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A missão do administrador - Stephen Kanitz

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Este não é um livro de administração comum. Ele não irá discorrer sobre técnicas administrativas nem sobre as melhores práticas usadas pelas melhores e maiores empresas do país. Mas será um livro que fará de você um administrador melhor.
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  • 1. A Missão do Administrador
  • 2. A Missão do Administrador Administração Como Filosofia de Vida Stephen Kanitz
  • 3. A Missão do Administrador Direito autoral © 2014 This book was produced using PressBooks.com, and PDF rendering was done by PrinceXML.
  • 4. Conteúdos Capa vii Introdução viii Um Brasil Mal Administrado x Como Mudar o Mundo xv A Nova Realidade Econômica xx O Verdadeiro Significado da Palavra Gestão xxv O Que Falta Para o Brasil Dar Certo? xxix Part I. As Principais Funções 1. A Função do Presidente de Uma Empresa 2 2. Administrar é Ter Acabativa 7 3. Administrar é Realizar o Sonho dos Outros 13 4. Administrar é Nunca Acumular Problemas 19 5. Administrar é Saber Delegar 31 6. Administrar é Por Fim a Incompetência 34 7. Administrar é Saber o Intervalo Entre Ação e Reação 38 8. Administrar é Ter Que Lidar Com Problemas Brochantes 41 9. Administrar é Por em Ordem o Progresso 45 10. Administrando Pessoas Estranhas 49 11. Administrando Pessoas Muito Estranhas 55 12. Administrando Com Desconfiança 59 13. Administrar é Saber Delegar - II 64 14. Administrar É Saber Fazer as Perguntas, Não Achar as Soluções 67 15. Administrar é Ser Ágil na Ação e Decisão 72
  • 5. 16. Criando Laços de Confiança 75 17. A Função Mais Difícil do Administrador 79 18. Se Karl Marx Tivesse Estudado Administração 82 Part II. Postura Ética 19. O Atributo Mais Importante do Administrador: Sua Ética 89 20. A Primeira Regra Ética a Seguir 93 21. O Administrador é Íntegro 96 22. O Administrador é Humilde 101 23. O Administrador e o "Poder" 104 24. O Administrador é Um Democrata 107 25. O Administrador é Um Mediador de Conflitos 111 26. Administradores ou Revolucionários ? 116 27. Existem Administradores de Esquerda 120 28. Administrar é Cuidar do Capital Social da Sociedade 124 Part III. O Futuro 29. Administração Tem Que Ser Divertida 129 30. A Importância de Uma Visão do Futuro 133 31. Chegamos na Era do Administrador, Finalmente 136 32. A Nova Sociedade Brasileira 142 33. O Administrador Como Um Político 146 34. Empresas Preparadas Para Servir 150 35. Capitalismo Beneficente 153
  • 6. Part IV. Problemas 36. Você Não Entende Absolutamente Nada de Administração? 157 37. Jornalista Precisa Ser Treinado, Administrador Não? 161 38. A Função do Gestor e a Função do Administrador 163 39. A Lei do Mínimo Esforço 166 40. O Mal Que Karl Marx Fez Para a Administração 171 Part V. Conclusões 41. Por Um Brasil Bem Administrado 179 42. A Lei 7988/45 Que Atrasou o Brasil 182 43. Quem Salvará o Capitalismo dos Capitalistas? 185 44. A Missão do Administrador Brasileiro 189
  • 7. Capa A capa foi feita por Helio de Almeida, 30 anos atrás, que eu con- sidero a melhor capa da Edição de Melhores e Maiores. vii
  • 8. Introdução Este não é um livro de administração comum. Ele não irá discorrer sobre técnicas administrativas nem sobre as melhores práticas usadas pelas melhores e maiores empresas do país. Mas será um livro que fará de você um administrador melhor. Ele abordará a missão do administrador como um agente da sociedade, a função do administrador na sua plenitude. Mostrará o espaço maior da existência de um ser humano. A Missão do Administrador mostra a administração como uma filosofia de vida, mostra o significado maior da tarefa de ser um administrador. Prometo que no fim deste livro você terá um maior significado para sua vida, uma maior clareza e porque estamos fazendo o que fazemos. Embora eu esteja usando o termo administrador, isto não sig- nifica que eu esteja advogando que o mundo seria melhor na mão de administradores. Eu realmente acredito nisto, mas rapidamente vou acrescentar que eu acredito é que todos nós deveríamos ser administradores das nossas vidas, das nossas atividades econômicas, das nossas famílias e das nossas finanças. viii
  • 9. No meu mundo ideal, todos teriam noções de Administração. Seja com um pós-graduação para complementar a sua profissão de médico, engenheiro, etc, não somente os administradores de fato. No meu mundo ideal, os administradores de fato são somente os maiores especialistas no assunto e que servirão de mentores, professores, observadores e pesquisadores. Eu sou um caso típico. Se eu fosse o Presidente de uma empresa, provavelmente eu seria um desastre. Mas isto não me impede de ser um bom administrador como consultor, mentor, escritor e pesquisador do assunto. Portanto, vocês das outras profissões não sintam que eu estou sendo classista ou corporativista quando eu uso o termo Admin- istrador. Estou sempre me referindo à sua parte ainda não desenvolvida de administrador, que acho que todos deveriam ter. Minha grande frustração na vida é que a maioria dos jornalistas, economistas, contadores, políticos, juízes e sociólogos com quem conversei na vida, nem sequer entendiam o que eu estava falando, de tão atrasados que eles eram em termos de conhecimento administrativo. Administração é o único curso que ativamente procura no MBA formandos de outras disciplinas, porque achamos a comple- mentaridade necessária. Se todos nós nos imbuirmos da missão e das funções do admin- istrador lato sensu, tenho certeza que o Brasil será um país melhor. Se você fez um download da Versão Beta, acesse http://administrador.pressbooks.com/ para incluir comentários, erros e sugestões. Stephen Kanitz Introdução ix
  • 10. Um Brasil Mal Administrado Mas existe uma Solução Um país do tamanho do Brasil, com os recursos naturais e a pop- ulação que tem, não é exatamente um país com problemas econômicos. Mas o mantra todo dia nos jornais é sobre os proble- mas econômicos deste país. Somos, sim, um país muito mal administrado. Não sabemos administrar os Estados, não sabemos administrar nossas dívidas, não sabemos administrar nossa previdência nem nossa segurança. Nossos governantes e ministros normalmente não são formados em administração nem fizeram aqueles cursos de MBA que prolif- eram por aí. A maioria dos nossos ministros nunca trabalhou numa das 500 maiores empresas do país, nem como presidente nem como dire- tor. Fernando Henrique Cardoso teve como ministros muitos pro- fessores brilhantes, que administravam sessenta obedientes alunos e de um momento para o outro passaram a administrar mais de 5.000 funcionários públicos, sem formação em adminis- tração, recursos humanos, motivação, liderança nem avaliação de desempenho. Teriam sido bons assessores, não executivos. x
  • 11. O socialismo que prometia justiça, progresso e melhoria para as classes menos favorecidas, fracassou nos maiores países que o abraçaram. Vladimir Putin, presidente da Rússia, se elegeu com a bandeira que o Comunismo foi o maior erro da história da Rússia. O Capitalismo, com seus bancos alavancados 20 vezes e total- mente descontrolados, ou supostamente controlados interna- mente por algoritmos falhos, ou então controlados externamente por acadêmicos teóricos, vive entrando em crise e levando dezenas de outros setores de roldão. A Social Democracia Europeia, que poderia ter sido o meio termo salvador, está atolada de ineficiência e dívidas impagáveis. O Brasil está atolado em problemas cada vez maiores, que em vez de serem resolvidos à medida que aparecem vão se acumu- lando sem solução, piorando o problema. A tese deste livro é que todos estes fracassos e todos estes prob- lemas advêm do fato de que o mundo está cada vez mais mal administrado. Governos são administrados por políticos, cujo único conhecimento formal que tiveram em administração é o de Marketing Eleitoral. O Banco Mundial, o FMI, o FED, o Banco Central e o BNDES são dirigidos por pessoas indicadas por estes mesmos políticos, e que também não têm nenhuma educação prática ou formal das várias competências necessárias para serem administradores destes organismos nacionais e federais. Parte-se do pressuposto que o problema destes organismos é saber o que fazer, quando na realidade a falha destes organismos é não saber implantar o que já sabem e, aliás, todo mundo já sabe. Todo jovem de 16 anos já sabe quais são nossos problemas: inefi- ciência do Estado, gastar mal, corrupção e falta de auditoria, con- Um Brasil Mal Administrado xi
  • 12. tratação de amigos e parentes e não de profissionais para adminis- trar a coisa pública. Esta é a missão social do administrador. Mudar o Brasil. Trocar os donos do poder por administradores do bem-estar social. Tirar os amigos e parentes, conselheiros e puxa-sacos. Trocá- los por administradores éticos e responsáveis, cuja lealdade seja para com os princípios da administração, com a função do admin- istrador, e não com os interesses do Partido que os indicaram. Embora o Brasil forme administradores públicos competentes, eles são os primeiros preteridos para os principais cargos da administração pública. O escolhido é amigo de campanha ou um colega da época estu- dantil. Os Estados Unidos são a maior potência econômica não pela qualidade de suas teorias econômicas, mas pela qualidade de suas teorias administrativas. Algumas são modismos, outras funcionam. Embora a imprensa americana sempre se refira ao governo como administração Bush ou “the Clinton administration”, poucos jornais brasileiros usariam a expressão administração Cardoso, Lula ou Dilma para descrever nosso governo. Lacan explica. Quarenta por cento dos colunistas americanos são gurus de administração, como Peter Drucker, Tom Peters e Michael Porter, que disseminam diariamente o mantra da eficiência, competência e boa administração. No Brasil, eles são substituídos por ex-ministros que escrevem justificando seus erros no governo e sobre como se deveria “administrar” o estrago que deixaram, como Maílson da Nóbrega na Veja, ou Delfim Netto na Folha, e como se deveria “adminis- trar” corretamente um país. Um Brasil Mal Administrado xii
  • 13. Em pleno século XXI, temos pouquíssimos administradores com uma coluna fixa na grande imprensa brasileira. Todo jornal brasileiro tem seu caderno de Economia. Por que não criar os cadernos de Engenharia, de Sistemas, de Advocacia ou de Administração para poder ouvir as outras profis- sões que têm contribuições a dar sobre os problemas do país? No rol dos alunos famosos da Harvard Business School há dezenas de ministros que serviram ao governo. George W. Bush foi meu calouro em Harvard, onde ele apren- deu a defender a indústria americana como ninguém, algo que Fernando Henrique Cardoso obviamente não aprendeu em seu curso de Sociologia. O problema de Bush é que Harvard não nos ensinou a fazer guerra, matéria em que Saddam Hussein e Osama bin Laden eram professores. Mitt Romney foi outro colega, e se formou entre os 5% mel- hores alunos da Faculdade, e mesmo assim preferiram dar uma segunda chance a Obama. Nunca tivemos no Brasil um presidente formado em Admin- istração nem que tenha sido presidente de uma das 500 maiores empresas privadas antes de dirigir todo um país. Criticaram Lula, mas ele foi o primeiro presidente a ter pelo menos trabalhado numa das 500 maiores empresas privadas do Brasil, as Indústrias Villares. Mas esquecemos disto ao eleger a Dilma. Este livro faz parte de uma luta que teremos que enfrentar. Uma luta para que administradores profissionais e testados na prática sejam escolhidos para o primeiro escalão do governo. Executivos de primeira e ministros com experiência administra- Um Brasil Mal Administrado xiii
  • 14. tiva que tomem decisões não por critérios políticos, mas por critérios de custos e eficiência. Um projeto e tanto para salvar este país. Comente aqui http://administrador.pressbooks.com/front- matter/59-2/ Um Brasil Mal Administrado xiv
  • 15. Como Mudar o Mundo Continuadamente, Constantemente, Diariamente e Não Revolucionariamente Todo jovem quer mudar o mundo. Isto é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom, porque é uma força inovadora e idealista. Ruim, porque a maioria dos jovens não tem os conhecimentos necessários para mudar o mundo. Não estudaram organização, métodos, recursos humanos, planejamento, finanças, etc, áreas necessárias para tirar grandes ideias do papel. Pior, no Brasil e no Mundo temos um histórico de jovens e int- electuais que pregam revolução, que é justamente destruir toda a organização que existe por aí, sem nenhum conhecimento de como organizar o novo mundo. O problema de ser jovem é não entender como implantar as suas ideias de como mudar o mundo, e na maioria das vezes só pioram a situação como a turma de 1968 fez com o Brasil. Não mudaram nada e assustaram a ditadura militar prorrogando-a por mais 20 anos no poder. Existem duas formas de mudar o mundo, a forma revolu- cionária típica de partidos de esquerda, e a forma conservadora típica de partidos de direita, liberal e neoliberal. xv
  • 16. A forma revolucionária é mudar tudo que está aí, de preferência de uma vez só. Parte da premissa de que “tudo que está aí” é inútil e precisa ser mudado. Daí o termo revolucionário. A forma ultra conservadora acha que o mundo não precisa de muitas mudanças, que o problema reside nas mudanças equivo- cadas já feitas, daí o termo “conservador”. Quero que o leitor aceite uma terceira opção. A do administrador e administradores. Uma das nossas funções é realizar mudanças constantemente, pequenas suficientes para serem incorporadas por todos, mas sempre mudanças porque o mundo é mutável e inconstante. A opção que observa o que nossos antepassados construíram de bom, e mudar aquilo que é ruim. Concentrarmos mais em ten- tar disseminar as boas práticas, as melhores, as mais eficientes, replicar as boas soluções. Normalmente os progressistas, que também querem mudar o mundo como nós, se concentram em eliminar o que eles veem de ruim, a ponto de querer mudar “tudo que está aí”, criar o “novo”, implantar ideias nunca antes testadas. Só que mudanças bruscas e revolucionárias, como todo admin- istrador aprende, têm enormes chances de dar errado, e ao invés de melhorar pioram a situação. Normalmente queremos testar ideias novas e revolucionárias cientificamente, com calma, num beta test ou num “projeto piloto”, antes de adotar para toda a população de uma forma revolu- cionária. Algo que nós administradores sabemos fazer muito bem, e faze- mos o tempo todo. Como Mudar o Mundo xvi
  • 17. Infelizmente, nossos jovens revolucionários e os professores que os incentivam não acreditam em “pesquisa de mercado”, “beta tests”, plano piloto, “best practices”, escolas modelos, que deveriam primeiro fazer testes antes de generalizar, e partem para a tomada de poder, a revolução. Acham que o sistema já é podre na sua essência, que solução teórica e ótima não precisa ser previamente testada. Ou, se frus- traram nas várias tentativas de implantar melhorias que não deram certo. Por isto o Administrador é tão importante como mediador dos conflitos naturais de uma sociedade. Lidamos com conflitos diariamente. De todos os revolucionários da história nenhum era admin- istrador, ou que tivesse feito um curso de administração que já existia na França desde 1802. Nenhum trabalhou numa empresa, por exemplo: Karl Marx, Hegel, Rosa Luxemburg, Lenin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro. Nenhum foi treinado para implantar pro- jetos nem medir o sucesso na prática, e deu no que deu. Administradores não se frustram com tudo o que está errado por aí. Sabem que mudanças sempre partem do existente, começar do novo é fórmula para o desastre. Também percebem como tudo está mudando diariamente: os seus departamentos, hospitais, escolas e empresas. O problema é generalizar tudo e disseminar estas melhorias rapidamente, mais do que destruir tudo que está aí e começar do zero. Revolução para o Administrador são as ideias que foram implantadas rapidamente em cima do que já existia, como por exemplo, o uso do computador. Revolução para os não administradores é tomar o poder seja Como Mudar o Mundo xvii
  • 18. pela democracia, seja pelas armas. É dar as ordens certas, as dire- trizes certas que todos precisam obedecer imediatamente. Vejam as resoluções do Partido em cada país que adotou essa linha administrativa. Acham que o mundo é ineficiente por ide- ologia ou por falta de vontade política, e não por incompetência administrativa. Por isto a maioria dos administradores é de esquerda na agenda social, mas na forma de implantar esta agenda social é de centro direita. Curiosamente todos os países, que adotaram a Revolução como forma de mudar o mundo, mudaram tudo que estava ali de um dia para o outro, mas nos 50 anos seguintes quase nada mudaram. Não há nada mais conservador do que isto. Stalin, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung permaneceram 30 anos no poder, mudanças con- stantes não faz parte do ideário revolucionário. Cuba, Rússia, China, Albânia e Coreia do Norte são hoje os países que mais estagnaram nos 50 anos seguintes. Quase nada mudaram após a grande mudança revolucionária. China é uma exceção, porque passados 50 anos eles decidiram tratá-la como uma empresa, com o concurso de milhares de administradores e engenheiros de produção, que será assunto de um outro livro em breve, Introdução à Administração Socialmente Responsável. Se você é jovem e quer mudar o mundo, aprenda a ser admin- istrador ou complemente o seu curso profissional com um MBA. Aí sim, mude o mundo constantemente, diariamente, com pequenas melhorias, pequenos processos, pequenas ideias, e não destruindo tudo o que está aí, na esperança de termos um mundo melhor. Como Mudar o Mundo xviii
  • 19. Comente aqui http://administrador.pressbooks.com/front- matter/como-mudar-o-mundo/ Como Mudar o Mundo xix
  • 20. A Nova Realidade Econômica Stakeholder ou Stockholder? Boa parte da teoria econômica e política do passado parte do pres- suposto de que as empresas são criadas e controladas por empresários. Nunca imaginaram que o “capital” cairia nas mãos de administradores profissionais que poderiam ser treinados, como o foram em escolas como Harvard e Stanford a serem socialmente responsáveis. A Nova Teoria Administrativa substitui o conceito de acionista controlador como peça fundamental da empresa, para um con- ceito mais pluralista de parceiros reunidos num mesmo local para uma cooperação mútua. A empresa é vista como a organização de vários grupos de inter- esse, empregados, clientes, fornecedores, governo e acionistas em torno de um objetivo comum. O acionista não é mais a peça fundamental, mas um dos compo- nentes cujos interesses também precisam ser satisfeitos. A missão e função do administrador profissional, ao contrário do empresário acionista, passa a ser aquele que tenta conciliar todos estes interesses difusos. Agradando na medida do possível a todos, e não a um único grupo – o acionista. É o conceito de StakStakeehhoolldderer em vez do StocStockhkhoolldderer. xx
  • 21. Fonte http://www.ebah.com.br/ Stake, significa compromisso ou participação. Um formando que decide trabalhar numa empresa, também está investindo por assim dizer na empresa, também está correndo riscos “capitalistas”, também tem algo a perder se a empresa não der certo. Idem para um cliente, fornecedor e colaborador externo. O administrador profissional pode ser agora despedido ad nutum, algo que não ocorria no acionista controlador familiar. Agora veja um diagrama de Stakeholders vs Stockholders na prática, neste caso da CHESF. A Nova Realidade Econômica xxi
  • 22. Fonte: http://www.ebah.com.br/ e CHESF Pelo organograma da CHESF percebe-se que a preocupação das empresas é bem mais ampla. Karl Marx achava que o mundo era a luta entre duas únicas classes. A luta é muito pior, é entre dezenas de grupos de interesses. Todos com suas agendas próprias e representando demandas diferentes. Tudo isto tem de ser politicamente gerenciado por hábeis administradores profissionais. O que Marx, Engels, Lenin, Rosa Luxemburg e tantos outros não diagnosticaram, é que os trabalhadores de chão de fábrica, assunto de suas análises, passariam a ser um dos inúmeros grupos de interesse de uma empres
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