDO, não para condenar o MUNDO, mas para que este fosse salvo por meio dele (Jo 3:16-17). Restauração Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de TUDO, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio (At 3:19-21). Novamente o propósito de Deus ao enviar seu Filho ao mundo é visando a restauração de TUDO. Tudo o que? Tudo o que a ecologia do pecado destruiu! Redenção Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados (Cl 1:13-14). Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por TODOS, para servir de testemunho a seu tempo. Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade (1 Tm 2:5-7). TODA a humanidade é alvo do amor de Deus por meio do seu mediador chamado Jesus Cristo. Qual é a abrangência da reconciliação? TODAS AS COISAS!...
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