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A Música e o Computador I.doc

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A Música e o Computador I O ponto de encontro entre a Arte e a Tecnologia O namoro entre a música e a dupla ciência/tecnologia é muito antigo. Já cinco séculos antes do nascimento de Cristo, o filósofo grego Pitágoras estabelecia as bases físicas e matemáticas do universo sonoro. As descobertas dos séculos seguintes não acrescentaram muito às teorias de Pitágoras; elas tinham caráter eminentemente prático e foram utilizadas basicamente no aperfeiçoa
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  A Música e o Computador I O ponto de encontro entre a Arte e a TecnologiaO namoro entre a música e a dupla ciência/tecnologia é muito antigo. Já cinco séculos antes do nascimento de Cristo, o filósofo grego Pitágoras estaelecia as ases f!sicas e matemáticas do uni erso sonoro. As descoertas dos séculos seguintes n#o acrescentaram muito $s teorias de Pitágoras% elas tin&am caráter eminentemente prático e foram utili'adas asicamente no aperfei(oamento da constru(#o de instrumentos musicais.)o final do século passado, porém, o f!sico alem#o *ermann *elm&olt' re isou asteorias de Pitágoras e fundou as ases da acústica moderna. +estacase no seu traal&o a pro a cient!fica da e-istência dos sons &armnicos. Com o con&ecimento decorrente das descoertas de *elm&olt' e o desen ol imento da eletricidade, em 012 come(aram a aparecer os primeiros instrumentos musicais cu3o som era produ'ido eletronicamente. +entre eles, um dos mais famosos é o 4Ondas de 5artenot4, ideali'ado pelo compositor francês 5aurice 5artenot e empregado por ários compositores como *onegger e 5essian. 6eu som era semel&ante ao de um serrote tocado com arco. 7sses instrumentos ti eram seu auge com os órg#os e os sinteti'adores eletrnicos, 8ue no princ!pio usca am imitar os instrumentos acústicos tradicionais. Com o tempo, os compositores descoriram 8ue podiam criar sons inusitados e mesmo imposs! eis de serem produ'idos pelos instrumentos con encionais. 7ssa e olu(#o deu srcem a um cap!tulo no o na &istória da música9 a música eletrnica. Os instrumentistas ol&a am desconfiados para as no idades% muitos compositores acredita am 8ue nunca mais precisariam da oa ontade dos músicos para dar ida $ sua imagina(#o. :ala ase mesmo 8ue, em pouco tempo,os instrumentistas n#o seriam mais necessários e 8ue os compositores poderiam ter controle sore todo o processo. ;sso n#o era erdade, mas o fato é 8ue os papéis esta am mudando9 os compositores tin&am mais poder, os músicos precisa am de mais ersatilidade. <ápela década de =2 construiuse nos 7stados >nidos o primeiro computador. Possu!a ?.222 ál ulas, pesa a @2 toneladas, consumia 2.222 B de energia e n#o era mais potente 8ue uma calculadora de olso atual. Computadores eram  má8uinas enormes, car!ssimas e utili'adas apenas por go ernos ricos ou grandes empresas. :oi na década de 2, com o surgimento dos primeiros microcomputadores, 8ue a música e a informática come(aram sua rela(#o. O 8ue fa' do computador um instrumento fascinante para o traal&o musicalD Para responder a esta pergunta temos primeiro 8ue saer... O Que é um Computador?  O computador, definido em poucas pala ras, é um instrumento comple-o capa' deprocessar informa(#o numérica. 7ssa defini(#o poderia ser a de uma calculadora% o 8ue torna o computador diferenteD Para o computador esses números n#o s#o simples algarismos, mas sim códigos numéricos 8ue podem representar sons, letras, números, imagens, e 8ual8uer tipode informa(#o 8ue possa ser 8uantificada. Para poder processar tudo isso é necessário 8ue elas este3am tradu'idas para um formato numérico. >ma e' digitali'ada, o computador pode manipular essa informa(#o, reprodu'indo, alterando, analisando e reorgani'andoa. As possiilidades s#o praticamente ilimitadas. Podese irtualmente criar e transformar 8ual8uer coisa 8ue possa ser imaginada  tudo processandose dados numéricos. 5as como transformar o som em númerosD O Som Digital  Para se digitali'ar um som precisamos em primeiro lugar saer 8uais parEmetros 8ueremos tradu'ir. 7sses parEmetros s#o os mesmos 8ue caracteri'am 8ual8uer som9 dura(#o, intensidade, altura e timre. Para cada um deles precisamos de uma 4régua4 8ue possa medilos. ;magine, por e-emplo, 8ue ocê 8ueira digitali'ar a intensidade de um som e, paraisso, dispon&a de uma régua com 8uatro marcas9 Ffraco, 1Fmédio, @Fforte e =Ffort!ssimo. Ao atriuir um código $ intensidade de um determinado som, ocê o compararia com o padr#o de sua régua e atriuiria a ele o código 8ue mais se apro-imasse. G importante notar 8ue se um som ti er uma intensidade entre médio e forte ocê só pode atriuir a ele o código 1 ou @, pois sua régua n#o possui alores intermediários. Assim, a 8ualidade de sua digitali'a(#o ai depender da 8uantidade de alores 8ue a 4régua4 de seu computador permite registrar.  ;sso e-plica por8ue as primeiras e-periências musicais reali'adas com computadores possuiam uma 8uantidade sonora sofr! el. As nuances 8ue o computador permitia registrar esta am muito a8uém da8uelas e-istentes no mundo sonoro real. *o3e em dia, a capacidade de processamento dos computadores aumentou muito e a fidelidade de reprodu(#o c&ega a enganar muitos ou idos apurados. A tecnologia descrita acima é a empregada na gra a(#o dos C+s. )eles está gra ada em formato numérico a descri(#o digitali'ada de todos os sons 8ue compHem as músicas lá contidas. G uma 8uantidade enorme de informa(#oI 5as e os instrumentos eletrnicos, como codificam seus sonsD O Padrão MIDI  Todo mundo sae 8ue um 4<á4 possui, por defini(#o, uma fre8uência de ==2 &', ou se3a, para produ'irmos a nota <á teremos 8ue gerar uma ira(#o de ==2 ciclos por segundo. Como o <á, todas as notas têm fre8uência definidas. 6e atriuirmos um código a cada tecla de um sinteti'ador eletrnico, um código a cada timre 8ue ele possa produ'ir, um código para a intensidade, e finalmente produ'irmos um pulso como o de um relógioF e indicarmos 8uando um som tem de come(ar e terminar em rela(#o a esse pulso, poderemos fa'er uma 4receita4 desons 8ue, interpretada por um instrumento 8ue entenda esses códigos, poderá ser reprodu'ida fielmente. Kual a antagemD 6imples, os números necessários para descre er as teclas de um piano s#o muito menores e em menor 8uantidade do 8ue a8ueles necessários para descre er todas as fre8uências entre 12 e 12.222 &' fai-a de audi(#o do ou ido &umanoF. Os principais faricantes de instrumentos eletrnicos resol eram estaelecer um padr#o de codifica(#o musical denominado 5;+; 5usical ;nstrumental +igital ;nterface  interface digital de instrumentos musicaisF. Assim, se numa receita aparece o código de timre no =, todos os instrumentos 8ue respeitam o padr#o 5;+; saem 8ue têm 8ue imitar o som de um -ilofone e n#o de um piano, por e-emplo. A grande antagem dos ar8ui os 5;+; é o fato de eles serem pe8uenos e facilmente editá eis. Os Editores de Partituras    Outro emprego importante do computador é na editora(#o musical. Com o au-!lio de um editor musical e de um teclado padr#o 5;+; acoplado ao micro, podemos rapidamente copiar uma partitura com 8ualidade profissional. 7ntre outras, uma das grandes antagens dos editores musicais é a capacidade de e-trair automaticamente as partes indi iduais de cada instrumento a partir de uma partitura geral. Mudanças Proocadas pela In!ormati ação da Música   A fle-iilidade e ersatilidade dos instrumentos eletrnicos associados ao computador fe' com 8ue muitos pseudomúsicos se considerassem possuidores de um talento 8ue na erdade n#o l&es pertencia. A conse8Lência disso foi a prolifera(#o de grupos musicais de ai-o n! el art!stico sustentados por uma parafernália eletrnica. Teclados programá eis de última gera(#o tiraram o emprego de muitos ons músicos. 5as o om senso ainda e-iste. >ma pro a disso é o fato de 8ue, nos últimos anos, ários erdadeiros artistas 8ue se utili'am de instrumental eletrnico têm gra ado discos 4acústicos4 , na tentati a de resgatarem um som mais natural, numa rela(#o mais !ntima entre músico e som. 7sta é tamém uma forma, tal e' inconsciente, de mostrarem 8ue s#o músicos, independentemente do tipo de instrumento 8ue utili'em. O Que o #uturo nos $esera%%%  Os progressos gerados pela informati'a(#o da música s#o em sua maioria positi os e irre ers! eis. )a educa(#o musical, por e-emplo, os alunos encontram no computador um professor capa' e paciente. Os estudantes de composi(#o podem ter uma idéia muito clara do 8ue sua imagina(#o e traal&o intelectual s#o capa'es de produ'ir. Oras de referência gan&am sons, imagem e anima(#o.  Atra és da ;nternet podemos c&egar irtualmente a 8ual8uer canto do mundo, con&ecer sua música e trocar idéias com músicos locais. Podese pre er 8ue em pouco tempo  desde 8ue se resol am os prolemas econmicos e sociais, é claro  teremos rompido todas as arreiras 8ue &o3e nos separam do con&ecimento e da concreti'a(#o da8uilo 8ue somos capa'es de imaginar. O importante é n#o perdermos a dimens#o &umana da8uilo 8ue fa'emos e lemrarmos 8ue a música ser e $ e-press#o do 8ue somos como seres &umanos.

MFDS 2009

Mar 16, 2018
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