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A Música Na Cidade De Penafiel óRgão De S Martinho De Penafiel

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A Música na cidade de Penafiel: Organologia, Paleografia e Iconografia Musical Julho-Setembro 2013 Órgão de S. Martinho de Penafiel Organologia: Descrição Julho 2013 A igreja renascentista de linhas sóbrias, classificada como património nacional, foi construída sobre a medieva Capela do Espírito Santo, e remodelada no século XVI ao gosto manuelino por João Correia, rico mercador da cidade de Penafiel, para aí albergar o seu túmulo. Esta capela, que exteriormente preserva ainda o remate ameado com merlões chanfrados e uma janela decorada com pérolas, abre-se para a nave lateral do lado do Evangelho através de um arco quebrado de arquivoltas de toro e escócia, sendo rematada por uma abóbada tardo-gótica de nervuras ou arestas. No templo destaca-se também a fachada maneirista, rasgada por duas amplas janelas que flanqueiam o pórtico, composto por colunas jónicas e entablamento clássico sobre o qual se desenvolve um nicho retangular, com a representação de S. Martinho e do mendigo, encimado por rosácea. (cf. Website da Câmara Municipal de Penafiel) Fachada da Igreja. No interior da igreja guarda-se um esquecido órgão de tubos de gosto neoclássico, imponente, em muito mau estado de conservação (sujidade, tubos apeados). Os tubos estão tombados dentro do órgão, a madeira está cravada com objetos cortantes e muito escrita com lápis de carvão (iconoclastia), o fole muito sujo. Abaixo, ficam algumas imagens da caixa de órgão e seu interior (Julho de 2013). Nave central. Vista para o coro-alto. Vista para o coro-alto (pormenor). Fachada do órgão (tubaria). Fachada do órgão. Imagens da fachada do órgão. Imagens da tubaria no órgão de gosto neoclássico da Igreja de S. Martinho. Problemas no soalho. Pedais do órgão. Lacunas na caixa do órgão. Lacunas na caixa do órgão. Imagens da talha dourada com lacunas. Imagens do interior do órgão. Vista para o fole. Imagens do fole do órgão em estado avançado de degradação. Vestígios de cal por trás do capela lateral dedicada a Nossa Senhora do Rosário que indiciam a existência de pintura mural (?). Na mesma capela dedicada à Nossa Senhora do Rosário está exposto o antigo painel de pintura sobre cobre outrora na fachada desta igreja (encontra-se hoje na fachada a pintura mural que esteve encoberta por este S. Martinho). Relógio Escadas de acesso ao relógio e torre sineira. O relógio. O relógio. O relógio. Placa na fachada do relógio: «Este relógio foi adquirido no ano 1909 a expensas(?) do Doutor José Cerveira, António Dias Costa, José Augusto da Silva d’Aires (?), …Pereira…., e Bernardo (…) de Souza» Placa na fachada do relógio: «Fornecido e collocado/Andrade Mello/234, Rua do Mousinho Silveira / Porto, Fevereiro - 1910» Breve nota à Casa Andrade Mello Fonte: Website Câmara Municipal de Famalicão A Casa Andrade Mello “…a mais acreditada em todo o norte do paiz e a que mais transações effectua no seu género de commercio…”1 é uma conhecida casa de comércio de relojoaria, sita na Rua Mouzinho da Silveira, no Porto. Rua Mouzinho da Silveira, Porto, 1910. Rua Mouzinho da Silveira, Porto, 1910. 1 Magalhães, Carlos de, Guia do Porto Illustrado, 1910. Foi a sociedade "S. Paulo & Carvalho", cujo objetivo era o fabrico e comércio de relógios, que acabou por dar origem à fábrica "A Boa Reguladora", em 1892. Esta iniciou a sua laboração na rua Faria Guimarães, no Porto, tornando-se na primeira fábrica de relógios da Península Ibérica. A sua imagem de marca era uma coroa de Carvalho atravessada pela espada de S. Paulo, no centro está colocado o monograma SC (S. Paulo & Carvalho). A primeira distribuidora dos relógios desta fábrica foi a de João José de S. Paulo, um relojoeiro com boas relações no meio comercial do Porto. Ainda jovem, contraiu uma grave doença nos pulmões que o levava a deslocar-se periodicamente à Suíça para fazer tratamento. Teria sido nesse contexto de grande centralidade da indústria relojoeira, que alimentou o sonho de criar a sua própria fábrica em Portugal. José Gomes da Costa Carvalho nasceu em Mouquim, no concelho de Vila Nova de Famalicão, a 26 de Julho de 1853, filho mais velho de Bernardino Gomes da Costa e sua mulher, D. Maria Rosa Carvalho Santos. Filho de proprietários rurais, cedo se interessou pela mecânica, tendo criado em sua casa uma pequena oficina com forja, onde trabalhava o ferro para as alfaias e outros utensílios necessários ao trabalho agrícola. Foi através de um amigo comum, J.P. da Conceição, que estas duas figuras se conheceram e deram os primeiros passos da indústria de precisão em Portugal. A fábrica de relógios foi montada no Porto e produzia relógios de parede e de mesa como aqueles que já circulavam no mercado provenientes da Alemanha e Estados Unidos da América. O primeiro modelo de relógio produzido nessa unidade fabril portuense foi o modelo "Batalha", um relógio de mesa que continuaria a ser produzido vários anos após o seu lançamento. A representação e comercialização dos relógios com a marca "A Boa Reguladora" foram concedidas à Firma Andrade Mello. Ao fim de três anos de sociedade, o sócio João José S. Paulo, por motivos de saúde, cede a sua posição a José Carvalho. Após o falecimento de S. Paulo, é constituída nova sociedade, entre José Carvalho e o seu irmão mais novo, Lino Carvalho, juntamente com o credor de S. Paulo, Sr. Joaquim Martins de Oliveira Rocha. Uma vez que dois dos sócios ativos eram de Vila Nova de Famalicão, resolveram transferir a fábrica para esta cidade, e dado que nessa época o único meio de transporte de mercadorias era o comboio, a implantação da fábrica seria no lugar de Louredo de Baixo, mesmo junto à linha de caminho-de-ferro. Em 1901, José Carvalho já tinha disponibilidade para reembolsar o Sr. Oliveira Rocha do empréstimo contraído por S. Paulo, fazendo com que ele abandone a sociedade, e esta fique nas mãos dos dois irmãos. No início do século, A Boa Reguladora contava com 50 pessoas, e nesse período já existia uma "tuna da fábrica", isto é, um grupo de cordofones. Desde os primórdios que esta empresa tinha uma produção integral de todos os componentes dos relógios. Para o fabrico das caixas dos relógios comprava-se a madeira em toros, que era depois serrada, aparelhada e acabada pelas mãos de artífices marceneiros. A energia necessária às grandes máquinas provinha de uma caldeira geradora de vapor, cujo combustível era constituído pelas aparas de madeira e resíduos da serração. Esta atividade de serração e carpintaria viveu um grande desenvolvimento na primeira metade do século XX. A força motriz produzida pelas máquinas a vapor era ainda utilizada para o acionamento de moinhos para cereais. Com os progressos associados à energia elétrica e o pioneirismo de José de Carvalho, em 1908, a Reguladora já estava equipada com gasogénios que aproveitavam os desperdícios da madeira produzindo gás-pobre, combustível capaz de alimentar grandes motores de explosão que, além de serem a força motriz da maquinaria, acionavam geradores de energia elétrica. A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, no ano de 1907, decidiu a abertura de um concurso para a instalação da energia elétrica na cidade, para o qual se apresentou esta empresa concorrendo com a Sampaio, Ferreira & C.ª. O concurso foi oficialmente aberto a 28 de Junho de 1907, mas sem que nenhum dos candidatos apresentasse a sua proposta, foi por isso repetido no mês de Agosto, com a Reguladora a vencer a concessão com uma oferta de 1240$000 réis. O contrato celebrado pelas duas entidades apresentava as seguintes condições: um prazo de 25 anos, prorrogáveis por igual período; abrangia apenas a vila; o abastecimento seria feito no período entre a meia hora depois do pôr-do-sol até à meia hora antes do nascer do sol e a Câmara pagaria 720$000 réis pela iluminação pública, correspondendo a um conjunto de 100 lâmpadas com 16 velas e a 20 lâmpadas de 10 velas. Para o efeito foi contratado o jovem técnico de eletricidade, António Dias da Costa, com experiência na instalação da rede elétrica da cidade de Coimbra. Famalicão tornou-se no primeiro município da província a ter iluminação elétrica. Até à década de 50, a Reguladora manteve a concessão de distribuição de energia elétrica à Vila, tendo sido depois passada à Firma A Eléctrica, Lda, fundada em 1924 por António Dias da Costa, genro de José Carvalho pelo casamento com D. Amélia Garcia de Carvalho. A célebre "Casa de Machinas" acabou por ser demolida nessa altura para possibilitar o alargamento da fábrica e, sobretudo, para realizar a venda dos motores com o objetivo de recolher o capital necessário para outros investimentos. Com a Reguladora implantada em Vila Nova de Famalicão, nessa altura, eram já parte da direção para além de José Carvalho, o seu irmão Lino Carvalho e três dos seus filhos: Artur, Ernesto e Raul. Com o passar do tempo, a sua produção sofreu significativas melhorias, os primeiros relógios utilizavam o maquinismo "horas e meias" (como os modelos americanos do século XIX), comandados por uma "roda de contadeira", exigindo uma especial atenção ao acertar dos ponteiros do relógio, para que a cada hora correspondesse o número exacto de pancadas. José Carvalho e seu filho Artur conseguem solucionar essa limitação aplicando o maquinismo "Serra", muito mais evoluído, e que permitiria deslocar os ponteiros em qualquer sentido sem que o relógio "trocasse as horas". Neste espírito de empreendedorismo e engenho, a fábrica foi crescendo e foram construídos novos pavilhões. Contudo, durante o período da 1ª República e da 1ª Guerra Mundial houve um desacelerar desta progressão. Nesta fase, "A Boa Reguladora" já ocupava uma área de 10.000 metros quadrados, onde laboravam 220 operários de ambos os sexos. A sua força motriz era já de "220 cavalos em 3 motores" e a produção do ano de 1914 foi de 6.408 unidades. Em 1930 faleceu Lino de Carvalho e em 1932, Raul Carvalho abandona a sua actividade de gerente por motivos de saúde. Nesse mesmo ano, António Augusto do Nascimento Carvalho, filho de Artur Garcia de Carvalho e neto de José Carvalho inicia a sua atividade na empresa. A sua inventividade e tenacidade foram fundamentais para a sobrevivência durante e após a 2ª Guerra Mundial. A partir deste momento os relógios teriam modelos mais exigentes e complexos do ponto de vista técnico, nos anos 40 surgiram os "Carrilhões" com toque Westminster e, posteriormente, a "Avé Maria de Fátima" quando os ponteiros chegavam aos "quartos" e às "horas". A produção da Reguladora consegue alcançar os mercados brasileiros, sendo bem afamados. Apesar do aumento da procura, a necessidade de matérias-primas provenientes do exterior assolado pela guerra, como é o caso dos latões e do aço, ameaçava o funcionamento da empresa. A solução foi desencadeada pelo inconformismo de António Augusto. Passaram a fundir latão que, em laminadoras primitivas dava a chapa para platinas e rodas de relógios. Compraram-se os cabos, por desgaste, do elevador do Bom Jesus de Braga para se improvisarem bordões para os carrilhões. Por uma questão de honestidade, os relógios fabricados por recurso a estes materiais e técnicas de substituição tinham a marca "Fabrico de Guerra". Finda a Guerra em 1945, o Brasil entra em recessão e termina assim a exportação para esse mercado lucrativo, emergindo o problema do escoamento da produção da fábrica. A solução adotada foi a criação de produtos novos e mais diferenciados. Assim sendo, em 1952 surgem os despertadores, um produto que detinha maior exigência tecnológica, como escapes de volante com oscilador espiral e apoios delicados. A resposta do mercado a este novo produto foi muito satisfatória, tinha um tic-tac muito sonoro e era mais apreciado nas casas das famílias mais humildes, uma vez que era a garantia de um despertar atempado para a jornada de trabalho. A 19 de Dezembro de 1949 tinha falecido Ernesto Garcia de Carvalho, que desempenhara a função de gerente comercial. Os anos 50 foram anos de grande mudança na Reguladora, nomeadamente pela produção de novos produtos e pela utilização de tecnologia recente, que a médio prazo suplantariam os relógios. A 3 de Agosto de 1954 falecia o administrador Artur Garcia de Carvalho. A administração da empresa seria entregue a António Augusto de Carvalho, homem dedicado às letras que impulsionou novos projetos e alterações audaciosas. Com o objetivo de expandir e diversificar a sua atividade, procurou-se um novo produto, que não sendo relógios, permitisse a utilização da maquinaria e equipamento já existente. O contador da água parecia ser o produto ideal, uma vez que tinha uma forte componente de engrenagens, com um consumo significativo no país, e quase totalmente importado. Aqui a grande preocupação não era criar alvo novo e revolucionário, mas antes procurar um parceiro industrial capaz de fornecer, sob a forma de licença de fabrico, os conhecimentos e a tecnologia essencial à fabricação desses aparelhos em Portugal. Em 1954, foi assinado o primeiro contrato de assistência técnica com uma firma de Bruxelas muito prestigiada, a CONTIMETER, para a produção de Contadores de Água. Em 1951, a Reguladora tinha contratado o primeiro colaborador com formação técnica superior, o engenheiro técnico Manuel José Gonçalves Soares. A seu cargo ficava a direcção deste novo sector de contadores de água, tendo aí permanecido desde a sua implantação até finais da década de oitenta, quando o abandonou por razões de saúde. Desde o início se pretendia o fabrico total do contador de água, nesse sentido utilizaram as máquinas de talhar dentes para as engrenagens de relógios, também para a produção das rodas de contadores de água. Dando continuidade ao alargamento e diversificação das suas atividades, foi assinado em 1957, com a mesma firma belga, o contrato de assistência técnica para o fabrico de contadores de energia elétrica. Com a produção de contadores de água a arrancar eram necessários mais e maiores investimentos na maquinaria, e o único produto que poderia garantir um grande e sustentado desenvolvimento da empresa era o relógio. Por esse motivo criavam-se permanentemente novos modelos, melhorava-se a qualidade e pesquisavam-se novos mercados para a colocação desses produtos. Durante a década de 60, a produção era constituída por relógios de parede, coluna, mesa e despertadores, contadores de água para consumo doméstico e contadores de energia elétrica monofásicos e trifásicos de calibres variados. No final desta década a empresa lançou os primeiros relógios alimentados a pilha, de início acompanhado por um oscilador mecânico e posteriormente com um oscilador de quartzo. Com um intuito de instalar uma sucursal da empresa em Moçambique, em 1968, adquiriu um terreno perto da capital, dando origem à INAL, cuja produção inicial era constituída por contadores de água, relógios, bombas manuais de água, aspersores de rega e mobiliário escolar. A partir de 1972, a Reguladora já era totalmente autónoma na tecnologia de contadores de água e contadores elétricos. Com uma reputação que ultrapassava fronteiras, em 1977 vendeu o primeiro contrato de venda de assistência técnica a uma empresa espanhola. Os anos oitenta pautaram-se pelas mesmas políticas de expansão e diversificação de produtos e mercados, iniciando, no ano de 1982, o fabrico de aparelhos de proteção diferencial – disjuntores e interruptores. Essa decisão acarretou um investimento considerável, é exemplificativo desse esforço a montagem de um laboratório de ensaios equipado com a melhor e mais eficiente tecnologia europeia da época. Em 1983 dá início ao fabrico de fiscalizadores de chamadas telefónicas e de interruptores horários de quartzo, reforçando a evolução da Reguladora, da primeira indústria portuguesa de mecânica de precisão, para uma indústria de material elétrico e eletrónico. As alterações constantes e a centralidade da tecnologia na qualidade dos produtos deram origem à criação de um departamento de investigação eletrónica que ganha autonomia no ano de 1986. Nasce, assim, a Tecnoparque, empresa de desenvolvimento de sistemas eletrónicos, orientada para a criação de novos produtos e equipamentos, principalmente no que respeita ao controlo da energia, controlo industrial, telecomunicações, instrumentação e sistemas. Em 1990, também a secção de fabrico de peças em plástico tinha sido alvo de um forte crescimento e desenvolvimento, justificando a sua autonomização, para isso foi criada a Celoplas. E apesar de ter uma relação comercial direta com a Reguladora com o fornecimento de peças constituídas por material termo e duroplásticos de precisão, conseguiu alargar o seu mercado a outras empresas. No ano seguinte surge a Ricont, uma empresa de reparação e instalação de contadores, apostando na renovação, reparação e aferição de contadores de água mais antigos. A Reguladora participou, ainda, na SIUL (Unidade Industrial Fabricante de Fogões Domésticos), na GASPROJECTO - Projectos de Gás, Lda., na Andrade Mello, Lda. – e Basílio Oliveira, Lda. – Comércio de Produtos de Óptica. No topo deste grupo da Reguladora, estava a GNC – Sociedade Gestora de Participações, S.A., uma "holding" familiar constituída pelos descendentes de José de Carvalho. A política de inovação tecnológica e produtiva foi acompanhada desde cedo por uma preocupação social. Depois da 2ª Guerra Mundial, no final dos anos quarenta, introduziu na sua fábrica o horário de laboração em "semana inglesa" (com os sábados livres), não contemplado na legislação laboral da altura. No início da década seguinte, foi celebrado o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho entre a Reguladora e os sindicatos representados na empresa. A saúde dos trabalhadores era outra preocupação presente, principalmente durante a administração de António Augusto, que criou um posto de saúde bem equipado, com um serviço de enfermagem permanente e médico assistente. Os casos mais graves eram encaminhados para os melhores especialistas nacionais ou internacionais. As atividades lúdicas também não foram esquecidas, destacando-se o papel dinamizador de atividades culturais e desportivas. Nos anos 40 foi constituído o Grupo Recreativo da Reguladora, com o pessoal da empresa que viria a dar origem a um grupo coral, um rancho folclórico, um grupo de teatro, secções de pesca desportiva, ténis de mesa, futebol, etc. No parque anexo à fábrica (antiga Devesa da Eira) foi construído um campo de futebol, que aliava a prática desportiva aos famosos arrais de São João. Nesse mesmo local, nas antigas instalações fabris edificou-se um salão de teatro. A cantina antiga que se situava junto ao segundo portão da fábrica foi instalada numa ampla sala na cave do teatro. Este era o local do memorável almoço de São José, o Padroeiro da Empresa. Nos finais da década de 60, construiu-se a "Piscina Reguladora" com instalações anexas onde os famalicenses aprendiam a nadar gratuitamente. Apesar desta empresa centenária ter encerrado, foi criada, pelos seus ex-funcionários uma nova empresa, a Regularfama. Ocupando o mesmo espaço e carregando o nome da marca, a empresa procura fazer o restaurando de antigos relógios da Boa Reguladora e reproduzir despertadores, relógios de parede, de coluna entre outros modelos históricos. Etiqueta de reparação de um relógio inglês de finais do século XIX, coleção particular, na firma Andrade Mello, Porto, 1911.
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