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A multidão no jardim

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A multidão no jardim Felipe dos Santos Ávila * Raquel Paula Poletto ** Resumo em poesia, bem como o primeiro a utilizar a palavra modernidade * Correspondente na UFSC. ** Espanhola pela UFSC. ARQ Cidade,
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A multidão no jardim Felipe dos Santos Ávila * Raquel Paula Poletto ** Resumo em poesia, bem como o primeiro a utilizar a palavra modernidade * Correspondente na UFSC. ** Espanhola pela UFSC. ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 1 INTRODUÇÃO lota as ruas. É esta massa de pessoas de todas as classes sociais e que transita o cronista da efervescente cidade. A atmosfera plena de movimento da obra de O pintor da vida moderna, publihomem do mundo. aquilo que denominava como o homem das multidões. culada ao Simbolismo. Sua obra mais conhecida, Em seu livro O pintor da vida moderna O Belo, a Moda e a felicidade, modelos clássicos: Racine, que os poetae minores ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 que está próximo. Para tanto, usa a moda como recurso comparativo: História da beleza O mento relativo, circunstancial, que será, se quisermos, sucessiva á ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 outra obra de Baudelaire, o poema O cisne Ele relembra cenas e locais: rente num tempo bastante curto: assim, a nova Paris demonstra O problema de moradias para as classes menos abastadas e a ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 a) b) c) d) Ainda na primeira parte de O Cisne, podese observar a metáfora da cidade portantes países europeus, conduzem ao poder uma direta con Alemanha, os novos tories ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 Essa nova direita, autoritária e popular, considera ser necessário um controle direto do Estado sobre muitos setores da vida eco A urbanística representa um papel importante neste novo ciclo primeira estrofe: É sempre igual: torreões, andaimarias, blocos, O pintor da vida moderna, Baudelaire discorre sobre diária da campanha da Crimeia. nucioso ao descrever as cenas que observa, tornando possível ao leitor criar um sociais a que pertencem: ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 tes, cabelos bem brilhantinados e lábios insolentes. Pondo de lado uma certa atividade de maneiras que pode ser denominada indivíduos pareciame ser um facsímile exato do que havia sido bon ton, doze ou dezoito meses antes. Usavam os de partida a curiosidade ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 aproxima: Poe, em seu Homem na multidão do que um olhar em cada semblante, mesmo assim parecia que, no peculiar estado de espírito em que me encontrava, eu muitas seus olhos rolavam com vivacidade. Quando encontroados por tavam a roupa e se apressavam. Outros, classe ainda numerosa, mostravamse inquietos em seus movimentos, tinham rosdensa turba em seu redor. Quando detidas em seu caminho, tais pessoas cessavam imediatamente de murmurar, mas redo madas sociais, mencionando, em detalhes, seus penteados a classe dos ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 Pintor da vida moderna, que o cerca. ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 inopinadamente, arremessála traduziu textos para o francês. Em O pintor da vida moderna inspirado pela O homem das multidões ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 pintor O cência e ao ruído da cidade que pulsa, A uma passante ver o mundo e a realidade que o cerca, o homem toma consciência do amor dese aí a efemeridade dos interesses, os quais podem ser descobertos instanta príncipe desposar a multidão eu insaciável do nãoeu, ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 dades, e que se diz entediado no meio da multidão, entre suas quatro paredes. Para ele, os letreiros esmaltados sacadas de onde, após o trabalho, observa o ambiente. Que dos cinzentos e ante o cinzento pano de fundo do despotismo: eis o pensamento político secreto da escritura de que faziam Assim, o perder privacidade. Pintor da vida moderna como mem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a completamente a parte. ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 que vive. Esta sua vivência, no entanto, deve ser corroborada pelo arrebatamento Belo Brummell, um dos Em sua obra O pintor da vida moderna, o crítico e poeta francês utiliza modernidade pela primeira vez. Com ela, busca para grande deserto de homens continuadamente ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 The crowd in the garden Abstract buzz, the fashion and transience, presents his vision about the painter Constantin REFERÊNCIAS A uma passante Revista Zunai Sobre a modernidade: o pintor da vida moderna. Rio de Janeiro: ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 História da Arquitetura Moderna Charles Baudelaire: Desconstruindo Paris. ECO, Umberto. A história da beleza. Comentando o Flâneur, de Walter Benjamin Charles Baudelaire e a cidade de Paris. GUYS, Constantin. Dans la rue. Reunião de numerosos personagens. ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016 Literatura Ocidental I. Português Palavra e Arte. Allan Poe. Os melhores contos de Edgar O homem na multidão. ARQ Cidade, Concórdia, v. 1, n. 1, p. 2136, 2016
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