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A N/M OR +: desculpem o transtorno, estamos em obras

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44 A N/M OR +: desculpem o transtorno, estamos em obras GEPECS 1 Sílvia Nogueira Chaves 2 Geziel Nascimento Moura 3 Joana D Arc Chaves Campos 4 Marília Frade Martins 5 Carlos Eduardo Lira Silva 6 Danielle
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44 A N/M OR +: desculpem o transtorno, estamos em obras GEPECS 1 Sílvia Nogueira Chaves 2 Geziel Nascimento Moura 3 Joana D Arc Chaves Campos 4 Marília Frade Martins 5 Carlos Eduardo Lira Silva 6 Danielle Dias da Costa 7 Luciane de Assunção Rodrigues 8 1 Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências / Programa de Pós- Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas da Universidade Federal do Pará - UFPA. 2 Formada em Biologia enveredou para a área de Educação. A partir daí passou a habitar o meio, experimentar uma vida híbrida, errante. Fundou junto com outros híbridos o Instituto de Educação Matemática e Científica - IEMCI, da Universidade Federal do Pará UFPA, onde instalaram o Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática - PPGECM. Em 2006 criou o grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS, no qual ultimamente vem foucaultiando e experimentando composições entre Ciência, arte e docência nas pesquisas que desenvolve e orienta. 3 Docente da Educação Básica no Estado do Pará. Doutorando em Educação em Ciências e Matemáticas no PPGECM/UFPA e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS. Desenvolve pesquisas nas áreas de Cultura e Subjetividade, História da Ciência e Formação de Professores. 4 Tecida nas linhas retas da matemática e nas linhas de fuga da ciência, sendo arrematada com as metáforas das Linguagens. É graduada na colcha de retalho do curso de Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens, modelo fabricado na Universidade Federal do Pará. Uma professora Anormal que costura as possibilidades junto ao Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS, tricotando criações e bordando invenções. Sua máquina desejante produz vestimentas na educação. Jo-ana (s), não é o dividendo da divisão, é o tecido da multiplicidade de um sujeito em (des)construção. 5 Pedagoga da SEDUC/PA. Mestranda em Educação em Ciências - PPGECM/UFPA. Integrante do GEPECS. Apaixonada por desaprender palavras e coisas. Anormal do nascente ao ocaso. Dedica-se a outros modos de pensar e escrever sobre educação, ensino e formação de professores. 6 Amante da sétima arte, interessado nos discursos fílmicos, professor de biologia na SEDUC-PA. Doutorando em educação em ciências no PPGECM/UFPA, membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS. 7 Pedagoga, Bacharel em Letras. Mestre em Desenvolvimento Regional. Doutoranda em Educação em Ciências e Matemática -REAMEC/UFPA/UFMT. Docente do curso de Pedagogia, da Universidade do Estado do Amapá. Recém-chegada no Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência - GEPECS, mas acredita que foram separados na maternidade. Ex-marxista [em processo de desconstrução]. Hoje aprendendo a andar mais devagar e se permitindo viver a vida. Amante de desafios e de esportes radicais que mobilizem pensamentos sobre Ciência e Educação. 8 Docente de Ciências/Biologia na Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação e doutoranda em Educação em Ciências no Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA. Diagnosticada 45 Lêda Valéria Alves da Silva 9 Geórgia de Souza Tavares 10 Ivete Brito 11 RESUMO Tudo começou com os encoutros no Grupo de Estudos e Pesquisas Cultura e Subjetividade na Educação em Ciências, do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas da Universidade Federal do Pará. Sujeitos professores que arquitetam diferentes pesquisas cruzando os campos da Ciência, da Arte e da Docência, perceberam o quanto poderiam movimentar o pensamento usando palavras e coisas para inventar (in)utilidades na pesquisa em Educação. Assim, assumiram a posição de sujeitos Anormais e um espaço chamado Orientandoilândia foi povoado. Nesse ensaio cada autor na sua anormalidade decidiu escrever desse modo de vida anormal falando das experiências/afetos, experimentados coletivamente nesse grupo de pesquisa que faz da Ciência, da Arte e da Docência uma travessia para (trans)formações. Costurando alguns escritos para compor esse texto, os Anormais se embriagaram das subjetividades existentes em doses potentes de multiplicidade, esqueceram as regras de formatação da ABNT (isso é um problema(?)) e bêbados de uma docência plural desloucaram-se tornando-se elementos da tabela periódica, vivendo metamorfoses, afetografias e singularidades, colorindo a docência com aquarelas da vida, da arte, escrevendo possibilidades para a Educação em Ciências. PALAVRAS-CHAVE: Pesquisa em Educação em Ciências; Arte; Biografema; Cultura e Subjetividade. como Anormal, passou a integrar o Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS. Foi ovelha obediente do aprisco de um pastor, mas ao ser capturada pela anormalidade, experimentou a transgressão e agora pensa dia e noite em sexualidade! 9 (Des) Bióloga. Doutoranda do PPGECM/UFPA. Integrante do GEPECS. Apreciadora das miudezas. Interessada em uma Educação Ambiental que eduque pelo amor. Atualmente está aprendendo a crescer para passarinho. 10 Docente do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas - Universidade Federal do Piauí UFPI. Doutoranda em Educação em Ciências e Matemáticas - Universidade Federal do Pará, e integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa Cultura e Subjetividade na Educação em Ciência GEPECS. Desenvolve pesquisas nas áreas de Cultura e Subjetividade, Formação de Professores, Educação em Ciências e Biologia. 11 Formada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Mestre em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM - IEMCI - UFPA). Encontrou no grupo de pesquisa GEPECS alguns companheiros de fazer peraltagens com as palavras e aprendeu que vazios são maiores e até infinitos. Atualmente é professora da Educação Básica aprendendo sobre liberdade e poesia com as crianças na Escola de Aplicação da UFPA. 46 Esse texto é assinado por muitas mãos. Elas se misturaram na composição de um patchwork de sentimentos e sensações, que nos atravessam a todos de modo geral, mas sob a lente particular de cada um que aqui escreve. Os temas que se alternam, emaranham e entrelaçam nas diferentes escrituras costuram e montam o conjunto de pesquisas desenvolvidas pelo grupo. Nessas palavras o leitor encontrará um múltiplo singular cambiante de pessoas, olhares, escritas que (des)aparecem no coletivo que formamos quando nos reunimos e partilhamos o monograma GEPECS. Na ribalta somos GEPECS, temos identidade oficial carimbada, rotulada, avaliada e registrada na Plataforma Lattes, ai, como somos sérios!!! Temos página na net, no facebook. Produzimos revistas, livros, desenvolvemos pesquisas, organizamos eventos, ai, como somos produtivos!!! Mas na coxia temos uma identidade clandestina, secretamente pública. Vez por outra levamo-la para passear. Nesses dias, customizamos adornos e penduricalhos acadêmicos. Recortamos, tricotamos, emendamos, pintamos o sete, perdemos as estribeiras, botamos as manguinhas de fora, a boca no trombone e damos com a língua nos dentes. É quando, então, atendemos pelo codinome Anormais. Foi essa personalidade que trouxemos pra charlar aqui neste livro/experimento. Ela veio infectada pela presença contagiosa de Roland Barthes, pulverizada em finitos átomos e moléculas organizados em uma tabela periódica de afetos, de onde saltam para compor infinitas combinações nas quais cada um dá o que tem e se não tem (?), inventa... Periódicos Geziel é o Cloro, espécie de ametal. Às vezes inseguro tentando se estabilizar sozinho, mas sabe que não funciona assim, não é tão autônomo... Ele precisa sempre de ajuda, não muita. Basta uma partícula positiva do Sódio, por exemplo, e juntos se tornam o sal da terra; 47 Sílvia já foi Tungstênio, o metal com maior ponto de fusão, não deforma fácil, hoje é a Prata, essencial para moldar o ouro, sem ele as joias não aparecem; Lêda é Sódio, sozinho e na presença de água produz explosões incontroláveis, mas quando se liga, com o Cloro, produz o mais importante tempero, o sal; Joana é pouco reativa, feito o Ouro, não oxida jamais, mesmo em lugares oxigenados; Ivete é tetravalente, é o Carbono, tem facilidades de abraçar e ligar com todos os outros, resultado, vários compostos formados. Dani é tecnológica, alguma coisa formada de Silício, não é grande, mas seus feitos e efeitos são como os Nano chips dos supercomputadores. Cadu é Hélio, gás nobre, não se liga facilmente, mas no laboratório, mesmo que numa fração de segundo, produz compostos importantes, basta manipular a reação com paciência e cuidado. Marília sempre está com o Ouro, ninguém a percebe no primeiro olhar, é o Paládio pequeno, escasso, raro e caro, seu apelido é ouro branco; Lu não é metal, é liga, daquelas que resulta da união do Ferro, Manganês e o Carbono, como o Aço, produz material resistente, forte que não se abala fácil; Mônica é Oxigênio, prazeroso, necessário e importante como o gás vital; Gê parece sal de Cobre, daqueles que ao ser submetido à chama, produz luzes azuis ou verdes, lindas, como nas noites de réveillon; Rogério é Cromo na Galvanoplastia, que ao encobrir o metal medíocre o torna belo e vistoso; Ana não é elemento químico, é uma cadeia aromática, com formidável anel benzênico, cheia de ramificações que dão frutos de bondade e generosidade; 48 Uma vez o alquimista, Sir Isaac Newton, disse que somos seres compostos de átomos. Formados por tais partículas carecemos de ligações com outras para estabilizarmos. Assim, não é estranho pensar, que a ligação com alguns ocorra com mais intensidades do que com outros, da mesma forma que acontece entre os átomos. Orientolândia Em um lugar/não lugar chamado Orientandolândia, em uma cidade universitária/não cidade dita Anormal, confeccionada de imigrantes: biólogos, pedagogos, matemáticos, Licenciatura Integrada e químicos. Nesse solo em que Anormal-idade(s) de ser professor, emerge um misto de gerações, ideias, referenciais teóricos que sempre são invocados em TCC, dissertações teses, artigos e textos, são eles: Foucault, Deleuze e Nietzsche, mas não é sobre eles que vamos falar. Falaremos de Anormalidades, Amor-mal-idades, desdobramentos, montagens de sujeitos que pesquisam: infância, ambiente, saúde, corpo, acontecimento, cinema, formação de professores, sexualidade, pesquisartistam à deriva de um grupo de estudo na impermanência de ser professores. Na Orientandolândia temos os figurantes, A orientadora: AnormalChaves, a que diz, a que fala e quase sempre é ouvida, com os demais protagonistas: AnormalAssunção, AnormalBastos, AnormalBrito, AnormalCampos, AnormalDias, AnormalMartins, AnormalMoura, AnormalSilva², AnormalSgrott, AnormalTavares. Na Orientandolândia, uma anormal foi lançada como acontecimento e virou estrelinha. Nas terças fisicamente e nas redes sociais se reúnem para falar de: pesquisas, esquizospesquisas, arte, comida, textos, eventos, congressos, festas, (de)formação escolar, universidade, trânsitos... A contingência, a fissura do oficio de ser professor. 49 Sujeitos sempre em movimento, na professoralidade de Anormais que se fabricam na Orientandolândia. Afetografias Amazônia, O sol a pino é amenizado pelas fortes e passageiras chuvas. É tempo de arco-íris, todas as cores estão no céu. Segurava uma câmera para captar contornos e formas. Diferença. Focar e registrar momentos que a cabeça esquece depois que o olho vê. Maré cheia! Não há foto para mostrar o acaso que sucedeu. Foi em tempo de travessia, de se lançar no rio Guamá. Empunhou a câmera no alto, não a deixou molhar. Tirou uma foto aqui e outra acolá. A memória não conservou as luzes que a câmera capturou. Qual história se escolheu contar? Imagens também são textos. Fato, datado, marcado e comprovado. Documentação. Na fotografia, só a luz não é mentira, tudo mais é invenção. Exposição, criação, montagem e edição. Expressão. Na vida, todas as coisas ditas não passam de uma convenção. Subjetivação. Câmera em punho, outra vez. Tirou mais fotografias para recordar que nunca fora fixa. Sem palavra vivas, apenas as luzes escritas em espelho negro eram acesas ao contar a trajetória vivida. Dava para ver o passado presente no corpo de cada um: ensolarados de calor; desabrochados de verão; suados de chuva; coloridos no arco da íris; atravessados de acontecimentos. Não reproduzia mais imagens de corpos em retratos. A objetiva passou a capturar detalhes. Subjetividade. Histórias, cultura, ensino, encontros, experiência, potências, dobras, arte. Invenção. Composição de corpos escritos em afetos. 50 Afetografias: captura subjetiva. Palavras Presos. Sem liberdade. Sem vontade. Mortos. Este é um caminho sem volta! Viveremos para sempre na objetividade . O tempo foi passando... Angustiados e sufocados fomos ficando. Até que enlouquecemos! Então, de dentro de um livro gritamos. Já não aguentamos mais! 51 Aquilo mudou tudo. Enfurecidos rasgamos nossas vestes, E surpreendentemente outras achamos, Rasgamos novamente, E tinha outra, Rasgamos e mais outra. Nós éramos uma estranha colcha de retalhos, Tão novos... Tão lindos... Tão sem eira nem beira... Tão anormais... Foi assim que nós voltamos a ter vida, Foi assim que renascemos, Como criança que acabara de nascer, Tivemos que ter calma, Como criança que acabara de nascer, Tivemos que aprender aos poucos. Como criança que acabara de nascer, Os tropeços e as quedas foram inúmeras. 52 Foi ao sair daquela fo(ô)rma que percebemos, Construir um mundo louco, possível era Por isso berramos: Texto, novas palavras te esperam! Impermanências - Qual a anormalidade de vocês? - Nós, Anormais? Jamais! Inconcebível ser anormal, em tempos que a vida é certa, programada, contextualizada, virtuosa, direcionada a menosprezar as perguntas e superestimar as respostas. Conforta desvelar, explicar, dizer o que é, e porque é. Por que queremos rotas, respostas, soluções. Talvez, seja pelo mundo inventado que se vive, o MUNDO da FALTA... Falta de direção, de fórmulas, descobertas que ainda virão salvar nossas vidas... Tudo mito! Existe outro mundo fora desse. Basta vermos com outros olhos ou lentes! Escrever outra história. Será que podemos? - Sim, podemos! Mas não sem perdas, não sem abandonos e algumas renúncias. Talvez, ficar nu seja a única forma de ver diferente aquilo que naturalizamos pensar, fazer e agir. Inevitável que deixemos cair cascas do corpo pelo caminho... Desculpem o transtorno, estamos em obras . Algumas coisas cairão, principalmente aquilo que não serve mais, mas faz parte. 53 Mas o que importa é que ainda há esperança! Nem só de subtração é a vida! Mas de multiplicação, singularidades, artistagens, novidades, isso que ser anormal pode disparar. Novas superfícies podem ser inventadas, tocadas e imprimir na pele, outros modos de ser, inclusive o de não ser nada (isso pode nos bastar!). - Dos prognósticos, problematizações; - Das desconstruções, invenções; - Dos portos, travessias; - Dos lugares, deslocamentos; - Da neutralidade, os afetos e desafetos; - Da memória, esquecimentos. Esses fluxos demarcam as (a)normalidades que inventam um MUNDO de POSSIBILIDADES: uma vida-montagem, uma vida-nodevir, uma vida-mais-vida-sendo-anormal. - Afinal, de que anormalidade se trata? - Não sabemos nem por onde começar! Metamorfoses Docência (In)decência Sexualidade Criação Invenção A verdade está na religião? (Trans)formação Tudo pode ser contestado Nada pode ser enquadrado Cristão? Quadradão? Com moralidades 54 Princípios Regras Pra quê? Pra seguir? Ou transgredir? Outras possibilidades buscar Novas vidas experimentar E tantas outras metamorfoses sofrer E do casulo sair Para livre voar E outros caminhos Desbravar! Encoutros - Alguém já recusou uma dança sob pena de parecer louco? Passos descambimbados, rodopios desesperados. Como traíra na linha, ela dança... - Para que tá feio... - Que isso? Ih, que coisa chata, sem graça!! Deixa ela, larga ela. Deixa o corpo falar, habitar a superfície. Sair do lugar. Chorar de rir. Morrer de rir. - Mas tem regras para dançar! - Para rir também? - Sim, só se for engraçado! - Quem disse o que é engraçado? (risos) - Você está rindo. Eu fiz por acaso uma piada? - Não necessariamente, mas foi engraçado... 55 - Me respeite sou uma professora séria! - O que é ser sério? - Seguir o método! - Que método? - Observar, descrever, medir, analisar, escrever, por último, divulgar! - Hum, bacana! -Só isso? - É que não observo meus pés enquanto danço, muito menos conto meus passos e menos ainda analiso a performance, mas divulgo (risos). (Nossa, você ri demais). Então sempre invento meus passos, mas acho que nós duas somos inventoras, porque o teu método também inventamos. - Como assim? - Inventamos modos de calcular, observar e dizer sobre a vida - Nós? - Sim, ou a régua se criou sozinha? - Não, mas quando cheguei ela já estava lá. - É porque ela saiu da lâmpada (risos). Desculpa, vou continuar minha dança. Não sou boca para teus ouvidos... -Você é louca? - Oi! Você disse razão? - Não, eu disse louca! - Ah tá, pensei ter ouvido Descartes! -Nãããão looouca!!! -Ah sim, sempre!!! Mas nem te conto... - O quê? 56 - Tem um bocado de gente louca na UFPA - Sério? - Vai lá terça pra conferir... (risos) Desloucamentos Quando pensa que está, já foi, Quando quer permanecer, já não há mais lugar As impermanências que formam, das caixas que seguem ao lado, das vidas que inventamos. Anormais, somos todos... em qualquer faísca que brilha o fugaz Ser escolhida e acolhida, fazer parte, partilhar. Em Belém, a chuva da tarde já a recebe em casa, descansa. Sozinha pensa na multidão que a povoa, lê, povoa ainda mais. Vozes que se misturam e recriam num cotidiano novo. Os belenenses recebem bem. Das novidades banais, fazer parte de um 57 grupo e estar só. Por entre leituras e gostosuras, experimenta a vida e seus sabores surpreendentes, tão perto de casa, tão parecido, mas tão distinto. Segue experimentando as contradições, acolhendo-as e sendo feliz. Na triangulação Parnaíba Fortaleza Belém, os modos de vida se cruzam. Famílias, trabalho, filhos, lazer... não há linhas, mas há distâncias, e também aproximações. Posições que ocupa no trânsito, deslocamentos que não cindem. Somam? Não sabe, não conta... A formação que busca, em nada se assemelha à formatação e certezas. Educação em ciências, que flerta o tempo todo com a arte. Ou é? Professora já a dizem, mas artista não. E lá precisa de autorização? Segue sendo, pois Anormal é, e como tal, só consegue ver beleza. Move pensamentos, palavras crê, reinventa a professora de professores que é, e que a única permanência seja do deslocamento. EtevIs Pensamentos, pensamentos viajantes, viagens em imaginação e... Sempre atropelada pela vida-ação. As ações-vidas em Etevis? Coloridas, simpáticas, fugitivas, falantes, redondas, corajosas com medo, beleza em feiura, alegria, e... O gesto, o toque, o abraço que faz sentir outra vida... A vontade é demorar-se no outro corpo, fundir-se no novo na açãopele-corpo... Etevis moventes... IngEnuidades e perversidades, universo de insignificâncias para o outro... Deixa demorar no teu abraço? É bom! (periga não querer sair se viajar no conforto...) o cheiro, a força, a rigidez, a fragilidade... Dar-se conta de que há outras vidas, sensações... 58 Afastou-se, distanciou-se... E... Mais uma ETevi pode estar a ser inventada no mergulho das sensações e bruscos toques, em que fica o cheiro... Etevis conversam entre si maquinando novas invenções de vidas imaginárias, a pouco soube que isso se chama monólogo, mas somos tantas... Etevis? Não sei ler... Sem(pre)ciência Cada um dá o que tem. E se não tem? Inventa Nunca se contentar Subverter Inverter? Tentar com Contar! Nada de conter O segredo é transbordar, desprender Desaprender(?) Aham, aham, nada de rumo Perde-se Nada de corpo Desfazer-se Sexo Dispenso? Compenso? 59 Repenso? Ólho Ôlho Vejo? Compor, montar, editar Ciência, consciência? Sem(pre)ciência Volte, Olhe novamente Nova mente Mente V
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