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A MÚSICA NA IGREJA Às margens dos rios de Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? Temos grande prazer em falar sobre este tão importante assunto e querem
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  A MÚSICA NA IGREJA Às margens dos rios de Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam can!es, e os nossos opressores, que ôssemos alegres, di#endo$ %ntoai-nos algum dos c&nticos de Sião. 'omo, por(m, haver)amos de entoar o canto do Senhor em terra estranha*+emos grande pra#er em alar sobre este tão importante assunto e queremos deiar claro, dein)cio, que as nossas considera!es não são, de modo algum, dogmáticas. elo contrário,  poderemos conversar sobre elas com toda a liberdade dentro do prumo da alavra de eus. /ssim, trataremos 0untos deste tema que vem ocupando, cada ve# mais, espao na 1gre0a. Sem d2vida, esse ( um assunto delicado e di )cil, mas cu0o debate não pode ser adiado. +emsido dito que a m2sica vem se tornando um problema nas 1gre0as evang(licas da atualidade. Não concordamos inteiramente com isso. %stamos convencidos de que seria mais correto di#er que a m2sica re lete um problema 0á eistente na 1gre0a. %la simplesmente (, quem sabe, a parte mais notada e aud)vel do problema.%studando a história do Salmo 345, esse bonito e triste hino cantado pelo povo de 1srael no cativeiro da Babilônia, lembramo-nos de uma rase pro erida pela cantora %lis 6egina, alguns meses antes da sua morte. %la disse em uma entrevista$ 7sou como o /ssum-preto que tem que cantar mais e mais quando lhe uram os olhos7. / rase nos deiou intrigados e procuramos saber o seu signi icado. escobrimos que o /ssum-preto ( um pássaro criado em gaiola, por aqueles que gostam de pássaros cativos, cu0o canto ( muito bonito e constante. /pesar disso, descobriu-se um modo de a#er com que esse pássaro cante ainda mais. %les uram os olhos dele e, assim, na triste escuridão de sua vida, ao inv(s de se calar,ele canta ainda mais. 1sso serve de enlevo para os que o mant8m na gaiola. %ssa triste história troue-nos 9 lembrana a narrativa do que antecedeu o c&ntico do Salmo 345.  No ano :;5 a.'., <edequias reinava em =udá. Seu reino oi atacado por Nabucodonosor> e =erusal(m, a capital de =udá, oi cercada pelo e(rcito inimigo, tornando-se imposs)vel entrar ou sair da cidade. %m virtude disso, mais cedo ou mais tarde a rendião teria que acontecer, como de ato aconteceu. ?uando =erusal(m caiu, os babilônios, liderados por  Nabucodonosor, entraram na cidade e prenderam o rei <edequias. @s cru(is dominadores degolaram os ilhos de <edequias em sua presena e depois lhe uraram os olhos. %ntão o rei oi levado para Babilônia para passar o inal da sua vida tendo como 2ltima coisa vista eatamente a morte dos seus ilhos. Na Babilônia, o povo que tivera os 7olhos urados7 oi instado a cantar. 7...aqueles que nos levaram cativos nos pediam can!es7 Av. 4. @s opressores queriam ouvir o c&ntico de Sião. %stranhamente, o povo opressor pedia mani esta!es art)sticas, culturais e at( mesmo religiosas aos cativos. Normalmente, o conquistador impunha os seus hábitos, sua l)ngua, e suas epress!es culturais aos conquistados. Cas ainda assim, os babilônios queriam ouvir os c&nticos de Sião. ?ue c&ntico de Sião ( este* 'omo era o c&ntico conhecido como 7'&ntico de Sião7* @s c&nticosde Sião alam do eus que interv(m em avor do Seu povo. @s babilônios queriam ouvir eatamente esses c&nticos, com os instrumentos apropriados. 1srael, contudo, pendurou as harpas nos salgueiros por não conseguir cantar em terra estranha.  @ ato ( que durante toda a história do povo no Delho +estamento e depois da vinda de 'risto, durante toda a nossa história cristã, a m2sica e# parte dos momentos mais importantes da vida do povo de eus. 1sso continua sendo verdade em nossos dias. 'ontudo, a 1gre0a passa por um momento cu0a 8n ase quanto ao canto, ao som de instrumentos e das vo#es no culto, não obedece a um padrão. ?ual ( o verdadeiro papel da m2sica no culto* ara que realmente serve a m2sica* 'riando uma atmos era 'ostumamos di#er, a grosso modo, que a m2sica tem, pelo menos, dois pap(is muito importantes no culto$ o de impressão e o de epressão. a @ apel de 1mpressão - / 1mpressão tem a ver com a criaão de um ambiente próprio, de uma atmos era que mee com as pessoas, quer elas queiram, quer não. Sempre se soube que a m2sica tem algum e eito sobre o ser humano. Nas 2ltimas d(cadas,  pesquisas comprovaram que ela mee não só com os seres humanos mas, tamb(m, com os animais e vegetais. E poss)vel que muitos de voc8s 0á tenham lido, em alguma revista, reportagem sobre planta!es que passam a produ#ir mais pela in lu8ncia da m2sica> ou sobre gado con inado, particularmente na Su)a, que em virtude da m2sica passa a produ#ir mais leite. +udo isso ( verdadeiro. @ que não se sabia, com clare#a, ( como ela age nos seres humanos. Cas o ato ( que, quando ouvimos determinadas m2sicas, icamos tristes oualegres. / esse poder, a essa caracter)stica que a m2sica tem, chamamos de unão sub0etiva. @u se0a, em alguns ocorre uma reaão, em outros parece nada ocorrer. / ci8ncia tem procurado de inir eatamente, e de orma ob0etiva, o que a m2sica a#. @nde a m2sica mee com a gente* or onde a gente ( pego* Será que tem a ver com ra#!es culturais* Seráque ( porque a gente gosta mais de uma e menos de outra* 'omo unciona tudo isso* Será tudo isso sub0etivo ou há uma ra#ão ob0etiva* 1sso ( uma reaão org&nica* %ssas perguntas, 0á há algum tempo, incomodam os cientistas. 'l)nicas especiali#adas t8m dedicado anos nessa pesquisa. ortanto, no culto, o papel de impressão ( de grande import&ncia para criar um ambiente adequado. / m2sica, at( mesmo sem palavras, cria um 7clima7. %stivemos, nos dois 2ltimos dias, em um encontro de adolescentes. / participaão oi de FFGG adolescentes. No plenário, quando estavam todos 0untos, o dirigente do 7louvor7 apresentou uma s(rie de c&nticos> uns barulhentos e outros piores. 'omo o volume estava alto demais, icamos na porta. epois de alguns minutos, percebemos que alguns adolescentes comearam a sair. +odos eles com isionomia abatida. erguntávamos a cada um$ Doc8 está com o estômago en0oado e a cabea late0ando* %les nos olhavam curiosos  pelo ato da pergunta identi icar o que sentiam. / verdade ( que eles estavam doentes de m2sica e de som. epois disso, o povo oi entrando numa eu oria tão grande que quando terminou essa sessão de HG minutos de barulho, o pregador não conseguiu desenvolver o seu sermão. Iouve, então, um dramático apelo para que se i#esse sil8ncio. @ dirigente di#ia$ 7/gora precisamos ouvir7, 7eus está nesse lugar7 etc. 'omo o auditório não atendiaao pedido de sil8ncio, o dirigente baiou o n)vel e alou com bastante dure#a, mas nada de sil8ncio. Joi então que o menino que estava no teclado, que havia coordenado a parte do  barulho, comeou a tocar uma m2sica bem suave e cantou algo bastante leve. %m pouco tempo, o sil8ncio predominava e todos conseguiam ouvir o que se alava.  C2sica de impressão trabalha com isso. Iá a m2sica certa para cada momento do culto$ Comento de alegria, eultaão, triste#a, con issão etc. /l(m disso, a m2sica pode meer conosco o su iciente para que assimilemos uma id(ia e entendamos o que está acontecendo de orma mais clara.6estabelecendo o culto@ segundo livro das 'rônicas registra dois per)odos importantes da história do povo de 1srael. Nos primeiros nove cap)tulos o reino de Salomão abrangia toda a naão de 1srael. %sse oi o per)odo em que o rei atingiu o apogeu tanto social quanto economicamente. Joi omomento áureo de 1srael. / segunda parte do livro, a partir do cap)tulo 3G, registra o ocorrido depois da morte de Salomão. / história de outros vinte reis ( contada nesses cap)tulos. /lguns eram bons e outros maus. @ reino 0á estava dividido$ 1srael e =udá, e a história agora ( vista sempre da perspectiva do templo. @ bom rei era o que governava com eus, o mau rei era o que se a astava de eus. %#equias oi um desses vinte reis, mais eatamente, oi um dos do#e bons reis. Sua história inicia-se no cap)tulo FK. %le abriu as  portas da casa do Senhor e as reparou. @ pai dele chamava-se /ca#, e havia sido um  p(ssimo rei. %le havia, entre outras coisas, pro anado os utens)lios sagrados do templo e  0ogado muitos deles ora. @utros utens)lios oram levados para o palácio e o templo icou abandonado durante toda uma geraão. Cas quanto a %#equias, a sua primeira provid8ncia oi restaurar o +emplo e celebrar o primeiro culto. /ssim, aquelas pessoas que nasceram no reinado de /ca# entraram no templo pela primeira ve#. / grande maioria, certamente, não sabia o que encontraria lá. +alve# perguntassem$ 7'omo ( que (, agora que o rei mandou a gente celebrar o culto, como ( que vai ser*7. / celebraão do sacri )cio não era esteticamente nem um pouco bonita. Doc8s todos conhecem relatos importantes daquela (poca quando animais, de#enas e centenas, eram sacri icados em um 2nico dia. /queles que imolavam os animais icavam com sangue at( acima do 0oelho e sentiam-se mal. 1sso não era uma cerimônia bonita ou esteticamente agradável. @ cheiro não era de churrasco. /s entranhas sendo limpas, lavadas e queimadas. 1sso não era agradável. 'ontudo, era assim que eus havia ordenado que se celebrasse o sacri )cio, e era, portanto, assim que deveria ser eito. %ra uma celebraão assim que estava  para ser eita, depois da restauraão do templo.epois que %#equias restaurou o templo, ele reuniu os levitas e devolveu-lhes a unão que lhes cabia. %ssa tribo tinha sido separada desde os tempos de Cois(s para um minist(rio ligado 9 casa do Senhor$ enquanto o templo não estava constru)do, eles eram responsáveis  por carregar todos os utens)lios relacionados ao tabernáculo$ seu transporte e sua montagem. ?uando o templo oi constru)do, eles icam a servio do templo. Lma tribo inteira, 3M3F de toda a populaão, destinada para esse servio. E deles que sa)am os sacerdotes, mas era tamb(m a tribo de evi a responsável pela in ra-estrutura do templo$ @s porteiros, os serventes, os cantores sacros, os instrumentistas, etc. eram dessa tribo. %videntemente, durante todo o per)odo de /ca# os levitas não tiveram ocupaão no templo. %#equias, contudo, re2ne-os e manda a#er uma limpe#a no templo A11 'rôn. FK$3O. /  partir da), ele estabeleceu os levitas na casa do Senhor, com c)mbalos, ala2des e harpas AFK$F:. ?uando o sacri )cio teve o seu in)cio, uma cerimônia estranha para muitos, um  c&ntico oi entoado ao Senhor ao som das trombetas e dos instrumentos de avi AFK$F5-F; E a 2nica ve# em que se toca m2sica durante o sacri )cio. %m todo o relato do Delho +estamento não vamos encontrar, nenhuma ve#, m2sica sendo tocada durante o sacri )cio. /ssim, o escritor sagrado registra que toda a congregaão se prostrou enquanto se entoava o c&ntico e as trombetas soavam. % oi assim, at( o inal do holocausto AFK$F;. e repente, sem ningu(m mandar. epois disso, o verso 4O do cap)tulo FK nos in orma que 7%#equias e todo povo se alegrava por causa daquilo que eus i#era para o povo, porque subitamente se e# esta obra7. %ssa rase está conectada com o momento em que o povo adorou o Senhor. @ 7subitamente se e# esta obra7 oi o momento em que de repente, sem ordem de ningu(m, o povo caiu e adorou o Senhor. 1sso, curiosamente, aconteceu no momento em que a m2sica soou no espao. %sse ( o papel de impressão que a m2sica tem, de criar uma atmos era, de apropriar aquela verdade que acontece num ambiente para que voc8 absorva aquela verdade.esquisas recentes@s cientistas t8m se preocupado muito com essa caracter)stica da m2sica. essoas t8m at( usado essas eperi8ncias sobre a in lu8ncia da m2sica para ganhar dinheiro. or eemplo, qualquer supermercado grande, especialmente nos %stados Lnidos, onde as pesquisas estão mais adiantadas, tem sempre m2sica soando no espao. / m2sica certa para o ambiente. ode acreditar que ela está cumprindo o seu papel e a#endo o cliente comprar mais. Se voc8 tem um bom dentista, ele terá sempre uma m2sica adequada em seu gabinete para que voc8 sinta menos dor. Lm restaurante 7 ast- ood7 tem cores e m2sica escolhidas de acordo com seus propósitos$ impressionar os clientes mas saturá-los e a#e-los ir embora logo. or que isso acontece* 'omo ( que isso acontece* @s cientistas t8m descoberto que isso não acontece sub0etivamente, não ( só uma questão de gostar ou não, de meer com voc8 e não meer comigo. / primeira coisa que precisamos considerar ( que a m2sica ( ormada de tr8s elementos básicos e esses tr8s elementos meem conosco o tempo inteiro. 'ada um desses elementos atinge uma parte do nosso organismo. Se voc8 estudou um pouco de m2sica, voc8 se lembra ainda de uma a irmaão que estava em todos os livros$ a m2sica tem tr8s elementos$ ritmo, melodia e harmonia. %ssa de inião, ho0e, 0á está ultrapassada,  porque m2sica ( muito mais do que só esses tr8s elementos. Iá outras coisas envolvidas. 'ontudo, esses tr8s elementos estão presentes sempre que m2sica soa no espao e gostar)amos de quali icar cada um deles$@ que E 6itmo* or eemplo, ouvimos as pessoas di#endo que o coraão está batendo em um ritmo muito acelerado. %sse ( um uso correto da palavra. 6itmo ( a marcaão do tempo, ou a reqP8nciaem que a aão se repete. ?uando transportamos essa id(ia para a m2sica, temos alguma di iculdade, porque a palavra 7ritmo7 ( usada para muitas coisas em m2sica. ode se di#er$ 7ritmo de valsa7. /lgumas pessoas di#em$ 7não gosto de determinada m2sica porque ela não tem ritmo7. 1sso ( um equ)voco. @ ritmo ( o esqueleto da m2sica, a passagem do tempona m2sica. E verdade que eistem alguns instrumentos que só conseguem marcar ritmos, não conseguem tocar melodias. São os tambores, o tri&ngulo, a bateria, etc../contece que o 7ritmo7 mee com uma parte espec) ica do nosso organismo$ os nossos m2sculos. Somente com os m2sculos. 1sso pode ser visto na alteraão do pulso card)aco
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